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domingo, 18 de outubro de 2015

HAGIOGRAFIA de SANTO INÁCIO de ANTIOQUIA (Sanctus Ignacius): 18 de OUTUBRO de 107 (A.D. - Annum Domini ou D.C. - Depois de Cristo Nosso Senhor JESUS)





ANTIOQUIA

No final do século I (A.D. Annum Domini), Antioquia era capital da província Romana da Síria, a terceira cidade (metrópole) mais importante do Império Romano depois de Roma e Alexandria. Foi nesta cidade, à margem do Rio Orontes (vide nota), que Paulo de Tarso pregou o seu primeiro sermão cristão (numa sinagoga), e foi aqui que os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de cristãos


TERCEIRO BISPO de ANTIOQUIA

O primeiro bispo de Antioquia foi nada mais ou nada menos que o Apóstolo São Pedro, ao qual sucedeu São Evódio. Então, na sequencia o terceiro foi São Inácio. 

O nome "INÁCIO" vem do latim "ignis" que significa "fogo", por isso era chamado de "Inácio, O TEÓFORO", ou seja, "Aquele de Coração Ardente", ou mais ainda de: "Aquele que, ardentemente e por amor, trazia Deus no seu íntimo". Este varão gozava de muita estima e autoridade entre os fiéis da Ásia Menor, por ter sido discípulo do evangelista São João e designado pelo próprio São Pedro para assumir a autoridade de Bispo naquela Igreja.


CATOLICISMO

IGREJA CATÓLICA e CRISTIANISMO são neologismos atribuídas à Santo Inácio. Portanto, ao bispo de Antioquia é devida a honra de ter dado à Santa Igreja, por primeira vez, o glorioso título de católica: "Onde estiver o bispo, ali estarão também as multidões, da mesma forma que onde estiver Jesus Cristo, ali estará a Igreja Católica".

Nota: A cidade de Antioquia ficava à margem do Rio Orontes (ou ‘Asi) é um rio que corre nos territórios do Líbano, da Síria e da Turquia. Com nascentes no leste do Vale do Beqaa (Líbano), corre na direção norte, paralelo ao litoral, cruzando o oeste da Síria até desaguar no Mediterrâneo, próximo ao porto turco de Samandağ. Sua extensão total é de 571 km. Ao longo de seu vale, passaram, ao longo dos séculos, exércitos e tráfego provenientes de ou com destino ao Egito. Às margens do Orontes, travaram-se as batalhas de Kadesh e de Qarqar. 


VIRGINDADE de NOSSA SENHORA

Também, é conhecido em sua época como o maior defensor do dogma da Virgindade de Nossa Senhora

"E permaneceram ocultos ao príncipe desse mundo a Virgindade de Maria e seu parto, bem como a morte do Senhor: três mistérios de clamor, realizados no silêncio de Deus". "A verdade é que o nosso Deus, Jesus, o Ungido, foi concebido de Maria segundo a economia divina; nasceu da estirpe de Daví, mas também do Espírito Santo"

Nota: Na Igreja Católica Romana, um dogma é uma verdade absoluta, definitiva, imutável, infalível, inquestionável e absolutamente segura sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida. Uma vez proclamado solenemente, nenhum dogma pode ser revogado ou negado, nem mesmo pelo Papa ou por decisão conciliar. Por isso, os dogmas constituem a base inalterável de toda a Doutrina católica e qualquer católico é obrigado a aderir, aceitar e acreditar nos dogmas de uma maneira irrevogável. Os dogmas têm estas características porque os católicos romanos confiam que um dogma é uma verdade que está contida, implicita ou explicitamente, na imutável Revelação divina ou que tem com ela uma "conexão necessária". Para que estas verdades se tornem em dogmas, elas precisam ser propostas pela Igreja Católica diretamente à sua fé e à sua doutrina, através de uma definição solene e infalível pelo Supremo Magistério da Igreja (Papa ou Concílio ecuménico com o Papa) e do posterior ensinamento destas pelo Magistério ordinário da Igreja.


FÉ na PRESENÇA REAL de CRISTO na EUCARISTIA (Corpo, Sangue, Alma e Divindade)

Os cristãos vinham sendo confrontados com uma corrente de pensamento chamada docetismo, que negava que "o Verbo Se havia feito Carne", ou seja, negava que Jesus Cristo tinha assumido a natureza humana. Uma das consequências de tal doutrina é que consideravam impossível a crença no culto que Cristo instituiu na Santa Ceia, e que havia pedido que se fizesse em Sua memória, sendo o Pão como o Corpo de Cristo e o Vinho como o Sangue de Cristo:

"Ficam longe da Eucaristia e da oração, porque não querem reconhecer que a Eucaristia é a Carne do nosso Salvador, Jesus Cristo, a qual padeceu pelos nossos pecados e a qual o Pai, na Sua bondade, ressuscitou. Estes, que negam o dom de Deus, encontram a morte na mesma contestação deles. Seria melhor para eles que praticassem a caridade, para depois ressuscitar."

