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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Contem às crianças a verdadeira história do Papai Noel


6 de Dezembro é dia de São Nicolau, ou Papai Noel. 

Devido aos inúmeros milagres  atribuídos à sua intercessão, em vida e após a morte, ficou conhecido  como Taumaturgo ( Άγιος Νικόλαος ο Θαυματουργός).

Universalmente associado às festas natalinas, o Papai Noel sofreu uma terrível despersonalização, sendo transformado numa espécie de figura de conto-de-fadas.

Sua festa litúrgica é celebrada pelos católicos, ortodoxos, anglicanos (a despeito da perseguição que os puritanos empreenderam no século XVII) e pelos luteranos no mesmo dia.

Grego de nascimento, São Nicolau foi Bispo de Mira, na Turquia. Nascido em 270 e morto em 6 de dezembro de 346. Sobre seu túmulo foi construída uma basílica no século VI.  Seus restos mortais foram levados de Mira para Bari, Itália, onde chegaram em 9 de maio de 1087. O governo turco tem  pressionado o governo italiano para que lhe devolva as relíquias do santo, para transformá-las em peça de atração turística.


SANTA LUZIA, Virgem Mártir


“Santa Luzia sofreu o martírio por volta do ano 304, na grande perseguição de Diocleciano contra os cristãos. Oriunda de Siracusa, era de linhagem nobre, e muito precocemente fez voto de perpétua castidade ao Senhor. Sua mãe adoeceu com desinteria, e nesta emergência ela fez uma peregrinação ao túmulo de Santa Águeda para implorar a restituição de sua saúde. Ali, Santa Luzia entrou em êxtase e Santa Águeda apareceu-lhe em grande glória, rodeada de anjos, falando-lhe então: 'Minha irmã Luzia, virgem consagrada a Deus, por que pedes a mim o que tu mesma podes fazer pela tua mãe? Atenção, tua fé deu eficácia às palavras de tua boca, e ela está agora curada'. A partir deste momento, Luzia vendeu seus ornamentos e suas posses a fim de dar o valor recebido aos pobres e doentes. Acusada de ser cristã, apresentou-se diante do tribunal do juiz pagão, Pascásio, e quando ali recebeu a ordem de oferecer sacrifício aos ídolos, respondeu: 'Consolar e confortar as viúvas e os órfãos em sua tribulação é um culto puro e agradável a Deus. Isto tenho feito por três anos e, após oferecer-lhes minhas posses, alegremente oferecerei também a mim mesma em sacrifício'. Porque ela havia dito: 'Aqueles que vivem casta e devotamente são um templo de Deus, e o Espírito Santo habita neles', eles pretenderam levá-la para um bordel, mas o Senhor a tornou imóvel como uma coluna, de forma que nenhum poder pode movê-la. Então uma pira funerária, cheia de piche, colofônio e óleo foi erguida em torno dela e acendida: mas também as chamas deixaram-na intacta. Finalmente uma espada atravessou-lhe o pescoço; mas ela continuou com vida até que recebesse o Santo Viático de um sacerdote, e ainda consolou os cristãos que estavam a sua volta, anunciando-lhes que a paz estava próxima. No local de seu martírio foi erguida uma igreja.”

(GIHR, Nicholas. In: THE HOLY SACRIFICE OF THE MASS. The Saints of the Canon of the Mass. 1918)


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A ESCADA DO PRETÓRIO DE PILATOS, QUE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, DEPOIS DE FLAGELADO, SUBIU PARA SER APRESENTADO AO POPULACHO JUDEU.


Ela foi trazida no século IV de Jerusalém para Roma, por Santa Helena. Mãe do Imperador Constantino. Encontra-se em frente ao Palácio Laterano (*) que faz um só corpo com a Basílica de São João de Latrão. É um velho costume romano subi-la de joelhos, sobretudo na Quaresma.”

Depois de contemplar o cenário, o penitente comovido e enlevado dobra os joelhos e inicia a subida. Já no segundo degrau depara-se com uma marca saliente. Junto a ela, todos se detém e osculam uma placa de vidro. Satisfazendo a curiosidade, descobre-se que: “Trata-se do lugar onde caiu uma gota do Sangue que Nosso Senhor derramou.”

Mais alguns degraus e outras duas placas semelhantes surgem. No último, o vigésimo oitavo, outra placa indicava a presença de mais uma gota do precioso Sangue. Os joelhos doem, mas pensa-se consigo mesmo: se por tão pouco sente-se tal incômodo, o que não terá sido a dor do Divino Salvador neste passo da Paixão? Ele que tinha o direito de ser obedecido, servido e glorificado, foi coberto de injúrias e transformado em “um leproso no qual nada havia de são”, segundo as palavras da Sagrada Escritura.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

“PROFETISA DO RENO”, SANTA HILDEGARDA DE BINGEN (1098 — 1179)


“No ano de 1170 depois do nascimento de Cristo, estive durante longo tempo doente na cama. Então, física e mentalmente acordada, vi uma mulher de uma beleza tal que a mente humana não é capaz de compreender.

“A sua figura erguia-se da terra até ao céu. O seu rosto brilhava com um esplendor sublime. O seu olhar estava voltado para o céu.

“Trajava um vestido luminoso e fulgurante de seda branca e uma manto guarnecido de pedras preciosas. Nos pés, calçava sapatos de ónix.

“Mas o seu rosto estava salpicado de pó, o seu vestido estava rasgado do lado direito. Também o manto perdera a sua beleza singular e os seus sapatos estavam sujos por cima.
“Com voz alta e pesarosa, a mulher gritou para o céu: ‘Escuta, ó céu: o meu rosto está manchado! Aflige-te, ó terra: o meu vestido está rasgado! Treme, ó abismo: os meus sapatos estão sujos!’

