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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O PODER do SINAL da SANTA CRUZ !!!




Em 1647, em Nattremberg, na Alemanhã, algumas feiticeiras declaradas foram presas por ordem das autoridades públicas pelos malefícios à população.

Durante o julgamento, elas afirmaram que as suas artimanhas não funcionavam nos lugares onde houvesse ao menos uma imagem da Santa Cruz.

E contaram que nunca haviam conseguido fazer mal algum à Abadia de Metten, da ordem de São Bento, onde acreditavam que estava exposta alguma cruz.

Quando as autoridades averiguaram a Abadia, descobriram não uma Cruz, mas diversas inscrições da Medalha de São Bento em muitas paredes do local...

Foi nessa ocasião que (re)descobriram o poder da Medalha de São Bento contra todas as armadilhas do demônio.

Quando descobriram o poder das inscrições nas paredes, toda a população passou a usar medalhas cunhadas com as inscrições beneditinas.

Até que esta prática se dispersou por toda a Europa até chegar no Brasil!

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A medalha de São Bento não é um "amuleto da sorte". Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé. Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.
 

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ORAÇÃO DA MEDALHA DE SÃO BENTO:

Em Latim:

"Crux Sacra Sihi mihi lux,
non draco sihi mihi dux,
vade retro satana,
nunquan suad mihi vana,
sunt mala quae libas,
ipse venena bibas."

Tradução:

"A Cruz sagrada seja a minha Luz.
Não seja o Dragão meu guia.
Retira-te Satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mal o que tu me ofereces.
Bebe tu mesmo do teu veneno."

A medalha de São Bento foi esculpida primeiramente nas colunas do mosteiro de Monte Cassino no século V.

Na frente da medalha lê-se: 

"Ejus in ibitu nostro praesentia muniamur." ou 
Sejamos protegidos pela sua presença na hora da nossa morte."

No verso encontra-se as seguintes inscrições:

CSPB      - Crux Sancti Patris Benedicti      - (cruz do Santo Pai Bento)
CSSML   - Crux Sacra Sit Mihi Lux             - (a Cruz Sagrada Seja a minha Luz)
NDSMD  - Non Draco Sit Mihi Dux             - (não seja o Dragão o meu guia)
VRS        - Vade Retro Satana                    - (para traz satanás)
NSMV     - Nunquam Suade Mihi Vana       - (Nunca Seduzas minha alma)
SMQL     - Sunt Mola Quae Libas               - (são coisas más que brindas)
IVB         - Ipse Venana Bibas                     - (Bebas do mesmo veneno)

domingo, 30 de agosto de 2015

NOSSA SENHORA de CÁRQUERE (Portugal - A.D. 1113)




Aconteceu numa noite do ano 1113, enquanto o príncipe dormia...

Segundo a tradição, a aparição de Nossa Senhora de Cárquere, rio Douro, em Portugal, está associada à cura milagrosa do príncipe D. Afonso Henriques, que se tornou o primeiro rei de Portugal.

O príncipe D. Afonso Henriques nasceu apresentando má formação nas pernas, paralisado a partir dos joelhos. O Cavaleiro Egas Monis, escolhido para ser tutor e acompanhante da criança, ao longo de sua vida, era um homem de fé. Durante longo tempo, ele orou, fervorosamente, pedindo a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, na cura das pernas do jovem príncipe.

Aconteceu que, numa noite do ano de 1113, enquanto o príncipe ─ criança de quatro anos ─, dormia, junto ao seu preceptor, Nossa Senhora apareceu a Egas Monis, fazendo-se conhecer: “Eu sou a Virgem Maria” e ordenou-lhe que visitasse as colinas acima do rio Douro, em um lugar específico: “Ali, depois de fazer escavações, você encontrará uma Igreja, edificada em minha honra. Durante a noite, você colocará a criança sobre o altar, e ela será curada, porque o meu Filho quer, por meio deste príncipe, destruir muitos inimigos da fé.”

Egas Monis obedeceu, e o jovem príncipe foi curado, como prometido pela Virgem Maria, no altar da igreja recém-descoberta de Cárquere, hoje célebre em todo o Portugal.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Rei da França, Louis XIII construiu a Igreja e Nossa Senhora das Vitórias, em Paris, e consagrou o Reino da França à Maria Santíssima, no dia 10 de fevereiro de 1638



Todas as noites, eles podiam divisar o exército cantando a Ave Maria e alguns cânticos sob a luz de tochas...

No início do reinado de Luís XIII (1601-1643, Rei da França), o protestantismo ameaçava o reino. Pois, após as guerras de religião e do Édito de Nantes, o poder protestante tornou-se um Estado dentro do Estado.