E o mesmo Inácio, na epístola aos Filadelfos, diz: "Assegurem, portanto, que se observe uma Eucaristia comum; pois há apenas um Corpo de Nosso Senhor, e apenas um cálice de união com Seu Sangue, e apenas um altar de sacrifício - assim como há um bispo, um clérigo, e meus caros servidores, os diáconos. Isto irá assegurar que todo o seu proceder está de acordo com a vontade de Deus."

Assim essa corrente de pensamento motivou testemunhos preciosos das comunidades cristãs a respeito de sua Fé na presença real (Corpo, Sangue, Alma e Divindade) de Cristo na Eucaristia.


DOMINGO como NOVO DIA de ALIANÇA do SENHOR

Inácio também declara que os cristãos herdeiros da Nova Aliança não guardam mais o sábado, mas se reúnem no dia do Senhor (o domingo):

"Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a fé e no qual perseveramos para ser discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre".


PRISÃO e VIAGEM à ROMA

No ano 107 da era cristã, o imperador Trajano festejava sua vitória sobre Decébalo, rei da Dácia. Querendo manifestar seu reconhecimento aos deuses, a quem atribuía seu recente sucesso, Trajano organizou uma perseguição contra os cristãos que negassem a existência dessas divindades. Entre os condenados estava um venerável ancião, presa de grande valor, - pois se tratava do bispo de uma das cidades de maior importância naquela época - 

Segundo uma antiga tradição, o primeiro encontro entre o imperador e Inácio dera-se quando este último, sabendo da passagem do césar por sua diocese, fora apresentar-se voluntariamente a ele. Submetido a um interrogatório no qual Trajano tratou-o de "espírito malvado", respondeu o santo com majestade: "Ninguém pode chamar a Teóforo de espírito malvado". "Quem é o Teóforo ou portador de Deus?" perguntaram-lhe."É aquele que leva a Cristo em seu peito..." Instado pelo imperador para que se explicasse mais sobre essa afirmação, o homem de Deus declarou: "Está escrito: ‘Habitarei e andarei no meio deles'" (2 Cor 6, 16). Assim, por essas palavras, ele mesmo dava testemunho de um milagre que viria a ser confirmado após o seu martírio.

Trajano ordenou, pois, que Inácio fosse acorrentado e conduzido a Roma, sob a custódia de dez soldados, para ali ser lançado às feras no anfiteatro Flaviano.

Grande foi a consternação dos fiéis ao conhecerem a sentença que recaíra sobre seu amado pastor. Ele, pelo contrário, regozijava-se e não deixava de dar graças a Deus por ter sido achado digno de tão grande misericórdia. Já antes da partida, embarcando no porto de Selêucia, a notícia de sua detenção espalhara-se por aquelas regiões e de todas as partes acorriam os cristãos para vê-lo passar e dar um último adeus àquele que os precederia no Reino dos Céus. 

A dolorosa viagem viu-se, então, transformada em verdadeiro desfile triunfal. Em Esmirna, o bispo São Policarpo, acompanhado de seu rebanho, acolheu-o com manifestações de homenagem e respeito. Também as comunidades de Éfeso, Trales e Magnésia foram-lhe ao encontro em grande multidão, desejosas de pedir sua bênção e testemunhar os padecimentos daquele atleta de Cristo. Ele, de seu lado, não esquecera a missão que o Senhor lhe confiara e continuava a exercer seu ministério, apesar de ter as mãos apertadas por grilhões. A muitos batizou pelo caminho, a outros edificou pelas suas palavras cheias de unção, e a um número incontável inflamou na caridade, arrastando-os com seu exemplo a acompanhá-lo no martírio.

 A dolorosa viagem transformou-se em verdadeiro desfile triunfal. Por onde passava as comunidades cristãs iam ao seu encontro em grande multidão, desejosas de pedir sua bênção. Seu zelo incansável levou-o a escrever sete cartas, dirigidas àquelas mesmas Igrejas que tão fervorosamente o haviam recebido. Seus escritos, verdadeiros tesouros de doutrina e espiritualidade, podem ser considerados como "a segunda formulação doutrinária cristã".

Uma de suas principais preocupações estava na união que os fiéis deviam manter com Jesus Cristo, através da legítima hierarquia: bispos e presbíteros. Assim, exortava ele na carta aos magnésios: "Esforçai-vos por ficar firmes na doutrina do Senhor e dos apóstolos, para que tudo quanto fizerdes tenha bom êxito na carne e no espírito, pela fé e pela caridade, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, com vosso digno bispo e a bem entretecida coroa espiritual de vosso presbitério, juntamente com os diáconos agradáveis a Deus. Sede submissos ao bispo e uns aos outros como, em sua humanidade, Jesus Cristo ao Pai, e os apóstolos a Cristo e ao Pai e ao Espírito, para que a união seja corporal e espiritual."Em outra passagem, aconselhava a seu amigo Policarpo: "Tem cuidado pela unidade, pois nada há de melhor."

Também foi ele o defensor de um ponto que só viria a ser elevado à categoria de dogma séculos mais tarde: o parto virginal da Santa Mãe de Deus. Assim escreveu aos efésios: "ao príncipe deste mundo foi ocultada a virgindade de Maria, seu parto e também a morte do Senhor". Aos seus caros esmirnenses também afirmava: "Crendo de igual modo que verdadeiramente nasceu da Virgem, foi batizado por João ‘para que nele se cumprisse toda a justiça.'" 