“E continuou: ‘Estava escondida no coração do Pai, até que o Filho do Homem, concebido e dado à luz na virgindade, derramou o seu sangue. Com este sangue por seu dote, tomou-me como sua esposa.

“Os estigmas do meu esposo mantêm-se em chaga fresca e aberta, enquanto se abrirem as feridas dos pecados dos homens.

“Este fato de permanecerem abertas as feridas de Cristo é precisamente por culpa dos sacerdotes.

“Estes rasgam o meu vestido, porque são transgressores da Lei, do Evangelho e do seu dever sacerdotal.

“Tiram o esplendor ao meu manto, porque descuidam totalmente os preceitos que lhes são impostos.

“Sujam os meus sapatos, porque não caminham por estradas direitas, isto é, pelas estradas duras e severas da justiça, nem dão bom exemplo aos seus súbditos.

“Em alguns deles, porém, encontro o esplendor da verdade”.

“E ouvi uma voz do céu que dizia:

‘Esta imagem representa a Igreja. Por isso, ó ser humano que vês tudo isto e ouves as palavras de lamentação, anuncia-o aos sacerdotes que estão destinados à guia e à instrução do povo de Deus, tendo-lhes sido dito, como aos apóstolos: ‘Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura’ (Mc 16, 15)’”.

(Fonte: Carta a Werner von Kirchheim e à sua comunidade sacerdotal: PL 197, 269ss, apud Discurso do Papa Bento XVI por ocasião da troca de votos natalícios com a Cúria Romana, segunda-feira, 20 de dezembro de 2010).


TRECHOS DA CARTA DE SANTO AFONSO DE LIGÓRIO SOBRE OS MALES QUE AFLIGIAM A IGREJA E QUE DIANTE DA IMINÊNCIA DO CONCLAVE DE 1774/1775 DEVERIAM SER CONSIDERADOS NA ESCOLHA DO NOVO PONTÍFICE


Carta 773. A Padre Traiano Trabisonda

Viva Jesus, Maria e José!

Arienzo, 24 de outubro de 1774

Ilustríssimo Senhor meu estimadíssimo,

Meu amigo e senhor, acerca do sentimento que se me pede sobre os assuntos atuais da Igreja e a eleição do Papa, que pensamento posso apresentar, eu um miserável ignorante e de tão pouco espírito, como sou?

Digo apenas que são necessárias orações e grandes orações; já que, para levantar a Igreja do estado de relaxamento e de confusão em que se encontram universalmente todos os níveis, nem toda a ciência e prudência humana conseguem remediar, mas é preciso o braço onipotente de Deus.

Entre os bispos, poucos são os que têm verdadeiro zelo pelas almas.

As comunidades religiosas, quase todas e mesmo sem o quase, estão relaxadas, porque nas congregações, na presente confusão das coisas, falta a observância e a obediência se perdeu.

No clero secular as coisas estão piores e, por isso, faz-se necessária aí uma reforma geral para todos os eclesiásticos, de maneira a reparar a grande corrupção dos costumes, que existe entre os seculares.

Por isso é preciso rezar a Jesus Cristo que nos dê um Chefe da Igreja que, mais do que de doutrina e de prudência humana, seja dotado de espírito e de zelo pela honra de Deus, e seja totalmente alheio a qualquer partido e respeito humano, porque se, por nossa desgraça, acontecesse um Papa que não tem apenas a glória de Deus diante dos olhos, o Senhor pouco o assistirá e as coisas, como estão nas presentes circunstâncias, irão de mal a pior.
Assim que as orações podem trazer remédio a tanto mal, ao obter de Deus que ele mesmo ponha a sua mão e conserte.

Por isso, não somente impus a todas as casas da minha mínima Congregação que rezem a Deus, com atenção maior do que habitualmente, pela eleição deste novo Pontífice; mas na minha diocese ordenei a todos os sacerdotes seculares e regulares que, na missa, recitem a coleta pro electione pontificis; desejaria que o Senhor inspirasse ao Sacro Colégio para escrever a todos os Núncios dos reinos cristãos, para que ordenassem esta coleta, por parte do Sacro Colégio, a todos os sacerdotes.

É este o sentimento que eu, miserável, posso apresentar.

Para esta eleição do Papa, não deixo de rezar mais vezes ao dia, mas o que podem minhas frias orações? Contudo, confio nos méritos de Jesus Cristo e de Maria Santíssima, que antes que a morte me atinja, que me está muito perto pela idade tão decadente e pela doença em que me encontro, o Senhor possa consolar-me fazendo-me ver a Igreja reconstituída.

Acrescento, amigo, que também eu desejaria, como Vossa Senhoria ilustríssima, ver reformados tantos desarranjos presentes; e saiba que, nesta matéria, giram-me pela mente mil pensamentos, que gostaria de fazê-los presentes a todos. Mas, olhando para a minha mesquinhez, não tenho ânimo de torna-los públicos, para não parecer que eu quero reformar o mundo. Comunico-lhe, porém, em confiança e como um desabafo, estes meus desejos.

Em primeiro lugar, gostaria que o próximo Papa (já que faltam muitos Cardeais, que deverão ser nomeados) escolhesse, entre aqueles que lhe serão propostos, os mais doutos e zelosos pelo bem da Igreja e que intimasse preventivamente aos Príncipes, na primeira carta em que lhes comunicará a sua eleição, que, quando pedirem o cardinalato para algum favorito seu, não proponham senão pessoas de comprovada piedade e doutas, porque, caso contrário, não poderá admiti-los em boa consciência.