O rei procurou reduzir o porto de La Rochelle (na costa atlântica da França), que havia se tornado um reduto fortemente apoiado pela Inglaterra. Para superar a resistência de La Rochelle, a pedido do rei, o Rosário foi recitado diante de toda a Corte, pelo convento dominicano do Faubourg Saint Honoré, em Paris.

Prontamente, o rei pediu aos dominicanos que instruíssem o exército e, para este fim, 15.000 terços foram distribuídos aos soldados... Assim, a cada noite, os protestantes podiam divisar as tropas cantando a Ave Maria e muitos cânticos, à luz de tochas, e levando uma estátua de Nossa Senhora em torno da cidade; La Rochelle caiu, rendendo-se às forças francesas, no dia primeiro de novembro de 1628.

Como agradecimento, Louis XIII construiu a Igreja e Nossa Senhora das Vitórias, em Paris, e consagrou o Reino da França à Maria Santíssima, no dia 10 de fevereiro de 1638.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Nas Filipinas, Nossa Senhora instalou o "REINO do SANTO ROSÁRIO" (sec. XVI)


FONTE: Pe. Marie-Dominique, O. P, (Great Historical Victories of the Rosary)

A partir de então, as Filipinas têm especial devoção para com o Rosário...

Descobertas em 1521 por Magalhães, colonizadas e evangelizadas pelos espanhóis, a partir de 1565, as Filipinas foram completamente cristianizadas. Em 40 anos (de 1555 a 1605), sem que se derramasse uma só gota de sangue, o país se tornou modelo de cristandade, graças aos espanhóis. Para a Igreja, as Filipinas se tornaram uma base providencial da qual partiam legiões de missionários para outras terras da Ásia.

A paz reinava... Em 15 de março de 1646, uma flotilha de navios protestantes holandeses, formidável força naval, chegou ao grande porto de Manila. Os espanhóis e os filipinos estavam desanimados, tendo à sua disposição nada mais do que dois navios mercantes – A Encarnação e o Rosário – que eles, rapidamente, armaram, da melhor forma que puderam. Foi então que o venerável Padre Jean de Conca, O. P, começou a pregar o Rosário aos marinheiros e fez com que eles o recitassem em coros alternados nas pontes dos dois navios.

De março a outubro, cinco encontros violentos resultaram em cinco vitórias humanamente impossíveis. Os navios dos protestantes foram destruídos, enquanto nos céus uma voz se ouvia dizer, “Vivam a Fé em Cristo e a Santa Virgem do Rosário”.

Dos 200 marinheiros filipinos, os católicos perderam apenas 15. As Filipinas permaneceram no seio da Igreja.

Uma propagação extraordinária do Rosário ocorreu por todo o país, que se tornou “o Reino do Santo Rosário”, segundo expressão do Papa Pio XII.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O PODER da ORAÇÃO do ANGELUS !!!



Fonte: www.missionangelus.com

Lançado ao fogo, ele saiu ileso, sem queimaduras, e cheio de vida...

No século XIV, aconteceu, em Avignon (sul da França), um milagre espetacular, devido ao Ângelus. Aqui vemos o relato do teólogo e ensaísta, Monsenhor Gaume:

"A Justiça da cidade de Avignon (mas não a justiça da Igreja) condenara dois criminosos a serem queimados vivos. A execução deveria ter lugar um dia antes da festa da Anunciação da Virgem Maria. A pira já estava acesa. Enquanto os dois culpados eram levados até ela, um deles rezava, à porfia, com muita perseverança, à Virgem Santíssima, lembrando-lhe obstinadamente as homenagens (o Ângelus, três vezes ao dia), que ele lhe rendia diariamente.

Os carrascos lançaram-no ao fogo, mas, ó milagre, ele saiu ileso, como os hebreus saíram da fornalha de fogo ardente, da Babilônia: ele saiu são e salvo e com as roupas intactas! Seu companheiro, ao contrário, foi devorado pelas chamas! 

Apreendido, mais uma vez, o miraculado foi novamente lançado às chamas! Porém, mais uma vez, saiu ileso e cheio de vida, assim como na primeira vez! 

A graça solicitada lhe fora concedida (...) ".

A cidade de Avignon compilou um processo verbal autenticando o fato... Este é o poder do Ângelus!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

HAGIOGRAFIA: SANTA AFRA - Mártir em 5 de Agosto de 304 (Alemanha, séc. IV):



A existência e o martírio de Afra são historicamente comprovados; o Martirológio Geronimiano lhes dá testemunho, pois se baseia em uma notícia tomada, ao que parece, de um calendário milanês do século V (7 de agosto, com antecipação a 5 do mesmo mês). 

