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sexta-feira, 22 de março de 2013

CUIDADO PARA ONDE E COMO VOCÊ OLHA



Quase todas as paixões que se revoltam contra nosso espírito têm sua origem na liberdade desenfreada dos olhos, pois os olhares livres são os que despertam em nós, de ordinário, as inclinações desregradas.

“Fiz um contrato com meus olhos de não cogitar sequer em uma virgem”, diz Jó (Job 31, 1). Mas, por que diz ele de não pensar sequer em uma virgem?

Não parece que deveria dizer: Fiz um contrato com meus olhos de não olhar sequer? Não, ele tem toda a razão de falar assim, porque o pensamento está intimamente ligado ao olhar, não se podendo separar um do outro, e, para não ter maus pensamentos, propôs-se esse santo homem nunca olhar para uma virgem.

Santo Agostinho diz: “Do olhar nasce o pensamento, e do pensamento a concupiscência”. Se Eva não tivesse olhado para o fruto proibido, não teria pecado; ela, porém, achou gosto em contemplá-lo, parecendo-lhe bom e belo; apanhou-o então, e fez-se culpada da desobediência.

Aqui vemos como o demônio nos tenta primeiramente a olhar, depois a desejar e, finalmente, a consentir. Por isso nos assegura São Jerônimo que o demônio só necessita de nosso começo: dá-se por satisfeito se lhe abrimos a metade da porta, pois ele saberá conquistar a outra metade.

Um olhar voluntário, lançado a uma pessoa do outro sexo, acende uma faísca infernal que precipita a alma na perdição. “As primeiras setas que ferem as almas castas, diz São Bernardo (De mod. ben. viv., serm. 23), e não raro as matam, entram pelos olhos”.

Por causa dos olhos caiu Davi, esse homem segundo o coração de Deus. Por causa dos olhos caiu Salomão, esse instrumento do Espírito Santo. Por causa dos olhos, quantas almas não se perderam eternamente?

Vigiar!

Vigie, pois, cada um sobre seus olhos, se não quiser chorar uma vez com Jeremias: “Meus olhos me roubaram a vida” (Jer 3, 51); as afeições criminosas que penetraram em meu coração por causa dos meus olhares, lhe deram a morte.

São Gregório diz (Mor. 1, 21, c. 2): “Se não reprimires os olhos, tornar-se-ão ganchos do inferno, que a força nos arrastarão e nos obrigarão, por assim dizer, a pecar contra a nossa vontade”. “Quem contempla objeto perigoso, acrescenta o Santo, começa a querer o que antes não queria”. É também o que diz a Sagrada Escritura (Jdt 16, 11), quando diz que a bela Judite escravizou a alma de Holofernes, apenas este a contemplou.

Sêneca diz que a cegueira é mui útil para a conservação da inocência. Seguindo esta máxima, um filósofo pagão arrancou-se os olhos para quardar a castidade, como nos refere Tertuliano. Isso, porém, não é lícito a nós, cristãos; se queremos conservar a castidade, devemos, contudo, fazer-nos cegos por virtude, abstendo-nos de olhar o que possa despertar em nós os maus pensamentos.

“Não contemples a beleza alheia; disso origina-se a concupiscência, que queima como o fogo” (Ecli 9, 8). À vista seguem-se as imaginações pecaminosas, que acendem o fogo impuro.

São Francisco de Sales dizia: “Quem não quiser que o inimigo penetre na fortaleza, deve conservar as portas fechadas”. Por essa razão foram os Santos tão cautelosos em seus olhares. Por temor de enxergarem inesperadamente qualquer objeto perigoso, conservavam os olhos quase sempre baixos, e se abstinham de olhar coisas inteiramente inocentes.

São Bernardo, depois de um ano inteiro no noviciado, não sabia ainda se o teto de sua cela era plano ou abobadado. Na igreja do convento havia três janelas e ele não o sabia, porque conservara os olhos baixos.

Evitavam os Santos, com cautela maior ainda, pôr os olhos em pessoa de outro sexo. São Hugo, bispo, nunca olhava para o rosto das mulheres com quem tinha de conversar. Santa Clara nunca olhava para a face de um homem. Aconteceu uma vez que, levantando os olhos para a Hóstia Sagrada, durante a Elevação, viu o rosto do sacerdote, com o que ficou profundamente aflita.

Julgue-se agora quão grande é a imprudência e temeridade dos que, não possuindo a virtude dum desses Santos, ousam passear suas vistas em todas as pessoas, não exceptuando as de outro sexo, e querendo ainda ficar livre de tentações e do perigo de pecar. São Gregório diz (Dial. 1.2, c. 2) que as tentações que levaram São Bento a revolver-se sobre espinhos, provieram de um olhar imprudente sobre uma senhora.

São Jerônimo, achando-se na gruta de Belém, onde continuamente orava e macerava seu corpo com as mais atrozes penitências, foi por longo tempo atormentado pela lembrança das damas que vira tempos antes em Roma.

Como, pois, poderemos ficar preservados de tentações, quando nos expomos ao perigo, olhando e até fitando complacentemente pessoas de outro sexo?

O que nos prejudica não é tanto o olhar casual como o premeditado, o mirar.

Razão porque Santo Agostinho diz (Reg. ad Serv. Dei, n. 6): “Se vossos olhos casualmente caírem sobre uma pessoa, cuja vista vos pode ser prejudicial, guardai-vos, ao menos, de fitá-la”. E São Gregório diz: “Não é lícito contemplar ou extasiar-se com a vista daquilo que não é lícito desejar, pois, ainda que expulsemos os maus pensamentos que costumam seguir o olhar voluntário, deixam sempre uma mancha na alma”.

Tendo se perguntado ao irmão Rogério, franciscano, dotado de uma pureza angélica, por que se mostrava tão reservado em seus olhares, quando trata va com mulheres, respondeu: “Se o homem foge à ocasião, Deus o protege; se se expõe a ela, Nosso Senhor o abandona e facilmente cairá no pecado”.

Suposto mesmo que a liberdade que se concede aos olhos não produzisse outros males, impediria sempre o recolhimento da alma durante a oração; pois tudo o que vimos e nos impressionou, apresenta-se aos olhos de nossa alma e nos causa uma imensidade de distrações. Quem já tem recolhimento de espírito durante a oração, tome muito cuidado para não se ver privado dessa graça dando liberdade a seus olhos.

Está fora de dúvida que um cristão que vive sem recolhimento de espírito não pode praticar as virtudes cristãs da humildade, da paciência, da mortificação, como deveria. Guardemo-nos, por isso, de olhares curiosos, e só olhemos para objetos que elevam para Deus o nosso espírito.

“Olhos baixos elevam o coração para o Céu”, dizia São Bernardo. São Gregório Nazianzeno (Ep. ad Diocl.) escreve: “Onde habita Cristo com Seu amor, reina aí a modéstia”.

Com isso não quero, porém, dizer que nunca se deva levantar os olhos ou considerar coisa alguma; pelo contrário, é até bom, às vezes, olhar coisas que elevam nosso coração para Deus, como santas imagens, prados floridos, etc, já que a beleza dessa criatura nos atrai à contemplação do Criador.

Deve-se notar também que a modéstia dos olhos é necessária não só para nosso próprio bem, como para a edificação do próximo. Só Deus vê o nosso coração; os homens vêem apenas nossas obras externas e, ou se edificam, ou se escandalizam com elas. “Pelo rosto se conhece o homem”, diz a Escritura (Ecli 19, 26), isto é, pelo exterior se depreende o que é o homem interiormente.

