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domingo, 6 de março de 2016

O GRANDE PROTETOR DA IGREJA !!!



Em tempos difíceis para a Igreja, Pio IX, desejando confiá-la à especial proteção do Santo Patriarca José, declarou- o "Patrono da Igreja Católica".

Esse Sumo Pontífice sabia que não estava a levar a efeito um gesto peregrino, porque, em virtude da excelsa dignidade concedida por Deus a este seu servo fidelíssimo, "a Igreja, depois da Virgem Santíssima, esposa dele, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Bem- aventurado José e, no meio das angústias, de preferência foi a ele que recorreu". (São João Paulo II, Exortação Apostólica Redemptoris Custos) - (Revista Arautos do Evangelho, Março/2011, n. 111, p. 02).

A MISSÃO EXCEPCIONAL DE SÃO JOSÉ !!!



No silêncio de Belém, durante a estadia no Egito e na pequena casa de Nazaré, São José terá recebido mais graças que jamais a qualquer outro santo seria dado receber.

Coube a São João Batista a missão de anunciar a vinda imediata do Messias. Pode-se pois dizer que ele foi o maior dos precursores de Jesus no Antigo Testamento. É assim que Santo Tomás entende a palavra de Jesus em São Mateus (11,São José..jpg 11): "Em verdade, vos digo, entre os nascidos de mulheres não surgiu alguém maior do que João Batista".

Mas, logo a seguir, acrescenta Nosso Senhor: "Entretanto, o menor no reino dos céus é maior que ele". O reino dos céus é a Igreja da terra e do céu: é o Novo Testamento, mais perfeito como estado do que o Antigo, embora certos justos do Antigo tenham sido mais santos que muitos do Novo. E quem na Igreja é o menor? Estas são palavras misteriosas que têm sido diversamente interpretadas. Fazem pensar nestas outras pronunciadas mais tarde por Jesus: "Aquele que dentre vós for o menor este é o maior" (Lc 9, 48). O menor, quer dizer o mais humilde, o servidor de todos; é, pela conexão e proporção das virtudes, o que tem mais alta caridade. Quem na Igreja é o mais humilde? Sem dúvida, é aquele que não foi nem Apóstolo, nem Evangelista, nem mártir (pelo menos exteriormente), nem pontífice, nem padre, nem doutor, mas que conheceu e amou o Cristo Jesus não menos por certo que os apóstolos, os evangelistas, os mártires, os pontífices e os doutores: é o humilde operário de Nazareth, o humilde José. Os Apóstolos foram incubidos de fazer com que os homens conhecessem o Salvador, para pregar-lhes o Evangelho a fim de salvá-los. Sua missão, como a de São João Batista, é da ordem da graça necessária a todos para a salvação. Mas há uma ordem ainda superior à da graça.

É aquela que é constituída pelo próprio mistério da Encarnação, ou seja, a ordem da união hipostática ou pessoal da Humanidade de Jesus com o próprio Verbo de Deus. A esta ordem superior se prende a missão singular de Maria, a maternidade divina e também, de certa forma, a missão oculta de José. Este assunto foi exposto de diversas maneiras por São Bernardo, São Bernardino de Siena, o dominicano Isidoro de Isolanis, Suarez e muitos autores recentes.

Bossuet diz admiravelmente no seu primeiro panegírico desse grande santo: "Dentre todas as vocações noto duas, nas Escrituras, que parecem diametralmente opostas: uma é a dos Apóstolos; a segunda, a de José. Jesus é revelado aos Apóstolos para que o anunciem por todo o universo; e é revelado a José para que silencie e o esconda. Os Apóstolos são luzeiros para mostrarem Jesus ao mundo inteiro. José é um véu para encobri-lo; e sob esse véu misterioso oculta-se-nos a virgindade de Maria e a grandeza do Salvador das almas. Aquele que glorifica os Apóstolos concedendo-lhes a honra da pregação, glorifica José pela humildade do silêncio". A hora da manifestação do mistério do Natal ainda não era chegada, essa hora deveria ser preparada por trinta anos de vida oculta.

A perfeição consiste em cumprir a vontade de Deus, cada um segundo sua vocação. Mas a vocação toda excepcional de José supera por certo, no silêncio e na obscuridade, a dos maiores Apóstolos: pois ela se relaciona mais de perto com o mistério da Encarnação redentora. José, depois de Maria, esteve mais próximo que ninguém do próprio Autor da graça. Assim pois, no silêncio de Belém, durante a estadia no Egito e na pequena casa de Nazaré ele terá recebido mais graças que jamais a qualquer outro santo seria dado receber.

Qual a missão especial de José com relação a Maria?

