Minha lista de blogs

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O CONCÍLIO VATICANO II pelo Papa Emérito Bento XVI.

Um sacerdote pergunta ao Papa Bento XVI sobre um aparente sentimento de frustração em relação ao Vaticano II, e o papa responde o seguinte: 
Obrigado, é uma pergunta importante e que eu conheço muito bem. Também eu vivi os tempos do Concílio, estando na Basílica de São Pedro com grande entusiasmo e vendo como se abrem novas portas e parecia realmente o novo Pentecostes, onde a Igreja podia de novo convencer a humanidade, depois do afastamento do mundo da Igreja nos séculos XIX e XX, parecia que se voltavam a encontrar Igreja e mundo e que voltassem a nascer um mundo cristão e uma Igreja do mundo e verdadeiramente aberta ao mundo. Esperámos tanto, mas as coisas na realidade revelaram-se mais difíceis. Contudo permanece a grande herança do Concílio, que abriu um novo caminho, é sempre uma magna charta do caminho da Igreja, muito essencial e fundamental. Mas por que aconteceu assim? Primeiro gostaria de começar talvez com uma observação histórica. Os tempos de um pós-Concílio são quase sempre muito difíceis. Depois do grande Concílio de Niceia que é realmente o fundamento da nossa fé, de facto nós confessamos a fé formulada em Niceia não surgiu uma situação de reconciliação e de unidade como tinha esperado Constantino, promotor desse grande Concílio, mas uma situação realmente caótica de litígios de todos contra todos. São Basílio no seu livro sobre o Espírito Santo compara a situação da Igreja depois do Concílio de Niceia com uma batalha naval de noite, onde ninguém pode conhecer o outro, mas todos estão contra todos. Era realmente uma situação de caos total: São Basílio descreve assim com tons fortes o drama do pós-Concílio, do pós-Niceia. Cinquenta anos mais tarde, para o I Concílio de Constantinopla, o imperador convida São Gregório Nazianzeno a participar no Concílio e São Gregório Nazianzeno responde: Não, não venho, porque eu conheço estas coisas, sei que de todos os Concílios nascem apenas confusão e batalha, portanto não venho. E não foi. Portanto, não é agora, em retrospectiva, uma surpresa tão grande como era no primeiro momento para todos nós digerir o Concílio, esta grande mensagem. Inseri-lo na vida da Igreja, recebê-lo, de modo que se torne vida da Igreja, assimilá-lo nas diversas realidades da Igreja, é um sofrimento, e só no sofrimento se realiza também o crescimento. Crescer é sempre também sofrer, porque é sair de um estado e passar para outro. E no concreto do pós-Concílio devemos constatar que existem duas grandes suspensões históricas. No pós-Concílio, a suspensão de 1968, o início ou a explosão ousaria dizer da grande crise cultural do Ocidente. Tinha terminado a geração do pós-guerra, uma geração que depois de todas as destruições e vendo o horror da guerra, do combater-se e verificando o drama destas grandes ideologias tinham realmente levado as pessoas à voragem da guerra, tinham redescoberto as raízes cristãs da Europa e começado a reconstruir a Europa com estas grandes inspirações. Mas tendo terminado esta geração viram-se também todas as falências, as lacunas desta reconstrução, a grande miséria do mundo e começa assim, explode, a crise da cultura ocidental que pretende mudar radicalmente. Diz: não criámos, em dois mil anos de cristianismo, o mundo melhor. Devemos recomeçar de zero de modo absolutamente novo; o marxismo parece a receita científica para criar finalmente um mundo novo. E neste digamos grave, grande confronto entre a nova, sadia modernidade querida pelo Concílio e a crise da modernidade, tudo se torna difícil como depois do primeiro Concílio de Niceia. Uma parte tinha a opinião de que esta revolução identificava esta nova revolução cultural marxista com a vontade do Concílio; dizia: este é o Concílio. No papel os textos ainda são um pouco antiquados, mas por detrás das palavras escritas está este espírito, esta é a vontade do Concílio, assim devemos fazer. E por outro lado, naturalmente, a reacção: destruir assim a Igreja. A reacção digamos absoluta contra o Concílio, o anti-Concílio