Todo cristão, por isso, deve ser o que era São João Batista, conforme as palavras do Salvador (Jo 5, 35): “Uma lâmpada que arde e ilumina”. Interiormente deve arder em amor divino; exteriormente, alumiar, pela modéstia, a todos os que o vêem.

Também a nós se podem aplicar as palavras que São Paulo dirigiu a seus discípulos (I Cor 4, 9): “Somos o espetáculo dos anjos e dos homens”. “A vossa modéstia seja conhecida de todos os homens” (Filip 4, 5).

Pessoas devotas são observadas pelos anjos e pelos homens, e, por isso, sua modéstia deve ser notória a todos, do contrário, deverão dar rigorosas contas a Deus no dia do Juízo. Observando a modéstia, edificamos sumamente os outros e os estimulamos à prática da virtude.

Exemplos dos santos

É celebre o que se conta de São Francisco de Assis: Uma vez deixou ele o convento junto a uma companheiro, dizendo que ia pregar; tendo dado uma volta pela cidade com os olhos baixos, entrou novamente no convento. ‘Mas quando farás o sermão?’, perguntou-lhe o companheiro. ‘Já o fiz, respondeu-lhe o Santo, consistiu todo no resguardo dos olhos, do que demos exemplo ao povo’.

Santo Ambrósio diz que a modéstia das pessoas virtuosas é uma exortação mui poderosa ao coração dos mundanos. “Quão belo não seria se bastasse te apresentares em público para fazeres bem aos outros!” (In ps. 118, s. 10).

De São Bernardino de Sena se conta que, mesmo antes de entrar para o convento, bastava só a sua presença para pôr fim às conversas livres de seus companheiros; mal o avistavam, diziam uns para os outros: Silêncio, Bernardino vem vindo; e então calavam-se ou começavam a falar de outras coisas.

Santo Efrém, segundo o testemunho de São Gregório de Nissa, era tão modesto, que já a sua vista estimulava à devoção, e não se podia vê-lo sem se sentir levado a se tornar melhor. Mais admirável ainda é o que nos refere Suvio, do santo sacerdote e mártir Luciano: só por sua modéstia moveu muitos pagãos a abraçarem a santa Fé.

O imperador Mazimiano, que fôra disso informado, temendo sentir a sua influência e ser obrigado a converter-se, citou-o à sua presença, mas não quis vê-lo, e sujeitou-o ao interrogatório ocultando-o a suas vistas por uma cortina estendida entre os dois.

Ideal perfeito de modéstia

Nosso ideal mais perfeito de modéstia foi, porém, o nosso Divino Salvador mesmo, pois, como nota um célebre autor, os Evangelistas dizem, várias vezes, que o Redentor levantou os olhos em certas ocasiões, dando a entender, com isso, que tinha ordinariamente os olhos baixos. Por isso exalta o Apóstolo a modéstia de seu Divino Mestre, escrevendo a seus discípulos: “Rogo-vos pela mansidão e modéstia de Cristo”
(II Cor 10, 1).

Concluo com as palavras de São Basílio a seus monges: “Se quisermos que nossa alma tenha suas vistas sempre postas no Céu, filhos queridos, conservemos nossos olhos sempre voltados para a terra”.

De manhã, ao despertar, devemos já pedir, com o Profeta: “Afastai meus olhos, Senhor, para que não vejam a vaidade” (Sl 118,37).

Santo Afonso Maria de Ligório, Tratado da Castidade

Fonte: Blog Escrito dos santos

terça-feira, 19 de março de 2013

A VERDADEIRA SANTA POBREZA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS


Carta de S. Francisco a Todos os Custódios dos Frades Menores

Nota: Durante muito tempo o presente escrito só era conhecido por uma tradução feita do espanhol por Lucas Wadding, célebre cronista da Ordem e primeiro colecionador das obras de São Francisco. Só em época bem recente foi descoberto um manuscrito latino mais antigo. O estilo e a ordem de idéias comprovam além disso a autenticidade do opúsculo como obra de São Francisco de Assis.

Eis a carta:

“A todos os custódios dos frades menores que receberam esta carta, Frei Francisco, pequenino servo vosso em Deus nosso Senhor, deseja a salvação nos novos sinais do céu e da terra, (1) que, grandes e excelentíssimos aos olhos do Senhor, são contudo tidos em conta de vulgares por muitos religiosos e outros homens.

Peço-vos ainda com mais insistência do que se pedisse por mim mesmo, supliqueis humildemente aos clérigos, todas as vezes que o julgueis oportuno e útil, que prestem a mais profunda reverência ao santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo bem como a seus santos nomes e palavras escritos, as quais tornam presente o seu sagrado Corpo. Os cálices e corporais que usam, os ornamentos do altar, enfim tudo quanto se relaciona ao sacrifício, sejam de execução preciosa (2). E se em alguma parte o Corpo do Senhor estiver sendo conservado muito pobremente, reponham-no em lugar ricamente adornado e ali o guardem cuidadosamente encerrado segundo as determinações da Igreja, levem-no sempre com grande respeito e ministrem-no com muita discrição. Igualmente os nomes e palavras escritas do Senhor deverão ser recolhidas, se encontradas em algum lugar imundo, e colocadas em lugar decente.

E em todas as pregações que fizerdes, exortai o povo à penitência e dizei-lhe que ninguém poderá salvar-se se não receber o santíssimo Corpo e Sangue do Senhor. E quando o sacerdote o oferecer em sacrifício sobre o altar, e aonde quer que o leve, todo o povo dobre os joelhos e renda louvor, de modo que a toda hora, ao dobre dos sinos, o povo todo, no mundo inteiro, renda sempre graças e louvores ao Deus onipotente.

E todos os meus irmãos custódios que receberem esta carta e a copiarem e guardarem consigo e a fizerem copiar para os irmãos incumbidos da pregação e do cuidado pelos irmãos, e pregarem até o fim o que nela está escrito, saibam que terão a bênção do Senhor Deus e a minha. E isto lhes seja imposto em virtude da verdadeira e santo obediência. Amém.

Notas:

(1) Refere-se Francisco no caso ao Santíssimo Sacramento do Altar.

(2) Donde podemos concluir que, se alguém disser que a Igreja deve ser pobre até em relação às coisas que se referem à Santíssima Eucaristia e portanto à Santa Missa, e afirmam-no querendo se basear em S. Francisco, devemos dizer que não é verdade. Pode ser outro Francisco, mas nunca São Francisco de Assis. Pode ser por exemplo o padre jesuíta Francisco Taborda que dizia: “O meu ideal é o que está no evangelho, a fraternidade e o amor, mas o evangelho não me dá o instrumental científico de análise da realidade… A análise marxista da realidade é uma aquisição das ciências sociais”.


segunda-feira, 11 de março de 2013

CRISTÃO VERDADEIRO, QUAL O TÍTULO BÍBLICO MAIS ANTIGO EM HOMENAGEM A MÃE DE DEUS, MARIA SANTÍSSIMA - SEMPRE VIRGEM MARIA ???


Nossa Senhora do Carmo, ou do Monte Carmelo.

Trata-se de mais antiga devoção a Nossa Senhora, pois originou-se no Antigo Testamento.