Venâncio Fortunato visitou seu túmulo em 565 (Vita S. Martini, IV, p. 640-643).

A vida preservada em duas versões, a primeira das quais é a mais curta e mais antiga, e a Conversio, são atribuídas ao século VII; ambas são em grande parte lendárias.

De acordo com a vida mais antiga, Afra era uma cortesã que se converteu ao Cristianismo e foi martirizada. De acordo com a Conversio, o Bispo Narciso conquistou a cortesã Afra para o Cristianismo e a batizou juntamente com sua mãe, Hilária, e suas criadas. Durante a perseguição de Diocleciano, Afra foi presa e condenada à fogueira. 

“Os meus pecados são demais para agora lhes juntar este (sacrificar aos deuses). O meu martírio servirá de batismo. Deus seja louvado por me dar esta graça”. 

Estas teriam sido as palavras de Afra ao obrigarem-na a sacrificar aos deuses.

Seu martírio ocorreu em Augsburgo, na Baviera, no ano de 304.

Nos calendários antigos de Augusta (de 1010, 1050 e 1100) Afra aparece como uma virgem. O seu corpo é venerado em Augusta, na antiquissima Igreja dos Santos Ulrico e Afra.

Santa Hilaria, mãe de Afra, havia consagrado a filha a Vênus, o que significava que a destinava à prostituição. De acordo com o Conversio Sant'Afrae, converteu-se e foi batizada por Narciso. Segundo a paixão mais recente, ela enterrou o corpo da filha, juntamente com suas servas Degna, Eumenia e Euprepia. Recusando-se a se afastar do túmulo de Afra e a renunciar ao Cristianismo, foi queimada viva.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O MONTE DO PRÍNCIPE DOS PROFETAS (A história do Monte Carmelo e do Profeta São Elias)

Foto: Monte Carmelo, onde o Profeta São Elias teve a Visão sobre MARIA Ss.


Bela e altaneira ergue-se no solo sagrado da Terra Santa uma emblemática cadeia montanhosa que evoca grandes lances do Santo Elias..jpgpassado e aponta para um futuro de glória. Seu nome? Monte Carmelo.

Na região que circunda o imponente conjunto de rochedos há inúmeras grutas, uma das quais, conforme a tradição recolhida pelos Padres da Igreja, abrigou o grande profeta Elias, cujas "palavras queimavam como uma tocha ardente" (Eclo 48, 1).

Ele foi "um príncipe entre os profetas, verdadeiro condutor do povo de Deus. Lutou contra os erros do seu tempo, num momento em que a nação eleita estava muito deteriorada, e salvou-a da ruína. Escolhido para dirigir o povo de Deus num momento de hecatombe, ele concentrou em si todo o espírito que o Criador queria dar à nação judia a ser ressurgida. Nesse espírito derivado da Providência Divina foi formada uma rede de eleitos, sendo o mais famoso deles Eliseu, que pediu o duplo espírito de Elias, e o obteve".

Dominando a planície de Esdrelon com notável presença, carregada de significado, destaca-se ao sul do Monte Carmelo uma das suas principais elevações, o El-Muhraqa. Com mais de 500 m de altitude, divisa-se daquele ponto um grandioso panorama que chega até o mar. É ali que as Sagradas Escrituras situam o famoso episódio narrado no Primeiro Livro dos Reis (cf. I Rs 18, 19-39), no qual Elias vence os falsos profetas de Baal "com uma prece simples, cheia de beleza".

Também a tradição nos revela ser nessa região que Elias e Eliseu se reuniam com seus discípulos. E, séculos depois, naquelas paragens se aglutinou um grupo de monges que constituiu os primórdios da Ordem do Carmo, a qual considera Elias como pai e fundador, e deu início a um filão de devoção a Nossa Senhora, algumas centenas de anos antes do nascimento da Virgem.

                                            

Muito simbolicamente, depois da seca imposta a Israel como punição por sua prevaricação, Elias vislumbrou "uma pequena nuvem do tamanho da palma da mão" (I Rs 18, 44) que subia do mar, prenúncio da caudalosa chuva que se aproximava para cessar o castigo e, segundo grande número de exegetas, pré-figura d'Aquela que traria para a humanidade as águas regeneradoras da Redenção: Maria Santíssima.

