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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

SÃO JERÔNIMO e o LEÃO !!!


Numa certa tarde, como faziam todos os dias nas horas canônicas, os monges estavam reunidos ouvindo as lições do dia durante. São Jerônimo estava entre eles e ouvia atento. De repente, todos perceberam que um leão se aproximava. Foi uma correria geral. São Jerônimo manteve a calma: foi o único. Ele levantou-se e foi encontrar-se com aquele hospede não convidado... Era um animal enorme que usava somente três patas para caminhar. A quarta pata ele a trazia levantada. Claro que o leão não poderia falar, mas dava a impressão de querer comunicar alguma coisa e ofereceu a Jerônimo a pata que trazia levantada. O monge a examinou e percebeu que o animal estava gravemente ferido.
Jerônimo chamou o menos medroso dos monges para ajudá-lo a limpar e cuidar do ferimento que estava em carne viva, infeccionado e ainda cheio de espinhos. Jerônimo tratou do animal, retirou-lhe os espinhos e o medicou com unguentos. O animal sarou. Os cuidados oferecidos ao animal amansaram a "besta fera". O leão passou, então a caminhar pacificamente pelo mosteiro. Onde estivesse São Jerônimo, junto estava o animal que se comportava como um animal doméstico.
Jerônimo mostrou aos monges uma primeira lição do episódio: "Pensem sobre isto e vocês poderão encontrar lições de vida. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou até nós, pois, o leão se curaria sem a nossa ajuda. Deus nos enviou esse leão para mostrar quanto a Providencia estava ansiosa para nos prover do que necessitamos para nosso bem."
Os monges sugeriram então que o leão fosse usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o mosteiro. E, por muito tempo, assim foi: o leão guardava o jumento enquanto este trabalhava. Um dia, porém, o leão dormiu enquanto o jumento pastava e alguns mercadores que por ali passavam roubaram o jumento. O leão acordou e passou a procurar o jumento. Procurou todo o dia, sem encontrá-lo. Voltou para o mosteiro e ficou diante do portão. Parecia ter consciência de sua culpa: não tinha mais o andar imponente que parecia quando andava ao lado do burrico.
Alguns monges concluíram que o leão tinha comido o jumento. E se recusaram a alimentá-lo, enviando de volta para comece o resto de sua vítima. Será que havia sido o leão que dera cabo do jumento? Jerônimo mandou que procurassem a carcaça do jumento. Eles não encontraram nada e não viram sinais de violência. Ao saber disso São Jerônimo disse: " Eu fico triste com a perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes, deem comida para ele. Ele fará o serviço do jumento: deverá trazer em seu lombo a lenha que necessitamos." E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia do alto de uma colina e viu na estrada homens montados em camelos e um deles montando um jumento. O leão foi ao encontro a eles. Aproximando-se, reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram deixando para trás o jumento, os camelos e a carga que traziam. Como faria um cão pastor, o leão conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquele desfile inusitada correram até São Jerônimo. E foi até os portões e os abriu dizendo: "Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e deem comida para eles. Esperemos para ver o que Deus queria mostrar a este seu servo quando nos deu o leão".
Os monges seguiram as instruções de Jerônimo. O leão começou a rugir de novo e a balançar sua cauda, alegremente. Pesarosos por causa do que pensaram sobre o Leão, relembraram um pensamento conhecido na região: "Irmão, confie na sua ovelha, mesmo que se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião. Deus fará um milagre para curar o seu caráter".
Jerônimo, sabendo o que iria acontecer disse: "Meus irmãos, preparem boa água, refrescos e frutas pois, chegarão novos hóspedes que deverão ser bem tratados'. Tudo aconteceu como o Santo pediu. E logo um grupo de mercadores estava diante do portão. Embora tivessem sido bem recebidos pelos monges, correram até São Jerônimo e prostraram-se a seus pés, pedindo perdão e agradecendo o acolhimento. Jerônimo ainda disse aos monges: "deem os refrescos a eles e deixem partir com os seus camelos e suas cargas". Através do Leão, Deus supre as necessidades do mosteiro.
Os mercadores, como retribuição e gratidão, ofereceram metade do óleo que os seus camelos carregavam para que fosse usado nas lâmpadas do mosteiro e ainda deixaram alimentos para os monges. Então, o chefe dos mercadores ainda disse: "Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano e nossos filhos e netos serão instruídos de também seguirem esta ordem: nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer de nós ". São Jerônimo aceitou a oferta e os mercadores de sua parte aceitaram os refrescos e partiram com a benção do Santo, voltaram alegres para o seu povo.
São Jerônimo, tirando uma lição de toda essa história, respondeu a pergunta que ele mesmo havia feito anteriormente: "vejam meus irmãos o que Deus tinha em mente quando nos mandou o seu leão"!
Esta narração foi adaptada, para dar uma breve explicação do porque a iconografia costuma apresentar São Jerônimo com um leão junto dele.
No livro "Vita Divi Hieronymi" (Migne. P.L., XXII, c. 209ff.) traduzido para o Inglês por Helen Waddell em "Beasts and Saints" (NY: Henry Holtand Co., 1934), é onde podemos encontrar essa narração por inteiro.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Aos pés da SS. VIRGEM de PENHORS (FINISTÈRE, FRANÇA)