Gostaria ainda que usasse toda a sua força em negar mais benefícios àqueles que já estão de posse dos bens da Igreja que lhes bastam para a sua manutenção, segundo o conveniente ao seu estado. E nisso usasse toda a fortaleza contra os compromissos que poderão aparecer.

Gostaria, além disso, que se impedisse o luxo nos prelados e, por isso, se determinasse para todos (caso contrário, a nada se porá remédio), se determinasse, digo, o numero dos empregados, exatamente o que compete a cada categoria de prelados: tantos camareiros e não mais; tantos servos e não mais; tantos cavalos e não mais; para não dar mais o que falar aos hereges.

Mais ainda! Que se usasse diligência ao escolher os bispos (dos quais, principalmente, depende o culto divino e a salvação das almas), solicitando informações a mais pessoas sobre a sua vida digna e doutrina necessária para governar as dioceses. E que, também para aqueles que já estão em suas igrejas, se exigisse dos metropolitanos e de outros, secretamente, a informação sobre aqueles bispos que pouco atendem o bem de suas ovelhas.

Gostaria ainda que se fizesse perceber, por toda a parte, que bispos descuidados e faltosos ou na residência ou no luxo das pessoas que mantêm ao seu serviço, ou nas enormes despesas com mobílias, banquetes e coisas semelhantes, serão punidos com a suspensão ou com o envio de vigários apostólicos que consertem os seus defeitos, dando o exemplo, de quando em vez, conforme a necessidade.

Todo exemplo desse tipo faria com que estivessem mais atentos a se controlar os demais prelados descuidados.

Gostaria ainda que o futuro Papa fosse muito reservado em conceder certas graças que prejudicam a boa disciplina, como, por exemplo, permitir às monjas saírem da clausura por mera curiosidade de ver as coisas do século, o conceder facilmente aos religiosos a licença de se secularizar, pelos inconvenientes mis que daí decorrem.
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Sobretudo, desejaria que o Papa reconduzisse universalmente todos os religiosos à observância do seu primeiro Instituto, pelo menos nas coisas mais principais.

Basta, não desejo mais causar-lhe tédio. Nada podemos fazer, a não ser rezar ao Senhor, que nos dê um Pastor pleno do seu espírito, que saiba estabelecer estas coisas que acenei brevemente, conforme for mais conveniente à glória de Jesus Cristo.

E com isso, apresento-lhe minha humilíssima reverência, enquanto com todo o obséquio me confesso.

De Vossa Senhoria Ilustríssima obrigadíssimo servo verdadeiro

AFONSO MARIA, bispo de Santa Águeda dos Godos


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

COMO OS APÓSTOLOS MORRERAM ???


O martírio dos apóstolos foi anunciado por Nosso Senhor Jesus Cristo:

- “Por isso, diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns e perseguirão outros” (São Lucas 11.49).

- “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (São Lucas 21.16-17).

- “Se a mim me perseguiram também vos perseguirão a vós… mas tudo isso vos farão por causa do meu nome” (São João 15.19-20).

- “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos… eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas, e sereis conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim…” (São Mateus 10.16-18).

Com relação aos sofrimentos e martírio de São Paulo, Nosso Senhor revelou: “Eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9.16).

Conheçamos um pouco o chamado dos apóstolos e vejamos como eles morreram:



São Mateus

Após a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, São Mateus fez do seu próprio país seu campo missionário, pregando para os próprios Judeus.  Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando. Morreu à espada na cidade de Etiópia.

Santo André

Era irmão de São Pedro, filhos de um pescador da Galiléia de nome Jonas. Ele vivia em Cafarnaum e era um seguidor de São João Batista antes de ser apresentado a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao ver Nosso Senhor, reconheceu-o imediatamente como sendo o Messias, e foi o seu primeiro apóstolo. Foi para a Grécia e pregou na província de Acaia (província romana que, com a Macedônia, formava a Grécia). Ali sofreu o martírio e foi amarrado numa cruz em forma de xis (não foi pregado) para que seu sofrimento se prolongasse. Da cruz pregou ao povo até morrer. Séculos mais tarde, seus restos mortais foram levados para Escócia. O navio que os transportava naufragou numa baía que assim foi denominada de Baía de Santo André. Santo André pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi discípulo de João Batista, de quem ouviu a seguinte afirmação sobre Jesus: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”. Santo André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2).

São Filipe

Natural de Betsaida, cidade de Santo André e São Pedro. Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe seu amigo Natanael (João 1.43-46). Diz-nos Policrates, que foi Bispo de Éfeso durante o séc. II, que São Filipe foi para a Ásia e foi sepultado em Hierápolis. Pregou na Frígia e morreu mártir, enforcado num pilar, em Hierápolis (Ásia Menor).

São Bartolomeu

Nas crônicas a seu respeito consta que ele foi morto a chicotadas e seu corpo foi colocado num saco, atado e jogado ao mar. Natural de Caná da Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (São Mateus 10.3; São João 1.45-47) Exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia. Foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo.



São Simão

Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em São Mateus 10.4, São Marcos 3.18, São Lucas 6.15 e Atos 1.13. Julga-se que morreu crucificado.

São Tiago Menor

Pregou na Palestina e no Egito, sendo ali crucificado. Filho de Alfeu (Mateus 10.3). Missionário na Palestina e no Egito. Escreveu uma das epístolas bíblicas. Foi precipitado de um pináculo do templo de Jerusalém ao solo; a seguir, foi atacado por se recusar a denunciar os cristãos, sendo apedrejado até a morte, por ordem do sumo sacerdote Ananias, no ano 62.

São Judas Tadeu

Foi quem, na última ceia, perguntou a Nosso Senhor: “Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?” (São João 14, 22-23). É autor de uma das cartas do Novo Testamento (Carta de Judas). Diz à tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com São Simão.

