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quarta-feira, 6 de junho de 2018

A VIRGEM SANTÍSSIMA VEM ME BUSCAR


Na década de 1950, um casal muito cristão, um dos principais editores parisienses, permaneceu 17 anos sem ter filhos. Por meio de orações, tendo obtido a graça de Deus, o casal conseguiu ter uma filhinha. Seu nome era Marta.

Esta criança, que os esposos amavam, apaixonadamente, era para eles a própria e completa alegria. Primorosa pela graça, ternura, religiosidade, a menininha se distinguia, sobretudo, pela ardente devoção à Santíssima Virgem Maria. Ela era um lírio lindo demais para a terra... Deus decidiu levá-la para o Paraíso.

Ela tinha quinze anos, então. Seus pais, em copiosas lágrimas, choravam ao lado da cama da jovem que estava morrendo. Marta mantinha-se, como sempre, delicada, gentil, paciente e sorridente. De repente, seu rosto se iluminou com uma alegria celestial: “Não chorem" ─ disse ela aos pais ─ “Eu estou vendo a Santíssima Virgem que está vindo me buscar, com os anjos”. Em seguida, a criança expirou.

FONTE: Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças)

domingo, 3 de junho de 2018

RODOLFO, CONDE DA ALSÁCIA, GRANDE DEVOTO DA SS. VIRGEM MARIA !!!


Tendo deixado o mundo, tornando-se religioso franciscano, Rodolfo, conde da Alsácia (França, século XI), era muito devoto da Mãe de Deus. No momento em que estava para morrer, veio-lhe à lembrança a vida que levara no mundo e o pensamento do julgamento, chegando-lhe ao espírito, fez com que ele duvidasse da Salvação de sua alma. E o temor o perseguia.

Então, Maria, que não se esquece de seus servos, em suas angústias, se apresentou ao moribundo, rodeada por um cortejo de santos, dirigindo-lhe as seguintes palavras: Meu querido, vós vos consagrastes a Mim, por que, então, temer a morte?

Ao ouvir estas palavras, o servo de Maria, aliviado de um grande peso, expulsou os seus terrores e morreu contente, em grande paz. Estejamos, nós, igualmente, em absoluta paz, confiantes de que, na hora da nossa morte, Maria virá nos assistir.

FONTE: D’après le chapelet des enfants (Segundo o Terço das crianças)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

“ESTE NÃO É OU NÃO VEM DE DEUS” segundo São Felipe Neri


São Filipe Néri devotava grande piedade a Maria e era, frequentemente, consultado pelos bispos, para que desse o seu parecer sobre a autenticidade dos místicos. Sua prática constante, de humildade e obediência, tendo a Virgem Maria como modelo, permitiu-lhe que testasse, infalivelmente, os falsos místicos, pois o demônio é orgulhoso e independente.

Em 1560, os cardeais estavam divididos em relação a uma religiosa que tivera visões. E, como solicitaram o seu parecer, ao ver a jovem freira chegar, olhou-a calorosamente e lhe disse:

“Mas, eu não quero ver a senhora, eu quero ver a santa!” ─ “Mas, sou eu, a santa, Meu Senhor!” ─ “Ah! A senhora é a santa? Obrigado”. Ele deu meia volta e confiou aos cardeais: “Isto não vem de Deus...”

Em l’Etoile Notre Dame (A Estrela Nossa Senhora)

E também em:

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.
Amém. 

terça-feira, 29 de maio de 2018

SOBRE UMA BARCA LUMINOSA, A SS. VIRGEM MARIA !!!