O profeta Elias viu, simbolizada numa nuvenzinha, a Mãe do Salvador, quando ele estava rezando no Monte Carmelo, Terra Santa, acossado pelas tropas do ímpio Acab, rei prevaricador de Israel.

Por isso, na Missa desta festa, em lugar da Epístola, a Igreja mandava ler o seguinte trecho do Antigo Testamento:

"Eu sou a mãe do amor formoso, e do temor, e do conhecimento, e da santa esperança. Em mim há toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. Passai-vos a mim todos os que me cobiçais, enchei-vos dos meus frutos; porque o meu espírito é mais doce do que o mel, e a minha herança vence em doçura o mel e o favo" (Ecl 24, 24-27)

Desde então, os discípulos de Santo Elías, foram chamados "os filhos do profeta" cultuaram a Mãe do Messias que iria vir. A Ordem do Carmo é a continuadora deste filão mariano.


quinta-feira, 7 de março de 2013

A VIRGEM DOS PÁSSAROS


Diante dos soldados do rei Herodes, a Virgem fugia com seu bebê nos braços. Ao longo do caminho, encontrou uma pombinha que lhe perguntou:
– Para onde estás indo, com seu filhinho?
A Virgem, então, respondeu:
– Estou fugindo dos soldados do rei Herodes.
Naquele momento, porém, já se percebia a poeirada originada pela corrida dos cavaleiros, e a pombinha voou para longe.

A Virgem continuava a fugir dos soldados do rei Herodes.
Ao longo do caminho ela encontrou uma codorna que lhe perguntou:
– Para onde tu estás indo com a tua criança? A Virgem, então, respondeu:
– Estou fugindo dos soldados do rei Herodes.
Mas já se ouvia o galope dos cavalos, e a codorna voou, igualmente.

A Virgem continuava a fugir diante dos soldados do rei Herodes.
Ao longo do caminho ela encontrou uma cotovia que lhe perguntou:
– Para onde estás indo com o teu filhinho?
A Virgem respondeu:
– Estou fugindo dos soldados do rei Herodes.
Mas já dava para ouvir as injúrias dos brutais guerreiros, e a cotovia fez com que a Virgem se escondesse atrás de uma moita de salvas.

Os soldados de Herodes encontraram a pombinha, e perguntaram a ela:
– Pomba, tu viste uma mulher passar com seu filho?
A pombinha respondeu-lhes:
– Soldados, ela passou por aqui. E mostrou-lhes o caminho que a Virgem tinha seguido.

Os soldados de Herodes encontraram a codorna e perguntaram-lhe:
– Codorna, tu viste passar por aqui uma mulher com o filho nos braços?
A codorna respondeu-lhes:
– Soldados, ela passou por aqui. E mostrou-lhes, por sua vez, o caminho seguido pela santa Virgem.

Os soldados de Herodes encontraram, então, a cotovia e perguntaram a ela:
– Cotovia, tu viste passar por aqui uma mulher com o filho nos braços?
A cotovia respondeu:
– Soldados, ela passou por aqui. Mas seguiu para bem longe das salvas, a Virgem e o seu filhinho.
Saibam, agora, o que aconteceu com os três pássaros. Deus condenou a pomba a arrulhar uma lamentação sem fim e condenou a codorna a fazer vôos rasantes para fugir dos caçadores. Quanto à cotovia, sua recompensa foi a de levar a saudação da Virgem ao sol, a cada nova manhã.

Jérôme e Jean Tharaud,
Os contos da Virgem, Plon, 1940.

OS ESTIGMAS DO PADRE PIO: HOLOCAUSTO PELOS MAUS ECLESIÁSTICOS, ALGUNS DOS QUAIS O PERSEGUIRAM


O Padre Pio de Pietrelcina, segundo informou a agência Zenit (22/9/08), recebeu em 1918 os estigmas de Jesus Crucificado.

Foi durante uma aparição em que Nosso Senhor o convidou a unir-se à sua Paixão para participar da salvação sobre tudo dos eclesiásticos.

O dado foi esclarecido após a recente abertura dos arquivos do antigo Santo Ofício de 1939 (atual Congregação para a Doutrina da Fé).

De fato, o santo foi muito perseguido por seguidores dos auto-denominados “progressistas” fautores da crise que abala a crise da Igreja. Eles abriram processos contra o Padre Pio nessa Congregação.

O fenômeno místico está descrito no livro “Padre Pio sotto inchiesta. L'autobiografia segreta” do sacerdote historiador italiano Francesco Castelli.

O testemunho do santo foi recolhido por D. Raffaello Carlo Rossi, bispo de Volterra e Visitador Apostólico enviado pelo Santo Ofício para “inquirir” em secreto o Padre Pio.

O bispo julgou que a origem do fato extraordinário era divina, desmentindo ponto por ponto as hipóteses contrárias espalhadas pelo Pe. Agostino Gemelli. Este desqualificava os estigmas como mero “fruto da sugestão”.

O Padre Pio descreveu assim o acontecido: “Em 20 de setembro de 1918, depois da celebração da Missa, ao entreter-me para fazer a ação de graças no Coro, em um momento fui assaltado por um grande tremor, depois voltei para a calma e vi Nosso Senhor com a postura de quem está na cruz.

“Não teria me impressionado se tivesse a Cruz, lamentando-se da falta de correspondência dos homens, especialmente dos consagrados a Ele e, por isso, mais favorecidos.

“Assim se manifestava que ele sofria e que desejava associar as almas à sua Paixão.

“Convidava-me a compenetrar-me com suas dores e a meditá-las: ao mesmo tempo , a ocupar-me da saúde dos irmãos. Imediatamente me senti cheio de compaixão pelas dores do Senhor e lhe perguntava o que podia fazer.

“Ouvi esta voz: 'Eu te associo á minha Paixão'. E logo depois, desaparecida a visão, voltei a mim, recobrei a razão e vi estes sinais aqui, dos quais pingava sangue. Antes não tinha nada.”

O Padre Pio relatou que em 7 de abril de 1913, Jesus, com “uma grande expressão de desgosto no rosto”, olhando para uma multidão de sacerdotes, disse-lhe:

“Eu estarei em agonia até o fim do mundo, por causa das almas mais beneficiadas por mim”.

Segundo o bispo-Visitador as feridas do Padre Pio não cicatrizavam.

Permaneciam inexplicavelmente abertas e sangrando, apesar de o frade ter tentado conter o sangue.

“Isso testifica a favor de sua autenticidade, explica o Pe Castelli, porque o ácido fênico, que segundo alguns teria sido utilizado pelo Padre Pio para produzir as chagas, uma vez aplicado, acaba por consumir os tecidos, inflamando as áreas circundantes.”

“Das chagas se desprendia também um perfume intenso de violeta ao lugar do odor fétido causado pelos processos degenerativos, pelas necroses dos tecidos, ou pela presença de infecções”, completa o relatório.


domingo, 3 de março de 2013

Beato Francisco Palau O.C.D.: Lúcifer, autor da revolta no Céu, instiga uma Revolução análoga na Terra


As antevisões do Beato Francisco Palau y Quer O.C.D. (1811-1872) impressionam pela penetração e riqueza de panoramas.

As suas previsões referentes aos dias de hoje são surpreendentemente detalhadas, abrangentes, fruto de longos estudos dos autores sagrados, Doutores e grandes teólogos da Igreja.