A doutrina de Inácio era clara e segura; ele a haurira dos lábios daquele discípulo a quem tantos mistérios haviam sido revelados ao repousar a cabeça sobre o peito do Verbo Encarnado e nos longos anos de convivência com Maria Santíssima.


UM LUTADOR RESIGNADO SÓ PODE SER TRAIDOR

Esta excelência da caridade que pervadia o interior de nosso santo, só tendia a crescer à medida em que se sucediam as etapas da viagem que o aproximavam da tão almejada meta. Embarcando no porto de Dirraquio - sempre sob o olhar vigilante dos guardas, os quais ele mesmo chamava de "dez leopardos", a causa dos maus tratos que lhe infligiam - enfrentou uma longa travessia, bordejando o sul da Itália e, por fim, desembarcou em Óstia, a 20 de dezembro do ano 107, último dia das festas públicas que se celebravam em Roma.

Na orgulhosa metrópole dos imperadores comemorava-se ainda o triunfo de Trajano sobre os dácios. Durante 123 dias haviam-se prolongado os espetáculos nos quais morreram 10.000 gladiadores e 12.000 feras. O bispo Inácio era esperado com ansiedade pela turba pagã, pois as vítimas ilustres e de aspecto venerável exerciam maior atração nos jogos circenses. Por isso, os soldados para lá conduziram-no sem demora. Os cristãos receberam-no às portas da cidade, com manifestações de sincera admiração e respeito. Alegravam-se ao vê-lo, mas lamentavam, ao mesmo tempo, que lhes fosse arrebatado tão cedo. Rogaram-lhe, então, que obtivesse de Deus o favor de que algumas relíquias suas lhes fossem deixadas após o martírio. Embora contra sua vontade - pois ele desejava ser devorado por inteiro - o santo varão acedeu bondosamente em fazerse cargo de pedido tão filial.

Arrastando suas cadeias, Inácio atravessou as ruas pavimentadas da capital do império: ao longe podia divisar os imponentes muros do Coliseu dominando o vale, circundado pelos montes Palatino, Esquilino e Célio. Aquele edifício representava para ele o termo de seus anelos, a realização de suas esperanças mais íntimas, a consumação de seu holocausto. Caminhava apressadamente, não com a resignação de um condenado, mas impelido pelos ardores de entusiasmo que não mais cabiam dentro de sua alma, convicto de que o lutador resignado é traidor. Aquele edifício servir-lhe-ia de túmulo e de altar, ao passo que seria o pedestal de onde seu espírito voaria ao céu.


DESEJO SER TRITURADO COMO O TRIGO

Uma numerosa multidão acorrera ao Coliseu para presenciar o sangrento espetáculo e se deliciar com o destroçamento do corpo do mártir. Este, sereno e alegre, não manifestou a menor vacilação quando as grades foram abertas e entrou no vasto anfiteatro, à espera do trágico momento em que as bestas ferozes fossem soltas. As vaias e os escárnios daqueles pagãos para ele nada significavam. Pelo contrário, eram-lhe uma razão a mais para crer na invisível coorte de bem-aventurados a esperá-lo com uma palma e uma coroa.

Ouve-se um hurra na turbamulta, sucedido por silêncio e um grande suspense: os famintos leões irromperam na arena e, impetuosos, avançaram sobre a pura e inocente vítima para devorá-la. Entretanto, com a majestade e império que possuem as almas tomadas pelo Espírito Santo, o mártir estancou-as a meio caminho, com um simples gesto de mão.

Num movimento solene, ajoelhou-se e, elevando os braços ao céu, clamou em alta voz: "Senhor, aqueles que me acompanharam e que são também vossos filhos, pediram-me que rezasse a fim de que algo lhes sobre deste martírio, para estímulo de sua fé. Eu, porém, desejaria ser triturado como o trigo para vos ser oferecido como hóstia pura. Senhor, fazei a vontade deles e também a minha, eu vos peço".

Após a oração, assistida com estupefação pela horda criminosa e pagã e pelas feras, com respeito, eis que ainda mais grandioso e nobre gesto permitiu a estas últimas sair de seu miraculoso encantamento e dar vazão aos instintos de sua voraz natureza.

Em poucos minutos, lá entravam os gladiadores a agrilhoar aqueles animais que acabavam de saciar seu bestial apetite com as carnes de um novo serafim. A arena vazia, o espetáculo terminado, retirou-se vagarosa e frustrada a assistência. Que demonstração de fé e de nobreza haviam presenciado.


MARTÍRIO e o NOME de JESUS no CORAÇÃO

Os cristãos por ali ainda permaneceram à espera do cair do sol. E quando o manto da noite passou a cobrir a cidade de Roma, penetraram na arena à procura das poeiras tornadas relíquias ao serem embebidas pelo sangue daquele que agora os precedia na glória celeste.

Um milagre! Encontraram intactos um fêmur e o coração! Tomados de sobrenatural entusiasmo, caminharam sem medir distâncias, rumo às catacumbas e depois de algumas horas, constataram, à luz das lamparinas, outro milagre: num círculo, as veias e artérias do coração do santo mártir, constituíam as célebres palavras: Iesus Nazarenus, Rex iudeorum.