Desde o primeiro ano da fundação do mosteiro de Deir Al-Maghti no Baixo Egito, no sétimo século, os monges reunidos, na Igreja, viram uma coluna de luz aflorar no altar, transformando-se numa barca luminosa que transportava a Virgem, anjos, santos (especialmente, os apóstolos e os santos cavaleiros, Teodoro, Jorge e Mercúrio), assim como os inocentes exterminados sob as ordens de Herodes.
Sob o pedido da Virgem, para que os monges associassem o povo a este milagre, uma peregrinação foi organizada. Ela teve a duração de cinco dias, espalhando-se por imensos acampamentos, contando com peregrinos egípcios, etíopes, maronitas, gregos, nestorianos, latinos e até mesmo, muçulmanos. Os fieis adotaram, como costume, lançar seus turbantes e lenços sobre a cúpula da Igreja, no momento da aparição e, muitas vezes, a Virgem tocava um ou outro. Cada um deles podia, além disso, pedir e obter a graça de ver, comprimidos, em torno da Virgem Maria, em meio à multidão, os falecidos parentes ou pessoas que lhes eram próximas, como se estivessem vivos.
As aparições do mosteiro d’Al-Maghti tornaram-se muito conhecidas, também na Etiópia, graças ao Livro dos milagres de Maria, e foram mencionadas no sinaxário etíope, na data de 21 genbot/21 bachnas (29 de maio). Segundo o Livro dos milagres, confirmado pelo geógrafoAl-Maqrîzî (morto em 1441), o mosteiro foi destruído em 1438, durante o ramadam, sob a ordem do sultão mameluco Barsbay al-Malik al-Ashraf Sayf ad-Dan.

Padre René Laurentin

Segundo o seu Dictionnaire des Apparitions (Dicionário das Aparições) ─ Fayard 2007

domingo, 11 de fevereiro de 2018

EM 386 NA TURQUIA, O MOSTEIRO DE SÜMELA FOI FUNDADO SOB O ÍCONE DA VIRGEM MARIA ENCONTRADO EM UMA CAVERNA



Suspenso a uma altitude de quase 1.200 metros, em um impressionante penhasco íngreme, o mosteiro de Sümela, na Turquia, foi fundado no ano 386, por dois monges gregos, Barnabé e Sofrônio, para celebrar um surpreendente ícone da Santíssima Virgem.
O Mosteiro de Sumela é um dos locais que atrai mais turistas até Trabzon. Sumela é um mosteiro grego ortodoxo, cujo nome em grego – “Panagia” – significa “Toda Santa”, um dos títulos da Virgem Maria na religião ortodoxa.
De fato, foi naquele ano, 386, que os monges Barnabé e Sofrônio descobriram o ícone da Virgem Maria, colocado na parede de uma caverna, nas encostas íngremes da montanha, e decidiram se estabelecer naquele local, e lá construir um mosteiro.
Fechado aos visitantes, desde a implementação de obras importantes, para evitar riscos sérios de deslizamentos de terra, o mosteiro deve reabrir, apenas, no final de 2018.
Embora transformado em museu, por ocasião da fundação da República da Turquia, em 1923, hoje o mosteiro ainda é considerado lugar mariano e sagrado do cristianismo ortodoxo. Todos os anos, cerca de 1 milhão de turistas e peregrinos visitam o Mosteiro de Sümela.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!


SS. VIRGEM MARIA SALVA AQUELES, MESMO OS QUE A JUSTIÇA DIVINA JÁ NÃO OS POSSA MAIS SALVAR...


São João Crisóstomo nasceu em Antioquia (Turquia), cerca de 345, e faleceu em 407, perto de Comana (hoje, na Romênia). Arcebispo de Constantinopla (Turquia) e um dos Padres da Igreja grega, sua espiritualidade mariana era profunda. Leiamos alguns trechos da obra que deixou:

Sois predestinada de toda a eternidade para salvar, por meio da vossa misericórdia, aqueles a quem a justiça de vosso Filho não pode mais salvar”, foi p que ele escreveu à Virgem Maria, que, obviamente, não ultrapassa o seu Filho em misericórdia, mas participa, de maneira única, à misericórdia divina, como Mãe do Verbo encarnado.

"Assim como Ele nasceu do seio puro da Virgem, assim se ergueu do túmulo lacrado. Assim como o seu nascimento não fez a Virgem Maria perder a virgindade, da mesma forma, a sua ressurreição não quebrou os selos do sepulcro.”

São João Crisóstomo


domingo, 28 de janeiro de 2018

A REVELAÇÃO DO ESCAPULÁRIO VERDE


No dia 28 de janeiro de 1840, a Virgem Santíssima apareceu a uma noviça das Filhas da Caridade, que cumpria o seu primeiro retiro espiritual, na Casa Mãe, situada à Rue Du Bac nº 140, em Paris. A jovem Freira, Justine Bisqueyburu, rezava numa sala, acima da capela (...). De repente, a Virgem Santíssima lhe apareceu (...).