O Beato via os eventos históricos futuros imediatos se desenvolvendo segundo uma sequência fundamental:

1°. A marcha do mundo em direção à dissolução social e ao estabelecimento de uma anti-ordem caótica como fruto de uma Revolução anticristã;

2°. A denúncia dessa Revolução por um enviado de Deus e seus discípulos, seguida da justa punição divina da iniquidade;

3°. A restauração da Igreja e das nações por obra do Espírito Santo e o advento de um período em que as pessoas imbuídas do espírito do Evangelho dariam uma glória a Deus historicamente inigualável. Esse período histórico duraria até o fim do mundo.

Lúcifer, autor da revolta no Céu, instiga uma Revolução análoga na Terra. O bem-aventurado frade deplorava as sucessivas quebras das instituições fundamentais da ordem cristã como a família e a propriedade.

Lamentava a demolição da moralidade e dos estilos de vida tradicionais, minados pela revolução industrial. Condenava a derrubada das formas tradicionais de governo por constantes golpes políticos.

Não aceitava que todas essas demolições convergentes fossem resultado do acaso. Pelo contrário, a variedade imensa das crises era para ele resultante de uma causa única.

Ele se perguntava se por detrás delas, no comando, não havia alguma inteligência forçosamente diabólica.

Nossa Senhora das Virtudes, grande devoção do Beato Palau. Sim, respondia ele, o próprio Lúcifer, que seduziu um terço dos anjos no céu, apoderou-se do coração de uma série de homens-chave na Terra e mais uma vez ergueu a bandeira da revolta.

Esse novo Non serviam (“Eu não servirei”) é a grande causa das crises no mundo, concluía. E essa para ele tinha um nome: “Revolução”.

“O que é a Revolução? – explicou – É hoje na Terra aquilo mesmo que aconteceu no Céu quando Deus criou os anjos: Satanás (...) seduziu todos os reis e governos da terra e com a bandeira ao vento dirige seus exércitos na guerra contra Deus, (...) isto é revolução, isto é anarquia entre os homens e guerra contra Deus” (“Triunfo de la Cruz”, El Ermitaño, Nº 125, 30-3-1871.).

“Satanás é o pai da Revolução – ensinava, parafraseando um célebre escrito de Mons. de Ségur –, essa é a obra dele, iniciada no Céu e que vem se perpetuando entre os homens de geração em geração.

“Por primeira vez após seis mil anos ele teve a ousadia de proclamar diante do Céu e da Terra o seu verdadeiro e satânico nome: Revolução!

“A Revolução tem como lema, a exemplo do demônio, a famosa frase: não obedecerei! Satânica em sua essência, ela aspira a derrubar todas as autoridades e seu objetivo derradeiro é a destruição total do reino de Jesus Cristo sobre a terra” (“Adentros del catolicismo – abominaciones predichas por Daniel profeta en el lugar santo: Apostasía”, El Ermitaño, Nº 21, 25-3-1869.).

Segundo o bem-aventurado, essa Revolução realiza os anúncios das Sagradas Escrituras relativos à apostasia dos últimos tempos. A análise racional, tranquila e vigorosa dos acontecimentos sóciopolíticos contemporâneos o confirmava nesta sua convicção.

 A Revolução leva a uma catástrofe  que o Beato Palau queria evitar. No século XIX a humanidade imergia de modo displicente e veloz na anarquia, impelida pelas tendências desordenadas que alimentam a Revolução, especialmente o orgulho e a sensualidade. Por isso, o Beato Palau concluiu que a dinâmica revolucionaria impulsiona o mundo de modo implacável ao caos e ao desaparecimento da ordem social.

O beato usava como exemplo um acidente ferroviário que abalou seus contemporâneos. Um temporal derribara uma ponte na Catalunha, e um trem expresso – naquela época símbolo embriagador do progresso industrial – sem saber do acontecido, precipitou-se no abismo durante a noite.

Ele viu no acidente uma parábola do mundo superficial e despreocupado, portador de restos de cultura e religião, sendo conduzido pela Revolução rumo a uma catástrofe que o bem-aventurado desejava evitar, mas que ninguém queria ouvir falar:

Guerra Civil Espanhola: um passo na marcha da Revolução

Uma horrorosa catástrofe anunciada pelos profetas, por Cristo, pelos Apóstolos e por todos os porta-vozes mais autorizados do catolicismo. A sociedade atual, conduzida em massa pelo poder das trevas e pelo poder político, subiu num trem. Mas os maquinistas a levam para os infernos. A estação de onde saiu chama-se Revolução, a próxima estação chama-se Catástrofe Social.

“Agora o trem circula entre uma estação e outra. Os passageiros não pensam, o Ermitão dá berros fortíssimos: ‘Parem, voltem atrás!’.

“Mas essa voz, que é a própria voz do catolicismo, é sufocada pelo ruído do trem. (...) A tempestade levou a ponte. Era noite e o trem que partiu de Gerona ia em frente. Os viajantes não sabiam do perigo, mas a ponte não estava ali. As trevas escondiam o risco, até chegar no abismo. A locomotora deu um pulo e não tinha asas, faltavam os trilhos, só havia o precipício. Ela caiu, arrastando consigo os carros e os passageiros. E as águas os engoliram.
“Eles não acreditaram no perigo, mas ele existia, era verdadeiro, e a incredulidade não os salvou, mas os perdeu.

“Os maquinistas e condutores do trem para onde vai a sociedade atual estão ébrios, perderam o juízo. Não vedes que não acertam uma?

“Descei enquanto puderdes, e jogai-vos nos braços da Igreja vossa Mãe, e assim vos salvareis" ("Catástrofe social", El Ermitaño, Nº 40, 5-8-1869).