Consistiu ela sobretudo em preservar a virgindade e a honra de Maria, contraindo com a futura Mãe de Deus um verdadeiro matrimônio, mas absolutamente santo. Conforme relata o Evangelho de São Mateus (1, 20): "O anjo do Senhor, que apareceu em sonho a José lhe diz: "José, filho de Daví, não temas receber Maria como tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo". Maria é perfeitamente sua esposa. Trata-se de um matrimônio verdadeiro (cf. Santo Tomás, III, q. 29, a. 2), mas inteiramente celeste e que devia ter fecundidade inteiramente divina. A plenitude inicial de graça dada à Virgem em vista da maternidade divina fazia apelo em certo sentido ao mistério da Encarnação. Conforme diz Bossuet: "A virgindade de Maria atraiu Jesus do céu... Se sua pureza a tornou fecunda, não hesitarei, no entanto, em afirmar que José teve sua parte nesse grande milagre. Pois tal pureza angélica, apanágio da divina Maria, foi também o desvelo do justo José".

Era a união sem mácula e inteiramente respeitosa com a criatura mais perfeita que jamais existira, em ambiente extremamente simples, qual o de um pobre artesão de aldeia. Assim, José se aproximou mais intimamente do que qualquer outro santo daquela que é a Mãe de Deus, daquela que é também a Mãe espiritual de todos os homens e dele próprio José, daquela que é Co-Redentora, Mediadora universal, dispensadora de todas as graças. Por todos esses títulos José amou Maria com o mais puro e devotado amor; era de certo um amor teologal, porquanto ele amava a Virgem em Deus e por Deus, por toda a glória que ela dava a Deus. A beleza de todo o universo nada era em face da sublime união dessas duas almas, união criada pelo Altíssimo, que encantava os anjos e ao próprio Senhor enchia de júbilo.

Qual foi a missão excepcional de José perante o Senhor?

Em verdade, o Verbo de Deus feito carne foi confiado a ele, José, de preferência a qualquer outro justo dentre os homens de todas as gerações. O santo velho Simeão teve o menino Jesus em seus braços por alguns instantes e viu nele a Casamento de Nossa Senhora e São José..jpgsalvação dos povos - "lumen ad revelationem gentium" - mas José velou todas as horas, noite e dia, sobre a infância de Nosso Senhor. Muitas vezes teve em suas mãos aquele em quem via seu Criador e Salvador. Recebeu dele graças sobre graças durante os vários anos em que viveu com ele na maior intimidade do dia-a-dia. Viu-o crescer. Contribuiu para sua educação humana. Jesus lhe foi submisso. É comumente chamado de "pai nutrício do Salvador"; porém em certo sentido foi mais que isso, pois como nota Santo Tomás é acidentalmente que após o casamento um homem se vem a tornar "pai nutrício" ou "pai adotivo", enquanto que não foi absolutamente de forma acidental que José ficou encarregado de zelar por Jesus. Ele foi criado e posto no mundo precisamente para tal fim. Esta foi a sua predestinação. Foi em vista de tal missão divina que a Providência lhe concedeu todas as graças recebidas desde a infância: graça de piedade profunda, de virgindade, de prudência, de fidelidade perfeita. Sobretudo, nos desígnios eternos de Deus, toda a razão de ser da união de José com Maria era a proteção e a educação do Salvador; Deus lhe deu um coração de pai para velar pelo menino Jesus. Esta a missão principal de José, em vista da qual ele recebeu uma santidade proporcionada a seu papel no mistério da Encarnação, mistério que domina a ordem da graça e cujas perspectivas são infinitas.

Este último ponto foi bem esclarecido por Mons. Sinibaldi em sua recente obra La Grandeza di San Giuseppe, p. 33-36, na qual mostra que São José foi predestinado desde toda a eternidade para tornar-se o esposo da Virgem Santíssima e explica, com Santo Tomás, a tríplice conveniência dessa predestinação.

O Doutor Angélico a demonstrou ao indagar (III q. 29, a. 1) se o Cristo deveria nascer de uma virgem que tivesse contraído um verdadeiro casamento. E concluiu que devia ser assim, tanto para o próprio Cristo, como para sua Mãe, e também para nós.