Inácio, o Teóforo, o portador de Deus, atestara seu nome com aquele comovedor prodígio. Seu coração amante fora subjugado e modelado pelo Amado, segundo aquele pedido do Cântico: "Põe-me como um selo em teu coração" (Ct 8, 6). Nem as tribulações, nem as correntes, nem os suplícios, nem a própria morte o haviam podido separar do amor de Cristo. Por sua santa vida, rica em pregações, em caridade e exemplos, assemelhara-se ao Divino Mestre, imitando- o enquanto verdadeiro Pastor das ovelhas. Por sua generosa entrega levada ao extremo da imolação, alcançara para sempre aquela "única coisa necessária" (Lc 10, 42): o convívio eterno com Aquele a quem só procurara na Terra, Jesus!

A este santo varão de Deus bem poderiam ser aplicadas as belas palavras de um autor medieval: "Forte é o amor, que tem poder para privarnos do dom da vida. Forte é o amor, que tem poder para restituir-nos o gozo de uma vida melhor. Forte é a morte, poderosa para despojar-nos do revestimento deste corpo. Forte é o amor, poderoso para nos roubar os despojos da morte e no-los entregar de novo.

Forte é a morte, a ela o homem não pode resistir. Forte é o amor que pode vencê-la, embotar-lhe o aguilhão, travar- lhe o ímpeto, quebrantar-lhe a vitória." 9

E uma vez mais caiu a noite sobre a grandiosa mole do Coliseu. As areias do circo pagão, regadas pelo sangue daquele que portara a seu Redentor no peito, transformaramse de novo em campo arado e fértil, de onde germinariam muitos outros filhos da Esposa Mística de Cristo.


domingo, 4 de outubro de 2015

Aparição de NOSSA SENHORA na Cidade de KNOCK na Irlanda (1879)




FONTE: Derradeiras Gracas

Em 1879 os irlandeses ainda viviam as conseqüências de grandes crises políticas, econômicas, sociais e religiosas, iniciadas por volta de 1840. Porém, a pior delas era a alimentar. Nesse período mais de um milhão de pessoas morreram de fome.

Nessa realidade encontraremos Knock, uma pequena aldeia de aproximadamente dez humildes casas. Pertencia à diocese de Tuan, e sua capela era o centro de duas paróquias: Dnock e Aghamore.

No início da noite chuvosa de 21 de agosto de 1879, o Céus se manifestam: Na parede do fundo da Capela, pelo lado de fora, dentro de uma luz, três pessoas muito bonitas e um altar...
       
Algumas das mais de 200 testemunhas relataram:

“Saí depressa e fui ao lugar indicado. Quando cheguei lá vi claramente as três figuras. Aproximei-me sem demora para beijar, como eu pensava, os pés da Virgem Santíssima; mas nada senti em meu abraço, além de parede...Fiquei espantada, por não sentir com as mãos as figuras que via nítida e distintamente.

“As três figuras pareciam imóveis, como estátuas. Estavam de pé perto da parede detrás da Igreja, ao fundo, e pareciam estar a cerca de meio metro acima do solo. A Virgem Santíssima estava no centro; vestia-se de branco e parecia coberta com uma capa branca. Suas mãos erguiam-se na mesma posição em que o sacerdote eleva as mãos, ao rezar na Santa Missa. Percebi nitidamente as partes inferiores de seus pés e (procurei) beijá-los três vezes. Ela trazia na cabeça algo semelhante a uma coroa e tinha os olhos voltados para o céu.

Chovia torrencialmente naquela hora, mas a chuva não caía onde as figuras estavam. Tive o cuidado de tocar o chão com as mãos e senti-o perfeitamente seco. O vento soprava do sul contra a parede da capela, mas nenhuma chuva caía na parte da parede, ou da capela onde estavam as figuras. Não havia nenhum, movimento, ou sinal de atividade ao redor das figuras.

”( A aparência) da Virgem Santíssima era do tamanho natural, as outras não pareciam nem tão grandes, nem tão altas, quanto a figura dela. Estavam a pequena distancia da parede detrás da Igreja e, pelo que pude ver, a uns quarenta centímetros do chão. A virgem estava ereta, com os olhos voltados para o céu; as mãos, na altura dos ombros, ou um pouco acima, com as palmas inclinadas ligeiramente para os ombros ou o peito. Vestia um grande manto branco, que caía em pregas amplas e um tanto soltas ao redor dos ombros, e estava preso ao pescoço. Trazia uma coroa sobre a cabeça – uma coroa bastante grande – que parecia um tanto mais amarelada que o vestido, ou os mantos usados por Nossa Senhora. 

A figura de São José tinha a cabeça ligeiramente abaixada e inclinada para o lado da Virgem Santíssima, como se lhe fizesse uma reverência. Representava o santo um tanto envelhecido, com a barba e os cabelos grisalhos. A terceira figura parecia ser a de São João Evangelista; não sei, só achei que era pelo fato de certa vez ter visto a imagem (dele) na Capela de Lekanvey, perto de Westport, no condado de Maye, muito parecia com a figura, que nesse momento, estava à minha frente.