Minha avó, nascida em Bigouden (Bretanha, França), foi testemunha oral desta história, que sempre me contava. O relato é simples, vivo e eloquente.
Bem acima da praia de Penhors (Finistère, França) se ergue uma estátua de granito da Virgem Maria, que está a olhar o mar e a abençoar suas vagas. Há séculos, todos os anos, no mês de setembro, acontece um perdão, na capela que está a poucos passos dali. E há séculos, os bigoudens lhe prestam homenagem e a invocam.
Aconteceu que, durante a guerra de 1939-45, a Bretanha foi invadida. Um dia, um destacamento militar da Wehrmacht serrou a cabeça da estátua, lançando-a ao longe, no mar. No dia seguinte ─ estupor! ─ O mar havia levado a cabeça de volta para a areia, deixando-a, justamente, diante da estátua da Virgem.
Acreditando que fosse uma fanfarronice local, os alemães pegaram a cabeça e, seguindo para um lugar mais afastado, tornaram a lança-la ao mar. No dia seguinte, novamente, as águas do mar devolveram a cabeça para o mesmo lugar. Raivosos, os alemães partiram ao largo e, novamente, relançaram a cabeça. Mas ela foi reencontrada, no mesmo local; diante da estátua de Maria. Eles estavam seguros de que, ela não mais retornaria à terra. Porém, na madrugada, lá estava ela, diante da estátua.
Eles ficaram tão espantados e amedrontados, que, imediatamente, repararam a estátua. A partir de então, nada mais aconteceu. Pode-se ver, ainda, na base da cabeça, uma leve e discreta fissura.
por Caroline HARDOUIN

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

VIVA PE. PIO !!! VIVA PE. PIO !!! VIVA PE. PIO !!!


