Site dedicado à Devoção do Misericordioso Coração de Jesus, Doloroso e Imaculado Coração de Maria, Coração Virginal de São José, verdadeira Santa Igreja de Cristo e ao Motu Proprio SUMMORUM PONTIFICUM de S.S. Papa Bento XVI referente as Celebrações Liturgicas na Forma Extraordinária do Rito Romano ou Rito Dâmaso-Gregoriano, no Brasil e no mundo, promoção e divulgação do sacro Canto Gregoriano.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
A água benta e seu uso em favor das Almas do Purgatório
Usada com fé e confiança, a água benta tem grande valor para o corpo e alma, assim como constitui recurso eficiente em favor das almas do Purgatório.
Cada vez que o Sacerdote benze a água, ele o faz em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.
Por conseguinte, quando se toma água benta e com algumas gotas asperge a si ou um objeto, presente ou ausente, é como se de novo subissem ao Céu as orações da Igreja, para atrair as bênçãos divinas sobre o corpo e a alma, assim como sobre os objetos aspergidos com a água benta. É também a água benta uma poderosa arma para se dissipar os maus espíritos. São muitos os exemplos demonstrativos do temor e horror que Satanás e os demônios têm pela água benta.
Como, porém, se explica que também se possa aplicar a água benta em favor de pessoas distantes e até às almas do Purgatório?
Cada vez que se oferece, mesmo à distância, água benta, na intenção de um ente querido, sobe aos Céus a oração da Igreja anexa à mesma e induz o Coração Sacratíssimo de JESUS a tomar sob sua proteção no corpo e na alma esses teus entes queridos.
O mesmo acontece quando usamos a água benta em favor das almas do Purgatório.
Quanto alívio podemos nós concedermos a uma alma sofredora, por meio de uma gotinha de água benta!
O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com água benta, a mesma começou a bradar em alta voz suplicando: mais água benta! porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas.
E com efeito, uma gotinha de água benta tem muitas vezes maior eficácia do que uma longa oração porque nossa oração muitas vezes é feita com descuido e distraidamente. Diferente é a oração da Igreja intercedendo, por meio da água benta. Oração que agrada sempre a Nosso Senhor JESUS CRISTO, em qualquer lugar onde lhe for apresentada em nome da Santa Igreja.
Por isso, as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso da água benta e se pudéssemos ouvir as suas súplicas por uma gotinha de água benta, certamente nos aplicaríamos mais assiduamente em seu uso, ao menos de manhã e à noite e algumas vezes durante o dia.
Quantas vezes por dia entras e sais do quarto! Não te será difícil deixar cair nessas ocasiões uma gotinha de água benta no Purgatório.
Que alegria causarias com isso às almas do Purgatório e que mérito colherias por meio da prática desse ato de caridade para ti mesmo e os teus; pois as benditas almas não se mostram ingratas. No mesmo momento em que as favorecemos, levantam suas mãos ao céu e rezam com tal fervor por seus benfeitores como não poderão fazer as pessoas mais justas do mundo. E DEUS ouve-lhes com predileção a oração e envia suas graças abundantes sobre os benfeitores delas.
Há católicos que não saem de casa sem, antes, aspergirem três gotinhas de água benta; uma para si e seus entes queridos, a fim de que Nosso Senhor os proteja de todos os perigos no corpo e na alma; uma outra para os moribundos, especialmente para os pecadores moribundos, a fim de que DEUS, na última hora, ainda lhes conceda a graça da conversão; e uma terceira em favor das almas benditas. Quanto é meritório tal modo de proceder. Imitemo-lo!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
PROCURAI COM CUIDADO A FORMA COM A QUAL DEVEIS LOUVAR-ME
N. Sa. disse à Santa Brígida: Eu sou a Rainha do Céu. É preciso procurar com cuidado a forma com a qual deveis louvar-me. Tende como certo que todo o louvor com o qual considerais meu Filho, é o meu louvor, e quem o honra, está honrado, igualmente, a mim. De fato, nós nos amamos com reciprocidade e com tanto fervor, que fomos, os dois, como um único, um só coração; e Ele me honrou de forma tão especial, honrou-me, a mim, que nada era nada a não ser um vaso de barro, mas por Ele fui exaltada acima de todos os Anjos.
É desta maneira, então, que deveis louvar-me:
Bendito sejais, ó Deus! Criador de todas as coisas, que dignastes descer ao seio da Virgem Maria e que dignastes tomar dela a carne humana sem pecado!
Bendito sejais, ó Deus! Que viestes até a Virgem Santíssima, que nascestes dela, criatura sem pecado, preenchendo sua alma e todo o corpo de comoções de inefável alegria!
Bendito sejais, ó Deus! Que enchestes de alegria e regozijo a Virgem Maria, vossa Mãe, após a Ascensão, oferecendo-lhe admiráveis e múltiplos lenitivos, e que a visitastes consolando-a divinamente!
Bendito sejais, ó Deus! Que levastes ao Céu a Virgem Maria, vossa Mãe em corpo e alma, e que a colocastes de forma honorável, junto à Divindade, acima de todos os anjos. Concedei-me vossa misericórdia, Senhor, diante de minhas preces amorosas.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
SANTO AGOSTINHO: A BELEZA DAS COISAS FALA DA BELEZA SUPREMA DE DEUS CRIADOR
“Interroga a beleza da terra,
“interroga a beleza do mar,
“interroga a beleza do ar difundida e diluída.
“Interroga a beleza do céu,
“interroga a ordem das estrelas,
“interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia;
“interroga a lua, que com o seu clarão modera as trevas da noite.
“Interroga os animais que se movem na água, que caminham na terra, que voam pelos ares:
“almas que se escondem, corpos que se mostram;
“visível que se faz guiar, invisível que guia.