e digamos a tímida, humilde busca de realizar o verdadeiro espírito do Concílio. E como diz um provérbio "Se uma árvore cai faz um grande ruído, se cresce uma selva nada se ouve porque se desenvolve um processo sem barulho" e portanto durante estes grandes ruídos do progressismo errado, do anti-Concílio cresce muito silenciosamente, com tantos sofrimentos e também com tantas perdas na construção de uma nova época cultural, o caminho da Igreja. E depois a segunda suspensão em 1989. A queda dos regimes comunistas, mas a resposta não foi o regresso à fé, como se podia talvez esperar, não foi a redescoberta de que a Igreja com o Concílio autêntico tinha dado a resposta. Ao contrário, a resposta foi o cepticismo total, a chamada pós-modernidade. Nada é verdadeiro, cada um deve ver como viver, afirma-se um materialismo, um cepticismo pseudo-racionalista cego que termina na droga, termina em todos estes problemas que conhecemos e de novo fecha os caminhos à fé, porque é tão simples, tão evidente. Não, não há nada de verdadeiro. A verdade é intolerante, não podemos ir por este caminho. Eis: nestes contextos de duas rupturas culturais, a primeira, a revolução cultural de 1968, a segunda, a queda, poderíamos dizer, no niilismo depois de 1989, a Igreja com humildade, entre as paixões do mundo e a glória do Senhor, empreende o seu caminho. Neste caminho devemos crescer com paciência e agora devemos aprender de modo novo o que significa renunciar ao triunfalismo. O Concílio tinha dito que renunciar ao triunfalismo e tinha pensado no barroco, em todas estas grandes culturas da Igreja. Foi dito: comecemos de maneira moderna, nova. Mas tinha crescido outro triunfalismo, o de pensar: agora nós fazemos as coisas, nós encontramos o caminho e encontramos nele o mundo novo. Mas a humildade da Cruz, do Crucifixo exclui precisamente também este triunfalismo, devemos renunciar ao triunfalismo segundo o qual agora nasce realmente a grande Igreja do futuro. A Igreja de Cristo é sempre humilde e precisamente assim é grande e jubilosa. Parece-me muito importante o facto de agora podermos ver com olhos abertos o que também cresceu de positivo no pós-Concílio: na renovação da liturgia, nos Sínodos, Sínodos romanos, Sínodos universais, Sínodos diocesanos, nas estruturas paroquiais, na colaboração, na nova responsabilidade dos leigos, na grande co-responsabilidade intercultural e inter-continental, numa nova experiência da catolicidade da Igreja, da unanimidade que cresce em humildade e contudo é a verdadeira esperança do mundo. E assim devemos, parece-me, redescobrir a grande herança do Concílio que não é um espírito reconstruído por detrás de textos, mas são precisamente os grandes textos conciliares relidos agora com as experiências que fizemos e que deram fruto em tantos movimentos, tantas novas comunidades religiosas. Fui ao Brasil sabendo como se expandem as seitas e como a Igreja parece um pouco esclerotizada; mas quando cheguei vi que quase todos os dias no Brasil nasce uma nova comunidade religiosa, nasce um novo movimento, não crescem só seitas. Cresce a Igreja com novas realidades cheias de vitalidade, não a ponto de encher as estatísticas esta é uma esperança falsa, a estatística não é a nossa divindade mas crescem nos ânimos e geram a alegria da fé, geram a presença do Evangelho, geram assim também verdadeiro desenvolvimento do mundo e da sociedade. Portanto parece-me que devemos combinar a grande humildade do Crucificado, de uma Igreja que é sempre humilde e sempre contrastada pelas grandes potências económicas, militares, etc., mas devemos aprender juntos com esta humildade também o verdadeiro triunfalismo da catolicidade que cresce em todos os séculos. Cresce também hoje a presença do Crucificado ressuscitado, que tem e conserva as suas feridas; é ferido, mas precisamente assim renova o mundo, dá o seu sopro que renova também a Igreja apesar de toda a nossa pobreza. E diria, neste conjunto de humildade da Cruz e de alegria do Senhor ressuscitado, que no Concílio nos deu uma grande indicação de caminho, podemos ir em frente jubilosamente e cheios de esperança.