Judas Iscariotes, o traidor

Filho de Simão iscariotes. Ele traiu a Jesus por trinta moedas de prata, enforcando-se um dia após entregar Nosso Senhor às autoridades judaicas. Tirou sua vida e não acreditou no perdão de Deus. (São Mateus 26,14-16; 27:3-5).



São Pedro

Era pescador, natural de Betsaida. Confessou que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (São Mateus 16.16). Foi testemunha da Transfiguração (São Mateus 17.1-4). Negou Jesus três vezes, mas se arrependeu amargamente. Seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes. Durante a perseguição de Nero, sofreu martírio. Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição que seu mestre Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, morreu sufocado com seu próprio sangue.

São Tiago Maior

Natural de Betsaida da Galiléia, pescador (São Mateus 4.21; 10.2). Filho de Zebedeu e irmão do também apóstolo São João Evangelista. Ele sofreu martírio em 44 d.C., quando Herodes Agripa mandou prender São Pedro. Foi decapitado em Jerusalém. Foi o primeiro dos apóstolos a morrer pela fé. A partir dos séculos passou a ser venerado na península Ibérica, sendo o grande protetor contra os mouros (árabes/muçulmanos). A Espanha tornou-o seu patrono, Santiago de Compostela, onde, até hoje, é reverenciado como padroeiro. Sua devoção expandiu-se na América com as Grandes Navegações e, até hoje, ele é muito venerado no Chile, México, Peru…

São João Evangelista

O único que permaneceu junto à cruz (São João 19.26-27). Era irmão de Tiago Maior. O primeiro a crer na ressurreição de Cristo (São João 20.1-10). Foi o que viveu mais tempo. Da Ilha de Patmos, onde esteve preso, regressou à cidade de Éfeso e teve morte natural. É o apóstolo que recebeu de Nosso Senhor a missão de cuidar da Santíssima Virgem. “O discípulo que Jesus amava” (S. João 13.23). Em Éfeso São João fundou várias igrejas. Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Ap 1.9). Foi lançado numa caldeira de azeite fervendo, em Roma, mas escapou ileso. Teve morte natural com idade de 100 anos aproximadamente.

São Tomé

Viajou e pregou os ensinamentos de Nosso Senhor em vários países, como Pérsia, Índia e inclusive nas Américas.. Só acreditou na ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (S. João 20.25). Seu martírio se deu por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã.

São Paulo

São Paulo não conviveu com Nosso Senhor Jesus Cristo; nem por isso deixou de ser mais importante. Pelo contrário, é considerado o responsável pela conversão dos povos gentios e até defendeu esta necessidade junto aos demais apóstolos. Seu nome era Saulo, judeu, um cidadão romano, soldado e chefe de uma guarnição romana. A caminho da cidade de Damasco, Deus falou com ele. A partir daquele dia sua vida mudou e seu nome passou a ser Paulo. Morreu mártir, sendo decapitado no mesmo ano de São Pedro e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes. É o apóstolo dos gentios por causa da sua grande obra missionária nos países gentílicos. Ele foi um dos primeiros a ver que não só os judeus poderiam ser batizados, mas todos: gregos, romanos, egípcios, etc. Escreveu várias cartas para as localidades por onde passara. Foi decapitado em Roma por ordem do imperador Nero.

São Lucas

Era médico. Não conheceu Jesus pessoalmente. Recolheu inúmeros relatos (principalmente dos apóstolos) e escreveu seu Evangelho. Ele também escreveu o Ato dos Apóstolos. Foi enforcado em uma oliveira na Grécia.

São Matias

Escolhido para substituir Judas Iscariotes. Exerceu sua ação apostólica na Judéia, Alexandria e Macedônia. Foi martirizado na Etiópia.

São Tadeu

Não há relatos sobre a sua morte.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A VIDA e a HISTÓRIA da VENERÁVEL e MÍSTICA (SANTA) ANTONIETTA MEO:


Antonieta nasceu em 15 de dezembro de 1930 em uma família abastada de Roma. A casa da família Meo está a poucos passos de Santa Cruz de Jerusalém. "Minha irmã", diz sua irmã Margherita, "era uma menina alegre, inquieta e travessa, assim como todas as crianças dessa idade". Aos três anos, em outubro de 33, a indicam à guarda das freiras que está a dois passos de sua casa. "Ia de boa vontade", conta sua irmã, "e freqüentemente quando brincávamos juntas dizia: 'Eu me divirto muito na escola … iria até de noite!'. Apegou-se com a professora e as freiras diziam à minha mãe: 'Não há quem a detenha! Mas é muito esperta e aprende rápido. É uma menina madura para a idade que tem'".

Ainda não tinha completado cinco anos quando seus familiares observaram um inchaço no joelho esquerdo, pensando que havia sido por alguma queda.

A ENFERMIDADE PRECOCE

Depois de alguns diagnósticos e tratamentos desacertados, a sentença: osteosarcoma. Em 25 de abril de 36 lhe amputam a perna. O golpe foi muito forte. Mas, mais para os pais do que para Antonieta, que, uma vez superado o primeiro período, a pesar da intervenção e das dificuldades causadas pelo aparelho ortopédico, segue sua vida de sempre: as brincadeiras, a escola. Seus pais, para grande alegria da menina, decidiram antecipar a data de sua primeira comunhão, e deste modo, à noite, sua mãe começou a lhe ensinar o catecismo.

AS CARTAS DE NENNOLINA.