“Interroga-os!
“Todos te responderão:
“Olha-nos, somos belos!
“A sua beleza fá-los conhecer.
“Quem foi que criou esta beleza mutável, a não ser a Beleza Imutável?”
(Santo Agostinho, Sermo CCXLI, 2: pl 38, 1134).
SANTO ANSELMO DE CANTUÁRIA: DEUS CASTIGA COM JUSTIÇA E COM JUSTIÇA TAMBÉM PERDOA
É justo, também, que tu castigues os maus. Haverá, pois, algo mais justo do que os bons receberem o bem e os maus o castigo?
Como, então, pode ser justo ao mesmo tempo que tu castigues os maus e lhes perdoes? Ou será que, sob certo aspecto, tu castigas os maus com justiça e, sob outro, lhes perdoas, igualmente, com justiça?
Com efeito, é justo que tu castigues os maus, pois o mereceram; mas é, também, justo que lhes perdoes, não em virtude dos méritos que eles não têm, e sim porque isso condiz com a tua bondade.
Ao perdoares aos maus, tu és justo em relação a ti mesmo, não a nós, assim como és misericordioso em relação a nós, e não a ti.
(Fonte: Santo Anselmo (1033-1109), “Proslogio”, Abril, São Paulo, 1973.)
terça-feira, 17 de abril de 2012
CORAGEM e OBEDIÊNCIA dos CRUZADOS
Os inimigos dos cristãos, durante as Cruzadas, muitas vezes admiravam sua coragem invencível e sua resignação, que chegava a tocar as raias do sublime.
Uma carta escrita pelo Patriarca da Armênia a Saladino relata como os soldados e os companheiros de Frederico Barbarroxa tiveram bastante força para resistir às terríveis provações:
"Os alemães são homens extraordinários. Têm uma vontade inquebrantável, e nada os pode desviar de seus desígnios. O exército está sujeito à disciplina mais severa, jamais uma falta fica sem castigo.
"Coisa singular: eles evitam todo prazer! Ai daquele que se permita alguma voluptuosidade! Tudo isso é causado pela tristeza de ter perdido Jerusalém.
"Eles evitam para suas vestes todo tecido precioso, e só se querem revestir de ferro. Quanto à paciência na fadiga e na adversidade, ela sobrepuja toda a credulidade".
"Quem não se teria comovido até as lágrimas, vendo bispos e ilustres cavaleiros, doentes e fracos, levados sobre leitos no lombo de cavalos, através dos precipícios? Víamos escudeiros, de rosto coberto de suor, levar em seus escudos seus amos doentes".
"Todavia, o amor dos príncipes por aquele que dirige os passos dos homens, o desejo da Pátria celeste, à qual aspiravam, fazia que suportassem todos esses males sem se queixarem".
(Fonte: J.-F. Michaud, "História das Cruzadas")
SANTO ANICETO, Rogai por nós !!!
Papa e Mártir
(+ 165)
NATURAL da Síria era Aniceto o sucessor de São Pio I na cadeira de S. Pedro. O governo deste Pontífice coincide com o tempo do imperador romano Antônio. Não é certo se morreu mártir pela fé; é, porém, fora de dúvida, que tanto lhe foram os sofrimentos e aflições pela causa de Cristo, que a Igreja lhe conferiu o título honroso de mártir. Além das perseguições oficiais da parte do governo romano, existiam perigosas heresias, que faziam periclitar a existência da Igreja. Embora fosse ela edificada sobre rochedo, contra o qual o inferno em vão dirige os ataques, grande número dos fiéis abandonou a fé, correndo atrás do fogo fatuo de seitas errôneas. Grandes foram os estragos que o herege Valetim causou ao rebanho de Cristo.
A essa obra perniciosa associou-se uma adepta da seita imoralíssima dos Carpocratitas, Marcelina, a qual levou muitas pessoas à apostasia. Ainda um tal Marcion, herege e propagandista temível, propalou o veneno da heresia entre os cristãos.
O Papa Aniceto envidou todos os esforços para impedir o progresso da obra de satanás e reconduzir ao seio da Igreja os pobres transviados.
Deus lhe enviou um auxiliar de grande valor, na pessoa de S. Policarpo.
Este discípulo de S. João Evangelista, veio a Roma, e em demonstrações públicas, provou que a Igreja de Roma, na doutrina, era idêntica a de Jerusalém. Esta declaração causou a conversão de muitos hereges.
Num ponto, aliás, de ordem secundária, houve divergência entre Policarpo e Aniceto; quanto ao tempo da celebração da Páscoa. Os cristãos do Oriente comemoravam a Páscoa com os Judeus, quando na Igreja Romana não existia este uso. Policarpo, desejoso de ver Roma adotar o uso da Igreja asiática, não conseguiu esta uniformização. Aniceto opinava e com razão, que não devia abolir um costume introduzido e aprovado pelo príncipe dos Apóstolos. Entretanto deixou aos cristãos orientais toda a liberdade na celebração da Festa da Páscoa, como eram acostumados desde os dias de S. João Evangelista.
Santo Hegesipo era outro auxiliar estimável, que eficazmente dirigiu forte campanha contra as heresias. Num livro que escreveu, sobre a tradição, provou que a doutrina passou pura e inalterada, dos Apóstolos ao Papa Aniceto e demonstrou que a mesma doutrina era conservada e ensinada, sem a mínima alteração.
Aniceto governou a Igreja durante oito anos e nove meses e morreu no ano de 165.
Retirado e adaptado do livro: Lehmann, Pe. João Batista , S.V.D., Na Luz Perpétua, Lar Católico, Juiz de Fora, 1956.
Assinar:
Postagens (Atom)