terça-feira, 12 de julho de 2016

O QUE É RELIGIÃO, na Bíblia???

I LIVRO DOS MACABEUS                                                                                                     Capítulo 1                                                                                                                                                    43. muitos de Israel adotaram a sua religião, sacrificando aos ídolos e violando o sábado.              Capítulo 2                                                                                                                                                    22. Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda.                                                                                                         Capítulo 3                                                                                                                                                 43. disseram uns aos outros: Levantemos nossa pátria de seu abatimento e lutemos por nosso povo e nossa religião.                                                                                                                                              II LIVRO DOS MACABEUS                                                                                                                 Capítulo 15                                                                                                                                                17. Entusiasmados por estas palavras de Judas, tão nobres e tão capazes de excitar a coragem e robustecer as almas dos jovens, decidiram os judeus não acampar, mas arrojar-se para a frente, travar com valor a batalha e obter assim uma decisão, porque a cidade, a religião e o templo estavam em perigo.                                                                                                                                            LIVRO DA SABEDORIA                                                                                                                      Capítulo 14                                                                                                                                                30. Contudo, o castigo os atingirá por duplo motivo: porque eles desconheceram a Deus, afeiçoando-se aos ídolos, e porque são culpados, por desprezo à santidade da religião, de ter feito juramentos enganadores.                                                                                                                                      LIVRO DO ECLESIÁSTICO
Capítulo 1
17. O temor ao Senhor é a religião da ciência.                                                                                           18. Essa religião guarda e santifica o coração; ela lhe traz satisfação e alegria.                                     26. A inteligência e a religião da ciência se acham nos tesouros da sabedoria, mas a sabedoria é abominada pelos pecadores.                                                                                                                        LIVRO DO ECLESIÁSTICO
Capítulo 37
12. Vai consultar um homem sem religião sobre as coisas santas; um injusto sobre a justiça; uma mulher sobre sua rival; um tímido sobre a guerra; um mercador sobre o negócio; um comprador sobre uma coisa para vender; um invejoso sobre a gratidão;                                                                    ISAÍAS
Capítulo 42
1. Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.                                                             3. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá,                                                       4. até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos.
Capítulo 51
4. Povos, escutai bem! Nações, prestai-me atenção! Pois é de mim que emanará a doutrina e a verdadeira religião que será a luz dos povos.                                                                                           ATOS DOS APÓSTOLOS
Capítulo 24
22. Félix conhecia bem esta religião e, adiando a questão, disse: Quando descer o tribuno Lísias, então examinarei a fundo a vossa questão,                                                                                    Capítulo 25
19. Eram só desavenças entre eles a respeito da sua religião, e uma discussão a respeito de um tal Jesus, já morto, e que Paulo afirma estar vivo.                                                                              Capítulo 26
5. Sabem eles, desde longa data, e se quiserem poderão testemunhá-lo, que vivi segundo a seita mais rigorosa da nossa religião, isto é, como fariseu.                                                                    EPÍSTOLA DE SÃO TIAGO
Capítulo 1
26. Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia a sua língua e engana o seu coração, então é vã a sua religião.
27. A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo.

terça-feira, 21 de junho de 2016

UMA VISÃO do INFERNO por Santa Teresinha !!!