Esses encontros de instrução na fé são aproveitados por Antonieta para primeiro ditar à sua mãe e depois a escrever suas cartas que a cada noite colocará debaixo de uma estatueta do Menino Jesus aos pés de sua casa "para que ele viesse de noite para ler". "Começou como uma brincadeira, diz sua mãe no processo, "quando lhe que escrevesse uma carta à madre superiora das freiras que a educavam para pedir-lhe permissão de fazer a primeira comunhão em sua capela na noite de Natal. Assim que, muitas vezes, de noite, depois de rezar a oração ao Anjo da Guarda, Antonieta acostumou-se a me ditar 'poesias' (assim ela chamava), primeiro para mim, depois para seu pai e Margherita, em seguida para Jesus e a Virgem. Pegava o primeiro pedaço de papel que encontrava e não parava de escrever o que ela me ditava, sorrindo, indulgente com o que me ditava com tanta simplicidade e segurança".

A primeira carta está datada de 15 de setembro de 1936. A partir de então, suas cartas se sucedem, expressando um amor simples, terno e infantil a Jesus, Maria e seus pais; mas ao mesmo tempo uma clara consciência, assombrosa em uma menina de sua tenra idade, de quem é Jesus e como o segue pelo caminho da dor. Assim, para surpresa de sua mãe, Nennolina escreverá como as grandes santas do sofrimento, pedindo que lhe concedesse almas para poder salvá-las: E este "Senhor Jesus, dai-me almas" Antonieta o repetirá muitíssimas vezes.

"Via que a menina sabia se expressar muito melhor do que eu pensava”, diz sua mãe, "mas acredito que seja inútil dizer que em casa não davam a menor importância a estas cartas que se deixavam em qualquer parte e muitas se perderam".

Em quando Nennolina aprendeu a usar a pena, quis colocar sua própria assinatura e escreveu assim: "Antonieta e Jesus".

Antonieta escreverá a Jesus 105 cartas, e outras a Maria, a Deus Pai, ao Espírito Santo, uma a Santa Inês e outra a Santa Teresa do Menino Jesus. Sempre pedirá a Jesus a ajuda de sua graça: Não deixará nunca de pedir a Ele e à sua Mãe a graça, para os que a rodeiam, para quem se encomenda a suas orações e para os pecadores.

Nennolina se dirige a Jesus e Maria com ternura confiada. Suas cartas terminarão sempre com abraços, carícias, beijos dirigidos a seus destinatários celestiais. E desta confiança são testemunhas também as freiras, que muitas vezes viram a menina antes de sair da igreja aproximar-se ao tabernáculo e exclamar: "Jesus, vem brincar comigo!". Escreverá também em suas cartas, desejando tê-lo sempre por perto: "Querido Jesus, amanhã venha para a escola comigo". Nos meses que a separam da Noite de Natal suas cartas expressarão todo seu amor por Jesus e o ardente desejo de recebê-lo em seu coração. Conta sem cessar os dias, as horas, os minutos.

A VERDADE REVELADA AOS PEQUENOS

A forma das cartas é repetitiva e os pensamentos surgem desconexos, como ocorre na maneira das crianças se expressarem, mas sob a forma infantil o pensamento não é banal, nunca pueril. Um dia antes de sua primeira comunhão explica a sua mãe: "Olha mamãe: faz de conta que minha alma é uma maçã. Dentro da maçã estão estas coisinhas pretas que são as sementes. Dentro da pele das sementes está essa coisa branca. Faz de conta que isso é a graça". "A comparação", continua dizendo sua mãe, "que eu conhecia, me pareceu profundo, mas não quis me dar por vencida e respondi ríspida: 'Mas quem te disse estas coisas? A professora mostrou-lhes uma maçã para que compreendessem…'. 'Não, mamãe', respondeu candidamente, 'a professora não me disse, eu que pensei'".

Em seguida completou seu pensamento: "Jesus, faz com que esta graça esteja sempre, sempre comigo".

Naquela noite de Natal, apesar do aparelho ortopédico causar dor, os presentes a viram no final da missa permanecer mais uma hora ajoelhada, quieta, com as mãos juntas.

A HORA SE APROXIMA

Em maio, Antonieta recebe a confirmação. São os últimos dias de sua vida. Diz sua mãe: "Depois da Confirmação Antonieta começou progressivamente a piorar. A fadiga e a tosse não lhe davam trégua. Não conseguia se manter sentada e teve que ficar de cama. Estava sofrendo, mas dizia sempre a todos, inclusive a mim: ' Estou bem!'. Às vezes com grande fadiga, mas queria rezar suas orações de sempre da manhã e da noite. Pediu então que o sacerdote lhe trouxesse a comunhão todos os dias, e as horas que seguiam a comunhão eram cada vez mais tranqüila. […] Em quanto podia também me pedia que escrevesse suas cartas".

A última está datada de 2 de junho. Esta carta terminará nas mãos de Pio XI. A mãe lembra: "Sentei-me na cabeceira da cama e escrevi o que Antonieta me ditava trabalhosamente: "Querido Jesus Crucificado, eu te quero e te amo tanto. Eu quero estar contigo no Calvário". "Nesse momento", diz a mãe, "Antonieta teve um ataque violento de tosse e vomitou, mas quando passou, quis continuar: 'Querido Jesus repito que te amo muito muito'… De repente senti um ataque de rebelião ao ver o quanto sofria e com um acesso de raiva amassei o papel e o guardei em uma gaveta".

Alguns dias depois, veio visitar Antonieta o professor Milani, primeiro médico pontifício, chamado pelo doutor Vecchi para uma consulta. Disse que a menina estava muito grave e que deveríamos levá-la novamente à clínica para operá-la outra vez. O professor conversou com a menina e ficou assombrado com as dores que ela suportava sem se queixar. Meu marido falhou-lhe das cartas que escrevia. Pediu para ver a última e eu não me atrevi a negar-me. Peguei a carta que havia deixado naquele dia e a mostrei. Ao lê-la disse que queria falar ao Santo Padre sobre Antonieta e pediu permissão para levar a carta. Respondi titubeante: "É que … não sei … se …". "Mas, senhora", disse, "trata-se do Papa!".