" Durante a Primeira Guerra Mundial , a porta principal do monastério de Nossa Senhora das Graças era fechada todas às noites, depois do toque da hora do Angelus. Uma barra de ferro era colocada na porta e mantinha o monastério a salvo dos intrusos.Uma tarde, o Superior do monastério, o Padre Raffaele, ouviu algumas vozes que gritavam: "Viva o Padre Pio,! Viva o Padre Pio! Viva o Padre Pio!". Imedietamente comunicou ao porteiro, o irmão Geraldo, que alguma spessoas estranhas haviam conseguido entrar , mesmo com as portas fechadas.Disse o Padre Raffaele: Estão debaixo, no corredor gritando todos ao mesmo tempo . Você tem que ir imediatamente onde eles estão e pedir que saiam.
O Irmão Gerardo saiu em seguida para resolver esse assunto. Voltou logo depois e disse: "A porta está fechada e na parte de baixo não há nenhum intruso." O Padre Raffaele estava perplexo. Sabia que havia escutado vozes e não tinha dúvidas nenhuma. Também sabia que no Monasterio Nossa Senhora das Graças. ocorriam alguns "acidentes inusuais.". Esses "acidentes inusuais" quase sempre envolviam o Padre Pio. O Padre Raffaele havia vivido com o Padre Pio o tempo suficiente para saber que Ele vivia em uma realidade sobrenatural. Um dos capuchinos diss: " Padre Pio vivia com um pé na terra e outro no céu."
O Padre Raffaele decidiu perguntar ao Padre Pio sobre essas misteriosas vozes que havia escutado no corredor. Na manhã seguinte disse ao Padre Pio:-
"-Algo muito estranho aconteceu ontem à noite.Todas as portas estavam fechadas e seguras e eu tive certeza de que algumas pessoas,haviam entrado no monasterio. Eu os escutei claramente gritando: Viva o Padre Pio! Viva o Padre Pio! Viva o Padre Pio!. Eu não tenho dúvidas nenhuma sobre o que eu escutei. Quando o irmão Gerardo desceu às escadas para colocar para fora essas pessoas, não havia ninguém ali. Você sabe algo sobre isso?
Padre Pio respondeu:
- Essas eram as almas dos soldados falecidos que havia subido á colina para agradecer minhas orações. Há mais almas de mortos , que de vivos, que sobem à colina do monasterio para pedir minhas orações."

A DEVOÇÃO à CRUZ com uma das MÃOS DESPREGADAS - ESPANHA !!!



Na Espanha, se venera um crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado. Aos pés desta imagem de Jesus um dia um pecador confessou as suas culpas, mas o confessor hesitava em absolve-lo.
Ele o perdoou mas disse:
— Procura de não recair mais.
O penitente prometeu, mas era fraco e recaiu. Tornou então ao sacerdote que o acolheu com muita severidade:
— Desta vez não te absolvo!
O penitente replicou:
— Quando eu prometi fui sincero, mas também sou fraco. Padre me dê o perdão do senhor.
Também desta vez o confessor o perdoou mas disse:
— É a última vez!
Algum tempo depois o penitente voltou, mas, o sacerdote disse asperamente:
— Você recai sempre e o seu propósito não é sincero.
O penitente respondeu:
— É verdade padre eu recaio sempre mas é porque sou fraco, sou um doente. Mas o meu arrependimento é sincero.
E o padre responde:
— Não, não tem perdão para você!
Do crucifixo se sentiu um pranto. O cristo desprendeu a mão direita da cruz e levantando-a traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição.
Contemporaneamente uma voz da cruz disse ao sacerdote:
— Tu, não derramastes o teu sangue por ele!...


quarta-feira, 17 de maio de 2017

A MISTERIOSA LINHA RETA QUE UNE 7 SANTUÁRIOS DEDICADOS A SÃO MIGUEL: COINCIDÊNCIA?


Será que essa linha impressionante, de milhares de quilômetros, representa a espada do Arcanjo que mandou o diabo para o inferno?
Uma linha reta impressionante e misteriosa, que vai da Irlanda a Israel, une sete mosteiros e santuários relacionados com o Arcanjo São Miguel. Será mera coincidência? Terá sido proposital? Os sete santuários ficam a grandes distâncias um do outro, mas estão alinhados de modo perfeito e assombroso.
A “Linha Sacra de São Miguel Arcanjo” simboliza, de acordo com a tradição, o golpe de espada que o Arcanjo infligiu ao diabo para enviá-lo ao inferno depois da batalha nos céus entre os anjos fiéis e os anjos rebeldes que, liderados por Lúcifer, tinham se voltado contra Deus.
Seja como for, é surpreendente a disposição de todos esses santuários ao longo de uma linha reta. Seria uma advertência do Arcanjo para que, respeitando as leis de Deus, os fiéis caminhem sempre na retidão? A Linha Sacra, além disso, fica perfeitamente alinhada com o poente no dia do solstício de verão no hemisfério Norte.
Como se não bastasse, os três mais importantes santuários da linha misteriosa ficam à mesma distância um do outro: a belíssima e famosíssima abadia do Mont Saint-Michel, na divisa entre as regiões francesas da Normandia e da Bretanha; a Sacra di San Michele, no vale italiano de Susa, região do Piemonte; e o santuário de Monte Sant’Angelo, no também italiano Monte Gargano, situado na região da Apúlia.
Conheça todos os sete santuários da Linha Sacra:



