Minha lista de blogs

quarta-feira, 15 de abril de 2015

EUCARISTIA, ALIMENTO da ALMA ou REMÉDIO do CORPO ??? (AS PRIMEIRAS GERAÇÕES CRISTÃS ACREDITAVAM NA CURA PELA EUCARISTIA.)

por Prof. Felipe Aquino - Doutor em engenharia mecânica, pregador e escritor
São Paulo mostrou seu desapontamento ao verificar que, apesar da Celebração Eucarística, havia ainda, na comunidade de Corinto, “muitos fracos e enfermos e um bom número de mortos” (1Cor 11,30).
Por exemplo, São Cirilo de Alexandria (370-444) disse: “Se apenas o contato com a sua santa carne restituía a vida à matéria já deteriorada, quão grande proveito não haveríamos de tirar da Eucaristia vivificante, quando a recebemos, visto que não é possível que a Vida não faça viver aqueles aos quais ela se infunde”.
São João Crisóstomo (344-407), o grande Patriarca de Constantinopla, convidava os fiéis a “aproximar-se da Eucaristia com fé”, “cada qual com as suas doenças”; e São Efrém (306-372), doutor da Igreja, exclamava: “Glória ao remédio da vida!”. Na verdade, dizia: “Cristo corta uma parte do seu próprio corpo; aplica-a à ferida e cura, como a sua carne e o seu sangue, as chagas”.
O Papa Leão XIII disse que na Eucaristia “estão concentradas, com singular riqueza e variedade de milagres, todas as realidades sobrenaturais” (Carta encicl. Mirae Caritatis).
O Concílio de Trento (1565-1583) afirmou: “A Eucaristia é o remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais.” É o próprio Jesus combatendo em nós contra a “concupiscência da carne e a soberba da vida”.

Sabemos que a penitência apaga em nós o pecado, mas a tendência ao pecado continua em nós; a Eucaristia contrabalança essa inclinação ao mal e impede que o demônio se apodere de nossa alma.
Pela Eucaristia, unimo-nos com o Santo dos santos e somos n’Ele transformados. Assim como o ferro vai assumindo sua cor no fogo, pela comunhão vamos assumindo a “imagem e semelhança” do Senhor. Santo Agostinho explicava que o alimento eucarístico é diferente dos outros; o alimento comum se transforma em nosso corpo; mas, na Eucaristia, nós somos transformados pelo Corpo de Cristo.
A Eucaristia é o alimento espiritual de nossa caminhada para Deus, assim como foi o maná, que alimentou o povo de Deus por quarenta anos, a caminho da Terra Prometida. (Ex 8,2-16). Esse maná era apenas uma figura do verdadeiro “pão vivo descido do céu”, que quem comer “viverá eternamente” (Jo 6,51).
No discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, Jesus deixou claro: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (v. 53).
Papa João Paulo II disse: “Não se trata de alimento em sentido metafórico, mas “a minha carne é, em verdade, uma comida, e o meu sangue é, em verdade, uma bebida” (Jo 6, 55)”.
Por meio da comunhão do Seu Corpo e Sangue, Cristo comunica-nos também o Seu Santo Espírito. Escreve S. Efrém: “Chamou o pão seu corpo vivo, encheu-o de Si próprio e do seu Espírito. […] E aquele que o come com fé, come Fogo e Espírito. […] Tomai e comei-o todos; e, com ele, comei o Espírito Santo. De fato, é verdadeiramente o meu corpo, e quem o come viverá eternamente”. (Homilia IV para a Semana Santa)

Uma das Orações Eucarísticas leva o celebrante a rezar: “Fazei que, alimentando-nos do Corpo e Sangue do Vosso Filho, cheios do Seu Espírito Santo, sejamos em Cristo um só corpo e um só espírito. (Or. Euc. III). Assim, pelo dom do Seu Corpo e Sangue, Cristo aumenta em nós o dom do Seu Santo Espírito, já infundido em nós no batismo e recebido como “selo” no sacramento da confirmação.
Assim como o corpo não pode ter vida sem comida nem bebida, da mesma forma a alma não tem a vida eterna sem a Eucaristia, sem o Corpo ressuscitado de Jesus.
No discurso de Cristo há uma promessa maravilhosa: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e eu nele” (56).
Jesus, na Última Ceia, insistiu com os discípulos: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tão pouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, essa dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,1-5).
No fim, Jesus completa dizendo:“Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos” .
Para que pudéssemos, então, “permanecer n’Ele”, Jesus nos deixou a Eucaristia, o maior de todos os milagres do Seu amor por nós. O Seu próprio Ser nos é dado. É o próprio Jesus ressuscitado que vem a cada um de nós.
Seu Corpo se funde ao nosso, Sua Alma se une à nossa, Seu Sangue se mistura com o nosso e Sua Divindade se junta à nossa humanidade. Não pode haver união mais íntima e mais intensa na face da terra. É o amado (Jesus) que vai em busca da sua amada (nossa alma) para unir-se a ela. O amor exige a união. E nessa união Ele nos santifica.
São Cirilo de Jerusalém disse que, após a comunhão, somos “Cristóforos”, portadores de Cristo.

