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sábado, 11 de julho de 2020

A Via Matris, versão da Via Crucis, o caminho da cruz de Maria !!!


Segundo a tradição, a Virgem Maria voltava diariamente aos lugares da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus depois da sua Ascensão, instituindo de certa forma o Caminho da Cruz, uma tradição posteriormente adotada pela Igreja.
Assim, rezar a Via Sacra é um meio de comunhão com os sofrimentos da Virgem. Mas há uma devoção que é especialmente dedicada aos seus sofrimentos, a Via Matris Dolorosae (em latim, “Caminho da Mãe Dolorosa”), ou simplesmente Via Matris (Caminho da Mãe), uma tradição que remonta ao século XVI, que visa "meditar as dores da Virgem", intimamente associada à Paixão de seu Filho.
“O piedoso exercício da Via Matris, inspirado na Via Crucis, se desenvolveu e foi posteriormente aprovado pela Sé Apostólica. A devoção popular enfatizou as Sete Dores de Maria, que compõem a meditação e contemplação da Via Matris Dolorosae: 1ª Dor – A profecia de Simão que anuncia a Maria que seu Filho seria a ocasião de queda e elevação de muitos, em Israel, e sinal de contradição. (Lc 2,34-35). 2ª Dor – O massacre em Belém e a fuga para o Egito (Mt 2,13-14). 3ª Dor – Maria procura o Menino Jesus perdido no templo em Jerusalém (Lc 2,43b-45). 4ª Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário (Lc 23,26-27). 5ª Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus (Jo 19,15-27a). 6ª Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz (Mc 15,42) 7ª Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro (Jo 19,40-42a).
As etapas da Via Matris constituem um caminho de fé e de dor sobre o qual a Virgem precedeu a Igreja, e sobre o qual a Igreja é levada a caminhar até o final dos tempos. As Irmãs de Nossa Senhora das Dores, congregação fundada na Itália e implantada nos Estados Unidos, rezam o caminho da Via Matris no primeiro sábado de cada mês.
Fonte: Aleteia

Se eu tivesse uma Virgem Maria para mim...


Nos anos 1640, um jovem de Chablais (Alpes Franceses), há cinco anos possesso do demônio, foi levado ao túmulo de São Francisco de Sales, e foi liberado do maligno, cinco dias depois.
Questionado por um Bispo e por uma religiosa, Madre Françoise-Magdeleine de Changy (1611-1682), Superiora do primeiro mosteiro da Visitação, de Annecy, o demônio repetia furiosamente:
Ah! Por que é que eu tenho que deixar este homem? Madre De Changy gritou: Oh! Santa Mãe de Deus, rogai por nós! Maria, Mãe de Jesus, ajudai-nos.
Ouvindo estas palavras, Satanás redobrou seus terríveis bramidos, gritando: Maria!... Eu não tenho sequer a Virgem Maria... Se eu tivesse uma Virgem Maria para mim, como vós, eu não seria o que sou!...Se eu tivesse um só momento de todos os que vós perdeis, e uma Virgem Maria, eu não seria um demônio!
Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças)

quinta-feira, 9 de julho de 2020

“Não se deve trabalhar aos domingos”


Estamos em 1873, dia 8 de junho, domingo da Santíssima Trindade, numa pequena aldeia, no sul da França; saint Bauzille de la Sylve (perto de Montpellier). Augusto Arnaud estava trabalhando na sua vinha, desde as 5h da manhã. Por volta das 17h30min, a Virgem Maria lhe apareceu e pediu-lhe que construísse uma cruz. Augusto fez, então uma cruz de madeira e a colocou no lugar indicado por Nossa Senhora.
No dia 8 de julho de 1873, numa segunda aparição, a Virgem Maria recomendou a Augusto: “Não se deve trabalhar aos domingos” e, em seguida, continuou: “Feliz daquele que acreditar e, infeliz daquele que não acreditar. É preciso ir a Notre Dame de Gignac, santuário bem perto daqui, em procissão. Sereis felizes com toda a vossa família.
Augusto continuou sua vida de vinhateiro, tornando-se fervoroso cristão, respeitando cada domingo, dia do Senhor. Ele faleceu aos 93 anos.
Após longa investigação, Monsenhor de Cabrières, bispo local, autorizou, em 1879, a construção de um santuário em honra da Santíssima Virgem Maria.

sábado, 4 de julho de 2020

Peça o batismo e eu virei buscar-te !!!


