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domingo, 29 de abril de 2012

A água benta e seu uso em favor das Almas do Purgatório




Usada com fé e confiança, a água benta tem grande valor para o corpo e alma, assim como constitui recurso eficiente em favor das almas do Purgatório.
Cada vez que o Sacerdote benze a água, ele o faz em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.
Por conseguinte, quando se toma água benta e com algumas gotas asperge a si ou um objeto, presente ou ausente, é como se de novo subissem ao Céu as orações da Igreja, para atrair as bênçãos divinas sobre o corpo e a alma, assim como sobre os objetos aspergidos com a água benta. É também a água benta uma poderosa arma para se dissipar os maus espíritos. São muitos os exemplos demonstrativos do temor e horror que Satanás e os demônios têm pela água benta.
Como, porém, se explica que também se possa aplicar a água benta em favor de pessoas distantes e até às almas do Purgatório?
Cada vez que se oferece, mesmo à distância, água benta, na intenção de um ente querido, sobe aos Céus a oração da Igreja anexa à mesma e induz o Coração Sacratíssimo de JESUS a tomar sob sua proteção no corpo e na alma esses teus entes queridos.
O mesmo acontece quando usamos a água benta em favor das almas do Purgatório.
Quanto alívio podemos nós concedermos a uma alma sofredora, por meio de uma gotinha de água benta!
O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com água benta, a mesma começou a bradar em alta voz suplicando: mais água benta! porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas.
E com efeito, uma gotinha de água benta tem muitas ve­zes maior eficácia do que uma longa oração porque nossa oração muitas vezes é feita com descuido e distraidamente. Diferente é a oração da Igreja intercedendo, por meio da água benta. Oração que agrada sempre a Nosso Senhor JESUS CRISTO, em qualquer lugar onde lhe for apresentada em nome da Santa Igreja.
Por isso, as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso da água benta e se pudéssemos ouvir as suas súplicas por uma gotinha de água benta, certamente nos aplicaríamos mais assiduamente em seu uso, ao menos de manhã e à noite e algumas vezes durante o dia.
Quantas vezes por dia entras e sais do quarto! Não te será difícil deixar cair nessas ocasiões uma gotinha de água benta no Purgatório.
Que alegria causarias com isso às almas do Purgatório e que mérito colherias por meio da prática desse ato de caridade para ti mesmo e os teus; pois as benditas almas não se mostram ingratas. No mesmo momento em que as favorecemos, levantam suas mãos ao céu e rezam com tal fervor por seus benfeitores como não poderão fazer as pessoas mais justas do mundo. E DEUS ouve-lhes com predileção a oração e envia suas graças abundantes sobre os benfeitores delas.
Há católicos que não saem de casa sem, antes, aspergirem três gotinhas de água benta; uma para si e seus entes queridos, a fim de que Nosso Senhor os proteja de todos os perigos no corpo e na alma; uma outra para os moribundos, especialmente para os pecadores moribundos, a fim de que DEUS, na última hora, ainda lhes conceda a graça da conversão; e uma terceira em favor das almas benditas. Quanto é meritório tal modo de proceder. Imitemo-lo!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PROCURAI COM CUIDADO A FORMA COM A QUAL DEVEIS LOUVAR-ME


"Maria, segundo Santa Brígida da Suécia, doutora da Igreja. Revelações Celestes, Livro I, capítulo VIII ".


N. Sa. disse à Santa Brígida: Eu sou a Rainha do Céu. É preciso procurar com cuidado a forma com a qual deveis louvar-me. Tende como certo que todo o louvor com o qual considerais meu Filho, é o meu louvor, e quem o honra, está honrado, igualmente, a mim. De fato, nós nos amamos com reciprocidade e com tanto fervor, que fomos, os dois, como um único, um só coração; e Ele me honrou de forma tão especial, honrou-me, a mim, que nada era nada a não ser um vaso de barro, mas por Ele fui exaltada acima de todos os Anjos. 


É desta maneira, então, que deveis louvar-me: 


Bendito sejais, ó Deus! Criador de todas as coisas, que dignastes descer ao seio da Virgem Maria e que dignastes tomar dela a carne humana sem pecado! 


Bendito sejais, ó Deus! Que viestes até a Virgem Santíssima, que nascestes dela, criatura sem pecado, preenchendo sua alma e todo o corpo de comoções de inefável alegria! 


Bendito sejais, ó Deus! Que enchestes de alegria e regozijo a Virgem Maria, vossa Mãe, após a Ascensão, oferecendo-lhe admiráveis e múltiplos lenitivos, e que a visitastes consolando-a divinamente! 


Bendito sejais, ó Deus! Que levastes ao Céu a Virgem Maria, vossa Mãe em corpo e alma, e que a colocastes de forma honorável, junto à Divindade, acima de todos os anjos. Concedei-me vossa misericórdia, Senhor, diante de minhas preces amorosas.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

SANTO AGOSTINHO: A BELEZA DAS COISAS FALA DA BELEZA SUPREMA DE DEUS CRIADOR


“Interroga a beleza da terra,

“interroga a beleza do mar,

“interroga a beleza do ar difundida e diluída.

“Interroga a beleza do céu,

“interroga a ordem das estrelas,

“interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia;

“interroga a lua, que com o seu clarão modera as trevas da noite.

“Interroga os animais que se movem na água, que caminham na terra, que voam pelos ares:

“almas que se escondem, corpos que se mostram;

“visível que se faz guiar, invisível que guia.

“Interroga-os!

“Todos te responderão:

“Olha-nos, somos belos!

“A sua beleza fá-los conhecer.