Isso convinha grandemente ao próprio Nosso Senhor para que ele não fosse considerado, até que chegasse a hora da manifestação do mistério do seu nascimento, como um filho ilegítimo, e também para que ele fosse protegido em sua infância. Para a Virgem não era menos conveniente, a fim de que ela não fosse considerada culpada de adultério e como tal viesse a ser lapidada pelos judeus, conforme notou São Jerônimo, e ainda para que ela própria fosse protegida em meio às dificuldades e à perseguição que iria começar com o nascimento do Salvador. Foi outrossim, acrescenta Santo Tomás, muito conveniente para nós, porquanto pelo testemunho insuspeito de São José tomamos conhecimento da concepção virginal do Cristo: segundo a ordem das coisas humanas, representou para nós esse testemunho um admirável apoio ao de Maria. Enfim, era soberanamente conveniente para que nós encontrássemos em Maria ao mesmo tempo o perfeito modelo das virgens como das esposas e mães cristãs.

Explica-se assim, segundo muitos autores, que o decreto eterno da Encarnação- estabelecendo a maneira como hic et nunc esse fato se devia realizar e em quais circunstâncias determinadas - envolva não somente Jesus e Maria mas também José. Desde toda eternidade, com efeito, estava decidido que o Verbo de Deus feito carne nasceria milagrosamente de Maria sempre virgem, unida ao justo José pelos laços de um matrimônio verdadeiro. A execução desse decreto providencial é assim referida em São Lucas (1, 27): "Missus est Angelus Gabriel a Deo, in civitatem Galileae, cui nomen Nazareth, ad virginem desponsatam viro, cui nomen erat Joseph, de domo David, et nomen virginis Maria". [O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão por nome José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria].

São Bernardo chama São José de "magni consilii coadjutorem fidelis simum" (coadjutor fidelíssimo do magno conselho").

Por isso é que Mons. Sinibaldi, após Suarez e muitos outros, afirma, ibid., que o ministério de José é em certo sentido confinante, em seu nível, com a ordem hipostática. Não que José tenha cooperado intrinsecamente, como instrumentoSão Jose.jpgfísico do Espírito Santo, para a realização do mistério da Encarnação, pois nesse acontecimento seu papel é muito inferior ao de Maria, Mãe de Deus; entretanto, ele foi predestinado para ser, na ordem das causas morais, o guardião da virgindade e da honra de Maria, ao mesmo tempo que o protetor de Jesus menino. É preciso precaver-se aqui contra certos exageros que falseariam a expressão desse grande mistério; o culto devido a São José não vai além especificamente do de dulia prestado aos outros santos, mas tudo faz pensar que ele merece receber, mais do que todos os outros santos, esse culto de dulia. Por isso é que a Igreja, em suas orações menciona o nome de José imediatamente após o de Maria e antes do dos Apóstolos na oração A cunctis (a todos nós...), por meio da qual se implora a proteção de todos os Santos. Se São José não é mencionado no Canon da missa, há todavia para ele um prefácio especial e o mês de março lhe é consagrado.

Num discurso pronunciado na Sala Consistorial no dia da festa de São José, em 19 de março de 1928, S.S. Pio XI comparava nestes termos a vocação de São José com a de São João Batista e com a de São Pedro: "Fato sugestivo é ver-se sugirem, bem vizinhas e brilharem quase contemporâneas, certas figuras tão magníficas. Primeiro, São João Batista que se ergue no deserto com sua voz, ora grave ora suave, como leão que ruge e como o amigo do Esposo, que se rejubila pela glória do Esposo, para afinal oferecer à face do mundo a maravilhosa glória do martírio. Depois, Pedro que ouve do divino Mestre estas sublimes palavras, pronunciadas também elas à face do mundo e dos séculos: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja; ide e pregai ao mundo inteiro", missão grandiosa, divinamente resplandecente. Entre essas duas missões aparece a de São José: missão recolhida, calada, quase despercebida, que não se evidenciaria senão alguns séculos mais tarde; um silêncio ao qual sucederia, mas muito tempo depois, um sonoro canto de glória. Pois, onde mais profundo o mistério, mais espesso o véu que o encobre, e maior o silêncio, é justamente ai que mais alta é a missão, como mais brilhante o cortejo das virtudes exigidas e dos méritos requeridos para, por feliz necessidade, com elas se conjugarem. Missão única, muito alta, a de guardar o Filho de Deus, o Rei do mundo, e de guardar a virgindade e a santidade de Maria; missão única, a de ter participação no grande mistério ocultado aos olhos dos séculos, e de assim cooperar na Encarnação e na Redenção! Toda a santidade de José consiste precisamente no cumprimento, fiel até o escrúpulo, dessa missão tão grande e tão humilde, tão alta e tão escondida, tão esplêndida e tão envolta em trevas".

(Trecho de "Les trois ages de la vie interieure", trad. Permanência. publicado em Revista Permanência, Junho de 77).

O PODER DE INTERCESSÃO DE SÃO JOSÉ !!!