A BENÇÃO PAPAL

No dia seguinte um carro do Vaticano parou na frente de nossa casa. Um delegado enviado pessoalmente pelo Santo Padre Pio XI veio trazer à menina a benção apostólica. Disse-nos que Sua Santidade se havia se comovido lendo a carta. E também nos deixou um cartão do professor Milani no qual pedia a Antonieta que se lembrasse do Senhor e que implorasse por aqueles dons que ela havia pedido para si.

A PARTIDA

Em 12 de junho Antonieta piora. Respira com trabalho. Tem líquido extraído dos pulmões. Em 23 tiram-lhe três costelas com anestesia local, dadas suas precárias condições gerais. Conta sua mãe: "Não posso expressar o aperto que provocava aquele corpinho martirizado. Naquele dia disse-lhe contendo as lágrimas: 'Já verás, minha pequena… quando estiver melhor sairemos de férias, iremos à praia… que você gosta tanto… poderá até se banhar, sabe?' Me olhou… com ternura me disse: 'Mamãe, fique alegre, contente… Eu sairei daqui em menos de dez dias'". A mãe não podia saber que naquele momento Antonieta lhe havia dito exatamente o dia e a hora em que ia morrer.

Nos dias seguintes, com incrível fortaleza continua sorrindo até para as enfermeiras que vão medicá-la, a pesar da metástase ter invadido e despedaçado seu corpinho, apesar da massa tumoral lhe oprimir o peito até o ponto de deslocar o coração.

Todos testemunharão no processo o desconcerto perante sua extraordinária serenidade. Sua mãe chega inclusive a duvidar de que a menina estivesse sofrendo: "Fui ao médico e lhe disse: 'Doutor, eu não acredito, díga-me a verdade, diga-me realmente… Antonieta sofre muito?'. 'Mas senhora, que pergunta! O que está dizendo! Cale-se! As dores são atrozes!'. Voltei à sua cama… a voz não me saía, pela primeira vez disse-lhe: 'Antonieta, abençoe tua mãe… Antonieta, abençoe tua mãe'. Fazendo um esforço fez uma cruz na minha testa com a mão".

O pai diz no processo: "Um dia, já muito grave, decidi que administrassem em minha pequena a extrema unção. Perguntei a Antonieta: 'Sabe o que são os santos óleos?'. 'O sacramento que dão aos moribundos', respondeu. Eu não queria perturbá-la, então acrescentei: 'Às vezes traz a saúde do corpo…'. Antonieta negou-se. 'É muito cedo', disse, e eu não insisti. Mas quanto mais tarde o sacerdote lhe disse que os santos óleos aumentam a graça, Antonieta, que escutava atentamente, respondeu: 'Sim, eu quero'. Respondeu com tranqüilidade a todas as orações, rezou a contrição, em seguida deu as mãozinhas abertas para que o sacerdote as ungisse… Beijou com ternura o crucifixo de sua primeira comunhão. Tudo aconteceu com simplicidade de paz".

Estava amanhecendo naquele 3 de julho de 1937 quando seu pai se aproximou para ajeitar o travesseiro e, ao se aproximar para lhe dar um beijo, Antonieta sussurrou: "Jesus, Maria… mamãe, papai…". "Ficou olhando fixamente diante dela…", lembra sua mãe. " …Sorriu… então exalou um último e longo suspiro".

O AMOR TRANSBORDA

Na manhã seguinte o pequeno ataúde branco foi transportado em meio de uma multidão comovida até a Basílica de Santa Cruz de Jerusalém. Naquela mesma Basílica das relíquias da paixão de Jesus, apenas seis anos antes Nennolina havia recebido o batismo em um 28 de dezembro de 1930. No dia dos Santos Inocentes.

"Minha mãe", lembra Margherita, a irmã mais velha de Nennolina, "era uma mulher reservada, prudente, concreta, uma mulher com os pés no chão; não tinha nada de sentimental nem se acreditava alguma coisa. Diante de entusiasmos fáceis era taxativa:”Veja, eu não acredito nos santo até que a igreja os canonize'. Tendia sempre a minimizar os elogios feitos á Antonieta e não gostava que falassem dele idealizando.

Lembro que pouco depois da morte de minha irmã, um sacerdote fez na rádio uma conferência sobre o sentido do sofrimento e falou também de Antonieta. Minha mãe não gostou nenhum pouquinho. Comentou que era exagero. Disseram que Antonieta declamava seu amor a Jesus com amplos gestos… 'Mas o que é isso! Não, nunca!', replicou minha mãe. Disserem que Jesus foi a primeira palavra que havia pronunciado Antonieta. E ela disse: 'Não. Mamãe. Disse mamãe! Como todas as crianças!'".

Entretanto, a partida de Nennolina é logo acompanhada de conversões e graças. Mensagens de orações e agradecimentos cobrirão a tumba no cemitério romano de Verano. Em um ano são publicadas duas biografias suas.

A FAMA QUE CRESCE

A fama de Nennolina se difunde tão espontânea e imediatamente que ultrapassa a paróquia de Santa Cruz de Jerusalém, e vai inclusive para fora de Roma e da Itália. Em 1940 aparecem suas biografias em outras línguas, inclusive em armênio. O processo de beatificação será aberto em 1942 e a fase diocesana é concluída em 1972. mas precisamente por sua idade, ao encontrar-se no limite do que se considera a idade da razão, causou perplexidade em todos os que examinaram seu caso e bastantes dificuldades no desenvolvimento do processo. Embora nenhuma lei canônica determine os limites de idade daqueles a quem se pretende beatificar, apenas em 1981, com a Declaração da Sagrada Congregação das Causas dos Santos, quando a Igreja reconheceu plenamente que as crianças também podem realizar ações heróicas de fé, esperança e caridade, e por conseguinte podem ser elevados aos altares.