Santa Teresa em uma visão...
Estava a Santa rezando, quando, de repente abrem-se diante dos seus olhos uma voragem profunda, cheia de fogo e de chamas; e nesse abismo precipitam-se com abundância, como neve no inverno, as pobres almas perdidas.
... são as confissões mal feitas o motivo pelo qual tantas pessoas perdem suas almas e vão para o inferno!...
Assustada, a Santa levanta os olhos ao céu e:
— Meu Deus, exclama, meu Deus! O que é que eu estou vendo? Quem são elas, quem são todas essas almas que se perdem? Com certeza devem ser as almas dos pobres infiéis.
— Não, Teresa, não! Responde o Senhor. As almas que neste momento vês precipitarem-se no inferno com o meu consentimento, são, todas elas, almas de cristãos como tu.
— Mas então devem ser almas de pessoas que não acreditavam, que não praticavam a Religião, que não freqüentavam os Sacramentos!
— Não, Teresa, não! Fica sabendo que essas almas pertencem todas a cristãos batizados como tu, e, que, como tu, eram crentes e praticantes..
— Mas se assim é, naturalmente essa gente nunca se confessou, nem mesmo na hora da morte...
— No entanto, são almas que se confessavam, e confessaram-se também antes de morrer...
— Por qual motivo então, ó meu Deus, são elas condenadas?
— São condenadas porque se confessaram mal...
Vai Teresa, conta a todos esta visão e recomenda aos Bispos e Sacerdotes que nunca se cansem de pregar sobre a importância da confissão e contra as confissões mal feitas, afim de que os meus amados cristãos não transformem “o remédio em veneno; afim de que não se sirvam mal desse sacramento, que é o sacramento da misericórdia e do perdão.”
FONTE: CONFESSAI-VOS BEM (Pe. LUIZ CHIAVARINO)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

PROFECIA DE SANTO ÂNGELO, PARA O FIM DOS TEMPOS (sec XIII)



Santo Ângelo, um dos mais importantes santos na Ordem do Carmo, enquanto estava no deserto, por um período de cinco anos, em que viveu totalmente solitário, recebeu a seguinte revelação de Nosso Senhor:

Sabe Ângelo, Servo meu, a cidade de Jerusalém, a Galileia e toda a terra da promissão, Capadócia e Egito, com muitas regiões da Ásia e da África, passados poucos anos, irão de todo ao poder dos Ismaelitas (muçulmanos): as Igrejas, os Templos que tu vês agora, onde se celebram os louvores divinos, serão destruídos. e as cerimônias, costumes e observâncias dos cristãos em tudo, quase serão reduzidos a nada. E o poder de Maomé e de seus sucessores crescerá sempre mais e atemorizará quase todas as gentes e será com isto amedrontada e molestada toda a Europa, e virá fogo, sangue, ruína e quase total destruição e haverá grande aflição e crescerá o furor e ira sobre os filhos da ingratidão.

Estas coisas virão pela abominação daqueles que edificam Babilônia, dissipam o Santuário e sustentam o povo da maldade, ódio e rancor e o arrastam à crueldade, desonestidade, malícia e pecado.

Então Santo Ângelo disse: “Quando, meu Senhor, isso há de suceder? Cristo respondeu-lhe:

Quando a Igreja, despojada de seu esplendor jazer como uma viúva: quando a Cadeira do Pontífice Romano seja posta em contradição, quando se levantarem os hipócritas com cor e pretexto de santidade e religião, defraudarem os povos, e a Igreja estiver cheia de seitas, nas quais reinarão a soberba, ambição, luxúria, com todo o esquadrão de seus filhos: quando os príncipes divididos guerrearem e um Bispo estiver contra outro, e as mulheres se tornarem ministras em lugar dos sacerdotes e quase seja tirada toda a paz do mundo, e da discórdia nasça a morte: quando os hereges prevalecerem, e a Fé estiver quase extinta e os seus pregadores se derem a vaidades e loucuras; então meu Eterno Pai mandará o seu furor e permitirá que os filhos da ingratidão sejam atormentados pelos inimigos do meu Nome. Todas estas calamidades lhes sobrevirão por seus pecados.