Há certos homens, ao longo da História, cuja grandeza ultrapassa qualquer lenda. Homens que parecem ser objeto de uma especial predileção de um Deus comprazido em adornar suas almas com o brilho das virtudes e de raríssimos dons.

Desde toda a eternidade, quando a Encarnação do Verbo foi determinada pela Santíssima Trindade, Deus Pai quis que a chegada de seu Filho ao mundo fosse revestida com a suprema pulcritude que convém a um Deus. Apesar dos aspectos de pobreza e humildade com os quais haveria de se mostrar, Ele deveria nascer de uma Virgem concebida sem pecado original, reunindo em si as alegrias da maternidade e a flor da virgindade. Mas era indispensável a presença de alguém capaz de assumir a figura de pai perante o Verbo de Deus feito homem. Para isso, bem podemos aplicar as palavras ditas pelaSAO JOSE..jpgEscritura sobre o Rei Davi: "O senhor procurou um homem segundo seu coração". Este homem foi São José.

Para formarmos uma ideia de quem foi São José, precisamos considerar que ele foi esposo de Nossa Senhora e pai adotivo do menino Jesus. O esposo deve ser proporcionado à esposa. Ora, quem é Nossa Senhora? Ela é, de longe, a mais perfeita de todas as criaturas, a obra-prima do Altíssimo. Se somarmos as virtudes de todos os anjos, de todos os santos e todos os homens até o fim do mundo, não teremos sequer uma pálida ideia da sublime perfeição da Mãe de Deus. O homem escolhido para ser o esposo dessa excelsa criatura devia possuir uma virtude maior que a dos antigos patriarcas. Eis a grandeza de alma que devia ter o Esposo da Mãe de Deus!

Sua missão, como pai do Menino Jesus, consistiu em ser a imagem de Deus Pai aos olhos do próprio Filho de Deus! Na simplicidade da vida cotidiana, São José exercia como chefe da Sagrada Família, uma verdadeira autoridade sobre o Filho de Deus.

Quem iria responder às perguntas de Deus? Esta graça só foi concedida a São José, varão humilde e puro. Imaginemos o Menino Jesus parado diante dele e indagando como fazer tal coisa. E São José, mera criatura, ciente de que é Deus quem pergunta, dá o conselho!

Consideremos São José como modelo de castidade e de força; um varão de santidade inimaginável, no qual Deus reuniu, como num sol, tudo quanto os demais santos juntos têm de luz e esplendor.

Todas as glórias se acumularam neste varão incomparável.

Houve, também, no Antigo Testamento um personagem chamado José, filho do Patriarca Jacó que chegou a ser vice-rei do Egito. Em tempo de fome, o Faraó mandava os egípcios se dirigirem ao sábio José para que ele distribuísse os alimentos, dizendo-lhes: "Ide a José"! Da mesma maneira, podemos ouvir a voz de Deus que nos diz durante nossas dificuldades: "Ide a José"! Assim como José foi vice-rei do Egito e o mais importante do reino depois do Faraó, Deus constituiu São José, vice-rei da Igreja, quer dizer, senhor e cabeça de sua casa, custódio e administrador de todos os seus bens.

Quem poderá calcular o poder de intercessão de São José junto à Maria Santíssima e a seu Divino Filho? Seu patrocínio e poder de intercessão são superiores aos de todos os demais santos, sem dúvida alguma. São José tudo pode diante do Divino Redentor.

Certamente, Jesus, que lhe foi submisso durante sua vida terrena, seguirá sendo-lhe obediente por toda a eternidade...

Imploremos, sempre, sua poderosa intercessão! Por Ir. Cintia Louback, EP - (Do Instituto Filosófico-Teológico Santa Escolástica)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

UM EXEMPLO SOBRE O REAL VALOR DO SACRAMENTO DA SANTA CONFISSÃO !!!



Era uma vez uma senhora muito piedosa que tinha visões de Nossa Senhora. Sempre que Maria aparecia para ela, a piedosa senhora ia contar com devoção ao padre da sua paróquia.

Mas o pároco não acreditava muito nela.

Cansado de ouvir as histórias da velhinha quase todos os dias, o padre resolveu dizer-lhe:

“Ok, já que Nossa Senhora conversa com você todos os dias, então peça para ela lhe contar quais foram os pecados de que eu me confessei em minha última confissão”.

No dia seguinte, antes de começar a missa, a velhinha já estava na igreja e acenava para o padre, indicando que queria falar com ele.

Quando a missa, terminou, ele não saiu para conversar com ela, senão que entrou rapidamente na sacristia, tentando fugir. Mas a velhinha foi atrás dele.

“Padre, o senhor se lembra do que me pediu ontem? A Virgem apareceu para mim e eu lhe perguntei.