“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28). A maneira mais fácil de acolher esse convite amoroso do Senhor é na Eucaristia.
Antes de realizar o milagre da multiplicação dos pães, figura da Eucaristia, Jesus disse aos apóstolos, olhando a multidão: “Não os quero despedir em jejum para que não desfaleçam no caminho” (Mt 15,32). Aquela multidão faminta O seguia há três dias pelo deserto. Agora, Ele “multiplica” o Seu próprio Corpo para que não desfaleçamos na caminhada dura desta vida até a Casa do Pai. Temos mais necessidade do Pão do céu do que do pão da terra.
Para estar ao nosso lado e ser nosso remédio e alimento, o Senhor deu-se todo a nós, sem reservas; é por isso que nós também temos de nos dar a Ele, também sem reservas, no estado de vida em que estivermos, vivendo segundo Sua vontade. O amor exige reciprocidade, senão fica inerte.
Na Eucaristia, Ele é nosso, como dizia Santa Terezinha: “Agora, Jesus, o Senhor é meu!”. No discurso eucarístico, Ele deixou claro como os Seus discípulos “permaneceriam n’Ele” para poder dar muitos frutos. E  fez questão de enfatizar a importância dessa união conosco na Eucaristia:
“Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que come a minha carne viverá por mim” (Jo 6,57).
É essencial entender esse “viverá por mim”. Isso quer dizer que, com a Sua presença em nós, Jesus “agirá” em nós, Ele será a nossa força e a nossa paz; Ele será tudo em nós!  A nossa miséria será trocada pela Sua força.  É aquilo que São Paulo experimentou: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). São Paulo disse: “Jesus Cristo, vossa vida” (Cl 3, 4).
Pela Eucaristia Jesus toma posse de nós, torna-nos propriedade d’Ele; devemos, então, entregar-Lhe totalmente a nossa vida, sejamos casados ou celibatários, leigos ou clérigos. Assim acontecerá em nós uma nova Encarnação do Verbo que continuará a dar glória ao Pai como quando vivia entre nós.
A menor ação de Jesus era divina, porque era ação do Verbo que governava Suas duas naturezas, a humana e a divina. A natureza humana de Cristo era submissa ao Verbo. Assim também deve ser com quem comunga: a vontade humana deve ser serva da vontade do Senhor, guiado pelo Espírito Santo.
Vivendo em nós pela Eucaristia, Jesus nos enche com os Seus desejos e pensamentos, com Suas palavras etc. Ele torna-se em nós uma personalidade divina. Nosso Senhor faz Suas as nossas obras e os nossos atos, de modo que eles se tornam divinos, imprimindo-lhes um mérito de valor também divino. Assim, nossas obras humanas sem valor tornam-se revestidas dos méritos de Cristo. E quanto maior for a nossa união com Ele, tanto mais valor terão nossas obras e tanto maior será a glória que reverterá para nós.
Jesus disse: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo 6, 35); isto é, Ele, na Eucaristia, é “sustento e remédio” para nossa vida.
Quem comunga vive “por Jesus” e com Sua força. Por isso, a piedade sem a comunhão é fraca. Com a Eucaristia, Jesus carrega o nosso fardo pesado; então podemos dizer com São Paulo “Tudo posso Naquele que me sustenta” (Fil 4,13). Quer dizer, é Ele a nossa força e Ele age em nós dando-nos a graça de fazermos coisas boas e santas; é Ele quem “realiza em nós o querer e o fazer” (Fil 2, 13). São Paulo disse aos filipenses: “Tende os mesmos sentimentos de Cristo” (Fil 2,5); para isso é preciso alimentar-se de Jesus; assim teremos os Seus sentimentos e desejos.
Recebemos a Vida no batismo e a recuperamos pela penitência (confissão) após os pecados. Não bastam a oração e a piedade para enfrentarmos as lutas que o inferno nos prepara, é preciso mais, é preciso a Eucaristia.
Quantos são os que se lembram de que Ele está vivo, ressuscitado verdadeiramente em nossos sacrários? Ali, “prisioneiro dos nossos sacrários”, Ele nos espera com as mãos cheias de graças. O Papa Bento XVI, em sua primeira encíclica, disse que “Deus nos amou primeiro” e que amar a Deus e aos irmãos já não é apenas um mandamento, mas uma necessária retribuição de amor de nossa parte.

domingo, 12 de abril de 2015

12 de ABRIL de 1947 - A CONVERSÃO do PROTESTANTE BRUNO CORNACCHIOLA por NOSSA SENHORA DA REVELAÇÃO OU DO APOCALIPSE !!!



"Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem do Apocalipse [ou da Revelação]. Tu me persegues. Mas agora, basta! Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra. Obedece à autoridade do Papa. A promessa de Deus permanece inalterada". (A Virgem do Apocalipse ao protestante Bruno Cornacchiola, em Tre Fontane, Roma, 1947.)


O caso da intervenção da Virgem do Apocalipse (ou da Revelação), conforme a própria Mãe do Verbo designou essa Sua invocação, ocorreu na região de Tre Fontane, Roma, no ano de 1947, manifestando-Se ao protestante radical Bruno Cornacchiola, que nutria criminoso ódio para com a Igreja Católica e planejara assassinar o Papa.

Tre Fontane, o local da intervenção da Virgem do Apocalipse, por si só é um local tradicionalmente sagrado, pois segundo a tradição católica, ali fora decapitado o Apóstolo São Paulo “O Apóstolo dos Gentios”, cuja cabeça teria rolado e tocado o solo por três vezes após a decapitação e, exatamente nesses locais, teriam surgido estas Três Fontes.

Numa manhã de abril de 1937, portanto, dez anos antes da intervenção que converteria o fanático Bruno Cornacchiola, conforme narraremos a seguir, a Santíssima Virgem Maria apareceu em uma gruta a uma piedosa jovem católica chamada Luigina Sinapi, dizendo-lhe: “Eu retornarei a esse lugar para converter um homem que lutará contra a Igreja de Cristo, e desejará assassinar o Santo Padre. Vai agora à Basílica de São Pedro e lá encontrarás uma religiosa que te fará conhecer o seu irmão, que é um cardeal. A ele deves levar a mensagem. Deverás dizer ao cardeal que logo mais ele será o novo papa”.



Atendendo à solicitação celestial, Luigina segue para S. Pedro, onde se encontra com a marquesa Pacelli e transmite-lhe a mensagem que é entregue a seu irmão Cardeal Eugenio Pacelli, na época, Secretário de Estado. O cardeal Eugênio Pacelli, futuro papa Pio XII, após inteirar-se dos fatos, através de sua irmã, afirmou: “Se são flores, florirão...”

A profecia de Nossa Senhora cumpre-se, Pacelli torna-se então o Papa Pio XII, que recebe Luigina por diversas vezes. Mais tarde, esse Sumo Pontífice receberia das mãos de um arrependido ex-adventista, o punhal destinado ao assassinato do sucessor de Pedro, onde se lia em letras entalhadas a sentença de sua própria morte “Morte ao Papa”.