À Mãe de Deus - a Virgem e Flor do Carmelo - bem podem ser aplicadas as palavras de Isaías, o profeta da Encarnação por excelência: "O deserto e a terra árida regozijar-se-ão. A estepe vai ­alegrar-se e florir. Como o lírio ela florirá, exultará de júbilo e gritará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron; será vista a glória do Senhor e a magnificência do nosso Deus" (Is 35, 1-2).

Tendo sido arrebatado em "um carro de fogo" (II Rs 2, 11), Elias "deve voltar e restabelecer todas as coisas" (Mt 17, 11). Assim, hoje como ontem, do alto do Monte Carmelo sua voz parece ecoar o prenúncio de uma era mariana que virá como chuva benfazeja, para fecundar o solo árido de nossos dias, tão afastados de Cristo e de sua Mãe Santíssima. 

Foto: Cova do profeta Elias, em Haifa


SANTA CLOTILDE e a CONVERSÃO da FRANÇA ao CRISTIANISMO (seculo V) - NÃO há GOVERNO LAICO, NÃO é a VONTADE de DEUS !!!



Gundioch, rei da Borgonha, morrera numa batalha contra os bárbaros, em defesa da Fé e de seus Estados. Seus quatro filhos, desejando governar, dividiram o pequeno reino. A mais velha das irmãs, Fredegária, tomou o véu religioso num mosteiro, onde terminou seus dias em odor de santidade. Clotilde, a mais nova, por “sua doçura, piedade e amor pelos pobres, fazia-se bendizer por todos aqueles que viviam a seu redor”.

“Essa jovem princesa demonstrou uma constância admirável em meio a seus infortúnios, e começou a brilhar, como um milagre de honra e de virtude, pela santidade de suas ações.... Seu porte era belo, suas maneiras agradáveis, seu rosto bem feito e de uma beleza tão regular, que não se podia ver nada de mais bem acabado”.

A fama de tal virtude e beleza chegou ao vizinho reino dos Francos (depois França), onde seu jovem e fogoso rei, Clóvis pensou em desposar a virtuosa princesa, apesar de ser ela católica. Certamente influiu nessa decisão o Bispo São Remígio, no qual o rei franco depositava inteira confiança.

As bodas realizaram-se no ano de 493 em Soissons, com toda a suntuosidade da época.

“No palácio do rei franco instalou-se um oratório católico, onde diariamente se ofereciam os Sagrados Mistérios, aos quais a Santa assistia com singular devoção”.

Um ano após o casamento, Clotilde deu à luz um herdeiro, e obteve de Clóvis licença para batizá-lo. Poucos dias depois, o pequeno inocente foi para o Céu. O rei, irado, alegou que se ele tivesse sido consagrado aos seus deuses, não teria morrido.

A rainha protestou com firmeza dizendo que se alegrava pelo fato de Deus os ter julgado dignos de que um fruto de seu matrimônio entrasse no Céu. E que, em vez de entristecer-se, eles deveriam rejubilar-se. Isso aplacou o rei.

No ano seguinte, Clotilde deu à luz outro menino que, apenas batizado, correu perigo de vida. A rainha lançou-se aos pés do altar e, por suas súplicas e lágrimas -- que visavam mais a conversão do marido do que evitar essa segunda morte -- obteve de Deus que ele se restabelecesse. As qualidades da esposa começaram a impressionar vivamente a Clovis. Mas ele tinha um temperamento modelado pela barbárie, e portanto refratário à Religião católica.

Para obter a conversão do marido e do reino, a piedosa rainha entregava-se em segredo a grandes austeridades, prolongadas orações, e especial caridade para com os pobres.

Ao mesmo tempo, “honrava seu real esposo, e procurava suavizar seu temperamento belicoso com sua mansidão cristã”. “Enquanto não adorares o verdadeiro Deus - dizia-lhe ela - temerei que voltes das batalhas vencido e humilhado. Até agora não enfrentaste inimigos dignos de teu valor. Se, por desgraça, fores cercado e acossado por um exército mais numeroso, em vão pedirás a ajuda de teus falsos deuses”. Clóvis contentava-se em desviar a conversa para não magoar a esposa com blasfêmias.

Clotilde tornou-se amiga de Santa Genoveva, que então resplandecia em Paris por suas virtudes e milagres. A ela e a São Remígio recomendou também a conversão do marido.

O invicto Clovis encontrou-se face aos poderosos alamanos. De repente vê seu exército recuar em tal pânico que, na fuga, uns guerreiros atropelam os outros. Desesperado, o monarca pagão começa a clamar aos seus deuses, pedindo-lhes ajuda. Em vão. Lembra-se então de Clotilde. Caindo de joelhos, eleva seus olhos ao Céu, e brada com toda a alma:

“Ó Jesus Cristo, Deus de Clotilde. Se me concederdes vencer esses inimigos, eu crerei em Vós e serei batizado em vosso nome”. A batalha virou miraculosamente de lado e Clóvis venceu.