Ela me olhou seriamente e me contou algo que me dá até vergonha de falar”, disse a senhora ao padre.

A essa altura, o sacerdote já estava pálido e, para evitar detalhes, disse que agora acreditava nela e que ia informar o bispo sobre as aparições.

A mulher insistiu: “Nossa Senhora disse que o senhor é um mau sacerdote”.

O padre, já transpirando, perguntou: “Mas por quê?”.

E a velhinha respondeu: “Sim, Ela me disse que o senhor é um mau sacerdote porque tinha de saber que, quando Jesus perdoa, ele se esquece de todos os pecados!”.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

AS QUATRO TÊMPORAS ou AS QUATRO ESTAÇÕES !!!


As Quatro Têmporas tratam de tempos litúrgicos aos quais a Igreja dedica a penitência, a oração e a esmola. Provavelmente relacionada ao trabalho dos homens dos campos, que tinham suas vidas mudadas de acordo com as Estações do Ano. Acredita-se que teriam surgido com a cristianização da Europa pagã por volta dos séculos III e IV. O Papa Gregório fixou as Têmporas da seguinte forma:
  • ·        3ª Semana do Advento (Têmporas do Advento)
  • ·      1ª Semana da quaresma (Têmporas da Quaresma)
  • ·         Semana de Pentecostes (Têmporas de Pentecostes)
  • ·         Semana do 17º Domingo depois de Pentecostes (Têmporas de Setembro)

Para termos uma noção mais simplificada sobre as têmporas, seria basicamente uma mini-quaresma, quatro vezes ao ano. Nesse período, dedicamos nossas práticas de piedade pedindo perdão pelos pecados cometidos, e em ação de graças pelos dons concedidos por Ele a nós.

Foi o Papa Gregório VII (†1085) quem fixou, em 1078, as Têmporas da forma como descrito acima. As primeiras notícias sobre as Têmporas são dadas por Santo Filástrio, Bispo de Brescia (morto em 387 d.C.) (De haeres., 119), pondo-as entre as maiores festas cristãs. Eram chamadas de “ieiunium vernum”, “ieiunium aestivum”, “ieiunium autumnale” et “ieiunium hiemale”, (digiuno di primavera, d’estate, di autunno e d’inverno). De Roma, as Têmporas se difundiram em todo o Ocidente. A Igreja Ortodoxa nunca as observou. A Gallia (França) e a Espanha só as conheceram a partir do século VIII. Na Britannia (Inglaterra), surgiram curiosamente antes, e fontes cristãs atribuem o fato à presença de Santo Agostinho da Cantuária, um romano diretamente subordinado ao Papa Gregório Magno.


A regra que fixa a ordenação do clero nas Quatro Têmporas se encontra nos documentos tradicionalmente associados ao Papa Gelásio I (492-496). Nas Igreja primitiva, as ordenações ocorriam conforme a necessidade. Crê-se que Gelásio foi o primeiro que quis estabelecer as ordenações a tempos particulares. Encontra-se essa regra estabelecida por Egberto, Arcebispo de York, nos anos 735-766, e definitivamente sancionada como lei da Igreja no Pontificado de Papa Gregório VII, por volta de 1085. Basicamente, trata-se, como vimos, de uma “Miniquaresma”, quatro vezes ao ano, durante a qual nos dedicamos às práticas de piedade para pedirmos o perdão dos pecados cometidos e rezamos em ação de graças pelos dons que Deus nos concedeu.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

AS SETE DORES DE MARIA SANTÍSSIMA !!!



Em revelações à Santa Brígida, Nossa Senhora prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, Sete Ave-Marias em honra das suas Dores e Lágrimas.
Com aprovação Eclesiástica

Eis as Promessas:
  1. Porei a paz em suas Famílias.
  2. Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
  3. Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nas suas aflições.
  4. Conceder-lhes-ei tudo o que me peçam contanto que não se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.
  5. Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
  6. Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às minhas lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.


Oração Inicial:
Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos, se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas dores, vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos, Senhora, de vosso Divino Filho, pelos Méritos de vossas Dores e lágrimas, a graça .....
Creio, Pai-Nosso, Ave-Maria em honra a Santíssima Trindade.

1ª Dor:
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada transpassaria o vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

2ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

3ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

4ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário, virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

5ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina graça, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

6ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

7ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão, Senhora de todos os povos, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

Oração Final:
Daí-nos Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de vós a “Mãe das Dores”, para que possamos participar de vossos sofrimentos e vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu.
Amém.



O Terço das Sete Dores da Virgem Maria.