1) SKELLING MICHAEL

O traçado da Linha Sacra começa na Irlanda, numa ilha deserta onde o Arcanjo Miguel teria aparecido para São Patrício a fim de ajudá-lo a libertar o país dos ataques do demônio. É nessa ilha que se levanta o primeiro mosteiro: o de Skellig Michael ou Sceilig Mhichíl, em idioma gaélico (“Rocha de Miguel”).
Curiosidade adicional: o esplêndido panorama desta ilha aparece em um dos filmes da saga Star Wars, conforme você pode conferir neste outro artigo: O que Star Wars tem a ver com o Arcanjo São Miguel?

2) SAINT MICHAEL’S MOUNT



Rumando para o sul, a linha passa pelo St. Michael’s Mount, na Inglaterra: é uma ilhota da Cornuália que, na maré baixa, se junta à terra firme. Nesse local, São Miguel teria falado com um grupo de pescadores.

3) MONT SAINT-MICHEL



A Linha Sacra prossegue então para a França, cruzando outra célebre ilha que também se junta à terra firme nas baixas marés: o espetacular Mont Saint-Michel, outro local de aparição do Arcanjo. A beleza e a riqueza histórica e artística deste santuário e da sua baía na costa normanda fazem dele um dos lugares mais visitados de toda a França, além de terem garantido a sua proclamação como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1979. O Mont Saint-Michel já era cercado de forte misticismo desde a Alta Idade Média. Há mais de 1.300 anos, em 709, o Arcanjo apareceu, conforme a tradição, ao bispo de Avranches, Santo Aubert, pedindo a construção do santuário. Os trabalhos começaram logo, mas a abadia beneditina só foi ficar pronta no século X.

4) SACRA DI SAN MICHELE



A cerca de 1.000 quilômetros de distância, no vale piemontês de Susa, ergue-se o quarto santuário: a Sacra di San Michele (pronuncia-se “Mikéle”, em italiano). Sua construção começou por volta do ano 1.000 e, ao curso dos séculos, foram sendo acrescentadas novas estruturas. É o caso da hospedaria construída pelos monges beneditinos, já que o santo lugar ficava na rota dos peregrinos da Via Francígena, antiga estrada que ia da França para Roma.

5) SANTUÁRIO DO MONTE SANT’ANGELO



Mais 1.000 quilômetros em linha reta e se chega à também italiana região da Apúlia, mais precisamente ao Monte Gargano. Ali, uma caverna de acesso muito difícil se transformou em lugar sagrado e viu erguer-se o Santuário de São Miguel Arcanjo, iniciado no longínquo ano de 490. Ele marca a primeira aparição do Arcanjo Miguel a São Lourenço Maiorano.

6) MOSTEIRO DE SYMI



Deixando a Itália, a fascinante Linha Sacra de São Miguel chega ao sexto santuário, agora na ilha grega de Symi: aqui, o mosteiro alberga uma das maiores efígies do Arcanjo que existem no mundo, com três metros de altura.

7) MOSTEIRO DO MONTE CARMELO



A Linha Sacra termina em território israelense: o mosteiro do Monte Carmelo, em Haifa. O local é venerado desde a antiguidade, mas a construção do santuário cristão remonta ao século XII.

sábado, 4 de março de 2017

A HISTÓRIA MILAGROSA DE COMO MORREU O ÚLTIMO APÓSTOLO



Dos 12 apóstolos chamados por Jesus, 10 deles morreram como mártires. Judas, o traidor, tirou a própria vida. Mas o último apóstolo a morrer, João, encontrou um destino muito diferente. Vivendo quase até o final do século I, ele morreu de causas naturais – e foi por causa de um milagre surpreendente.