As oblatas de Maria chegaram a Lesotto em 1862. No ano seguinte, um dos fundadores das Oblatas, Padre Joseph, cavalgava, com o terço na mão, através das altas montanhas e Lesotto, visitando cristãos disseminados pelas cidades, cá e lá. Após um bom momento de cavalgada, ouviu gritos de socorro, vindos de uma aldeia distante. Ele parou e disse: “Essas pessoas estão a nos chamar, vamos até elas!” ─ “Não! ─ Responde o catequista ─ aquela é uma aldeia de feiticeiras; elas estão a nos preparar uma armadilha.” ─ “Talvez haja uma alma a ser salva, eu vou até lá.” E assim, o Padre foi até a aldeia, seguido por seu assistente, apavorado, mais morto que vivo.
Assim que chegaram, as mulheres cercaram o Padre e o levaram até a choupana em que uma jovem de 16 a 18 anos estava morrendo, dizendo: “Ela o está invocando e pediu que o senhor lhe desse o batismo dos Católicos, para que ela possa ir até uma bela Senhora!” O Padre se ajoelhou, perto da moribunda, que lhe disse, sussurrando: “Batiza-me, rápido, depressa, tem de ser agora”. Enquanto o catequista preparava o necessário para o batismo, o Padre fez algumas perguntas à doente, sobre a sua fé, que ia respondendo, sem hesitar.
Muito surpreso, o missionário se interou de que ela fora instruída pelas crianças da aldeia cristã. Sem demora, ele a batizou. Quando pronunciou as palavras “Maria, eu te batizo...” uma alegria radiante iluminou o rosto da jovenzinha. O Padre lhe perguntou, então, de onde lhe viera o desejo de ser batizada. E ela esclareceu: “Eu tive um sonho, em que vi uma linda senhora, branca, que me estendeu os braços dizendo: ‘Peça o batismo dos católicos e eu virei buscar-te’”.
Muito emocionado, o Padre lhe mostrou uma medalha milagrosa e a moribunda exclamou: “Foi ela, foi ela mesma que eu vi!” A jovem beijou a medalha com amor e, em seguida, faleceu.
Testemunho de um missionário de Lesotto 
Narrado na revista Notre Dame des temps Nouveaux (Nossa Senhora dos novos tempos), n° 6-1982 
E também em Recueil Marial (Coletênea Mariana), 1986 do Irmão Albert Pfleger, marista.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

A primeira Capela Cristã na Universidade de Faisalabad no Paquistão !!!


No dia 15 de abril, a primeira capela de uma universidade foi inaugurada em Faisalabad, leste do Paquistão, na presença de Monsenhor Joseph Arshad, administrador apostólico da diocese, e do vice-chanceler da Universidade. “A construção de uma igreja, no interior de um complexo universitário, lança uma mensagem de amor e de harmonia em todo o país. O povo cristão frequentará esta igreja e rezará para o progresso e a prosperidade da Universidade e do Paquistão”. ─ Declarou Monsenhor Arshad, durante a inauguração da capela que confina com o lugar do culto muçulmano, já existente no seio desta universidade pública.
Esta foi a ocasião para Monsenhor Arshad lembrar as palavras de Muhammad Ali Jinnah, fundador do Paquistão, em seu discurso à nação, em 1947: “Vós sois livres, livres para frequentar vossos templos. Sois livres para ir às suas mesquitas ou a qualquer outro lugar de culto, nesse Estado do Paquistão. Podeis, então, professar todas as religiões ou credos”.
A abertura da capela sinaliza uma etapa no objetivo inter-religioso, bastante complicado, neste país, em que os cristãos são perseguidos. Trata-se de um vislumbre de esperança para a comunidade católica ─ que é bem mariana ─ do Paquistão, que pode, a partir de então, vir orar, se dirigir a Deus e à Sua Mãe, de forma absolutamente legal.
Os cristãos paquistaneses representam 3 milhões de pessoas, ou seja, 2% da população do país. Aproximadamente 700 mulheres cristãs são raptadas a cada ano, sequestradas e convertidas, à força, ao Islã, muitas vezes, após terem sido violentadas.
Fonte: Vatican News avec Fides

segunda-feira, 29 de junho de 2020

“Nenhum daqueles que sabe perseverar irá para o inferno”