Início:
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Oração Inicial:
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos méritos de Vossas Dores e lágrimas, a seguinte graça...(pedir a graça)

1ª Dor - Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

2ª Dor - Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

     No livro Glórias de Maria, Santo Afonso Maria de Ligório nos conta as graças prometidas por Nosso Senhor Jesus Cristo aos devotos de Nossa Senhora das Dores.

Eis as Promessas:
1ª) Esses devotos terão a graça de fazer verdadeira penitência por todos os seus pecados antes da morte;
2ª) Jesus lhes imprimirá no coração a memória de sua Paixão dando-lhes depois um prêmio especial no céu;
3ª) Ele guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte;
4ª) Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que deles disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores.




Oração a Nossa Senhora das Dores por Santo Afonso Maria de Ligório

"Ó Mãe das Dores, Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida, com uma incessante e terna compaixão pelos sofrimentos de Jesus e pelos vossos.

Enfim, ó minha Mãe, pela dor que experimentastes quando o vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça, expirou a vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó Advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida para a eternidade. E como é possível que nesse momento a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, nomes que são toda a minha esperança, rogo-vos desde já a vosso Divino Filho e a Vós, que me socorrais nesta hora extrema, e assim direi: JESUS e MARIA, entrego-vos a minha alma."

A todos os fiéis que recitarem esta Ladainha acrescentando o Credo, a Salva Rainha e três Ave-Marias (mais confissão e comunhão) ao Coração Doloroso de Maria, nas sextas-feiras do ano, o Santo Padre Pio VIII concede Indulgência Plenária.

Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, ouvi-nos
Jesus Cristo, atendei-nos
Deus, Pai dos céus, tende piedade de nós
Deus, Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós
Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós
Santa Maria, rogai por nós
Santa mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe do Crucificado,
Mãe dolorosa,
Mãe lacrimosa,
Mãe aflita,
Mãe desamparada,
Mãe desolada,
Mãe privada do filho,
Mãe transpassada pela espada,
Mãe nas dores imersa,
Mãe cheia de angustias,
Mãe com o coração à cruz cravada,
Mãe tristíssima,
Fonte de lágrimas,
Cúmulo de sofrimentos,
Espelho de paciência,
Rocha de constância,
Âncora de confiança,
Refúgio dos abandonados,
Defesa dos oprimidos,
Refúgio dos incrédulos,
Alívio dos míseros,
Cura dos languentes,
Força dos débeis,
Porto dos náufragos,
Quiete nas tempestades,
Recurso dos necessitados,
Terror dos demônios,
Tesouro dos fieis,
Luz dos profetas,
Guia dos apóstolos,
Coroa dos mártires,
Baluarte dos confessores,
Pérola das virgens,
Consolação das viúvas,
Mãe dos órfãos,
Letícia de todos os santos,

Cordeiro de Deus que tirar os pecados do mundo, perdoai-nos Jesus.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Jesus.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus.
- Rogai por nós ó Virgem Dolorosíssima.
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

ORAÇÃO: À vossa eficaz proteção recorremos, ó Virgem Dolorosíssima e bendita; livrai-nos de todos os perigos e salvai-nos pelos merecimentos de vosso Filho Jesus Cristo, Redentor nosso, triunfador do poder das trevas. Assim seja.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

COMO SURGIU A DEVOÇÃO ÀS SETE DORES E AS SETE ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ !!!


FONTE: Livro: São José – Pe. Ascânio Brandão.

ORIGEM

Qual a origem desta devoção às dores e alegrias de S. José?

Navegavam dois Padres Franciscanos nas costas de Flandres, quando se levantou uma horrenda tempestade e o navio em que viajavam submergiu com os trezentos passageiros que levava. A Divina Providência permitiu que se salvassem os dois franciscanos sobre umas taboas nas quais navegaram três dias entre a vida e a morte.

Lembrou-se de S. José, naquelas horas de angústia. Recomendaram-se fervorosamente ao Santo Esposo de Maria. No mesmo instante aparece-lhes um homem cheio de majestade e bondade, oferece-se para guiá-los sobre as tábuas e os conduz rapidamente a um porto, onde saltaram em terra. Os dois frades caíram de joelhos aos pés do seu salvador, num agradecimento comovido.

 – Quem és? Perguntaram-lhe curiosos.

 – Eu sou José, Esposo de Maria e Pai Putativo de Jesus. Se quereis agradecer-me e fazer alguma coisa que me seja agradável, não deixeis de rezar cada dia e devotamente sete vezes o Padre-Nosso e sete vezes a Ave-Maria, em memória das sete dores com as quais minha alma foi afligida na terra, e em memória das sete alegrias que consolaram meu coração quando vivi no mundo com Jesus e Maria.