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

HAGIOGRAFIA - SANTA ÂNGELA DE FOLIGNO, Virgem


Nascida em Foligno, na Itália, Ângela era filha de pais nobres, e deles recebeu aprimorada educação. De beleza não comum, de maneiras afáveis, Ângela, bem nova ainda, contraiu núpcias com um cavalheiro distintíssimo de sua terra. Abençoada de prole numerosa, não lhe faltaram os cuidados múltiplos de mãe de família; mas tempo bastante lhe sobrava para dedicar-se a caprichos de vaidade, a festas e divertimentos de toda a sorte. Esta mudança no pensar e proceder da filha era objeto de sérias apreensões da parte dos pais, que não perderam ocasião de mostrar a Ângela a inconveniência de sua conduta. Debalde foram esses esforços e as admoestações dos pais. Ângela contrapunha as exigências de sua posição, a que entendia dever sacrificar as aspirações religiosas.
Não obstante, os conselhos paternais não perderam de todo o valor. Ângela, que a princípio tanto amor manifestava às coisas frívolas desse mundo, mais tarde confessou: “Descontente de mim mesma, comecei a pensar seriamente em minha vida. Deus fez-me conhecer os meus pecados, e minha alma encheu-se de pavor, prevendo a possibilidade de minha condenação; tamanha era minha vergonha, que não achei coragem de confessar todos os pecados, do que resultou que diversas vezes recebi os santos Sacramentos sacrilegamente. Vi  minha consciência atormentada dia e noite. Pedi a Nossa Senhora, que me conduzisse a um sacerdote esclarecido, ao qual pudesse fazer minha confissão geral. Esta oração foi ouvida; não senti, porém, nenhum amor a Deus, mas tanto mais arrependimento, dor e vergonha dos meus pecados”. Feita a conversão, Ângela ficou firme nas resoluções e fiel no cumprimento dos deveres.
Esta constância mereceu-lhe ainda graças preciosíssimas; a dum grande e perseverante arrependimento dos pecados e uma devoção terníssima à Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Embora se lhe tornasse difícil, ajudada pelo auxílio da graça divina, Ângela modificou radicalmente a vida. Antes tão ávida de diversões, procurou em seguida os doces e suaves prazeres do lar; antes vaidosa e opulenta, dispôs das jóias, transformando-as em ricas esmolas; antes dissipada, tornou-se amante do recolhimento e da meditação. “Tudo isto – ela mesma confessou – me era extremamente difícil; faltava-me ainda o doce consolo do amor de Deus, que suaviza as coisas mais difíceis; era obrigação minha agradar a meu esposo e tomar em consideração os deveres do meu estado, por maior que fosse minha vontade de abandonar tudo e morrer a mim mesma”.
Estava determinado nos planos de Deus que, com prazo de poucos intervalos, Ângela perdesse o marido e todos os filhos.
Indizível lhe era o sofrimento. A graça de Deus, porém, preparando assim para Ângela o caminho da perfeição, fez cicatrizar também estas feridas.
Ângela, livre de todos os laços que a prendiam à terra, santificou sua viuvez  ao pé do crucifixo, fazendo o voto de castidade e pobreza e pediu admissão na Ordem Terceira de São Francisco. A vaidade, a sensibilidade, a febre do desejo de agradar aos homens, deram lugar à humildade, à mortificação e ao amor de Jesus Crucificado. A devoção à  Sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor tomou-lhe posse da alma e de todas as aspirações. Na meditação dos sofrimentos do Homem Deus achou paz e consolo.
Jesus distinguiu-a com aparições e fê-la participar da cruz. Grandes eram os seus sofrimentos corporais e espirituais; de todos o maior era uma contínua perseguição diabólica. O demônio, apresentando-lhe continuamente ao espírito a vida pecaminosa de outrora, queria arrancar-lhe a fé na misericórdia divina, no valor de suas obras de penitência e importunava-a com tentações as mais terríveis contra a santa pureza, tanto que Ângela mesma confessa: “Seria mais tolerável para mim sofrer todas as dores, suportar as torturas mais horrorosas dos mártires, que me ver exposta às tentações diabólicas contra a pureza”.
A oração e as obras de caridade foram as armas com que venceu nesta luta tremenda. Quotidiana era sua visita aos pobres doentes no hospital, aos quais, além da esmola espiritual, levava também o socorro material, ganhando assim as almas para Jesus Cristo.
Assim correu a vida de Santa Ângela, até o dia em que Deus a chamou para a eterna recompensa. No dia que lhe precedeu a morte, sentiu-se livre de todas as dores e tentações e uma felicidade celestial inundou-lhe a alma. Nesta disposição recebeu os santos Sacramentos, e entrou no reino da glória, no dia da oitava da Festa dos Inocentes, conforme tinha profetizado. O Papa Inocêncio XII inseriu-lhe o nome no catálogo dos Santos da Igreja.



ASSIM eu lhe suplico: Leia as palavras de JESUS a Santa Ângela de Foligno que seguem. MEDITE!

        “Oh! Mulher, repara em Mim, flagelado e coroado de espinhos! Contempla as Minhas Chagas e as Minhas Feridas! Depois... escuta e reflete:

Durante a Minha vida terrena, vivi como manso cordeiro; fui ao Calvário, sem abrir a boca; tratei com doçura a samaritana e ela se converteu; comovi o coração de Maria Madalena, a pecadora e a fiz predileta e uma santa; ao cruzar as ruas da Palestina, pronunciava palavras de Luz, de Paz e de Amor; os Meus ensinamentos eram doces como mel. Mas um dia, ao lançar um olhar divino por todos os séculos, vendo como o mal inundava, impetuoso e ultrajava os Meus Templos, pronunciei palavras de fogo: “Ai do mundo por causa dos seus escândalos!... Ai de quem escandalizar! Seria melhor que lhe atassem uma pedra de moinho ao pescoço e o arrojassem no mar!”.

       Quem pronuncia este “AI”, é um DEUS abandonado por muitos sacerdotes, religiosos e leigos que não vivem, realmente, o que lhes preguei. Sou Eu, JESUS, que sofri tanto para salvar as almas; sou Eu o Juiz Supremo da Humanidade, dessa humanidade que entre outros pecados, Me crucifica novamente com as sua modas indecentes! Eu pronunciarei a sentença eterna para cada alma: Paraíso.... ou inferno!

       Reflete, mulher, que segues a moda licenciosa e pensa com serenidade, um momento, sobre os graves escândalos que provocas aos que te olham, te desejam e te ferem com frases grosseiras, por causa de tuas roupas ajustadas, transparentes, decotadas e curtas.

       Oh mulher, porque ultrajas os Meus templos, fazendo exibição do teu corpo? Porque só te ocupas em agradar e tentar os homens?! Porque transformas a Minha Casa de Oração num lugar de anatomia, onde abundam cabeças, troncos, extremidades e até a marca de tua roupa interior? Os Meus templos são profanados por causa das tuas roupas sensuais e provocadoras.

       Diz-Me, mulher, as tuas virtudes onde estão? O teu pudor, a tua modéstia, a tua humildade, onde estão? As tuas modas, que tanto tentam, são diferentes das de uma atéia? Absolutamente nada! Podes até iludir-te, a ti própria dizendo: “Que mal há em seguir esta moda?” ou “As outras mulheres também o fazem!” e... “Há sacerdotes que não proíbem e até aceitam!”...  Esta ilusão é para ti, mas a realidade é bem outra diferente. A conduta incorreta de tantas mulheres, mesmo cristãs, não justifica a má conduta própria. Se as outras mulheres se quiserem condenar, seguindo o que o mundo lhes apregoa, porque hás tu de te condenar?

       Todos os pecados que provocam nos outros, as tuas calças “coladas”, shorts, mini-saias, blusas e vestidos transparentes e decotados, fora ou dentro da Igreja, são imputáveis aos que te olham, mas mais que a ninguém, são imputáveis a ti, que és a sua causa voluntária.

       Eu, o Legislador Divino, disse: Se alguém olhar para uma mulher com malícia, já pecou em seu coração.A moral que Eu ensinei é una, inviolável e eterna, enquanto que as modas são muitas. A Minha Igreja, não tem modas! O mundo tem-nas todas. Se, realmente, Me amas... deves seguir a Minha Vida, cheia de abnegação e sacrifício... Por isso deves abandonar as modas que atentam contra a Moral e a Fé!

       Estreita é a porta que conduz ao Céu e larga a que leva ao inferno; a maioria elege a última. Estar contra as modas indecentes e não as usar é muito difícil; é necessário muito amor para Comigo, para não se deixar arrastar por elas.

       Eu fui enviado ao mundo, não para fazer a Minha Vontade, mas a d’Aquele que Me enviou. Tu foste enviada ao mundo, não para viver, fazer e usar o que te apetece, mas para realizar a Minha Santa Vontade. Ou tu estas Comigo, ou estás contra Mim! Ou estás Comigo, ou estás com as modas sem pudor... o que escolheres dar-te-á a eternidade da Minha Glória ou a eternidade das penas.