E tendo Cristo dito isto, desapareceu aos olhos de Santo Ângelo em uma nuvem alvíssima.

Esta revelação se encontra na vida de Santo Ângelo, escrita por Enoc, Patriarca de Jerusalém.

Deve-nos trazer grande admiração a notícia de que uma profecia como esta, escrita no século XIII esteja se cumprindo tão perfeitamente nos nossos dias. Vemos aqui a relação entre a expansão do Islã com a crise da Cristandade.

sábado, 26 de março de 2016

RELÍQUIA da SANTA PAIXÃO de CRISTO Nosso Senhor JESUS: "O ESPINHO da COROA de CRISTO JESUS que SANGRA"


Na localidade italiana de Andria se conserva um espinho que segundo a tradição foi parte da coroa de Cristo. Quando o dia da Anunciação, 25 de março, coincide com a sexta-feira Santa como acontece este ano 2016, o chamado Espinho Sagrado derrama sangue. E hoje, o prodígio se repetiu. Somente dois anos em cada século o 25 de março coincide com a Sexta-feira Santa. A última vez foi no ano 2005, poucos dias antes da morte de São João Paulo II. A próxima vez será no ano 2157: https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=TJoPS5VVT68

terça-feira, 15 de março de 2016

O PODER de PROTEÇÃO do SINAL da SANTA CRUZ !!!



Em 1647, em Nattremberg, na Alemanhã, umas feiticeiras foram presas por ordem das autoridades públicas, por terem feito malefícios à população.

Em julgamento, elas afirmaram que as suas artimanhas não funcionavam onde houvesse a imagem da Santa Cruz.

E contaram que nunca haviam conseguido fazer mal algum à Abadia de Metten, da ordem de São Bento, onde acreditavam que estava exposta alguma cruz.

Quando as autoridades averiguaram a Abadia, descobriram não uma Cruz, mas diversas inscrições da Medalha de São Bento em muitas paredes do local...

Foi nessa ocasião que descobriram o poder da Medalha de São Bento contra todas as armadilhas do demônio!

Quando descobriram o poder das inscrições nas paredes, toda a população passou a usar medalhas cunhadas com as inscrições.


Até que esta prática se dispersou por toda a Europa até chegar no Brasil!

SÃO FRANCISCO DE ASSIS E O FUNDAMENTO EVANGÉLICO PARA INVADIR AS TERRAS DOS MUÇULMANOS.


Diálogo entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil em 1219, perto de Damieta, Egito.
“O sultão lhe apresentou outra questão:
− “Vosso Senhor ensina no Evangelho que vós não deveis retribuir mal com mal, e não deveis recusar o manto que quem vos quer tirar a túnica, etc. Então, vós, cristãos não deveríeis invadir as nossas terras, etc.”.
“Respondeu o bem-aventurado Francisco:
− “Me parece que vós não tendes lido todo o Evangelho. Em outra parte, de fato, está dito: Se teu olho te escandaliza, arranca-o e joga-o longe de ti (Mt. 5,25).
“Com isto quis nos ensinar que também no caso de um homem que fosse nosso amigo ou parente, que nos amássemos como a pupila do olho, nós devemos estar dispostos a separa-lo, e afastá-lo de nós, até arrancá-lo de nós, se tenta nos afastar da fé e do amor de nosso Deus.
“Exatamente por isto os cristãos agem de acordo com a Justiça quando invadem vossas terras e vos combatem, porque vós blasfemais contra o Nome de Cristo e vos empenhais em afastar de Sua religião todos os homens que podeis.
“Se, pelo contrário, vós quiserdes conhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo eles vos amariam como a si próprios”.
“Todos os presentes ficaram tomados de admiração pela resposta dele”.
(Fonte: “Fonti Francescane”, Seção terceira – Outros testemunhos franciscanos, número 2691).

domingo, 6 de março de 2016

SÃO JOSÉ ROGAI POR NÓS !!!!