E ditas essas palavras desapareceu.

Daí veio a propagação desta prática tão bela de piedade, a mais popular e a mais agradável a S. José.

Essa devoção tão conforme ao Evangelho é uma lembrança dos mistérios adoráveis da Infância de Jesus. A Igreja a enriqueceu de indulgências. É como que o Rosário de S. José. O que a devoção do Rosário é para Nossa Senhora, assim as Sete dores e sete alegrias para São José. Não há melhor, prática de devoção em honra de S. José. A sua fórmula já consagrada e enriquecida de indulgências é a seguinte:

ORAÇÕES ÀS SETE DORES E AS SETE ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ

(Indulgência de 5 anos cada vez, e plenária nas condições de costume, uma vez por mês, recitando-as diariamente).

1ª –  Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso S. José, assim como foi grande a amargura ou angústia de vosso coração na perplexidade de abandonardes vossa castíssima Esposa, assim foi inexplicável a vossa satisfação, quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação.

Por essa vossa dor e por essa vossa alegria, vos rogamos a graça de consolardes, agora e nas extremas dores, a nossa alma, com o gozo de uma boa vida e de uma santa morte, semelhante à vossa entre Jesus e Maria. Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre.

2ª –  Ó Felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para o cargo de Pai nutrício do verbo humanado, a dor que sentistes ao verdes nascer em desabrigo e tanta pobreza o Menino Deus, se vos trocou em celeste júbilo, ao escutardes a angélica harmonia e ao verdes a glória daquela brilhantíssima noite.

Por essa vossa dor e por essa vossa alegria, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar os resplendores da glória celeste. Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre.

3ª –  Ó obedientíssimo executor das divinas leis, glorioso S. José, o Sangue preciosíssimo, que na circuncisão derramou o Redentor Menino, vos traspassou o coração, mas o nome de Jesus vô-lo reanimou, enchendo-o de contentamento.

Por essa vossa dor e por essa vossa alegria, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós todos os vícios nesta vida, com o nome santíssimo de Jesus no coração e na boca, expiremos cheios de Júbilo. Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre.

4ª – Ó fidelíssimo Santo, que também tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, glorioso S. José, se a profecia de Simeão, a respeito do que Jesus e Maria tinham que padecer, vos causou mortal angústia, também vos encheu de sumos gozo pela salvação e gloriosa ressurreição, que, como igualmente predisse, teria de resultar para inumeráveis almas.

Por essa vossa dor e por essa vossa alegria, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Virgem sua Mãe, hão de ressuscitar gloriosamente. Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre.

5ª – Ó vigilantismo guarda, íntimo familiar do Filho de Deus Encarnado, glorioso S. José, quanto penastes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga, que com ele houvestes de fazer para o Egito; mas tal foi também vosso gozo por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos egípcios.

Por essa vossa dor e por essa vossa alegria, alcançai-nos que, expelindo para longe de nos o infernal tirano, especialmente com a fuga das ocasiões perigosas, sejam derrubados do nosso coração todos os ídolos de afetos terrenos e que, completamente dedicados no serviço de Jesus e de Maria, para eles exclusivamente vivamos e felizmente morramos. Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre.

6ª – Ó Anjo da terra, glorioso S. José, que, cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso a vossos mandados, se a vossa consolação ao reconduzi-lo do Egito foi turbada pelo temor de Arqueláu, filho de Herodes, todavia, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré, com Jesus e Maria.

Por essa vossa dor e por essa vossa alegria, alcançai-nos que, desocupado o nosso coração de nocivos temores gozemos paz de consciência, vivamos seguros com Jesus e Maria e também entre ele morramos. Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre.

7ª – Ó exemplar de toda a santidade, glorioso S. José, vós perdestes sem culpa vossa, o menino para maior angústia, houvestes de buscá-lo três dias, até que, com sumo júbilo, gozastes do que era vossa vida, achando-o no Templo de Jerusalém, entre os doutores.

Por essa vossa dor e por essa vossa alegria, vos suplicamos, com o nosso coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca suceda perdermos a Jesus por culpa grave; mas, se por desgraça O perdermos, com tão intensa dor O procuremos, que O achemos favorável, especialmente em nossa morte, para podermos goza-Lo no céu e lá, convosco cantarmos eternamente Suas Divinas Misericórdias. Padre Nosso, Ave Maria, Glória ao Padre.

Ant. O mesmo Jesus acaba de entrar em seus trinta anos e todos o tinham por Filho de S. José.