      Quando a morte te arrancar deste mundo, cheio de vaidades e luxos sem razão e chegardes a Minha Presença para ser julgada... vendo os pecados que os homens cometeram ao olhar para o teu corpo escassamente coberto, tu própria ficarás envergonhada.

      Que pretexto poderás então apresentar-Me? Ai de ti mulher pelos teus escândalos! Ai de ti que perdeste o pudor e a vergonha! Porque procedes assim? Porque me crucificas novamente com os cravos da tua imodéstia?

      Quando, de forma irrespeitosa, Me recebes na Comunhão, quanta amargura sinto ao entrar no teu corpo, que é motivo de tantos pecados nos homens e de mau exemplo para as poucas mulheres que tu, com desdém e desprezo, chamas “antiquadas”,! Asseguro-te, que muitas destas antiquadas estão Comigo, enquanto muitas “modernas” sem pudor, como tu, estão “gozando” no inferno”.

       Os casamentos que se celebram, também esbofeteiam ao Meu Rosto, quando as noivas e madrinhas se aproximam do Altar meio despidas, assim como muitas de suas convidadas... Tem a hipocrisia tal, que mesmo semi-nuas, levam no pescoço uma formosa cruz metálica, sinal de sua “grande catolicidade”. A verdade é que são sepulcros branqueados, cheios de luxo por fora e... vazias de humanidade e caridade por dentro.

        Ai, ai, ai! De todos aqueles sacerdotes que temem, ou não querem proibir que se espezinhem e profanem os Meus templos, com a nudez das modas. Muitos deles, deixaram-se seduzir pela sua presença e não querem ser rigorosos no cumprimento dos seus deveres. Eu fui atraiçoado por um falso apóstolo. E hoje, há falsos sacerdotes, religiosos e leigos, que, de forma clandestina, estão trabalhando para destruir a Minha Igreja. Falseiam a Minha Doutrina, permitindo tudo e criando um cristianismo fácil...

       Nos Meus Templos vêem-se coisas mais profanas. Por exemplo: Maquilagens, penteados exóticos, jóias, amuletos, óculos de sol, finos e raros tecidos... Outros, por sua vez, dedicam-se a comer, fumar, mastigar pastilhas elásticas, conversar, dormir, estudar, namoriscar, cruzar as pernas, aplaudir, bailar, cantar canções profanas e os “parabéns a você”, bisbilhotar, passear admirando obras de arte, tirar fotos durante a Santa Missa, etc. etc, como se estivessem num pic-nic. Pobres deles! Estão convertendo a Minha casa de Oração em lugar de pecados e...ninguém sai em Minha defesa...Todos calam e fogem.. Ninguém se arrisca e todos lavam as mãos como Pilatos... Onde estão os que deram a sua vida por Mim?

       Se um político, um desportista ou um artista lhes dizem: “Façam isso! Usem aquilo!”, todos o imitam... Eu, em troca, prometo-lhes o Prêmio Eterno se cumprirem os Meus Mandamentos e quase ninguém faz caso dos meus convites.
        
       Ai, ai, ai! Das minhas religiosas que, nas suas instituições e Colégios, não aconselham as suas alunas sobre a sã e correta maneira de se vestirem!...

       Ai, ai, ai! Das freiras que adaptam sua vestimenta às das mulheres mundanas; os vossos pecados estão a esgotar a Minha Paciência!...

      Ai, ai, ai! Dos pais e mães que, seguindo o ritmo imoral das modas, pervertem os filhos com o uso das mesmas e os tornam motivo de  escândalo!...

      Ai, ai, ai! De todos aqueles seculares que não resolvem aconselhar com energia tantos irmãos equivocados, sobre a necessidade e a obrigação de abandonarem as modas e ações que desvirtuam o Meu Evangelho!....

      Ai, ai, ai! De todas aquelas pessoas que, de uma ou outra maneira, fomentam, comercializam e permitem toda espécie de despudor! Sei muito bem que quereis corromper a mulher para assim, com mais facilidade, destruirdes a Minha Igreja, a Família e a Pátria!...

      A todas as pessoas digo: É responsável do pecado quem o comete e quem, tendo o dever de impedi-lo, covardemente o não impede! “Tomam-se severas medidas para lutar contra a fome, as pestes a pobreza e as impurezas da atmosfera, mas contempla-se com complacência, a contaminação dos espíritos” ( S.S.Paulo VI)

       A Minha Justiça destruiu as cidades imorais de Sodoma e Gomorra. Pior será o castigo que terá lugar dentro de pouco tempo, como vem anunciando a Minha Santíssima Mãe em La Salette, Lurdes, Fátima e outros lugares.

       Oh! Almas que viveis no lodo imoral, na vida cristã fácil, cômoda e libertina, semeando por toda a parte a morte espiritual, olhai-Me crucificado..! Meditai sobre o inferno, onde caem as tantas almas que, no seu tempo, viveram dando-se a todos os gostos, prazeres, modas, diversões, etc. etc. Que será de vós?

       As mulheres que quando viviam eram louvadas, aplaudidas, admiradas, imitadas e perseguidas por tanto exibicionismo dos seus corpos, agora, quem se recorda delas? Onde estão as suas conquistas? Onde estão o seu dinheiro, jóias, fama? Onde estão os corpos que tanto mostravam? Fogo eterno os consome, fogo que devora e não mata... Ao contrário, as que aqui viviam modestamente, suportando azedas críticas e zombarias que ferem, por causa de seu pudor e respeito para Comigo, gozam para sempre a eternidade na Minha companhia e na de Maria, Minha Mãe Santíssima.

        Se a tua mão, o teu pé, o teu olho ou... as tuas modas são motivo de escândalo, corta-os e atira-os para longe de ti, pois mais te vale entrar SEM eles no Reino dos Céus, que caíres COM os  mesmos no Fogo Eterno. Quem teme e respeita os homens e as modas não é digno de Mim!

        A todos os homens e mulheres digo: Apartai-vos das modas ofensivas e pecaminosas... ainda que percais a família, amigos, dinheiro, fama e a própria vida.
        Aos meus fiéis bispos, sacerdotes, religiosas e seculares, convido-os a quem com Prudente Valentia, defendam a Minha Causa e os Meus templos do aviltamento das modas obcenas e vergonhosas; caso contrário, o Braço da Minha Divina Justiça cairá rigoroso sobre todos aqueles que tem obrigação de dar testemunho da Minha Vida.

        Bem aventurado quem escuta as Minhas Palavras e as pratica!

        Posteriormente, JESUS foi consultado se esta mensagem não seria forte demais e ferir a certas pessoas, Ele respondeu:

        Ainda que faleis palavras de verdade que possam ferir... essas feridas serão a salvação. Falai a verdade, porque a verdade só pode ferir àquele que não pertence a verdade... E essas Palavras procedem do Meu Espírito. Ainda vos digo mais: Não gosto da covardia! Eu não Me ocultei para falar as Palavras do PAI”.

       Reconhecendo, humildemente a sua culpa, Santa Angela, começou a fazer uma pormenorizada e perfeita confissão de todas as suas culpas, nos mínimos detalhes. Então, para cada detalhe, por mínimo que fosse, JESUS expôs a ela a imensidão de seu sofrimento, dizendo-lhe:

       “Minha filha, mesmo que estivesses contaminada por mil doenças, mesmo que estivesses morta por mil mortes, Eu poderia curar-te com o remédio do Meu Sangue, sendo apenas necessário que tu quisesses lavar Nele a tua alma”.

