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sábado, 5 de novembro de 2011

O Mau Pensamento que São Francisco teve contra Frei Bernardo

(FONTE: http://www.avidasacerdotal.com)

Como por mau pensamento que São Francisco teve contra Frei Bernardo, mandou ao referido Frei Bernardo que lhe andasse com os pés em cima da garganta e da boca.

O devotíssimo servo do Crucificado monsior São Francisco, pela aspereza da penitência e pelo contínuo chorar, tinha ficado quase cego e pouco enxergava. Uma vez entre outras, partiu do lugar onde estava e foi para um outro lugar, onde estava Frei Bernardo, para falar com ele sobre as coisas divinas; e chegando ao lugar, descobriu que ele estava no bosque em oração, todo elevado e unido a Deus. Então São Francisco foi ao bosque e o chamou: “Vem — disse — e fala com este cego”. E Frei Bernardo não lhe respondeu nada, porque sendo um homem de grande contemplação, tinha a mente suspensa e elevada para Deus; e por isso ele tinha graça singular de falar de Deus, como São Francisco tinha provado muitas vezes, e portanto queria falar com ele. Depois de um intervalo, chamou-o uma segunda e uma terceira vez daquele mesmo modo; e nenhuma vez Frei Bernardo o ouviu, e por isso não lhe respondeu, nem foi a ele. Então São Francisco foi embora um pouco desconsolado, maravilhando-se e lamentando-se em si mesmo que Frei Bernardo, chamado três vezes, não fora ao seu encontro.

Partindo com esse pensamento, São Francisco, quando já estava um pouco longe, disse ao seu companheiro: “Espera-me aqui”; e ele foi ali perto, em um lugar solitário, e se lançou em oração, pedindo a Deus que lhe revelasse porque Frei Bernardo não lhe respondera. E estando assim, veio-lhe uma voz de Deus que disse assim: “Ó pobre homenzinho, por que estás perturbado? Deve o homem deixar Deus pela criatura? Frei Bernardo, quando tu o chamavas, esta unido comigo; e por isso não podia ir a ti nem te responder. Portanto, não te maravilhes, se não pôde responder-te, porque ele estava tão fora de si, que não ouvia nada de tuas palavras”. Tendo São Francisco esta resposta de Deus, voltou imediatamente com muita pressa para Frei Bernardo, para acusar-se humildemente do pensamento que tinha tido contra ele.

Vendo-o vir na sua direção, Frei Bernardo foi ao seu encontro e lançou-se aos seus pés; e então São Francisco o fez levantar-se na hora e contou-lhe com grande humildade o pensamento e a perturbação que tinha tido contra ele, e como Deus lhe havia respondido sobre isso. Donde concluiu assim: “Eu te mando, por santa obediência, que tu faças o que eu vou te mandar”. Temendo Frei Bernardo que São Francisco lhe mandasse alguma coisa excessiva, como costumava fazer, quis honestamente esquivar-se daquela obediência; por isso assim lhe respondeu: “Eu estou pronto para fazer a vossa obediência, se me prometeres fazer só o que eu mandar”. E como São Francisco lhe prometeu, Frei Bernardo disse: “Agora dize, pai o que queres que eu faça”. Então São Francisco disse: “Eu te mando por santa obediência que, para punir a minha presunção e a ousadia do meu coração, agora que eu vou me deitar no chão olhando para cima, me ponhas um pé em cima da garganta e o outro em cima da boca, e assim me passes três vezes de um lado para o outro, dizendo-me vergonha e vitupério; e especialmente me diz: Deita-te, vilão filho de Pedro de Bernardone; donde te vem tanta soberba, pois és uma criatura vilíssima”. 