Recentemente, uma fundação dedicada a promover a devoção de Antonieta Meo foi criada na paróquia de Santa Cruz de Jerusalém.

Em 3 de maio de 1999, seus restos foram trasladados para uma cripta especial da Basílica onde repousam os instrumentos da Paixão do Senhor Jesus.

Agradecimentos ao site: http://www.acidigital.com/


A respeito dela, o Papa Bento XVI chegou a dizer:

«Fiquei feliz por terdes citado uma menina, Antonia Meo, conhecida como Nennolina. Exactamente há três dias decretei o reconhecimento das suas virtudes heróicas e espero que a sua causa de beatificação possa concluir-se depressa com bom êxito. Que exemplo luminoso deixou esta vossa pequena coetânea! Nennolina, menina romana, na sua brevíssima vida somente seis anos e meio demonstrou uma fé, uma esperança e uma caridade especiais, e deste modo também as outras virtudes cristãs. Embora sendo uma frágil menina, conseguiu dar um testemunho forte e robusto do Evangelho e deixou um profundo sinal na Comunidade diocesana de Roma. Nennolina pertencia à Acção Católica: certamente hoje estaria inscrita na A.C.R.! Por conseguinte, podeis considerá-la uma vossa amiga, um modelo no qual vos inspirar. A sua existência, tão simples e ao mesmo tempo tão importante, demonstra que a santidade é para todas as idades: para as crianças e para os jovens, para os adultos e para os idosos. Cada estação da nossa existência pode ser oportuna para se decidir a amar seriamente Jesus e para o seguir fielmente. Em poucos anos Nennolina alcançou o cume da perfeição cristã que todos somos chamados a escalar, percorreu velozmente a “superestrada” que conduz a Jesus. Aliás, como recordastes vós próprios, é Jesus a verdadeira “estrada” que nos leva ao Pai e à sua e nossa casa definitiva que é o Paraíso. Vós sabeis que Antónia agora vive em Deus, e do Céu está próxima de vós: senti-a presente convosco, nos vossos grupos. Aprendei a conhecê-la e a seguir os seus exemplos».

(Audiência aos jovens e às jovens da Ação Católica Italiana, 20 de dezembro de 2007)


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Os SANTOS e o CARNAVAL !!!


Pe. Divino Antônio Lopes FP.   
Anápolis, 01 de janeiro de 2009

Santa Faustina Kowalska 

“Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926). 

Santa Margarida Maria Alacoque 

Escreveu: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais). 

São Francisco de Sales 

Dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.  Naqueles dias,  esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos. 
São Vicente Ferrer 

Dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

O Servo de Deus, João de Foligno

Dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.

Santa Catarina de Sena

Referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”

São Carlos Borromeu 

Jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.

Santo Afonso Maria de Ligório 

Escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).


Santa Teresa dos Andes 

Escreveu: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado...” (Carta 162).

Savonarola e o Protesto contra o Carnaval

Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.

Será que os Excelentíssimos senhores Bispos e os Reverendíssimos senhores padres fazem o mesmo hoje? Será que possuem essa coragem e convicção?

São Pedro Claver

Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.
— Padre, aonde vai com esse saco?
— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?
O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o. O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.
— E agora? – pergunta o oficial.
— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.

Santo Afonso Maria de Ligório

“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).

CARNAVAL: Semana de FOLIA desenfreada

No tempo do carnaval, Nosso Senhor Jesus Cristo renova a sua sangrenta Paixão; por isso, Ele repete com toda verdade as suas palavras dilaceradoras: “Troçarão de mim, cuspir-me-ão no rosto, matar-me-ão na cruz”.

Todos os pecados de gula não são, porventura, o cálice amargo renovado para Ele? Todas as imodéstias no vestir, os olhares impuros, as ações obscenas não repetem porventura o despimento  das suas vestes e a sua bárbara flagelação? E as máscaras que escondem o rosto para não sentir o rubor de certas baixezas, não são semelhantes às vendas por dentro das quais os soldados escondem a cabeça majestosa de Deus, para ficarem mais livres de injuriá-lo?

E toda blasfêmia, e todo grito imundo, e todo riso descomposto, não assemelham às cusparadas com que foi conspurcada a face do Senhor?

Sim! Para Jesus a semana do carnaval é uma nova semana da Paixão; e os pecados do carnaval pesam-lhe nos ombros, como um dia lhe pesou a cruz na qual devia morrer.
Por sorte, neste mundo não há apenas judeus, nem apenas soldados brutais cujo mau coração se alegra com martirizar um inocente, nem todos são como Pilatos, nem todos são como Herodes ou Caifás: há também almas boas, como Verônica, que enxugam o rosto do Salvador das lágrimas e do sangue; há também homens generosos, como Cireneu, que o ajudam a carregar a sua cruz.

Nunca, como na semana do carnaval, Jesus é feito sinal de contradição: de um lado a loucura desenfreada, de outro o amor fiel.