Um dia, São Domingos estava a pregar em Carcassonne (no Sul da França), quando lhe trouxeram um herege que, por ter condenado a devoção ao Rosário, estava possuído pelos demônios.
São Domingos, tendo ordenado aos demônios que dissessem se tudo o que ele pregava sobre o Rosário era verdadeiro, eles responderam, berrando, uivando, aos gritos: “Ouçam, cristãos, tudo o que este homem, nosso inimigo, diz sobre Maria e sobre o Rosário é perfeitamente certo”, e acrescentaram: “Maria, a Mãe de Deus é nossa maior inimiga; Ela derruba e destrói todos os nossos projetos: sem Ela, nós teríamos arruinado toda a Igreja, mil vezes”.
Em seguida, confessaram que eles não tinham nenhum poder sobre os servos de Maria e que havia muitos deles que, apesar de suas faltas, na hora da morte se salvaram, invocando o santo nome de Maria. E concluíram dizendo: “Nós somos forçados a declarar que nenhum daqueles que perseveram na devoção a Maria e ao santo Rosário, irá para o inferno, pois a Virgem santíssima obtém dos pecadores, antes de sua morte, um verdadeiro arrependimento”. 
Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças)

sábado, 27 de junho de 2020

“Com a condição que as pessoas rezem com fervor” !!!



No dia 27 de junho de 1877, Justyna Szafryńska, então com 13 anos, voltava da Igreja da aldeia de Gietrzwałd (norte da Polônia atual). O Ângelus soou. Ela começou a rezar a oração do Ângelus quando, de repente, diante dela, surgiu uma grande luz e uma silhueta vestida de branco sobre uma acerácea, bem próxima. As aparições iriam terminar no dia 16 de setembro daquele ano.
Desde o início, a menininha contou o que havia visto ao padre, que lhe impôs que retornasse ao mesmo local no dia seguinte. E, novamente, na hora do Ângelus, a acerácea foi envolta por uma luz irradiante. Naquela vez, a Virgem surgiu rodeada de anjos. O Menino Jesus estava sobre o seu joelho esquerdo, trazendo um globo terrestre na mão esquerda.
No dia 30 de junho, Nossa Senhora apareceu, porém, sozinha. Ela se fez ver, igualmente por Barbara Samulowska, a menina de 12 anos que acompanhava Justyna. Bárbara perguntou: “O que é que a senhora deseja, Virgem Santíssima?” ─ E recebeu a seguinte resposta de Maria: “Eu desejo que rezeis o terço todos os dias”. No dia primeiro de julho, Justyna perguntou: “Quem sois vós?” E a Virgem respondeu: “Eu sou a Imaculada Santíssima Virgem Maria.”
A partir do mês de julho, a Virgem passou a aparecer, todas as noites para as duas jovenzinhas, quando estas recitavam o Rosário. “A Igreja do reino da Polônia será liberta?” ─ perguntaram as meninas. “Sim, se as pessoas rezarem com fervor” ─ respondeu a Virgem. Naquela época, a Polônia estava dividida entre a Prússia, a Áustria e a Rússia e, de fato, as aparições contribuíram para o renascimento do sentimento nacional polonês. Mas, além disso, as aparições possuem um alcance universal. Seus frutos foram um autêntico renascimento da vida religiosa, no país.
No dia 8 de setembro de 1877, a Virgem Maria abençoou uma fonte, onde os peregrinos passaram a vir, para buscar água, o que acarreta grande número de curas milagrosas.
No dia 1º de setembro de 1977, o centenário das aparições foi celebrado pelo Arcebispo de Cracóvia, o Cardeal Karol Wojtyła (futuro Papa João Paulo II). Naquele dia, o Bispo da diocese reconheceu, solenemente, a veneração da Virgem Maria em Gietrzwałd, e publicou um decreto validando a credibilidade das aparições. Neste ano vamos celebrar o seu 140º aniversário. 