Ela tinha, na mão direita, a imagem do seu coração encimado por chamas e, da mão esquerda pendia uma espécie de escapulário de tecido verde. Sobre um dos lados deste escapulário, estava a imagem de Maria e, do outro lado, um coração inflamado de raios, mais brilhantes do que o sol e transparentes como cristais. O coração, transpassado por um gládio, apresentava, à sua volta, em forma oval, a seguinte inscrição: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós agora e na hora da nossa morte.” Sobre a Inscrição havia uma cruz em ouro.

No mesmo dia, uma voz interior revelou à Irmã Justine o sentido daquela visão. Ela compreendeu que aquele novo escapulário iria contribuir para a conversão das pessoas sem fé e, sobretudo, para que estas tivessem uma boa morte. (...) Padre Aladel, confidente de santa Catarina Labouré, tornou-se, igualmente, confidente de Irmã Justine.

A confecção do Escapulário demorou muito a ser realizada, o que fez com que, muitas vezes, Nossa Senhora se queixasse, em diversas aparições, ocorridas entre 1840 e 1846. Porém, assim que o Escapulário começou a ser distribuído, conversões e curas se multiplicaram e, desde então, o Escapulário Verde derrama inúmeras graças.

Chapelle Notre-Dame de la Médaille Miraculeuse, (Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa) 140 rue du Bac, 75340, Paris Cedex 07, France, Cum Permissu Superiorum Paris, 1978

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O CORDÃO DE SANTO TOMÁS (SACRAMENTAL) !!!


O Cordão de Santo Tomás (sacramental) e a Novena da Pureza
Em 1243, o jovem dominicano, com apenas 18 anos de idade, foi raptado por sua família, que se opunha à sua vocação, mas, como depois de um ano nada pudera abalar a constância do prisioneiro, seus irmãos resolveram recorrer a um meio sugerido pelo inferno. Introduziram uma cortesã no quarto onde ele estava preso. Elevando um olhar ao céu, Tomás pegou um tição ardente e expulsou a infeliz. Depois, com o mesmo tição traçou uma cruz na parede, caiu de joelhos e renovou em pranto o seu desejo de não se apartar de Deus. Então, enquanto rezava, um sono suave se apoderou dele. Em seguida, dois anjos cingiram-no com um cordão miraculoso que lhe conferiria o dom da virgindade perpétua e o preservaria para sempre das tentações da carne. “Se a pureza de Santo Tomás tivesse sucumbido a esse perigo extremo”, conclui o papa Pio XI, “é verossímil que a Igreja jamais tivesse o seu Doutor Angélico” (Encíclica Studiorum Ducem, 1923).

Quando Santo Tomás de Aquino morreu, encontrou-se sobre ele o cordão miraculoso, que foi conservado uma relíquia. Tornando-se propriedade das religiosas de São Domingos, foi doado por Jean de Verceil, sexto superior geral da ordem, ao convento de sua cidade natal, Verceil, no Piemonte. São Pio V desejou vivamente fazer vir para Roma esta relíquia sem par em seu gênero, para enriquecer uma das grandes basílicas. Mas a morte o impediria de executar o seu projeto. Tendo os Frades Pregadores deixado Verceil, é desde então em seu convento de Chieri, perto de Turim, que a relíquia é conservada.

A partir de então o cordão ficou acessível à veneração dos fiéis. Algumas pessoas piedosas tiveram a ideia de portar objetos que houvessem tocado a relíquia, e, segundo o relato de sérios historiadores, tais objetos se tornariam um possante remédio contra as tentações da carne. Tal prática seria mantida por longo tempo.

Em 1580, um religioso dominicano, o Padre Cipriano Uberti, doutor em teologia e pregador de renome na Itália, vendo que a devoção ao cordão de Santo Tomás crescia cada vez mais, e que se tornara impossível satisfazer a piedade de tantos fiéis de portar objetos que houvessem tocado a Santa Relíquia, pensou em mandar confeccionar um grande número de cordões semelhantes ao cinto celeste e distribuir a quem o pedisse. A ideia foi coroada de imenso sucesso. No espaço de alguns dias, foram distribuídos milhares destes cordões em Verceil e nas cidades vizinhas.