A tradição diz que João foi o autor do último livro do Novo Testamento, Apocalipse, como também três cartas e o Evangelho que tem seu nome. Neste último, ele é descrito como “o discípulo que Jesus amava” e é recebe de Jesus na cruz a missão de cuidar da Virgem Maria. Acredita-se que ele tenha sido o mais jovem dos apóstolos. Isso explica parcialmente porque os estudiosos pensam que ele viveu um longo caminho até chegar aos 95 anos.

Mas se Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, Tomé foi morto por lança, Judas Tadeu com flechadas (apenas para enumerar como alguns dos Apóstolos morreram) – como João escapou de um destino semelhante por tanto tempo?

A resposta: as autoridades tentaram matar João de uma maneira horrível, mas Deus não deixou.

A história conta que, após a Assunção da Bem Aventura Virgem Maria, João foi preso pelas autoridades e levado para Roma, onde foi condenado à morte.

O método de execução prescrito? Sendo mergulhado em óleo quente fervente na frente de uma multidão de espectadores no Coliseu.

O fogo foi aceso embaixo da panela, o óleo estava fervendo, e João foi trazido para fora. Guardas o apanharam e então forçosamente o mergulharam no líquido escaldante.

Foi quando algo incrível aconteceu. Em vez de ver um homem ser brutalmente fervido até a morte, a multidão testemunhou um milagre: João ficou no óleo completamente ileso!

Algumas versões da história dizem que muitos ou mesmo todos os espectadores se converteram por causa do que viram. O governante romano, furioso e envergonhado por não poder matar João , decidiu, em vez disso, bani-lo para a pequena ilha grega de Patmos.

Mas Deus redimiu até mesmo o desterro de João: foi lá em Patmos que recebeu a visão que transcreveu no livro do Apocalipse.

Em algum momento, João foi capaz de deixar Patmos e viajar de volta para Éfeso, onde morreu de causas naturais. Dado tudo o que tinha acontecido, viver quase cem anos foi realmente algo milagroso.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

CORPO INCORRUPTO DE SANTA BERNADETE - RELATÓRIO MÉDICO DE EXUMAÇÃO

ANTES DE SER EXPOSTO DEFINITIVAMENTE À VENERAÇÃO DOS FIÉIS, O CORPO DE SANTA BERNADETE PASSOU POR TRÊS EXUMAÇÕES, AONDE FOI SUBMETIDO A UMA SÉRIE DE EXAMES

-Relatório dos Drs David e Jordan, que conduziram a primeira exumação:

“O caixão foi aberto na presença do Bispo e do Prefeito de Nevers, seus principais representantes e diversos religiosos. Não notamos nenhum odor. O corpo estava vestido com o Hábito da Ordem a que pertencia Bernadette. O Hábito estava úmido. Apenas a face, mãos e antebraços estavam descobertos." "A cabeça estava inclinada para a esquerda. A face estava lânguida e branca. A pele estava apegada aos músculos e estes apegados aos ossos. As cavidades oculares estavam cobertas pelas pálpebras[...] Nariz dilatado e enrugado. Boca levemente aberta e se podia ver os dentes no lugar. As mãos, cruzadas sobre o peito, estavam perfeitamente preservadas, bem como suas unhas. As mãos seguravam um terço. Podia se observar as veias no antebraço." "Os pés estavam enrugados e as unhas intactas Quando o Hábito foi removido e o véu levantado de sua cabeça, pode se observar um corpo rígido, pele esticada[...] Seu cabelo estava com um corte curto e bem preso à cabeça. As orelhas estavam em perfeito estado de conservação[...] O abdome estava esticado, assim como o resto do corpo. Ao ser tocado, tinha um som como de papelão. O joelho direito estava mais largo que o esquerdo. As costelas e músculos se observavam sob a pele[...] "O corpo estava tão rígido que podia ser virado para um lado e para o outro[...]"