Bruno Cornacchiola nasceu em 1913 em Roma. Filho de pais desestruturados fugiu de casa aos 14 anos. Graças a uma mulher chamada Maria Farsetti, recebeu algum ensino religioso, fazendo então sua primeira comunhão. Após o serviço militar, na idade de 23 anos, casou-se com Yolanda Lo Gatto. Para ganhar algum dinheiro decidiu lutar nas tropas nacionalistas na Guerra Civil Espanhola, embora realmente sentia-se inclinado para o comunismo.

  

Logo que chegou à Espanha, sob influência de um protestante alemão abandonou o Catolicismo, convencido pelo amigo de que o papado era a causa de todos os males do mundo. Foi-lhe inculcado a peculiar aversão protestante à Santíssima Virgem e ensinado que o Papa era a besta do apocalipse. Fanatizado, Bruno passou a nutrir intenso ódio para com a Igreja e fez o juramento de matar o Papa.

Persuadido dessa idéia, comprou um punhal em Espanha especialmente para esta finalidade, no qual talhou as ameaçadoras palavras: "Morte ao Papa."

Em sua Fé, a esposa de Bruno recorre ao Sagrado Coração de Jesus. Suas novas crenças protestantes assustam sua esposa, que passa a ser inclusive agredida fisicamente por ele, além de proibí-la de ir à igreja (missa). Em sua cegueira, destrói todas as lembranças católicas, sacramentais e imagens sagradas que tinha em sua casa. Decide aderir à sua nova fé através da Igreja Adventista, localizada em Roma.

Antes porém de passar a frequentar os cultos, tenta persuadir sua mulher a converter-se ao protestantismo. Pressionada, ela concorda, mas com uma condição: a de que ele fizesse a devoção das Nove Primeiras Sextas-feiras, conhecida prática católica dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção, ensinada pelo próprio Jesus no século XVII em uma sobrenatural manifestação à Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), consiste em receber a Sagrada Eucaristia durante 9 sextas-feiras consecutivas.

Assim, ficou combinado entre Bruno e sua esposa que, se, porventura, ao final desse período ele ainda estivesse determinado a se tornar um protestante, ela o acompanharia em sua nova crença.

Yolanda acalentava a fé de que Deus de alguma forma convertesse seu marido. No entanto, no final dos nove meses, Bruno mantinha firme sua adesão à crença adventista. Assim, relutantemente, ela foi obrigada a se render às novas convicções religiosas do marido.

Em seu ranço anticatólico, Bruno escreveu na base de uma estátua dedicada à Maria SS.: “Nossa Senhora não é uma virgem, não é imaculada, e não é a Senhora da Assunção”.

De 1939 a 1947 Bruno trabalhava como condutor elétrico, em Roma. Nessa época tinha três filhos Carlo, Gianfranco e Ysola, com idades respectivas entre 7, 4 e 10 anos. Sua violência para com a esposa continuava, causando muito sofrimento tanto para ela como para as crianças. Agora ele era um comunista convicto que mantinha o secreto plano de matar o Papa.



Era final de inverno e Bruno se encontrava a passeio em Tre Fontane. Neste dia de sábado, à tarde, Bruno estava sentado à sombra de eucaliptos numa área próxima à Abadia das Três Fontes, onde o apóstolo Paulo teria sido decapitado em Roma.

 As crianças brincavam com uma bola à orla da floresta de eucalipto. Tranquilamente, sentou-se para escrever um documento contra a Virgem Maria, tema que apresentaria na pregação que faria no dia seguinte, em sua igreja.

Naquele momento, ali estava um agitador protestante, desenvolvendo um tema contra a Virgem Maria. Sua redação devia ser violenta, arrogante, e ao mesmo tempo convincente. Numa pasta ele trouxera sua Bíblia protestante. Logo em suas primeiras frases ele estabelece a negação, em primeiro lugar, dos privilégios concedidos por Deus a Maria, Sua Mãe. Bruno escreveu: “Nossa Senhora não é uma virgem, não é imaculada, não é a ‘Senhora da Assunção’.

Nesse momento, Bruno foi interrompido pelas vozes de seus filhos que começaram a gritar: “Papai, perdemos a bola, ajude-nos a encontrá-la”. Logo encontrou a bola e passou a brincar com seus filhos até que em um dos chutes fez com que a bola subisse de forma tão espantosa que desapareceu. Novamente ele sai a procurá-la recomendando aos filhos para que permaneçam onde estavam.  Enquanto procura a bola, Bruno grita o nome dos filhos para certificar-se de que continuam onde os havia deixado. Porém, repentinamente, Gianfranco não responde mais aos chamados.

"Gianfranco, onde estás?" chama em vão o pai. Não obtendo resposta e ficando mais e mais preocupado, relembra: "eu o procurava freneticamente por entre os arbustos e as rochas. Finalmente encontro meu filho ajoelhado na entrada de uma gruta. Suas mãos em oração e os olhos fitando intensamente o interior da gruta. O garoto estava sorrindo e sussurrando alguma coisa. Aproximei-me dele e pude ouvir estas palavras: "Linda Senhora... Linda Senhora! ..."

Bruno então chama sua filha Isolda. Qual não é seu espanto quando a menina também cai de joelhos ao lado do irmãozinho. As flores que carrega caem de suas mãos, enquanto seus olhos também se fixam no interior da gruta. Também ela começa a sussurrar: “Bela Senhora... Bela Senhora!

Cornacchiola conta: "Mais irritado do que nunca, eu estava perguntando a razão pela qual eu mesmo e meus filhos estávamos agindo de forma tão estranha. De joelhos, permaneciam olhando encantados em direção ao interior da gruta, repetindo as mesmas palavras. Chamei Carlo, que veio ainda olhando para a bola".

"Vêm aqui, também" implorei. "Explica para mim o que teu irmão e tua irmã estão fazendo nessa estranha posição. Será um jogo que estão brincando juntos?"

"O jogo a que tu referes", observa Carlo, "eu não estou familiarizado com ele e não sei como jogar isso!" De repente, também ele cai de joelhos, ao lado direito de Isola, junta suas mãos em oração, e seus olhos incidem fascinados num local particular da gruta, a repetir baixinho as mesmas palavras:"Linda Senhora!..."