Sob esta nova forma a devoção se espalharia rapidamente por toda a Itália, e não tardaria a ultrapassar as fronteiras. A venerável irmã Maria Villani, da Ordem de São Domingos, distinguia-se por seu zelo em propagá-la. Além disso, recebeu de Deus, por mediação de Santo Tomás, o dom de uma pureza resplandecente: ”Senhor”, disse ela, “concedei-me que eu reparta com outros a graça que recebi”. Deus lhe respondeu: “Eu te ouvi, e os cordões que doravante trançares com suas mãos comunicarão àqueles que o portarem a força de vencer as tentações”. Logo ela faria alguns cordões conforme o primeiro modelo, e não cessaria de distribuí-los aos fiéis com grandes frutos de virtude. Os Frades Pregadores não davam conta de satisfazer o ardor dos fiéis. Foi necessário comunicar seus poderes e privilégios aos clérigos regulares e a religiosos de outras ordens. Os Padres da Companhia de Jesus, em particular, o fariam florescer com zelo e inteligência, e o apresentariam com sucesso a pessoas de todo o mundo e de todas as idades e condições. Viam-se reis, rainhas, papas e bispos considerar uma honra portar o cordão de Santo Tomás e da Santíssima Virgem. Numerosos milagres viriam recompensar este zelo. “Eu não seria capaz”, escreveu o Padre Camille Quadrio, da Companhia de Jesus e vice-diretor do Colégio de Verceil, “de descrever todas as graças obtidas pelo cordão do santíssimo e sapientíssimo Doutor Santo Tomás de Aquino. Para relatá-los seriam necessários vários volumes inteiros”. O Padre Aurele Coberlino, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, atesta a mesma coisa. Cita-se um exemplo particular de um navio assaltado pela tempestade e prestes a naufragar. No meio de relâmpagos e ribombar de trovões, o capitão invocou com fé a Santo Tomás e apresentou o cordão bento às ondas. Em um instante o mar se acalmou, e o navio se salvou. Não é, pois, de espantar que logo a piedosa devoção, fonte de tantas maravilhas, se expandisse por todas as partes do mundo cristão.

Os que veneraram o cordão miraculoso descreveram-no assim: ele possui em uma de suas extremidades dois laços dentro dos quais se introduz a extremidade oposta. A parte destinada a cingir o corpo é uniforme e um pouco mais larga que uma palha. A parte que fica livre fora das laços compõe-se de duas pequenas faixas iluienlaçadas uma à outra por meio de quinze nós de igual espessura e posicionados a distâncias equivalentes uns dos outros– e nisso os autores piedosos veem uma alusão aos quinze mistérios do rosário. Sua cor é branca, mas está um pouco enegrecido pelos objetos que o tocaram. É tecido de múltiplos fios tão finos, que o olho humano, por mais que se esforce, não poderá discernir sua verdadeira natureza. Bastava aos devotos peregrinos olhá-lo para sentir desenvolver-se neles o amor pela castidade e uma impressão de consolação de todo celeste.

Oração do Cordão de Santo Tomás

Para Obter o Precioso Dom da Pureza.

Castíssimo Santo Tomás, escolhido como um lírio de inocência, vós, que sempre conservastes sem mancha a veste batismal, vós, que, cingido por dois anjos, fostes um verdadeiro anjo na carne, eu vos rogo que me encomende a Jesus, Cordeiro sem mancha, e a Maria, a rainha das virgens, para que também eu, portando ao redor de meus rins o vosso santo cordão, receba o mesmo dom que vós, e assim, imitando-vos assim na terra, seja um dia coroado entre os anjos convosco, o grande protetor de minha inocência.
Pai nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

Oremos:

Ó Deus, que vos dignastes munir-nos com o sagrado cordão de Santo Tomás no meio das tão difíceis lutas que temos de suportar, nós vos suplicamos que nos conceda, por seu socorro celeste, vencer honrosamente o combate contra o inimigo de nossos corpos e de nossas almas, para que, coroados com o lírio de uma pureza perpétua, mereçamos receber a palma dos bem-aventurados na casta companhia dos anjos. P.N.S.J.C. Amém.
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018