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Em Aveyron, encontra-se um fragmento do Santo Véu de Nossa Senhora Maria SS. !!!


Coupiac (comuna de l’Aveyron, França) possui, já há algum tempo, não inferior a cinco séculos, pelo menos, um considerável fragmento de um véu, que a tradição sempre considerou como tendo pertencido à Virgem Santíssima. A festa oficial de Nossa Senhora do Santo Véu acontece, sempre, no segundo domingo após a Páscoa.
A capela Nossa Senhora de Massiliergues se encontra a 800 metros, ao norte de Coupiac,: nela encontrava-se escondido o Santo Véu, que fora enterrado na areia, durante as Guerras de Religião, no século XVI. Pessoas piedosas conseguiram recuperar a santa relíquia das mãos dos protestantes que haviam devastado a região. As pessoas que a salvaram, esconderam-na no terreno ao lado do cemitério da paróquia. Elas pretendiam resgatá-la após a guerra, mas a morte as impediu. O lugar permaneceu secreto e a relíquia foi esquecida.
A tradição conta que um touro da aldeia vizinha, raspava, continuamente, a terra em volta do cemitério, proferindo gemidos extraordinários. Este touro não se alimentava; entretanto, era muito gordo. Intrigados, os habitantes cavaram aquele lugar. Apesar da umidade e da permanência bem prolongada sob a terra, a relíquia estava em perfeito estado de conservação.
Em 1968, um oratório, destinado a receber o relicário de cobre dourado contendo o Santo Véu, foi acomodado numa dependência do presbitério. A relíquia teria a particularidade de curar os olhos de pessoas com problemas oftalmológicos.
Fonte:

Vencidos pelo simples nome de Maria !!!


Como a cera se derrete diante do fogo, assim os demônios perdem sua força contra as almas que, muitas vezes, lembram o nome de Maria, e que a invocam com devoção e procuram imitá-la ─ afirma São Boaventura.
Oh! Como os demônios tremem apenas ao ouvir o nome de Maria ─ diz São Bernardo.
Assim como os homens são derrubados pelo medo, quando o trovão cai perto deles, os demônios são esmagados, apenas ao ouvir o nome de Maria.  
Thomas a Kempis
Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças)

Ao redor de Maria, nenhum inimigo persiste !!!


Enquanto Filipe Augusto, Rei da França, e o Rei da Inglaterra estão em contenda, disputando a posse do ducado da Aquitânia (sudoeste da França), no dia 24 de junho de 1187, Nossa Senhora dos Milagres, de Déols (vale do Loire), interveio. O Rei da França tendo desejado, ardentemente, a paz, em vão, decide travar batalha para terminar, enfim, a tão longa guerra, por meio de uma ação decisiva.

Os habitantes de Déols, assustados, se prostraram, então, diante da imagem de Maria e, em súplicas, lhe imploraram que impedisse o derramamento de sangue. Enquanto oravam, os dois exércitos estavam frente a frente, em aguçada ordem de batalha; o sinal da luta estava para soar, quando, de repente, o rei da Inglaterra deu passos à frente, com seu filho, e pediu para falar com Filipe Augusto. Este se apresentou e o rei declarou aceitar as condições propostas nas negociações precedentes e a paz foi assinada.

A surpresa, a comoção foi geral; reis e senhores, pessoas e soldados, todos reconheceram um milagre nesta súbita mudança de disposição, no exato momento em que a luta estava iminente. O mesmo sentimento de admiração os uniu em torno da imagem de Maria para abençoá-la. Não havia mais inimigos: franceses e ingleses, todos se tornaram uma só família, tornaram-se irmãos, diante da Mãe de todos, que os protegeu e os salvou da morte.

Crônicas de Déols.