Precedendo a aparição, Bruno vê duas mãos puras e brancas moverem-se em sua direção e tocam-lhe levemente o rosto. Bruno sente a sensação de que “uma coisa foi puxada dos meus olhos
Bruno entende que ele e sua família estão sendo protagonistas de um evento claramente sobrenatural.

"Eu estava assustado. Temeroso, fui perto da minha garotinha. 'Levanta-te, Isola.' Ela não respondeu. Tentei levantá-la, mas sem sucesso. Aterrorizado, percebendo suas pupilas dilatadas, suas faces pálidas, como se estivessem em êxtase, eu abracei minha menor, dizendo: 'vamos, levanta-te.' Como eu poderia ter perdido tanta força em meus braços? E então, eu exclamei: 'O que está acontecendo aqui?' 'Existe feitiçaria ou demônios neste gruta?' Instintivamente eu disse: “Quem és tu, tu deves ser mesmo um sacerdote, sai!' Eu entrei na gruta, assim determinado a lutar contra quem estava lá dentro... mas a gruta estava vazia".

Angustiado, e vendo apenas a rocha nua diante de si, sai em estado de desespero, chorando convulsivamente, levanta os braços e os olhos para o céu e exclama: "Deus, livrai-nos!"

Ao dizer essas palavras vê duas mãos puras e brancas moverem-se em sua direção e tocam-lhe levemente o rosto. Bruno sente a sensação de que “uma coisa foi puxada dos meus olhos”. Naquele momento, sente uma certa dor e acha-se no mais profundo esquecimento. Pouco a pouco as trevas vão diminuindo, deixando uma tênue luz gradualmente mais brilhante e densa, de forma a iluminar toda a Gruta.


Neste ponto, "Cornacchiola continua: "Eu não poderia ver a gruta, nem o que estava dentro, mas eu estava envolto por uma invulgar alegria."

"Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem da Revelação. Tu me persegues. Mas agora, basta! Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra. Obedece à autoridade do Papa”.

A forma feminina estava descalça e trazia um livro de capa escura sobre o peito: A Bíblia! Bruno percebe que, com Sua mão esquerda, a visão aponta para algo próximo a seus pés. "Eu olhei no chão e vi um pano preto e sobre ele uma cruz quebrada".

Naquele momento de misteriosa perplexidade durante o qual é arrebatado da terra para o maravilhoso limiar da eternidade, para o ponto mais brilhante, ele tem a visão de uma jovem e doce senhora perfeitamente humana, de cabelos negros, vestida com uma túnica branca, uma faixa cor-de-rosa à cintura e um grande lenço cor de esmeralda sobre a cabeça. Apresentava-Se emoldurada dentro de uma luz dourada. Bruno olha para Ela, atraído por Sua beleza fascinante. Embora envolta por tão intensa luz, não sente seus olhos machucados, apenas extasia-se naquele mergulho na supernaturalidade.

Uma intensa fragrância de rosas e lírios tomou conta do lugar. A forma feminina estava descalça e trazia um livro de capa escura sobre o peito: A Bíblia! Bruno percebe que, com Sua mão esquerda, a visão aponta para algo próximo a seus pés. "Eu olhei no chão e vi um pano preto e sobre ele uma cruz quebrada".

Cornacchiola pensa que o pano preto, semelhante a uma beca rasgada, junto com a cruz quebrada, simbolizavam a liturgia e outros sinais sagrados que muitos religiosos têm descartado. "Meu primeiro impulso", prossegue, "foi chorar, pois eu não conseguia dizer uma única palavra." Naquele momento, a Mãe do Verbo e Mãe de toda humanidade, dirige então estas palavras a seu perseguidor:

"Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem do Apocalipse [ou da Revelação]. Tu me persegues. Mas agora, basta! Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra. Obedece à autoridade do Papa. A promessa de Deus permanece inalterada: você está sendo salvo por ter guardado e observado as Nove Primeiras Sextas-feiras dedicadas ao Sagrado Coração de Jesus. Você atendeu à solicitação de sua fiel e amorosa esposa antes de fazer suas errôneas escolhas".

"Tu irás até o Santo Padre, o Supremo pastor de todos os cristãos. Dar-lhe-ás pessoalmente a ele Minha mensagem"

Parte das palavras da Virgem do Apocalipse eram dirigidas a Bruno e aos fiéis, e outra parte dizia respeito unicamente ao Santo Padre, portanto, um segredo que deveria ser confiado exclusivamente a ele
A essas palavras, Bruno sente-se suspenso, quase imerso em um estado pleno de felicidade em sair deste mundo. Ao mesmo tempo, um indefinível e misterioso perfume inunda todo o lugar, como a purificar a suja terra da gruta, então miseravelmente contaminada pelo pecado de muitos encontros ilícitos de pessoas que nela se ocultavam para cometerem adultérios, praticarem o crime do aborto e outros pecados da carne.

Em amorosa atitude maternal, a celestial Senhora conversou longamente com aquele filho, agora prestes a voltar para Deus. Parte de Suas palavras eram dirigidas a ele e aos fiéis, e outra parte dizia respeito unicamente ao Santo Padre, portanto, um segredo que deveria ser confiado exclusivamente a ele. Então, a Santíssima Virgem continuou:

"Quero dar-te a prova absoluta da realidade divina com a qual tu te deparas e, com issso, excluas qualquer outro motivo que não seja a verdadeira razão desse encontro. Este é o sinal: Cada vez que tu cumprimentares um padre na igreja ou na rua, tu lhe dirás: 'Padre, preciso falar com o senhor." Se ele responder: 'Ave Maria! - Meu filho, o que desejas?', implora-lhe para que pare, pois ele é o sacerdote escolhido por Mim. Tu lhe dirás o que teu coração ditar e lhe obedecerás. Na verdade, ele te guiará para um outro sacerdote, dizendo: 'Este é o padre ideal para ti' Depois, tu irás até o Santo Padre, o Supremo pastor de todos os cristãos. Dar-lhe-ás pessoalmente a Minha mensagem. Eu te mostrarei alguém que te levará até o Papa. Algumas pessoas do teu relacionamento não acreditarão em ti, mas não te incomodes com isto".