Acima do Altar, e apoiada nele, havia um cordeiro, com a cabeça voltada para São João e, assim, para o lado oeste do céu. Não vi nenhuma cruz ou crucifixo. Sobre o corpo do cordeiro, e ao redor dele, vi estrelas douradas, ou luzinhas brilhantes, que cintilavam como jatos ou bolas de vidro que refletissem a luz de algum corpo luminoso.

Fiquei (ali) das oito e quinze até nove e meia (da noite). 

Na ocasião estava chovendo.

Essa Aparição voltou a acontecer em mais outras três oportunidades, sempre testemunhadas por dezenas de pessoas: 02 de janeiro de 1880, 05 de janeiro de 1880 e 06 de janeiro de 1880.

Já ocorreram centenas de curas físicas e espirituais em pessoas que foram visitar e rezar junto ao local das manifestações.

A diocese já instalou duas comissões investigatórias, uma em setembro de 1879, e outra em 1936. Mas, em ambas não houve muito interesse para produzir-se um relatório final. No entanto, se faltava ainda um aval oficial, este foi dado pelo Papa João Paulo II, que ao visitar a Irlanda, alterou sua programação para conhecer e rezar na Capela de Knock.

Mais alguns detalhes importantes:

Durante as Aparições, algumas crianças diziam estar vendo Anjos voando em torno do Altar:
  • A primeira manifestação durou mais de três horas;
  • No decorrer das Aparições uma luz prateada envolvia o local;
  • Para proteção do abençoado lugar, foi coberta com vidros a parede detrás da Capela;
  • Knock tornou-se um centro de peregrinação;
  • Em todo o mundo foram construídos diversos Santuários em honra a Nossa Senhora de Knock.



 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O MARTÍRIO DAS IRMÃS CARMELITAS DURANTE A REVOLUÇÃO FRANCESA DE NAPOLEÃO (sec.XVIII) !!!!



A escritora Gertrud von le Fort mostrou em seu livro A ÚLTIMA AO CADAFALSO (Ed. Quadrante, SP), o quão perversa e sanguinária foi a Revolução Francesa (1789) que nada teve de “Igualdade, liberdade e fraternidade”, como se propaga, mas foi a encarnação diabólica do mal na França, especialmente contra a Igreja Católica.

O texto abaixo mostra o assassinato covarde e revoltante de 16 irmãs carmelitas de Compiègne, na guilhotina, acusadas maldosamente de serem “subversivas” e inimigas da Revolução. Como, se eram enclausuradas? Foi o ódio de Satanás contra aquelas que ofereciam a Deus a sua vida para aplacar a cólera de Deus na França. Leia este relato e depois o livro todo, para não ser enganado.

“São cerca de oito horas da tarde. É verão e o céu ainda está claro. A multidão comprime-se em volta da guilhotina, erguida no centro da antiga Place du Thrône, atual Barriére de Vincennes. Junto dos degraus que conduzem ao cadafalso, o carrasco, Charles-Henri Sanson, espera respeitosamente de pé, flanqueado por dois ajudantes. O calor é opressivo, e em toda a praça reina um odor mefítico de sangue. Vindos da cidade, despontam os carroções. Hoje são dois, e vêm bastante cheios: ao todo, serão quarenta vítimas. Recebem-nas as exclamações e ameaças habituais, mas o barulho logo se abafa em murmúrios de espanto. Acontece que, entre os condenados, se veem diversas mulheres de capa branca: são as dezesseis carmelitas do convento de Compiègne, Ao contrário dos seus companheiros de infortúnio, não deixam pender a cabeça nem choram ou gritam; trazem o rosto erguido, e a linha firme do corpo é sublinhada pelas mãos amarradas às costas. E cantam: aos ouvidos de todos, ressoam as notas quase esquecidas da Salve Rainha em latim e do Te Deum. Até para o mais empedernido dos basbaques presentes, é um espetáculo inaudito.

Quando os carroções param ao pé do cadafalso, o burburinho faz-se silêncio absoluto. Até essas mulheres histéricas, as chamadas “fúrias da guilhotina”, que sempre estão na primeira fila dos espectadores, emudecem.

As primeiras a descer são as carmelitas. Uma delas, a priora, Madre Teresa de Santo Agostinho, aproxima-se do carrasco e pede-lhe que lhes conceda uns minutos para poderem renovar os seus votos e que a deixe ser a última a sofrer a execução, para que possa animar cada uma das suas filhas até o fim. Sanson, o carrasco, alma delicada, concorda de bom grado.

Todas juntas, cantam o Veni Creator Spiritus. A seguir, renovam os seus votos religiosos. Enquanto rezam, uma voz de mulher sussurra na multidão: “Essas boas almas, vejam se não parecem anjos! Pela minha fé, se essas mulheres não forem diretas ao paraíso, é porque o paraíso não existe!… “.

A priora recua até a base da escada. Tem nas mãos uma estatueta de cerâmica da Virgem Maria com o Menino Jesus ao colo. A primeira a ser chamada, a mais jovem de todas, é a noviça Constança. Ajoelha-se diante da Madre e pede-lhe a bênção. Segundo uma testemunha, ter-se-ia também acusado nesse momento de não haver terminado o ofício do dia.