         Esses pecados do teu corpo, que acabastes de Me confessar, uma a um, mostrando uma verdadeira dor, por teres desagradado a DEUS com eles e os quais incorrestes com o lavar, pentear, ungir, pintar, decorar, encaracolar teus cabelos, com o dar vistas, com o envaidecer-te, com a procura da vanglória e com os quais aparecestes ao olhos do mundo como uma inimiga de DEUS e merecestes, aos olhos do PAI, o mais profundo lago do inferno, o desprezo eterno e a eterna abjeção, todos estes pecados, Minha filha, EU Mesmo os redimi com o Meu vivo sangue e com a penitência e mortal da Minha Paixão.

         De fato, para descontar a vaidade dos penteados, das pomadas, dos perfumes com que tornaste bem luzidias, encaracoladas e triunfantes as tuas cabeleiras, os Meus cabelos foram arrancados, a Minha fronte foi trespassada, a Minha cabeça foi ferida, chagada, ensopada em sangue e exposta à chacota sob uma vil coroa de espinhos.

        Também pelos pecados do teu rosto, em que tu própria incorreste, perfumando-o, maquilando-o, expondo-o aos olhares impuros dos homens e sentindo prazer com seus cobiçosos louvores, Eu mesmo te dei o remédio da Minha dor, uma vez que,  em desconto destes pecados, todo o Meu rosto foi manchado e desfigurado com sórdidos escarros e as Minhas faces deformadas e inchadas pelas atrozes bofetadas, tiveram que passar pelo contato de um pano sujo e humilhante.

        Pelos pecados dos teus olhos, com que tu olhaste para coisas vãs e nocivas, sentindo tantas vezes deleite, a vista do mal alardeado ou exibido contra DEUS, senti os Meus olhos queimarem-Me, pelo amargor das lágrimas e pelo acre do sangue que, escorrendo da Minha cabeça, me punha diante de um obscuro e mudo véu.

      Pelos pecados dos teus ouvidos, com que ofendeste a Deus, ouvindo coisas vãs e malignas e comprazendo-te nelas, Eu fiz a maior penitência que se pode imaginar: ouvi as palavras mais atrozes e abjetas, as falsas acusações, as repulsas, os insultos, as maldições, as chacotas, as blasfêmias, a iníqua sentença de morte, pronunciada por todo um povo e, o que mais Me encheu de angustia, o pranto chorado por Mim na terra, pela Minha mãe, por toda a Minha abandonada dor.

      Pelos pecados da tua boca e da tua garganta, com que satisfizeste, com alimentos saborosos e bebidas excelentes, tive Eu a boca definhada pela fome, pelo enjôo e pelo ardor e enfastiada pelo vinagre, pela mirra e pelo fel.

      Pelos pecados da tua língua, sempre disposta para as rejeições, para as calúnias, para as chacotas, para as maldições, para as blasfêmias, para os perjúrios e para as palavras pecaminosas, tive Eu a Minha língua, que não poderia falar senão em verdade, muda e imóvel perante os falsos juízes e falsos acusadores e pelos Meus próprios carrascos, pelos que Me crucificaram.

      Pelos pecados do teu olfato, que sempre se deleitou com flores bem cheirosas e com frescos perfumes, senti Eu o fedor abominável dos escarros e suportei-os na Minha própria face, nos olhos e nas narinas.

      Pelos pecados que fizeste com o teu pescoço, agitando-o na ira, na soberba, na sensualidade e empertigando-o orgulhosamente contra DEUS, tive Eu o Meu pescoço inteiriçado e curvado para a terra, pelas punhadas e pelas cotoveladas.

     Pelos pecados dos teus ombros e das tuas costas, que tu tens, com falsa docilidade, tantas vezes curvados sob agradáveis pesos da vaidade, da conveniência, da indiferença, arrastei Eu fatigosamente a pesada Cruz, de todo o Meu corpo, que se sentia já antecipadamente suspenso.

     Pelos pecados das tuas mãos e dos teus braços, com os quais tu cometeste tantas ações más, com os quais tocastes tantas coisas impuras e abraçastes tanta carne, as Minhas mãos, trespassadas por cavilhas duras e aguçadas, foram pregadas a Cruz e esmagadas e apertadas pelas grossas cabeças dos cravos, tiveram que suster o peso desamparado de todo o Meu corpo.

     Pelos pecados do teu coração, tantas vezes agitado pela ira, pela inveja, pela maldade, pelo amor impuro, pelas abjetas concupiscências, pelas sôfregas ambições, o Meu Coração e o Meu Peito, trespassados por uma agudíssima lança, derramaram abundantemente o remédio para curar todas as paixões do coração humano, ou seja, a água para extinguir o ardor das abjetas concupiscências e amores doentios e o Sangue, para acalmar as iras, as maldades e os rancores.

      Pelos pecados dos teus pés, com os quais dançaste perdida e sensualmente te balançaste, neste teu andar peneirento e impensadamente vagueaste, afastando-te do reto caminho e da meta, Eu tive os Meus pés, não ligados por tortuosa corda, mas trespassados e cravados no madeiro da Cruz, com um único, rígido e quadrado cravo; e, em vez dos teus sapatinhos de bico e perfurados, os Meus pés foram cobertos pela vermelha rede que sobre eles fazia o sangue, descendo a riachos das Minhas feridas abertas.

     Pelos pecados de todo o teu corpo, com que tão voluntariamente te entregaste a luxos molengões, ao sono, ao ócio, Eu fui horrivelmente flagelado, estendido e retesado na Cruz, como uma pele, cravado no madeiro e tão apertadamente, que senti em todo o Meu corpo a sua áspera dureza, enquanto um verdadeiro banho de sangue vertia dos meus membros até a terra. E assim, estive entregue a um atrocíssimo tormento, até que, morto por cruéis carnífices, exalei o Meu Poderoso Espírito.

    Pelos pecados que tu cometeste, enfeitando-te com vestidos, modas e adornos supérfluos, vãos, estranhos e mesmo ridículos, Eu fui colocado na Cruz nu, tal como nasci da Virgem, estive ao vento, ao frio, ao ar que me rodeava de todas as partes, estirado e exposto aos olhares dos homens e das mulheres, lá bem no alto, a fim de que melhor me vissem e mais fosse escarnecido e mais sofresse as lancetadas da vergonha.

    Pelos pecados que cometeste, adquirindo mal as tuas riquezas, estimando-as e retendo-as mal e esbanjando-as ainda pior, Eu fui tão pobre, que não só não tive, nem palácio, nem casa, nem simples tegúrio, onde poder nascer ou viver, mas nem sequer quando morto, tive um túmulo onde Me pudessem colocar. E se a piedade não tivesse movido um homem da terra a compadecer-se da Minha miséria e a depositar os Meus despojos no seu sepulcro, os ossos do Meu Corpo teriam sido abandonados aos cães e aves de rapina. Mas Minha pobreza foi ainda para além de tudo isso: dei o Meu Sangue e a Minha Vida, até a última gota, até ao último suspiro, aos desprotegidos e aos pecadores, e, tanto em vida como na morte, tão pobre quis ser e permanecer, que não conservei para Mim, parte alguma de Mim mesmo.