Naquela noite, Bruno se ajoelharia aos pés de sua esposa, contar-lhe-ia tudo e lhe imploraria perdão por toda violência e pelo caminho tortuoso que tinha tomado.

"A Santíssima Mãe foi minha professora, Aquela que me deu uma incomparável e sólida educação catequética, auxiliando-me a ser Sua testemunha".

A Senhora disse estas palavras com indizível bondade e serenidade maternal. Depois, a encantadora dama virou-Se, mostrando Seu manto verde. Lentamente, moveu-Se em direção à Basílica de São Pedro.

Bruno, extático, percebeu que a Virgem tinha baixado seu olhar compassivo, apiedando-Se sua extrema pobreza para dar-lhe orientação, força e conforto.

O título de "Virgem do Apocalipse" não só é novo e maravilhoso para a Mãe de Deus, mas também altamente teológico. De fato, confirma todos os privilégios com base na palavra revelada e atribuída a Ela ao longo dos séculos.

Cornachiolla afirmou: "a Santíssima Mãe foi minha professora, Aquela que me deu uma incomparável e sólida educação catequética, ajudando-me a ser testemunha." Por isso, logo que Se manifestou a ele, após a saudação, disse-lhe com um doce sorriso:
"Tu me persegues. Agora basta! Entra no sagrado redil, no Celestial Tribunal sobre a Terra".

E com isso, mostrava o único caminho para a salvação, deixado por Seu Filho há dois mil anos, a Igreja Católica Apostólica Romana, que Bruno tinha abandonado. "As Ave Marias que tu recitas com fé e amor são como setas douradas que penetram o Coração de Jesus"

Pouco mais de dois anos mais tarde, em 9 de Dezembro de 1949, Bruno fez parte de um grupo convidado a rezar o rosário com Pio XII, em sua capela privada. Após o rosário, o Papa perguntou se alguém queria falar com ele. Bruno entrou imediatamente e, ajoelhando-se a seus pés, com lágrimas de sincera compulsão, mostrou a adaga com a qual ele intencionava matá-lo, e tambem entregou-lhe sua Bíblia protestante. Bruno implorou perdão ao Papa e Pio XII imediatamente o perdoou sem hesitações.

Assim, essa tão singela, porém extraordinária manifestação da Santíssima Virgem, transformou para sempre a vida de Bruno. Uma vez desintegrados seu orgulho e sua obstinação, o antigo comunista passou a fazer grandes progressos e caminhou rapidamente no caminho da Verdade. O contato com a Mãe de Jesus acendeu-lhe o intelecto e reforçou sua vontade, sem alterar suas características pessoais.

Seu temperamento impetuoso ainda permaneceu com ele, mas foi direcionado para verdadeiros valores evangélicos e atividades espirituais.

Primeiramente, Bruno reconheceu o seu pecado e voltou-Se para Ela, a Imaculada, rogando perdão e força para a sua futura missão na vida. Sabendo que Seu Filho veio para pecadores como ele próprio, compreendeu porque a Santíssima Virgem tanto pede insistentemente a todos para que rezem e recitem o Rosário.

"Reza sempre e nunca deixes de recitar o Santo Rosário diário pela conversão dos pecadores e não-crentes e também pela Unidade dos Cristãos. As Ave Marias que recitas com fé e amor são como setas douradas que penetram o Coração de Jesus".

"Com esta terra antes cheia de pecados Eu operarei milagres pela conversão dos incrédulos". Convém ressaltar que a gruta onde a Santíssima Virgem manifestou-Se a Bruno Cornacchiola e, anteriormente, também a Luigina Sinapi, tinha se tornado um antro de prostituição e criminalidade. Quando Luigina em 1927 avistou a Santíssima Virgem, próximo a Seus pés havia no chão o esqueleto de um bebê abortado, cujo corpo fora jogado naquele lugar.

É interessante ressaltar ainda que a uma curta distância daquela gruta, no sopé da colina, encontra-se a Igreja de São Paulo, que fora um perseguidor dos cristãos e, em seguida, apóstolo dos gentios, depois de sua conversão, quando Cristo manifestou-Se para ele às portas de Damasco. Segundo a tradição, São Paulo foi martirizado naquele local durante o tempo de Nero. Sua cabeça, decapitada por uma espada caíra ao chão e três vezes rolou quando, prodigiosamente, surgiu água a partir daqueles três lugares. Por isso aquele sítio foi denominado "Três Fontes".



Também Bruno Cornacchiola, outro perseguidor da Igreja, ali, tão próximo do lugar do martírio do apóstolo, é chamado a tornar-se um defensor da Fé, através de Maria, a Mãe a quem quis insultar nesse mesmo dia a Ela consagrado, o sábado, oitava da Páscoa.

Assim como Paulo, Bruno recebe do Céu a mesma missão, através da própria Virgem e torna-se sinal para seus irmãos. Ao longo de sua vida realizou seminários, encontros e palestras para pessoas de outras crenças e ex-católicos.

A própria Virgem tinha prometido: "Através deste local até então sujo pelo pecado Eu operarei milagres para a conversão dos incrédulos."

A gruta de Tre Fontane transformou-se também num local de peregrinação de papas. Por lá passaram os Papas Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II que foram buscar, no amor e na proteção da Mãe da Igreja, a força necessária para a segura condução da barca de Pedro nas tempestuosas águas de nossos tempos.

A Virgem confirma o dogma: "Meu corpo não poderia ter perecido. Meu Filho O reclamou no momento de minha morte"



Em Sua amorosa e maternal benevolência a Santíssima Virgem também quis revelar Seu Filho nos mistérios de Suas íntimas ligações com a Santíssima Trindade:

"Meu perecível corpo não chegou a perecer. Meu Filho O reclamou no momento de minha morte."

Essa afirmação, portanto, é confirmada no dogma da Assunção a sustentar que a Mãe de Deus, no fim de Sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Este dogma foi proclamado ex cathedra pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, por meio da Constituição Munificentissimus Deus: "Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".