Com um sorriso, a Madre diz-lhe: “Vai, minha filha, confiança! Acabarás de rezá-Io no Céu”…, e dá-lhe a beijar a imagem. Constança sobe rapidamente os degraus, entoando o salmo Laudate Dominum omnes gentes, “Louvai o Senhor, todos os povos”. “Ia alegre, como se se dirigisse para uma festa”. O carrasco e seus ajudantes, com gesto profissional, dispõem-na debaixo da guilhotina. Ouve-se o golpe surdo do contrapeso, o ruído seco da lâmina que cai, o baque da cabeça recolhida num saco de couro. Sem solução de continuidade, o corpo é lançado ao carroção funerário.

Uma por uma, as freiras ajoelham-se diante da priora e pedem-lhe a bênção e permissão para morrer. Cantam o hino iniciado por Constança. Quando chega a vez da Irmã de Jesus Crucificado, que tem 78 anos, os jovens ajudantes do carrasco têm de descer para ajudá-la a vencer os degraus. Ela diz-lhes afavelmente: “Meus amigos, eu vos perdoo de todo o coração, tal como desejo que Deus me perdoe”.

Só falta a Madre. Com gesto simples e firme, beija a estatuinha e confia-a a primeira pessoa que tem ao lado*. Tem 41 anos, um rosto expressivo, nem muito bonito nem feio; o porte é, mais do que altivo, descontraído. Os olhos castanhos, sofridos, mas irradiando bondade, procuram os do Pe. Lamarche, que as confessara no dia anterior na prisão e que se encontra entre a multidão. Como quem tem pressa em concluir uma tarefa urgente, sobe por sua vez os degraus. Agora tudo terminou. Pode-se cortar o silêncio como se fosse um queijo. Muitos dos assistentes choram baixinho. Anos mais tarde, encontrar-se-ão – registrados em cartas pessoais, diários íntimos e memoriais – os ecos da emoção que experimentaram e dos efeitos que ela lhes causou: muitos sentiram a necessidade de mudar de vida, de retomar a prática dos sacramentos, um ou outro de ingressar num convento… Um deles, um menino que presenciara a cena das janelas de um prédio situado em frente da guilhotina, guardou dela uma impressão tão profunda que, anos mais tarde, quando fazia o serviço militar, carregava sempre consigo as obras de Santa Teresa de Ávila e acabou por fazer-se sacerdote. “O amor vence sempre”, costumava dizer a Madre priora; “o amor vence tudo”.

(*) Essa imagem foi devolvida mais tarde à Ordem e encontra-se hoje no Carmelo de Compiègne, novamente fundado em 1867.

Os corpos foram levados às pressas para o antigo convento dos agostinianos do Faubourg de Picpus. Lá foram lançados na fossa comum e cobertos de cal viva. Hoje há ali um gramado cercado de ciprestes, com uma simples cruz de ferro. É um lugar de silêncio e oração.


Na capelinha anexa a esse cemitério, há uma lápide que traz o nome das dezesseis mártires beatificadas em 27 de maio de 1906 por São Pio X.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

NOSSA SENHORA de MERITXELL - Principado de Andorra (sec. XII)


Santuario de Meritxell

FONTE: Wikipedia

Na abertura da igreja, a imagem da Virgem havia desaparecido...

O Santuário de Meritxell, situado no lugarejo do mesmo nome (Principado de Andorra), é dedicado ao culto da Virgem de Meritxell, padroeira do Principado.

A origem da devoção a Nossa Senhora de Meritxell, baseia-se em uma tradição: no século XII, no dia da Epifania, festa dos Reis Magos, os habitantes de Meritxell foram a pé até o vilarejo de Canillo para assistir à Santa Missa, e ficaram surpresos ao encontrar uma roseira selvagem em flor, em pleno mês de janeiro, quando o inverno é bem rigoroso. Intrigados, aproximaram-se da roseira e, viram, aos seus pés, uma imagem da Virgem Maria. Eles relataram a descoberta ao reitor que, após a Missa, levou a imagem para a Igreja de Canillo, acompanhado por toda a aldeia.

No dia seguinte, ao abrir a Igreja, a imagem da Virgem havia desaparecido. Um viajante que por lá passara, advertiu ao reitor que acabara de descobrir, aos pés de uma roseira em flor, uma imagem da Virgem Maria. Logo, a aldeia, retornou ao local em que estava a roseira e constatou, realmente, que a imagem da Virgem Santíssima lá estava, aos pés da roseira selvagem que, apesar da forte nevasca da noite, estava florida, a neve tendo derretido ao seu redor.

Decidiu-se, então, que naquele local uma Igreja seria construída, para proteger e honrar a imagem da Virgem Maria, que passou a ser chamada de Nossa Senhora de Meritxell, padroeira de Andorra.


 

 


 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

NOSSA SENHORA DE LAS LAJAS OU SANTA VIRGEM DOS ROCHEDOS - COLÔMBIA



Oracoes e Milagres Medievais

Wikipedia: Santuário de Las Lajas

Surda e muda de nascença, Rosa começou a gritar: “Mamãe...”