O PRIMEIRO DEVOTO DE NOSSA SENHORA !!!



Procure recolher-se um pouco, leitor, e fazer uma meditação sobre
a fisionomia e o perfil moral deste grande Santo, ao qual
o próprio Filho de Deus quis ser submisso.

José António Dominguez

Quando falamos por telefone com alguém que não conhecemos ainda, ocorre, por vezes, um curioso fenômeno psicológico. Quase de forma instintiva, procuramos de algum modo imaginar o perfil físico e moral da pessoa com a qual estamos em contacto. Pelas inflexões de voz, pela forma de rir, pelo modo de conversar, é fácil fazer uma idéia de nosso interlocutor. E, subconscientemente, uma simpatia ou antipatia se estabelece. Quando, por fim, o encontramos, há simultaneamente uma surpresa e uma confirmação. Certos aspectos dele são novos, e causam-nos admiração, enquanto outros correspondem àquilo que imaginávamos, à distância.

Morte de São José - Duomo de San Nicolas_.jpg
São José viveu contemplando Jesus e Maria
e foi assistido por Eles na hora da morte
A fisionomia dos Santos

Algo de análogo pode acontecer quando pedimos a intercessão de algum Santo. À distância, entre o Céu e a terra (essa distância não se mede em metros, mas varia de acordo com a firmeza de nossa fé...), procuramos imaginar como seria ele. Às vezes, ao tomar conhecimento da sua vida, exclamamos interiormente "Este é o protetor de que eu precisava!..." E recorremos com mais fé ao seu auxílio.

Por quê?

Há entre o Santo e nós certa semelhança de situações da existência. Por exemplo, ele passou por dificuldades análogas, vai compreender melhor as nossas carências e debilidades. Pode haver até alguma semelhança psicológica... Estabelece-se, assim, uma simpatia que tem ao mesmo tempo algo de natural e de sobrenatural.

As boas imagens dos Santos postas à veneração dos fiéis devem ajudar-nos a compor mais facilmente seu perfil psicológico e sobrenatural. A fotografia veio quase dispensar o trabalho dos pintores e escultores, para os de nossa época. Mas nos mil e novecentos anos anteriores da História da Igreja, quantas fisionomias de Santos que gostaríamos de ter conhecido...

A primeira delas é a de Nosso Senhor Jesus Cristo, da qual só ficou um esboço (mas que esboço divino!...) no Santo Sudário. E como seria a fisionomia de Nossa Senhora?

Em vez de contentar-nos com as figuras reproduzidas pela iconografia católica, poderíamos nos recolher um pouco e fazer uma meditação um tanto diferente: tentar imaginar em nosso interior a fisionomia e o perfil moral de um bem-aventurado.

Façamos a experiência com um grande Santo, certamente o maior que já existiu e existirá, depois de Nossa Senhora: seu castíssimo esposo, São José.

Constante contemplador de Jesus e de Maria

Sim, leitor, como imagina você a figura majestosa e paternal de São José?

Segundo São Tomás de Aquino, todas as criaturas existentes no universo poderiam ter sido criadas por Deus de modo mais perfeito, exceto três: Jesus Cristo, a Virgem Maria e a visão beatífica. Jesus, sendo Deus, não podia ter a mínima imperfeição. Para ser sua Mãe, é natural que Ele escolhesse a criatura humana mais perfeita possível. Deste modo, se somarmos as perfeições de todos os Anjos e de todos os Santos, teremos apenas uma idéia pálida das riquezas sobrenaturais que adornam a alma de Maria.

Mas Deus não iria escolher para esposo de sua Mãe Virginal, para seu pai adotivo, alguém que não estivesse à altura de tal missão. Tinha de ser um homem proporcionado a essa esposa, pelo seu amor de Deus, pela sua justiça, pela sua pureza, por sua sabedoria, por todas as qualidades. Esse homem é São José.