O Novo Catecismo da Igreja Católica declara: "A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos" (n. 966).

Sobre essa verdade de Fé proclamada unicamente pela Igreja Católica, conferir a predição do próprio Jesus, duzentos anos antes, em Sua manifestação à Madre Mariana de Jesus em MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM QUITO, EQUADOR, (1594).

Em 12 de maio de 1956 teve início a construção do santuário na gruta. A estátua foi feita de Nossa Senhora e o Papa Pio XII que a abençoou.

Em 23 de fevereiro 1982, a Santíssima Virgem apareceu novamente a Bruno: 
"Desejo que seja construída aqui uma casa-santuário dedicada a Mim sob a invocação de Virgem do Apocalipse, Mãe da Igreja. Minha casa será aberta a todos, de modo que todos possam entrar, encontrar a salvação e serem convertidos. Aqui o sedento e o pecador virão rezar. Aqui eles encontrarão amor, compreensão, consolo e o verdadeiro significado da vida. Aqui, nesta gruta, onde tenho aparecido várias vezes, será um santuário de expiação, como um purgatório na terra”.

"Ela terá um portão, com o significativo nome 'Portão da Paz'. Todos que entrarem por ele se cumprimentarão uns aos outros com a saudação de paz e de unidade."

Conforme profetizara a Virgem do Apocalipse, "muitas manifestações e graças, interiores e exteriores" iriam ocorrer. E como nas vezes precedentes, essa profecia também se cumpriu à risca.

No dia 12 de abril de 1980, mais de 3 mil pessoas assistiram estupefatas, durante a missa e, mais precisamente, no momento da consagração, o disco solar mudar de forma e de cor e apresentou as mais extraordinárias figuras.

O fato se repetiu em 12 de abril de 1982. Aproximadamente dez mil pessoas presentes na missa, concelebrada no novo santuário, testemunharam o céu e o sol mudarem sobrenaturalmente seu espectro de cores e uma grande esfera branca radiante passar pela gruta. Esses sinais foram testemunhados pelo próprio Secretário de Estado do Vaticano.

Desde a primeira aparição em 1947, sinais e conversões continuam ocorrendo, especialmente a cada dia 12 de abril, data de aniversário da primeira aparição. Muitas curas milagrosas têm sido reivindicadas por pessoas que, a pedido da Virgem, tocaram com fé sobre a terra da gruta. O primeiro "milagre do sol" foi relatado em Il Tempo (Um grande jornal diário, em Roma, Itália).

Bruno faleceu em 22 de junho de 2001 fiel à sua conversão. Ainda velhinho, era visto solitário diante do altar a recitar seu rosário diariamente. Assim, a Virgem do Apocalipse veio pessoalmente confirmar o que Seu Filho já o determinara a Seu tempo.

Diz a Virgem do Apocalipse: "Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra". Disse Jesus: "Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,19). Portanto, a Igreja Católica é verdadeiramente o santo redil terreno de Cristo.

Diz a Virgem do Apocalipse: "Obedece ao Papa, o supremo pastor de todos os cristãos". Disse Jesus: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18). Portanto, por mais que os ventos fustiguem a Casa do Senhor, Ele próprio continua sendo seu eterno penhor.


sábado, 11 de abril de 2015

O PODER da ORAÇÃO da AVE-MARIA !!!


– S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.”

– Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedendo-lhe uma santa e feliz. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.”

– Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

UMA CURA FANTÁSTICA (Milagre) por NOSSA SENHORA do PILAR (sec. XVI)




Sempre que o óleo dos candeeiros acesos da capela da Virgem era renovado ele o esfregava em suas feridas...

Em 1640 o jovem operário agrícola da cidade de Calandra, Miguel Juan Pellicer, de 17 anos, estava a conduzir uma atrelagem, quando caiu do reboque e uma das rodas atingiu-lhe a perna, esmagando o “centro da tíbia”. Com dores insuportáveis, Miguel foi de carona para Zaragoza, para se colocar sobre a proteção da Virgen del Pilar. Após cinquenta dias, o jovem chegou à Basílica. Extremamente cansado e sentindo a morte próxima, arrastou-se até o santuário e pediu à Virgem: “Salva-me, pois estou morrendo!”

Operado, sua perna foi amputada, quatro dedos acima do joelho. Depois da cirurgia retornou ao santuário para agradecer à Virgem por lhe ter salvado a vida. Porém, o camponês não tinha mais condições de trabalhar e passou a pedir esmola em frente ao Santuário de Nossa Senhora do Pilar. Sempre que o óleo dos candeeiros acesos da capela da Virgem era renovado, Miguel Juan espalhava um pouco dele sobre as cicatrizes, apesar de o cirurgião o ter aconselhado a não fazer isso.

Uma noite, já de volta à sua cidade, após ter invocado a Virgem do Pilar, Juan Miguel adormeceu. Ao despertar uma enorme surpresa o aguardava: ele estava perfeito, com as duas pernas! E não somente isso, mas aquela que reapareceu era exatamente a sua perna, a que tinha sido amputada havia dois anos e meio. Uma comissão foi instituída para verificação dos fatos e incumbida de desenterrar, o mais rápido possível, o membro enterrado no cemitério. Porém, a perna não estava mais ali.