Ouvindo isso, Frei Bernardo, ainda que faze-lo fosse muito duro para ele, mesmo pela obediência santa, da maneira mais cortês que pôde, cumpriu o que São Francisco lhe tinha mandado. E feito isso, São Francisco disse: “Agora manda tu a mim o que queres que eu faça, pois eu te prometi obediência”. Disse Frei Bernardo: “Eu te mando, por santa obediência, que todas as vezes em que estivermos juntos, tu me repreendas e corrijas dos meus defeitos, asperamente”. De que São Francisco se maravilhou muito, pois Frei Bernardo era de tanta santidade que o tinha em muita reverência e não achava que ele fosse repreensível em coisa alguma. Mas daí em diante São Francisco evitava estar muito com ele, pela referida obediência, para que não lhe fosse dita nenhuma palavra de correção contra ele, que ele sabia ser de tanta santidade; mas quando tinha vontade de vê-lo ou de ouvi-lo falar de Deus ia para junto dele e ia embora o mais rápido que podia. E era uma grandíssima devoção ver com quanta caridade, reverência e humildade o pai São Francisco usava e falava com Frei Bernardo, filho primogênito.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As aparições de Nossa Senhora de Coromoto na Venezuela

Segundo a tradição nacional, quando da fundação de Guanare, no dia 3 de novembro de 1591, uma das tribos indígenas, os Kospes, se lançou em fuga pela floresta, em direção a El Tocuyo, que fica entre Portuguesa e Lara. Pouco depois, o cacique e sua mulher atravessavam o riacho e viram uma senhora de beleza extraordinária que lhes disse no dialeto usado por sua tribo: "Ide até a casa dos Brancos e pedi-lhes que derramem água sobre as vossas frontes para que vós possais ir para o Céu."

Pouco depois, o cacique encontrou Sanchez, um espanhol que se ocupava das terras de Soropo - cidade situada às margens do rio Guanare -, e narrou-lhe a aparição. Juan Sanchez "reconheceu" a Virgem Maria e pediu-lhe que, contando oito dias, trouxesse a sua tribo para que todos tomassem conhecimento do que seria necessário para receberem o Batismo. O cacique foi fiel ao compromisso agendado.

O encontro se deu no ponto de confluência entre os rios Guanaguanare e Tucupido (como eram chamados pelos indígenas). Naquele local, o encomendeiro (espanhol detentor das terras que podiam ser cedidas em pequenos lotes aos indígenas), de acordo com as autoridades, repartiu o sítio, entre eles, em torno do local da aparição, para que os silvícolas cultivassem e organizassem seus campos, empenhando-se no catecumenato da tribo e preparando-os para o Batismo. Quase todos receberam esta graça, menos o cacique que ficara saudoso de sua floresta e de sua independência. Lá ele comandava. Aqui, devia obedecer...
Segundo a tradição, a Virgem lhe apareceu (ao cacique dos Kospes), pela segunda vez, na noite de sábado, 8 de setembro de 1652, na presença da esposa, do filho e da cunhada, Isabel.

O cacique, que não se converteu, se amparou de uma flecha apontando-a para a Virgem. Maria, insensível à ameaça, aproximou-se dele. Este arremessou o dardo em sua direção, mas a Virgem desapareceu, deixando-lhe um pequeno pergaminho nas mãos, contendo a sua imagem. O morubixaba pretendia atirá-lo ao fogo, porém, uma criança, providencialmente, salvou a efígie - segundo precisa a tradição. Juan Sanchez, tendo sido avisado, se apresentou no local da aparição com dois companheiros, Bartolomeu Sanchez e Juan Sibrian, e resgatou a preciosa relíquia. Logo depois, participou o "milagre" às autoridades civis e eclesiásticas, mas ninguém acreditou nele.

A Aparição de Coromoto, segundo a nova denominação dada ao local da aparição, realizou, desta forma, a unidade cultural e religiosa como ocorrera com as aparições de Guadalupe, no México, em torno de um local de culto que se transformou em centro e símbolo religioso da nação. No dia 1º de fevereiro de 1654, dando seqüência ao prodígio que passou a ser objeto de agradecimento fervoroso por parte dos indígenas, decidiu-se por levar a imagem para a Igreja de Guanare (hoje, Basílica Guanare) onde a mesma é venerada, conservando-se no interior de um relicário estruturado em metal precioso.