      ESTAS PALAVRAS, diz Santa Angela, desciam ao mais íntimo de minha alma, uma a uma e uma a uma, a enchiam de amargura, de vergonha, de dor e de espanto. Via como pelos meus vergonhosos gozos sentidos, a Alma de JEUS havia sentido, dentro de si mesma, todas dores, todas as angustias, todas as atrocidades e todos os martírios. Que a soma de todas estas angustias era feita num verdadeiro grito.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

BEM AVENTURADO JOÃO OGILVIE - PREFERIU o MARTÍRIO a NEGAR o SANTO PAPA !!!!



A dez de março de 1615, foi martirizado, em Glasgow - Escócia, o Bem aventurado João Ogilvie. Durante o processo o forçaram a ficar sem dormir, por oito dias e nove noites consecutivas.
Foi condenado à morte, porque confessara que o Chefe da Igreja era o Papa, e não o rei Jacó I.
         A caminho para o cadafalso encontra-se com o pastor protestante que lhe diz:
- Ó, como eu o lastimo, Ogilvie, que agora vais ser entregue a uma morte tão cruel.
          Responde-lhe o mártir, fingindo medo:
         - O senhor fala como se estivesse em mim escapar da morte. Sou condenado à morte por crime de lesa majestade.
         - Que nada, diz-lhe o pastor, nem fales disto, fostes condenado à morte por ser papista. Renega o Papa e até serás principescamente remunerado!
         - O senhor está zombando de mim... O senhor está falando sério? Pergunta-lhe, Ogilvie.
          - Sim, estou falando sério, fala-lhe com entusiasmo o protestante.
         Fui encarregado, continuou o pastor, pelo arcebispo protestante para oferecer-lhe sua filha em casamento e um rico benefício, se apostatares. Poupe sua bela vida, tenha compaixão de si mesmo...
          Chegando ao cadafalso, Ogilvie diz ao pastor protestante:
         - Gostaria que o senhor, aqui publicamente, repetisse as promessas que me acaba de fazer. E grita, para que toda a multidão ouça: Ouvi o que o vosso pastor vai dizer!
          E o pastor clama vitorioso em alta voz:
- Em nome do nosso arcebispo, prometo-lhe a vida, se apostatar; prometo-lhe a filha do arcebispo...
         - Ouvistes? Querem ser minhas testemunhas? Pergunta Ogilvie.
         - Sim, ouvimos, somos tuas testemunhas! Vem, desce ligeiro do cadafalso.
           Os católicos estão apavorados...
           E continua a perguntar o mártir:
          - E não precisarei temer que para o futuro me irão acusar de lesa, majestade?
         - Não! Não! Grita delirante a grande multidão de protestantes: Nós ouvimos as promessas, seremos tuas testemunhas... desce, desce, Ogilvie!
 - Então, é só por causa da religião que estou aqui diante da morte? Pergunta o mártir.
          - Só e unicamente! Clama a uma voz, a imensa multidão.
         - Ah! Se é assim, basta. Estou pronto a dar cem vidas. A minha santa e verdadeira Religião não me podeis roubar, confessa o mártir de CRISTO.
         Os hereges rangem os dentes de raiva, e os católicos exultam. O Padre beija a forca e abraça, consolando, o algoz.
         Antes que lhe fossem amarradas as mãos, tira o Terço, que tantas vezes rezara pela conversão dos protestantes e lança-o por entre a multidão, para que um católico o apanhasse.
         Mas o Terço foi dar em cheio, no peito do barão João Von Eckersdorf, calvinista.
         Era alemão, estava de viagem, e “por acaso” se achava em Glasgow, no dia do martírio de Ogilvie. Os católicos pularam sobre o barão, e lhe arrancaram o Terço!
         Depois de alguns anos, narra o próprio barão:
         “Eu era protestante, e de forma alguma queria converter-me ao catolicismo, mas, desde aquele momento, em que caiu no meu peito o Terço do Mártir, comecei a ter sérias dúvidas sobre a minha seita. Parecia que o Terço me tivesse aberto uma grande ferida. O pensamento do Terço nunca mais me deixou em paz. Quatro anos depois entrei na Igreja Católica. A minha conversão eu a atribuo ao Terço do Mártir Padre João Ogilve, S.J.”

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Contem às crianças a verdadeira história do Papai Noel


6 de Dezembro é dia de São Nicolau, ou Papai Noel. 

Devido aos inúmeros milagres  atribuídos à sua intercessão, em vida e após a morte, ficou conhecido  como Taumaturgo ( Άγιος Νικόλαος ο Θαυματουργός).

Universalmente associado às festas natalinas, o Papai Noel sofreu uma terrível despersonalização, sendo transformado numa espécie de figura de conto-de-fadas.

Sua festa litúrgica é celebrada pelos católicos, ortodoxos, anglicanos (a despeito da perseguição que os puritanos empreenderam no século XVII) e pelos luteranos no mesmo dia.

Grego de nascimento, São Nicolau foi Bispo de Mira, na Turquia. Nascido em 270 e morto em 6 de dezembro de 346. Sobre seu túmulo foi construída uma basílica no século VI.  Seus restos mortais foram levados de Mira para Bari, Itália, onde chegaram em 9 de maio de 1087. O governo turco tem  pressionado o governo italiano para que lhe devolva as relíquias do santo, para transformá-las em peça de atração turística.


SANTA LUZIA, Virgem Mártir


“Santa Luzia sofreu o martírio por volta do ano 304, na grande perseguição de Diocleciano contra os cristãos. Oriunda de Siracusa, era de linhagem nobre, e muito precocemente fez voto de perpétua castidade ao Senhor. Sua mãe adoeceu com desinteria, e nesta emergência ela fez uma peregrinação ao túmulo de Santa Águeda para implorar a restituição de sua saúde. Ali, Santa Luzia entrou em êxtase e Santa Águeda apareceu-lhe em grande glória, rodeada de anjos, falando-lhe então: 'Minha irmã Luzia, virgem consagrada a Deus, por que pedes a mim o que tu mesma podes fazer pela tua mãe? Atenção, tua fé deu eficácia às palavras de tua boca, e ela está agora curada'. A partir deste momento, Luzia vendeu seus ornamentos e suas posses a fim de dar o valor recebido aos pobres e doentes. Acusada de ser cristã, apresentou-se diante do tribunal do juiz pagão, Pascásio, e quando ali recebeu a ordem de oferecer sacrifício aos ídolos, respondeu: 'Consolar e confortar as viúvas e os órfãos em sua tribulação é um culto puro e agradável a Deus. Isto tenho feito por três anos e, após oferecer-lhes minhas posses, alegremente oferecerei também a mim mesma em sacrifício'. Porque ela havia dito: 'Aqueles que vivem casta e devotamente são um templo de Deus, e o Espírito Santo habita neles', eles pretenderam levá-la para um bordel, mas o Senhor a tornou imóvel como uma coluna, de forma que nenhum poder pode movê-la. Então uma pira funerária, cheia de piche, colofônio e óleo foi erguida em torno dela e acendida: mas também as chamas deixaram-na intacta. Finalmente uma espada atravessou-lhe o pescoço; mas ela continuou com vida até que recebesse o Santo Viático de um sacerdote, e ainda consolou os cristãos que estavam a sua volta, anunciando-lhes que a paz estava próxima. No local de seu martírio foi erguida uma igreja.”

(GIHR, Nicholas. In: THE HOLY SACRIFICE OF THE MASS. The Saints of the Canon of the Mass. 1918)