A notícia se espalhou por toda a Espanha e culminou com a realização do grandioso santuário atual, desígnio de peregrinos de todas as categorias que, na Padroeira da Espanha – colocada há dois mil anos sobre a sua pilastra – encontram conforto e bênção.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O RELÓGIO DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO



> 18:00 hs: A PREPARAÇÃO DA PÁSCOA
> 19:00 hs: JESUS LAVA OS PÉS DE SEUS DISCÍPULOS.
> 20:00 hs: JESUS INSTITUI A EUCARISTIA.
> 21:00 hs: JESUS REZA NO HORTO DAS OLIVEIRAS.
> 22:00 hs. JESUS ENTRA EM AGONIA E SUA SANGUE.
> 23:00 hs. JESUS RECEBE O BEIJO DE JUDAS.
> 24:00 hs. JESUS É PRESO.
> 01:00 hs. JESUS É CONDUZIDO A ANÁS.
> 02:00 hs. JESUS É ENTREGUE A CAIFÁS.
> 03:00 hs. JESUS É NEGADO POR PEDRO.
> 04:00 hs. O SINÉDRIO CONDENA JESUS A MORTE.
> 05:00 hs. JESUS É CONDUZIDO A PILATOS.
> 06:00 hs. JESUS É DESPREZADO POR HERODES.
> 07:00 hs. HERODES DEVOLVE JESUS A PILATOS.
> 08:00 hs. JESUS É FLAGELADO.
> 09:00 hs. JESUS É COROADO DE ESPINHOS.
> 10:00 hs. JESUS, POSPOSTO A BARRABÁS, É CONDENADO A MORTE
> 11:00 hs. JESUS RECEBE A CRUZ E A CARREGA RUMO AO CALVÁRIO.
> 12:00 hs. JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES E CRUCIFICADO.
> 13:00 hs. JESUS NOS DEIXA MARIA COMO NOSSA MÃE.
> 14:00 hs. JESUS MORRE NA CRUZ.
> 15:00 hs. JESUS É TRANSPASSADO PELA LANÇA
> 16:00 hs. JESUS É DESCIDO DA CRUZ.
> 17:00 hs. JESUS É SEPULTADO.

quinta-feira, 26 de março de 2015

CREDO de SANTO ATANÁSIO !!!



O Credo de Atanásio (Quicumque vult) é geralmente atribuído a Atanásio, bispo de Alexandria (século IV), mas estudiosos do assunto conferem a ele data posterior (século V). Sua forma final teria sido alcançada apenas no século VIII. O texto grego mais antigo deste credo provém de um sermão de Cesário de Arles, no início do século VI.

O credo de Atanásio, com quarenta artigos, é um tanto longo para um credo, mas é considerado por Archibald A. Hogde “um majestoso e único monumento da fé imutável de toda a igreja quanto aos grandes mistérios da divindade, da Trindade de pessoas em um só Deus e da dualidade de naturezas de um único Cristo.”

Apesar da data ser incerta, este credo foi elaborado para combater o arianismo e reafirmar a doutrina cristã tradicional da Trindade. 


Quicumque vult salvus esse, ante omnia opus est, ut teneat catholicam fidem: Quam nisi quisque integram inviolatamque servaverit, absque dubio in aeternum peribit. Fides autem catholica haec est: ut unum Deum in Trinitate, et Trinitatem in unitate veneremur. Neque confundentes personas, neque substantiam seperantes. Alia est enim persona Patris alia Filii, alia Spiritus Sancti: Sed Patris, et Fili, et Spiritus Sancti una est divinitas, aequalis gloria, coeterna maiestas. Qualis Pater, talis Filius, talis [et] Spiritus Sanctus. Increatus Pater, increatus Filius, increatus [et] Spiritus Sanctus. Immensus Pater, immensus Filius, immensus [et] Spiritus Sanctus. Aeternus Pater, aeternus Filius, aeternus [et] Spiritus Sanctus. Et tamen non tres aeterni, sed unus aeternus. Sicut non tres increati, nec tres immensi, sed unus increatus, et unus immensus. Similiter omnipotens Pater, omnipotens Filius, omnipotens [et] Spiritus Sanctus. Et tamen non tres omnipotentes, sed unus omnipotens. Ita Deus Pater, Deus Filius, Deus [et] Spiritus Sanctus. Et tamen non tres dii, sed unus est Deus. Ita Dominus Pater, Dominus Filius, Dominus [et] Spiritus Sanctus. Et tamen non tres Domini, sed unus [est] Dominus. Quia, sicut singillatim unamquamque personam Deum ac Dominum confiteri christiana veritate compelimur: Ita tres Deos aut [tres] Dominos dicere catholica religione prohibemur. Pater a nullo est factus: nec creatus, nec genitus. Filius a Patre solo est: non factus, nec creatus, sed genitus. Spiritus Sanctus a Patre et Filio: non factus, nec creatus, nec genitus, sed procedens. Unus ergo Pater, non tres Patres: unus Filius, non tres Filii: unus Spiritus Sanctus, non tres Spiritus Sancti. Et in hac Trinitate nihil prius aut posterius, nihil maius aut minus: Sed totae tres personae coaeternae sibi sunt et coaequales. Ita, ut per omnia, sicut iam supra dictum est, et unitas in Trinitate, et Trinitas in unitate veneranda sit. Qui vult ergo salvus esse, ita de Trinitate sentiat. Sed necessarium est ad aeternam salutem, ut incarnationem quoque Domini nostri Iesu Christi fideliter credat. Est ergo fides recta ut credamus et confiteamur, quia Dominus noster Iesus Christus, Dei Filius, Deus [pariter] et homo est. Deus [est] ex substantia Patris ante saecula genitus: et homo est ex substantia matris in saeculo natus. Perfectus Deus, perfectus homo: ex anima rationali et humana carne subsistens. Aequalis Patri secundum divinitatem: minor Patre secundum humanitatem. Qui licet Deus sit et homo, non duo tamen, sed unus est Christus. Unus autem non conversione divinitatis in carnem, sed assumptione humanitatis in Deum. Unus omnino, non confusione substantiae, sed unitate personae. Nam sicut anima rationalis et caro unus est homo: ita Deus et homo unus est Christus. Qui passus est pro salute nostra: descendit ad inferos: tertia die resurrexit a mortuis. Ascendit ad [in] caelos, sedet ad dexteram [Dei] Patris [omnipotentis]. Inde venturus [est] judicare vivos et mortuos. Ad cujus adventum omnes homines resurgere habent cum corporibus suis; Et reddituri sunt de factis propriis rationem. Et qui bona egerunt, ibunt in vitam aeternam: qui vero mala, in ignem aeternum. Haec est fides catholica, quam nisi quisque fideliter firmiterque crediderit, salvus esse non poterit.
Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem dúvida por toda a eternidade.
A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus. Sem confundir as Pessoas nem separar a substância. Porque uma só é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo. Mas uma só é a divindade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, igual a glória e coeterna a majestade. Tal como é o Pai, tal é o Filho, tal é o Espírito Santo.  O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E contudo não são três eternos, mas um só eterno. Assim como não são três incriados, nem três imensos, mas um só incriado e um só imenso. Da mesma maneira, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente. E contudo não são três onipotentes, mas um só onipotente. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. E contudo não são três deuses, mas um só Deus. Do mesmo modo, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor. E contudo não são três senhores, mas um só Senhor. Porque, assim como a verdade cristã nos manda confessar que cada uma das Pessoas é Deus e Senhor, do mesmo modo a religião católica nos proíbe dizer que são três deuses ou senhores. O Pai não foi feito, nem gerado, nem criado por ninguém. O Filho procede do Pai; não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Pai e do Filho. Não há, pois, senão um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos. E nesta Trindade não há nem mais antigo nem menos antigo, nem maior nem menor, mas as três Pessoas são coeternas e iguais entre si. De sorte que, como se disse acima, em tudo se deve adorar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade. Quem, pois, quiser salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade. Mas, para alcançar a salvação, é necessário ainda crer firmemente na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A pureza da nossa fé consiste, pois, em crer ainda e confessar que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado na substância do Pai desde toda a eternidade; é homem porque nasceu, no tempo, da substância da sua Mãe. Deus perfeito e homem perfeito, com alma racional e carne humana. Igual ao Pai segundo a divindade; menor que o Pai segundo a humanidade. E embora seja Deus e homem, contudo não são dois, mas um só Cristo. É um, não porque a divindade se tenha convertido em humanidade, mas porque Deus assumiu a humanidade. Um, finalmente, não por confusão de substâncias, mas pela unidade da Pessoa. Porque, assim como a alma racional e o corpo formam um só homem, assim também a divindade e a humanidade formam um só Cristo. Ele sofreu a morte por nossa salvação, desceu aos infernos e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos. Subiu aos Ceus e está sentado a direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. E quando vier, todos os homens ressuscitarão com os seus corpos, para prestar conta dos seus atos.
E os que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna, e os maus para o fogo eterno.
Esta é a fé católica, e quem não a professar fiel e firmemente não se poderá salvar.