Neste meio tempo, o que teria acontecido ao cacique? Segundo a memória do povo, o morubixaba voltou para a selva. Entretanto, no caminho, foi mordido por serpente venenosa. Aí, então, ele entregou seu coração a Deus, e pediu para ser batizado. Um "bariné" que passava pelo local, derramou água em sua cabeça: o cacique foi salvo e se tornou um dos apóstolos de Nossa Senhora.

O ardor desta comunidade indígena atraiu um Sacerdote que passou a se ocupar dela. O Capuchinho, Frau José de Najara, ficou encarregado de catequizar a aldeia e, esta, a partir de então, passou a ser chamada São José da Aparição (San-José-de-la-Aparicion). Após grandes inundações, o vilarejo desapareceu. Apesar disto, as peregrinações ao local da aparição são contínuas e este se tornou conhecido como "Nossa Senhora de Coromoto".

No dia 1 de março de 1942, o Episcopado venezuelano, reunido em sessão plenária, proclamou a Virgem de Coromoto, padroeira da Venezuela. No dia 7 de outubro de 1944, o Papa Pio XII ratificou o decreto dos Bispos, declarando oficialmente, em notícia sumária da Santa Sé, Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, coroando a estátua, e erigindo uma Basílica, no Santuário que foi visitado pelo Papa João Paulo II, em 1985. 

Violência não impede crescimento da Igreja Católica na Índia


A igreja de Nossa Senhora de Vailankanni, no estado de Kerala, sul da Índia, foi invadida e depredada por fanáticos anti-católicos, informou a agência Zenit.

Os vândalos destruíram o altar, ornamentos sagrados e confessionários, além de ameaçarem os fiéis que acudiram em grande número quando ouviram o tumulto.

Os fanáticos hinduístas e islâmicos estão perdendo a cabeça vendo o progresso do catolicismo. 20% da população do estado de Kerala já é católica.

O bispo diocesano D. Stanley Roman explicou que “há uma comunidade católica muito viva e numerosa. Por isso, tínhamos a intenção de construir uma igreja maior. O projeto alarmou os grupos extremistas hinduístas”, além dos islâmicos.

O bispo precisou tranqüilizar o povo católico que estava prestes a dar o troco aos agressores e o convidou a suportar com paciência as violências. “Agiremos segundo a lei”, sublinhou.

Foi essa a conduta dos primeiros católicos no tempo das perseguições romanas. No fim, o império pagão caiu de podre e a Igreja Católica emergiu triunfante das catacumbas.

Essa perspectiva apavora os pagãos e os falsos “ecumenistas cristãos”.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Indulgência Plenária no Dia de FINADOS !!!

No dia de Finados. 2 de Novembro:Visita a uma igreja, reza de um Creio. Pai Nosso, confissão e comunhão (do mês), oração pelo Papa (pode ser Pai Nosso, Ave Maria, ou qualquer outra oração.)

Além disso, pode-se lucrar indulgência plenária desde o dia 1° até dia 8 de Novembro. Condições: visita a um cemitério, rezar pêlos falecidos, oração pelo Papa, confissão e comunhão mensal.

OBS: Com as ações supracitadas pode-se libertar definitivamente uma ALMA do Purgatório aos CÉUS !!!

Nossa Senhora de Folgöet (Lume do Bosque)

Salaün era um homem simples, considerado louco por seus contemporâneos Ele só sabia dizer duas palavras: "Ave Maria" (da oração "Ave Maria, cheia de graça...") e estas ele as repetia continuamente.

No dia 1º de novembro, o pobre homem foi encontrado morto, perto de um tronco de árvore, na fímbria do bosque contíguo à paróquia de Guic-Elleau (França). Ele foi enterrado bem perto de lá. Algum tempo depois, surgiu da terra um lírio perfumado, sobre o qual estavam escritas, em ouro, as duas únicas palavras que ele havia pronunciado durante a vida inteira: "Ave Maria".

Em 1935 , foi colocada a primeira pedra de uma Igreja que se tornou a pérola de todas as Igrejas da Bretanha. Nossa Senhora de Folgöet (Nossa Senhora do Lume do Bosque) foi coroada pela Igreja em 1888...