“Quem foi que criou esta beleza mutável, a não ser a Beleza Imutável?”

(Santo Agostinho, Sermo CCXLI, 2: pl 38, 1134).


SANTO ANSELMO DE CANTUÁRIA: DEUS CASTIGA COM JUSTIÇA E COM JUSTIÇA TAMBÉM PERDOA


É justo, também, que tu castigues os maus. Haverá, pois, algo mais justo do que os bons receberem o bem e os maus o castigo?
Como, então, pode ser justo ao mesmo tempo que tu castigues os maus e lhes perdoes? Ou será que, sob certo aspecto, tu castigas os maus com justiça e, sob outro, lhes perdoas, igualmente, com justiça?

Com efeito, é justo que tu castigues os maus, pois o mereceram; mas é, também, justo que lhes perdoes, não em virtude dos méritos que eles não têm, e sim porque isso condiz com a tua bondade.

Ao perdoares aos maus, tu és justo em relação a ti mesmo, não a nós, assim como és misericordioso em relação a nós, e não a ti.

(Fonte: Santo Anselmo (1033-1109), “Proslogio”, Abril, São Paulo, 1973.)


terça-feira, 17 de abril de 2012

CORAGEM e OBEDIÊNCIA dos CRUZADOS


Os inimigos dos cristãos, durante as Cruzadas, muitas vezes admiravam sua coragem invencível e sua resignação, que chegava a tocar as raias do sublime.

Uma carta escrita pelo Patriarca da Armênia a Saladino relata como os soldados e os companheiros de Frederico Barbarroxa tiveram bastante força para resistir às terríveis provações:

"Os alemães são homens extraordinários. Têm uma vontade inquebrantável, e nada os pode desviar de seus desígnios. O exército está sujeito à disciplina mais severa, jamais uma falta fica sem castigo.

"Coisa singular: eles evitam todo prazer! Ai daquele que se permita alguma voluptuosidade! Tudo isso é causado pela tristeza de ter perdido Jerusalém.

"Eles evitam para suas vestes todo tecido precioso, e só se querem revestir de ferro. Quanto à paciência na fadiga e na adversidade, ela sobrepuja toda a credulidade".

"Quem não se teria comovido até as lágrimas, vendo bispos e ilustres cavaleiros, doentes e fracos, levados sobre leitos no lombo de cavalos, através dos precipícios? Víamos escudeiros, de rosto coberto de suor, levar em seus escudos seus amos doentes".

"Todavia, o amor dos príncipes por aquele que dirige os passos dos homens, o desejo da Pátria celeste, à qual aspiravam, fazia que suportassem todos esses males sem se queixarem".

(Fonte: J.-F. Michaud, "História das Cruzadas")


SANTO ANICETO, Rogai por nós !!!


Papa e Mártir
(+ 165)
NATURAL da Síria era Aniceto o sucessor de São Pio I na cadeira de S. Pedro. O governo deste Pontífice coincide com o tempo do imperador romano Antônio. Não é certo se morreu mártir pela fé; é, porém, fora de dúvida, que tanto lhe foram os sofrimentos e aflições pela causa de Cristo, que a Igreja lhe conferiu o título honroso de mártir. Além das perseguições ofi­ciais da parte do governo romano, existiam perigosas heresias, que faziam periclitar a existência da Igreja. Embora fosse ela edificada sobre rochedo, contra o qual o in­ferno em vão dirige os ataques, grande número dos fiéis abando­nou a fé, correndo atrás do fogo fatuo de seitas errôneas. Grandes foram os estragos que o herege Va­letim causou ao rebanho de Cristo.
A essa obra perniciosa associou-se uma adepta da seita imoralíssi­ma dos Carpocratitas, Marcelina, a qual levou muitas pessoas à apos­tasia. Ainda um tal Marcion, here­ge e propagandista temível, propa­lou o veneno da heresia entre os cristãos.
O Papa Aniceto envidou todos os esforços para impedir o progresso da obra de satanás e reconduzir ao seio da Igreja os pobres transvia­dos.
Deus lhe enviou um auxiliar de grande valor, na pessoa de S. Po­licarpo.
Este discípulo de S. João Evan­gelista, veio a Roma, e em demons­trações públicas, provou que a Igreja de Roma, na doutrina, era idêntica a de Jerusalém. Esta de­claração causou a conversão de muitos hereges.
Num ponto, aliás, de ordem se­cundária, houve divergência entre Policarpo e Aniceto; quanto ao tempo da celebração da Páscoa. Os cristãos do Oriente comemoravam a Páscoa com os Judeus, quando na Igreja Romana não existia este uso. Policarpo, desejoso de ver Ro­ma adotar o uso da Igreja asiática, não conseguiu esta uniformização. Aniceto opinava e com razão, que não devia abolir um costume intro­duzido e aprovado pelo príncipe dos Apóstolos. Entretanto deixou aos cristãos orientais toda a liberdade na celebração da Festa da Páscoa, como eram acostumados desde os dias de S. João Evangelista.
Santo Hegesipo era outro auxi­liar estimável, que eficazmente di­rigiu forte campanha contra as he­resias. Num livro que escreveu, sobre a tradição, provou que a dou­trina passou pura e inalterada, dos Apóstolos ao Papa Aniceto e de­monstrou que a mesma doutrina era conservada e ensinada, sem a mínima alteração.
Aniceto governou a Igreja du­rante oito anos e nove meses e mor­reu no ano de 165.
Retirado e adaptado do livro: Lehmann, Pe. João Batista , S.V.D., Na Luz Perpétua, Lar Católico, Juiz de Fora, 1956.