V. – Rogai por nós, S. José

. R. – Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS: Ó Deus, que por inefável providencia, vos dignastes escolher o bem-aventurado José para Esposo de Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, nós vô-lo pedimos, que, venerando-o aqui na terra como Protetor, mereçamos tê-lo no Céu como nosso intercessor, vos que viveis e reinais, nos séculos dos Séculos. Amem.

Vejam os textos Evangélicos.

AS DORES

1ª – A perplexidade de S. José diante do Mistério da Encarnação: José, seu esposo, porque era justo e não queria infama-la, quis abandona-la ocultamente (Mt, I, 19).

2ª – A angústia da noite de Natal sem achar uma hospedaria em Belém: Não havia lugar para eles nas hospedarias (Lc, II, 7).

3ª – A circuncisão dolorosa do Menino Jesus: Passados oito dias foi circuncidado o menino (Lc, II, 1).

4ª – A profecia de Simeão: Eis que este será posto para ruína de muitos em Israel e como sinal de contradição (Lc, II, 34).

5ª – A fuga para o Egito: José, levantando-se, tomou o Menino e sua Mãe, de noite e se retirou para o Egito (Mt, II, 14).

6ª – O temor de Arqueláu: Ouvindo que Arqueláu reinava na Judeia, em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá. (Mt, II, 22).

7ª – Perda de Jesus: Filho, porque fizeste assim conosco? Eis que teu pai e eu angustiados te procuramos (Lc, II, 48).

AS ALEGRIAS

1ª – O Anjo revela a Encarnação: José, Filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa (Mt, I, 20).

2ª – O nascimento do Salvador: Maria deu à luz seu Filho primogênito (Luc, II, 2).

3ª – O nome de Jesus: José lhe pôs o nome de Jesus (Mt, I, 25).

4ª – A salvação anunciada por Simeão: Eis que este foi posto para ressurreição de muitos em Israel (Lc, II, 34).

5ª – Caem os ídolos egípcios: Conheceram ao Senhor naquele dia os egípcios (Isaias, XIX, 21).

6ª – À volta a Nazaré: E voltaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré (Lc, II, 39).

7ª – A alegria de encontrar a Jesus no templo: E depois de três dias o encontraram no templo, sentado em meio dos doutores (Lc, II, 46).

O BEM-AVENTURADO S. JOSÉ

A vós recorremos, ó bem-aventurado São José, em nossas tribulações e depois de ter implorado o auxilio de vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos também a vossa proteção. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com o seu sangue e nos assistais em nossas necessidades com o vosso auxilio e poder.

Protegei, ó guarda providentíssimo da Sagrada Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas dos seus inimigos e de toda a adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, afim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém!

Ó CASTISSIMO ESPOSO DA VIRGEM MARIA

Lembrai-vos, ó castíssimo esposo da Virgem Maria, meu querido protetor São José, que nunca se ouviu dizer que alguém, tendo invocado a vossa proteção e pedido a vossa ajuda, não fosse por vós consolado. Com esta confiança eu venho a vós e encarecidamente me recomendo. Ó São José, escutai a minha prece, acolhei-a piedosamente e atendei-a. Amém!

Consagração aos Corações de Jesus. Maria e José

Sagrado Coração de Jesus, Imaculado Coração de Maria e Coração Castíssimo de São José, eu Vos consagro neste dia (nesta tarde, nesta noite), a minha mente (+), as minhas palavras (+), o meu corpo (+), o meu coração (+), e a minha alma (+), para que a vossa vontade seja feita através de mim neste dia (nesta tarde, nesta noite). Amém.

MEU QUERIDO S. JOSÉ

Meu querido São José, derramai em mim e na humanidade inteira as graças necessárias para alcançar o céu.

Sois digno de todo louvor porque assim Deus o quis.

Bendigo vosso nome três vezes como bendiz a Santíssima Trindade.Corôo vossa vida porque assim já o fez vossa Diletíssima Esposa.

Recorro hoje aos anjos para que vos adornem com sua pureza. José, meu amigo, rogai por nós.

"Que as virtudes dor Três Corações seja a minha força, a minha luz e a minha esperança."

"Que a Mão poderosa de Deus que uniu os Três Corações una a minha família"

"Que o Sagrado Mistério que santificou os Três Corações, santifique minha família"

ORACÃO EM HONRA AOS TRES SAGRADOS CORACÕES

Bendita seja a luz dos três corações de Jesus, Maria e José.

Bendito seja os santos raios de luz que inundam a minha alma e a plenifica com sua graça.

Bendito e louvado seja o coração Sagrado de Jesus que me acompanha na minha caminhada.

Bendito e louvado seja o coração Imaculado de Maria que me guarda em seu amor.


Bendito e louvado seja o coração Castíssimo de São José que em sua pureza me revela Deus. Amém