quarta-feira, 25 de março de 2015

O DEMÔNIO DIANTE DA EUCARISTIA !!!!



por Pe. Charles Pope


  
Tive uma experiência pouco comum ao celebrar a missa na paróquia de Santa Maria (Old St. Mary, em Washington). Era uma missa solene e, excepcionalmente, foi celebrada em latim.

Não era um dia muito diferente da maioria dos domingos, mas algo muito impressionante estava prestes a acontecer.

Como vocês sabem, a antiga missa em latim era celebrada "ad orientem", ou seja, orientada em direção ao Oriente litúrgico. O sacerdote e os fiéis ficam todos de frente para a mesma direção, o que significa que o celebrante permanecia, na prática, de costas para as pessoas. Na hora da consagração, o padre se inclina com os antebraços sobre o altar, segurando a Hóstia.

Nesse dia, pronunciei as veneráveis palavras da consagração em voz baixa, mas de maneira clara: "Hoc est enim Corpus meum" ("Isto é o meu Corpo"). Quando me ajoelhei, os sinos tocaram.

Logo atrás de mim, houve algum tipo de tumulto, agitação, e eu ouvia sons incongruentes que vinham dos bancos da parte dianteira da igreja, bem atrás de mim, à minha direita. Em seguida, um gemido e um grunhido, como um rosnado.

"O que foi isso?", pensei. Não pareciam sons humanos, mas ruídos de algum animal grande, como um javali ou um urso, junto a um gemido melancólico que tampouco parecia humano. Elevei a Hóstia e novamente me perguntei: "O que será que foi isso?". Depois, houve silêncio. Ao celebrar o rito antigo da missa em latim, o padre não pode ficar virando para trás. Mas eu continuei pensando: "O que foi aquilo?".

Chegou a hora da consagração do vinho. Mais uma vez, inclinei-me, pronunciando claramente as palavras da consagração: "Hic est enim calix sanguinis mei, novi et aeterni testamenti; mysterium fidei; qui pro vobis et pro multis effundetur em remissionem pecatorum. Haec quotiescumque feceritis in mei memoriam facietis" ("Este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim").

Então, ouvi novamente um ruído, mas dessa vez um inegável gemido, e logo depois, um grito de alguém que clamava: "Jesus, me deixa em paz! Por que me torturas?". Houve de repente um ruído que parecia uma briga, e alguém correu para fora da igreja, ao som de um gemido, como se se tratasse de uma pessoa ferida. As portas da igreja se abriram e depois se fecharam. Depois disso, silêncio.

Eu não podia virar para trás porque estava levantando o cálice da consagração. Mas entendi, naquele instante, que alguma pobrealma atormentada pelo demônio havia se visto frente a Cristo na Eucaristia, e não tinha conseguido suportar sua presença real, exposta na frente de todos. Lembrei-me então das palavras da Bíblia: "Também os demônios crêem e tremem" (Tiago 2, 19).

Assim como São Tiago usou estas palavras para repreender a fraca fé do seu rebanho, eu também tinha motivos para a contrição. Por que um pobre homem atormentado pelo demônio era mais consciente da presença real de Cristo na Eucaristia e ficava mais impactado com ela do que eu??

Ele ficou negativamente impactado e fugiu. Mas por que eu não me impacto positivamente, com a mesma intensidade? E os fiéis que estavam nos bancos e presenciaram tudo aquilo?

Não duvido de que nós acreditemos intelectualmente na presença eucarística. Mas será muito diferente e maravilhoso se nos deixarmos comover por ela nas profundezas da nossa alma.

Naquele dia, há 15 anos, ficou muito claro para mim que, nas minhas mãos, estava o Senhor da glória, o Rei dos céus e da terra, o Juiz Justo e o Rei dos reis. Aliás, o mesmo Jesus que você comunga, que entra em seu corpo e toma conta do seu ser.

Até o demônio acredita na Eucaristia!

E você?

Original Article: http://mariadesatadoraeosanjos.blogspot.com/2015/03/o-demonio-diante-da-eucaristia.html.