O terço ao pescoço e as armas nas mãos !!!

Padres e fiéis da cidade católica de Honai, no Vietnã, tinham-me afirmado que não fugiriam diante dos tanques triunfantes do regime comunista ateu, dispostos a cinco quilômetros de suas casas.

Mulheres, crianças e idosos daquela comunidade indomável se uniram em oração dentro das Igrejas iluminadas. Os homens, formados em batalhões de autodefesa, levavam o terço ao pescoço e como armas, velhas carabinas portavam. Eles se entregaram à morte, tentando proibir o acesso dos carros blindados norte-vietnamitas à sua paróquia.

O Padre Hoang Quynh, cura de Cholon, igualmente refugiado vindo do Norte, havia-me dito: "Para nós, o comunismo está morto. Em Tonkin nós tivemos uma pequena idéia do que o comunismo pretende reservar às populações do Sul: exações - cobranças rigorosas de impostos -, torturas, prisões e a fé, acossada e perseguida por todas as cidades. Eles, querem ainda, os campos e os corações; eis o seu programa. Milhares de túmulos já estão assinalados, desde a fronteira com a China, até o delta de Mekong, estrada dolorosa do cristianismo. Aparecerão outros milhares, ao redor de Saigon, de Hué e de Dalat. Este é o preço que deveremos pagar. Nós somos padres. Cada cruz dará o seu testemunho diante dos homens."

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FESTA DE TODOS OS SANTOS !!!

"Hoje celebramos a Solenidade de todos os Santos. Na luz de Deus, recordamos todos aqueles que deram testemunho de Cristo durante a sua vida terrena, esforçando-se por praticar os Seus ensinamentos. Alegramo-nos com estes nossos irmãos e irmãs que nos precederam, percorrendo o mesmo caminho que nós percorremos e que agora, na glória do Céu, recebem a recompensa merecida.

São aqueles que, segundo a expressão do Apocalipse, "vieram da grande tribulação; lavaram as suas roupas e as branquearam no sangue do Cordeiro" (7, 14). Eles souberam caminhar contra a corrente, seguindo o "sermão da montanha" como norma inspiradora da sua vida: pobreza de espírito e simplicidade de vida; mansidão e não-violência; arrependimento dos pecados cometidos e expiação pelos pecados dos outros; fome e sede de justiça; misericórdia e paixão; pureza de coração; compromisso em favor da paz; e sacrifício pela justiça (cf. Mt 5, 3-10).

Cada cristão é chamado à santidade, ou seja, a viver as Bem-Aventuranças. Como exemplo para todos, a Igreja indica os irmãos e as irmãs que se distinguiram nas virtudes e foram instrumentos da graça divina. Hoje, comemoramo-los todos juntos para que, com a sua ajuda, possamos crescer no amor de Deus e ser "sal da terra e luz do mundo" (cf. Mt 5, 13-14).

A comunhão dos Santos ultrapassa o limiar da morte. Trata-se de uma comunhão que tem o seu centro em Deus, o Deus dos vivos (cf. Ibid., 22, 32). Lemos no Livro do Apocalipse: "Felizes os mortos que desde agora morrem no Senhor" (cf. 14, 13). Precisamente a Solenidade de todos os Santos enche de significado a comemoração de todos os defuntos, que celebraremos amanhã. Trata-se de um dia de oração e de profunda reflexão sobre o mistério da vida e da morte. "Deus não é o autor da morte" afirmam as Escrituras dado que "Ele criou tudo para a existência" (Sb 1, 13-14). "Por inveja do demónio é que a morte entrou no mundo e prová-la-ão os que pertencem ao demónio" (Ibid., 2, 24)."
 
Beato João Paulo II, na solenidade de Todos os Santos de 2001.

Mártires Cristãos

Sejamos MÁRTIRES !!!


DOCUMENTÁRIO - Mártires e Santos da Igreja Católica - A PAIXÃO DOS SANTOS.