Em 23 de outubro de 1909 é aberto o processo ordinário na Sagrada Congregação de Ritos, em 13 de agosto de 1913 segue-se o processo apostólico sob o controle direto da Santa Sé.

Dez anos depois da primeira exumação, em 1919, houve uma nova exumação do corpo de Santa Bernadete, conduzida pelos Doutores Talon e Comte, com a presença do Bispo da cidade de Nevers, bem como do Comissário de Polícia e representantes da municipalidade e da Igreja. A situação encontrada foi exatamente a mesma da primeira exumação.

Parte do relatório do Dr. Comte, sobre esta segunda exumação:

“Deste exame, concluo que permanece intacto o corpo da Venerável Bernadette, esqueleto completo, músculos atrofiados, mas bem preservados; apenas a pele, que estava enrugada, pelos efeitos da umidade do caixão.[...] O corpo não estava em putrefação nem decomposição, o que seria esperado como normal, após quarenta anos de seu sepultamento."

Uma terceira exumação foi efetuada em 12 de Junho de 1925, para a retirada das “Relíquias”, logo após sua beatificação. A canonização viria oito anos mais tarde, em 1933. Sobre esta última exumação, escreveu o Dr. Comte em seu relatório:

“Eu queria abrir o lado esquerdo do tórax para retirar algumas costelas e então remover o coração, o qual eu tinha certeza que estaria intacto. Porém, como o tronco estava levemente apoiado no braço esquerdo, haveria dificuldade em ter acesso ao coração. Como a Madre Superiora expressou o desejo de que o coração de Santa Bernadette não fosse retirado, bem como também este era o desejo do Bispo, mudei de ideia de abrir o lado esquerdo do tórax e apenas retirei duas costelas do lado direito, que estavam mais acessíveis. O que mais me impressionou durante esta exumação foi o perfeito estado de conservação do esqueleto, tecidos fibrosos, musculatura flexível e firme, ligamentos e pele após quarenta e seis anos de sua morte. Após tanto tempo, qualquer organismo morto tenderia a desintegrar-se, a se decompor e adquirir uma consistência calcária. Contudo, ao cortar, eu percebi uma consistência quase normal e macia. Naquele momento, eu fiz esta observação a todos os presentes de que eu não via aquilo como um fenômeno natural.”

Uma urna de cristal foi confeccionada para guardar o corpo de Santa Bernadete. As freiras cobriram seu rosto e as mãos com uma camada fina de cera e, desse jeito, foi colocada dentro da urna. Esta urna com seu corpo ainda incorruptível encontra-se desde 3 de agosto de 1925 na Igreja de Saint Gildard, em Nevers, França. As Irmãs de Nevers não enclausuraram sua urna, estando livre para visitação e encorajam os visitantes a se aprofundarem mais no estudo do exemplo de vida e mensagens deixadas pela Irmã Santa.

Texto: Murilo Evangelista.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

BASÍLICA DE SÃO PEDRO - ALTAR DOS RESTOS MORTAIS DO PAPA GREGÓRIO MAGNO (Autor do Canto Gregoriano Litúrgico – sec. V):

               "EIS A ORIGEM DO CANTO GREGORIANO !!!"     

É relatado pela História da Santa Igreja Católica de Cristo Jesus Nosso Senhor, que o Papa Gregório Magno após uma noite de sonhos, sonhou que estava no céu. E ouviu o estilo e letra dos cantos que os Anjos e Santos proclamavam a SS. Trindade, dia e noite, diante do trono divino (que aos pés está o de Nossa Senhora, a SS. Virgem Maria, Mãe de Deus

Após acordar deste sonho e invadido de enorme desejo de registrar  por escrito tal incomparável estilo de canto celeste, pediu a Deus então esta graça, que foi correspondida através da descida do Espirito Santo que lhe ditou ao ouvido os segredos e detalhes de tão nobre canto. 

Assim, o quadro que representa este papa, normalmente é desenhado com o Espírito de Deus na forma de "pombo" sentada ao ombro do papa "arrulhando-lhe" tão celestes e divinas canções.