Em 1754, a senhora de Quiñones e sua filha Rosa, surda e muda de nascença, estavam descansando numa gruta, acima do rio Guaitara, não longe da cidade de Ipiales (Colômbia), pertinho do Equador. Subitamente, Rosa que era surda e muda, pôs-se a gritar: "Mamãe, olha esta mestiça, com um mestiço pequenino nos braços!"

Sua mãe não viu nada. Alguns dias depois, Rosa se ajoelhou, bem no fundo da gruta, diante de uma imagem misteriosa da Virgem com a Criança. A estátua media, aproximadamente, 40 cm de altura, e estava pintada sobre uma pedra plana. Portava uma túnica cor-de-rosa, incrustada de flores douradas e um manto branco, ornado de estrelas.

Rosa adoeceu e faleceu. Sua mãe levou o corpo da menina aos pés da Virgem Maria, naquela gruta... E Nossa Senhora obteve a ressurreição da filha. Então, a mãe, plena de alegria, foi até a cidade de Ipiales, acordou os moradores que, maravilhados, fizeram soar os todos os sinos...

Nossa Senhora de "Las Lajas", pintada sobre uma pedra, também é conhecida como "Virgem do Rochedo", porque o santuário está aferrado a uma encosta rochosa. Centro de peregrinação, visado pela Colômbia e pelo Equador, no ano de 1927, o santuário foi declarado santuário nacional.


 

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O MILAGRE DE NOSSA SENHORA à SÃO JOÃO DAMASCENO (sec. VII)




Este santo, vingador das santas imagens contra os ímpios iconoclastas, foi condenado por Leão Isauro a ter a mão direita decepada.

Logo depois dessa bárbara execução, João foi prostrar-se diante da imagem de Maria, seu recurso ordinário, com o fim de oferecer a Deus, por Maria, seus sofrimentos.

Confiado no seu poderosíssimo auxilio, disse a Maria:

“Sabeis, ó Virgem Santa, qual foi o motivo por que me cortaram a mão. Ela era sagrada a vosso serviço. Ó Rainha dos anjos e dos homens, se não for contrário à vontade de Deus, vossa intercessão me pode restituir de novo a minha mão, a qual, mais do que antes, será vossa”.

Enquanto assim rezava, sentiu as dores diminuírem de intensidade até desaparecerem. Durante um sono reparador, Maria restituiu-lhe a mão, pedindo-lhe que escrevesse sempre em defesa da Igreja.

Ao redor do pulso, ficou apenas uma simples linha vermelha, como para servir de testemunho da autenticidade do milagre.

Tal prodígio, Maria o fez em favor de um homem que, pelas suas palavras e por seus escritos, defendia o culto das santas imagens.

(“Maria ensinada à mocidade” - Livraria Francisco Alves, 1915)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O PODER do SINAL da SANTA CRUZ !!!




Em 1647, em Nattremberg, na Alemanhã, algumas feiticeiras declaradas foram presas por ordem das autoridades públicas pelos malefícios à população.

Durante o julgamento, elas afirmaram que as suas artimanhas não funcionavam nos lugares onde houvesse ao menos uma imagem da Santa Cruz.

E contaram que nunca haviam conseguido fazer mal algum à Abadia de Metten, da ordem de São Bento, onde acreditavam que estava exposta alguma cruz.

Quando as autoridades averiguaram a Abadia, descobriram não uma Cruz, mas diversas inscrições da Medalha de São Bento em muitas paredes do local...

Foi nessa ocasião que (re)descobriram o poder da Medalha de São Bento contra todas as armadilhas do demônio.

Quando descobriram o poder das inscrições nas paredes, toda a população passou a usar medalhas cunhadas com as inscrições beneditinas.

Até que esta prática se dispersou por toda a Europa até chegar no Brasil!

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A medalha de São Bento não é um "amuleto da sorte". Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé. Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.
 

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ORAÇÃO DA MEDALHA DE SÃO BENTO:

Em Latim:

"Crux Sacra Sihi mihi lux,
non draco sihi mihi dux,
vade retro satana,
nunquan suad mihi vana,
sunt mala quae libas,
ipse venena bibas."

Tradução:

"A Cruz sagrada seja a minha Luz.
Não seja o Dragão meu guia.
Retira-te Satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mal o que tu me ofereces.
Bebe tu mesmo do teu veneno."

A medalha de São Bento foi esculpida primeiramente nas colunas do mosteiro de Monte Cassino no século V.

Na frente da medalha lê-se: 

"Ejus in ibitu nostro praesentia muniamur." ou 
Sejamos protegidos pela sua presença na hora da nossa morte."