Sao Jose.jpg
Vitral da Paróquia de Thannenkirch, França
Ambos eram da Casa de David. Talvez até tivessem certa semelhança física, entre si. E não é inverossímil imaginar São José com alguns traços fisionômicos do Rei Profeta, seu glorioso antepassado, do qual diz a Sagrada Escritura: "louro, de belos olhos e mui formosa aparência (...) valente e forte, fala bem, tem um belo rosto, e o Senhor está com ele" (I Sam 16, 12 e 18).

Sob o ponto de vista sobrenatural, São José alcançou o mais alto píncaro da santidade e não pode ter deixado de praticar a devoção a Nossa Senhora no grau mais perfeito, e participar das virtudes altíssimas de sua esposa virginal. Sua vida foi uma constante contemplação de Maria e de Jesus. Por isso ele pode ser considerado o padroeiro e modelo das almas contemplativas e dos devotos de Maria.

O exemplo de Santa Teresa

Mas, depois desta descrição, sentimos tanta desproporção com São José... Onde encontrar algum ponto de afinidade com tão grande Santo, para confiarmos em sua poderosa intercessão?

Uma de suas maiores devotas, Santa Teresa de Jesus, dizia querer "convencer todas as pessoas a serem devotas deste glorioso Santo, pela comprovação que fiz dos dons que ele alcança de Deus".

E acrescentava: "Tomei como protetor e senhor o glorioso São José. Não me lembro, até agora, de lhe ter pedido alguma coisa e não ser atendida. Fico espantada com os favores que recebi de Deus por intercessão deste bem-aventurado Santo e dos perigos dos quais me livrou, tanto de corpo como de alma.

"A outros Santos, parece que lhes deu o Senhor poder para socorrer em um só tipo de necessidade. Este glorioso Santo, tenho comprovado que socorre em todas as necessidades. Deus quer dar a entender que, assim como foi submisso a São José aqui na Terra, também no Céu Jesus faz tudo quanto ele lhe pede."

A devoção dos Sete Domingos

Uma das devoções a São José mais divulgadas é a dos Sete Domingos em honra de suas sete dores e sete alegrias, que transcrevemos nas páginas seguintes. Por meio dela, leitor, não só você obterá graças por intercessão de São José, como também, meditando nos sete momentos-auge de sua vida, ele lhe abrirá os segredos de sua alma virginal, dando a conhecer algo de sua fisionomia e de suas grandes virtudes. A primeira delas, seu amor ardentíssimo a Nossa Senhora, pois são José é o primeiro devoto da Virgem Maria.

Sete Domingos em honra de São José ou Coroa das Sete
Dores e dos Sete Gozos de São José

ORAÇÃO  PREPARATÓRIA

Deus e Senhor meu, em Quem creio e espero e a Quem amo sobre todas as coisas, entre a multidão de meus pecados me confundo, e com sincero arrependimento peço-Vos perdão e clemência. Pesa-me de Vos ter ofendido, e proponho, com a vossa Divina Graça, nunca mais tornar a Vos ofender. Tende piedade de mim, Senhor. Escutai os meus rogos e não permitais que eu me separe de Vós. E vós, bondoso São José, intercedei por mim para que Jesus perdoe os meus pecados e derrame sobre minha alma os tesouros de sua Santa Graça para que eu possa fazer, com fruto, os Sete Domingos, em vossa honra e bem de minha alma. Lembrai-vos, meu doce protetor, que nenhum dos que têm implorado vosso auxílio tem ficado sem consolo. Animado desta confiança, venho à vossa presença neste dia, suplicando-vos as graças de que necessito e que espero conseguir de Jesus e Maria. Amém.

ORAÇÕES PARA CADA DOMINGO

I Domingo

Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima Esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação. Por esta Dor e por este Gozo, vos pedimos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São José, rogai por nós.