Terrível é a semana do carnaval. Nela as almas, como numa carruagem, voam ansiosas aos prazeres pecaminosos. Do fundo delas uma voz se levanta e protesta: “Pára: na estrada destes divertimentos há estendido o Corpo de Cristo, teu Rei, morto na cruz”. “Não importa! Respondem elas. – Contanto que eu possa desfrutar, avante...!” E passam adiante, e, com o calcanhar pisam as mãos chagadas, os pés chagados e o coração chagado do Crucificado.
Mas é uma necessidade divertirmo-nos um pouco, antes de entrarmos nos dias severos da quaresma. Os que assim argumentam são, pois, aqueles que transgridem todos os jejuns, as penitências e as orações do tempo quaresmal. E, além disso, como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.
Bem acertaram os Padres antigos quando disseram que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E que os que se chafurdam dentro dela são todos cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se. Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demônio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido. Mas eis que nestes dias, muitíssimos arrancam do seu coração as renúncias e o batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas.

Há outros que argumentam assim: “Não acho nada de mal em ir a certas representações, aos clubes dançantes ou cantantes, aos bailes de máscaras...”

Pobres católicos! Mister faz realmente dizer que perderam o senso do bem e do mal.

Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demônio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demônio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque  a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26).

Pensai então, católicos, que pecado cometem esses pais indignos que levam seus filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir suas filhas! Aquelas mães da Síria que lançavam as suas criaturas na boca inflamada do deus Baal, no dia do juízo terão mais misericórdia do que estas mulheres cristãs que lançam seus filhos na boca ardente do fogo eterno.

Elas não têm tempo nem vontade de lavá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as  acompanham – aos sacramentos do demônio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.

Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).

Santo Ambrósio exortava, no princípio do carnaval, aos católicos do seu tempo da seguinte maneira. O herói Ulisses, voltando de Tróia conquistada, devia passar pela ilha das sereias: dali elevava-se sempre uma canção fascinante, aliciadora e irresistível. Mas todo nauta que cedia à lisonja daquela música ia à ruína; e o recife já estava todo branco de ossadas humanas. Para vencer a tentação, o astuto herói fez-se amarrar ao mastro da nau, e pediu aos companheiros que não o desamarrassem senão depois de passado o perigo. Só assim pôde salvar e rever Ítaca, seu reino e seu domicílio. Católicos, o carnaval pode ter para nós uma voz de sereia, irresistivelmente aliciadora: quem cede vai de encontro aos brancos escolhos da eterna ruína. Amarremos nossa alma ao mastro da Cruz da qual pende Deus que morre pela nossa salvação; meditemos o seu gemido e também nós nos salvaremos de todo perigo.

CARNAVAL: água lodosa

Na História Sagrada conta-se o caso de uma cidade onde as águas se haviam tornado lodosas e impotáveis. Os habitantes correram ao profeta Eliseu, que, mandando trazer a si um vaso cheio de sal derramou-o nas fontes poluídas. Desde esse momento as águas tornaram a fluir límpidas e potáveis (2 Rs 2, 19-21).

No tempo do carnaval, as águas do mundo tornam-se realmente lodosas, e exalam miasmas pestíferas de corrupção. Os bons católicos forçados a viver no meio dele estão em grave perigo de contágio, se não recorrerem à desinfecção. E eis que a Santa Igreja imita o gesto do profeta Eliseu, e com maternal preocupação derrama nas almas o sal que purifica e que preserva. Este sal é a lembrança da Paixão de Nosso Senhor.

Num trecho do Evangelho, Nosso Senhor prediz aos Apóstolos a sua crucifixão iminente. O Mestre ia para a Páscoa em Jerusalém, e sabia que fazia uma viagem sem retorno na sua vida. Ao longo da estrada Ele tomou à parte os Doze e levantou para eles o véu que ocultava o seu fim próximo. “Chegado é o momento em que as profecias sobre o Filho do homem devem verificar-se. Dentro em pouco Ele será dado em poder dos romanos: e eis que já vejo que o escarnecem, que lhe cospem no rosto, que o flagelam até o sangue; depois de o flagelarem, conduzem-no à morte. Contudo, não passarão três dias e Ele ressuscitará”.

Destas misteriosas e dolorosas previsões os Apóstolos não compreendiam nada; se alguma coisa compreendiam, não queriam acreditá-la, tanto ela lhes parecia horrível. Eram cegos na alma como o era no corpo o infeliz que eles haviam encontrado nas vizinhanças de Jericó, ao qual Jesus dera a vista com um milagre.

Também os Apóstolos se lhes abririam depois os olhos para entenderem o mistério da cruz. Também os nossos olhos foram abertos à luz da fé. Por isso, na terça-feira, que o mundo chama “gorda” por causa dos prazeres sensuais e das loucas alegrias a que muitos se abandonam, refletindo nas palavras do Senhor sobre a sua paixão, devemos sentir-nos comovidos. Deve jorrar-nos do coração a prece de Santo Agostinho: “Senhor, faze-me sentir toda a tua dor e todo o amor que experimentaste na tua paixão: toda a dor, para que eu aceite toda a minha dor neste mundo; e todo o amor para que eu recuse todo amor mundano”.

O que deve ser feito nos DIAS da FESTA de SATANÁS, isto é, do CARNAVAL?

1. Mortificar a língua, isto é, conversar moderadamente.
2. Jejuar. Evitar comer carne, frutas, doces e refrigerantes.
3. Usar o cilício uma hora por dia.
4. Não olhar programas televisivos.
5. Meditar a Sagrada Paixão de Nosso Senhor em São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.
6. Participar da Santa Missa todos os dias e oferecer a Comunhão reparadora.
7. Visitar a Jesus Sacramentado aos menos 5 vezes ao dia.
8. Rezar o Santo Terço diante do crucifixo.
9. Confessar-se.
10. Não participar da maldita “Cristoteca” nem do “Carnaval de Jesus”. Quem promove essas COISAS, usa do MANTO e do NOME SANTÍSSIMO de JESUS para esconder as suas paixões vergonhosas.