No verso encontra-se as seguintes inscrições:

CSPB      - Crux Sancti Patris Benedicti      - (cruz do Santo Pai Bento)
CSSML   - Crux Sacra Sit Mihi Lux             - (a Cruz Sagrada Seja a minha Luz)
NDSMD  - Non Draco Sit Mihi Dux             - (não seja o Dragão o meu guia)
VRS        - Vade Retro Satana                    - (para traz satanás)
NSMV     - Nunquam Suade Mihi Vana       - (Nunca Seduzas minha alma)
SMQL     - Sunt Mola Quae Libas               - (são coisas más que brindas)
IVB         - Ipse Venana Bibas                     - (Bebas do mesmo veneno)

domingo, 30 de agosto de 2015

NOSSA SENHORA de CÁRQUERE (Portugal - A.D. 1113)




Aconteceu numa noite do ano 1113, enquanto o príncipe dormia...

Segundo a tradição, a aparição de Nossa Senhora de Cárquere, rio Douro, em Portugal, está associada à cura milagrosa do príncipe D. Afonso Henriques, que se tornou o primeiro rei de Portugal.

O príncipe D. Afonso Henriques nasceu apresentando má formação nas pernas, paralisado a partir dos joelhos. O Cavaleiro Egas Monis, escolhido para ser tutor e acompanhante da criança, ao longo de sua vida, era um homem de fé. Durante longo tempo, ele orou, fervorosamente, pedindo a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, na cura das pernas do jovem príncipe.

Aconteceu que, numa noite do ano de 1113, enquanto o príncipe ─ criança de quatro anos ─, dormia, junto ao seu preceptor, Nossa Senhora apareceu a Egas Monis, fazendo-se conhecer: “Eu sou a Virgem Maria” e ordenou-lhe que visitasse as colinas acima do rio Douro, em um lugar específico: “Ali, depois de fazer escavações, você encontrará uma Igreja, edificada em minha honra. Durante a noite, você colocará a criança sobre o altar, e ela será curada, porque o meu Filho quer, por meio deste príncipe, destruir muitos inimigos da fé.”

Egas Monis obedeceu, e o jovem príncipe foi curado, como prometido pela Virgem Maria, no altar da igreja recém-descoberta de Cárquere, hoje célebre em todo o Portugal.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Rei da França, Louis XIII construiu a Igreja e Nossa Senhora das Vitórias, em Paris, e consagrou o Reino da França à Maria Santíssima, no dia 10 de fevereiro de 1638



Todas as noites, eles podiam divisar o exército cantando a Ave Maria e alguns cânticos sob a luz de tochas...

No início do reinado de Luís XIII (1601-1643, Rei da França), o protestantismo ameaçava o reino. Pois, após as guerras de religião e do Édito de Nantes, o poder protestante tornou-se um Estado dentro do Estado.

O rei procurou reduzir o porto de La Rochelle (na costa atlântica da França), que havia se tornado um reduto fortemente apoiado pela Inglaterra. Para superar a resistência de La Rochelle, a pedido do rei, o Rosário foi recitado diante de toda a Corte, pelo convento dominicano do Faubourg Saint Honoré, em Paris.

Prontamente, o rei pediu aos dominicanos que instruíssem o exército e, para este fim, 15.000 terços foram distribuídos aos soldados... Assim, a cada noite, os protestantes podiam divisar as tropas cantando a Ave Maria e muitos cânticos, à luz de tochas, e levando uma estátua de Nossa Senhora em torno da cidade; La Rochelle caiu, rendendo-se às forças francesas, no dia primeiro de novembro de 1628.

Como agradecimento, Louis XIII construiu a Igreja e Nossa Senhora das Vitórias, em Paris, e consagrou o Reino da França à Maria Santíssima, no dia 10 de fevereiro de 1638.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Nas Filipinas, Nossa Senhora instalou o "REINO do SANTO ROSÁRIO" (sec. XVI)


FONTE: Pe. Marie-Dominique, O. P, (Great Historical Victories of the Rosary)

A partir de então, as Filipinas têm especial devoção para com o Rosário...

Descobertas em 1521 por Magalhães, colonizadas e evangelizadas pelos espanhóis, a partir de 1565, as Filipinas foram completamente cristianizadas. Em 40 anos (de 1555 a 1605), sem que se derramasse uma só gota de sangue, o país se tornou modelo de cristandade, graças aos espanhóis. Para a Igreja, as Filipinas se tornaram uma base providencial da qual partiam legiões de missionários para outras terras da Ásia.

A paz reinava... Em 15 de março de 1646, uma flotilha de navios protestantes holandeses, formidável força naval, chegou ao grande porto de Manila. Os espanhóis e os filipinos estavam desanimados, tendo à sua disposição nada mais do que dois navios mercantes – A Encarnação e o Rosário – que eles, rapidamente, armaram, da melhor forma que puderam. Foi então que o venerável Padre Jean de Conca, O. P, começou a pregar o Rosário aos marinheiros e fez com que eles o recitassem em coros alternados nas pontes dos dois navios.

De março a outubro, cinco encontros violentos resultaram em cinco vitórias humanamente impossíveis. Os navios dos protestantes foram destruídos, enquanto nos céus uma voz se ouvia dizer, “Vivam a Fé em Cristo e a Santa Virgem do Rosário”.

Dos 200 marinheiros filipinos, os católicos perderam apenas 15. As Filipinas permaneceram no seio da Igreja.

Uma propagação extraordinária do Rosário ocorreu por todo o país, que se tornou “o Reino do Santo Rosário”, segundo expressão do Papa Pio XII.