II Domingo

Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido como Pai adotivo do Verbo Humanado, a Dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino, se vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a angélica harmonia e ao contemplardes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta Dor e por este Gozo, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar os resplendores da glória celeste.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São José, sustentador do Filho de Deus, rogai por nós.

III Domingo

Ó obedientíssimo das divinas Leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na Circuncisão derramou o Redentor-Menino vos trespassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento. Por esta Dor e por este Gozo, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expirar cheios de júbilo, com o nome de Jesus no coração e nos lábios.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São José obedientíssimo, rogai por nós.

IV Domingo

Ó fidelíssimo Santo, glorioso São José, que também tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria teriam de padecer vos causou mortal angústia, também vos encheu de sumo Gozo pela salvação e gloriosa Ressurreição que, como igualmente predisse, teria de resultar para inumeráveis almas.

Por esta Dor e por este Gozo, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Santíssima Virgem sua Mãe, hão de ressuscitar gloriosamente.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São José fidelíssimo, rogai por nós.

V Domingo

Ó vigilantíssimo custódio, íntimo familiar do Filho de Deus Encarnado, glorioso São José, quanto sofrestes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga com Ele para o Egito. Mas qual não foi também vosso Gozo por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos egípcios.

Por esta Dor e por este Gozo, alcançai-nos que, afastando para longe de nós o infernal tirano, especialmente com a fuga das ocasiões perigosas, sejam derrubados de nossos corações todos os ídolos dos afetos terrenos, e que, inteiramente dedicados ao serviço de Jesus e de Maria, para Eles somente vivamos e na alegria de seu amor expiremos.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São José castíssimo, rogai por nós.

VI Domingo

Ó anjo da Terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso a vossos mandados, se a vossa consolação, ao reconduzi-Lo do Egito, foi turbada pelo temor de Arquelau, filho de Herodes, contudo, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria.

Sagrada Familia.jpg
"Fostes escolhido como Pai do Verbo
Humanado"

(Vitral da Catedral de Dijon, França)
Por esta Dor e por este Gozo, alcançai-nos a graça de desterrar do nosso coração todo temor nocivo, de gozar a paz de consciência, de viver seguros com Jesus e Maria, e também de morrer assistidos por Eles.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São José, casto guarda da Virgem, rogai por nós.

VII Domingo

Ó exemplar de toda a santidade, glorioso São José, perdestes sem culpa o Menino Jesus, e para maior angústia houvestes de buscá-Lo por três dias, até que, com sumo júbilo, gozastes do que era a vossa vida, achando-O no Templo entre os doutores.

Por esta Dor e por este Gozo, vos suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca nos suceda perder a Jesus por culpa grave. Mas, se por desgraça O perdermos, com tão intensa dor O procuremos, que O achemos favorável, especialmente em nossa morte, para podermos glorificá-Lo no Céu e lá cantarmos eternamente suas divinas misericórdias.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São José fortíssimo, rogai por nós.

ORAÇÃO FINAL

Ó Deus, que por vossa inefável providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos, nós Vo-lo pedimos, que venerando-o aqui na Terra como protetor, mereçamos tê-lo no Céu como nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

(Revista Arautos do Evangelho, Março/2004, n. 27, p. 18-19)

O GRANDE PROTETOR DA IGREJA !!!



Em tempos difíceis para a Igreja, Pio IX, desejando confiá-la à especial proteção do Santo Patriarca José, declarou- o "Patrono da Igreja Católica".

Esse Sumo Pontífice sabia que não estava a levar a efeito um gesto peregrino, porque, em virtude da excelsa dignidade concedida por Deus a este seu servo fidelíssimo, "a Igreja, depois da Virgem Santíssima, esposa dele, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Bem- aventurado José e, no meio das angústias, de preferência foi a ele que recorreu". (São João Paulo II, Exortação Apostólica Redemptoris Custos) - (Revista Arautos do Evangelho, Março/2011, n. 111, p. 02).