Essa conversão foi pronta e sincera. Não querendo esperar chegar a Soissons para instruir-se “na fé de Clotilde”, mandou chamar um virtuoso eremita, São Vedasto, para que marchasse a seu lado, instruindo-o na Fé católica.

Quis Deus que o rei bárbaro comprovasse mais uma vez, com os próprios olhos, a santidade da Religião que lhe estava sendo pregada. Ao passarem pela vila de Vouziers, um cego aproximou-se para pedir esmola, e só ao tocar a túnica de São Vedasto, adquiriu imediatamente a visão.

À rainha – que o esperava ansiosamente pois Clóvis já mandara notícia de sua conversão – disse ele: “O Deus de Clotilde deu-me a vitória. De hoje em diante será meu único Deus!”

No dia de Natal do ano 496, Clóvis, com três mil de seus mais valentes guerreiros, ingressaram pelo batismo na milícia do Deus de Clotilde.

Ao entrar o rei dos francos com o Bispo de Reims no batistério, disse-lhe este as palavras que se tornaram famosas: “Curva a cabeça, altivo Sicambro; adora o que queimaste e queima o que adoraste”.

No momento em que São Remígio ia proceder à unção do rei com o óleo do Santo Crisma, baixou da abóbada do templo uma pomba trazendo no bico uma ampola com azeite.

O Bispo, vendo naquilo uma ordem celeste, ungiu com ele a cabeça de Clóvis. Com esse azeite seriam ungidos depois praticamente todos os reis franceses, até ser quebrada a ampola durante a nefanda Revolução Francesa.

“Em poucos dias, todo o reino dos francos entrava na Igreja, pondo à cabeça de seu Código nacional aquele grito entusiasta que é uma confissão de fé: ‘Viva Cristo, que ama os francos!’”. Assim nasceu a França "Filha primogênita da Igreja".

domingo, 2 de agosto de 2015

NOSSA SENHORA e as CARAVELAS do descobrimento do BRASIL !!!!


"Santa Maria pinta uma menina".

Cristovão Colombo dedicara a sua viagem de descobertas a Maria, alterando o nome do famoso navio Gallega para Santa Maria. A cada noite, ele fazia com que a tripulação de seus três navios cantasse hinos a Nossa Senhora.

Após a descoberta da ilha de São Salvador (que ele mesmo batizou), ao desembarcar, Colombo e seus marinheiros cantavam a Salve Regina (Salve Rainha) em honra de Nossa Senhora. Na terra descoberta, ensinaram aos indígenas a Ave Maria e outras orações católicas.

Os nomes das três caravelas de Colombo eram: Santa Maria, Pinta ("pintada") e Niña ("filha") - que, unidos, formariam o sintagma: "Santa Maria desenha, pinta uma menina...", elocução que evoca um evento milagroso que aconteceu 49 anos depois: na verdade, Maria “pintou” uma imagem sua com os traços de uma jovem índia, no manto de São Juan Diego (o vidente de Guadalupe, México) − imagem cientificamente inexplicável (...), que suscitou a conversão ao catolicismo de nove milhões de índios mexicanos, em apenas uma década.

Trecho do artigo History We Should Remember du (História que deveríamos lembrar) de Padre Joseph Esper, publicado no Catholic Journal US, de 6 de março de 2015

sábado, 1 de agosto de 2015

A Festa de “Nossa Senhora dos Hodegui” em Constantinopla

Neste santuário de Hodegas, “Nossa Senhora dos Hodegui” (guias), em Constantinopla (hoje Istambul), na Turquia, havia um ícone, representando a Virgem Santíssima, tendo nos braços o Menino Jesus, com a mão erguida, dando a sua bênção. Segundo a tradição, esta representação da Virgem com o Menino é atribuída a São Lucas.

Igualmente, segundo a tradição, teria sido naquele local que a Virgem Maria conduziu dois cegos, com as próprias mãos, para que fossem curados por sua intercessão.

Agradecendo especial proteção, durante uma revolução, Andrônico II, Paleólogo († 1328) publicou um decreto ordenando jejum, do dia primeiro ao dia 14 de Agosto; a Festa da Assunção (15 de agosto), passou a durar oito dias, e terminaria entre 28 e 31 agosto!


Estas práticas duraram até o dia em que o santuário foi saqueado pelos muçulmanos, em 1453.

Uma FESTA MARIANA do EGITO ANTIGO !!!!


De acordo com a tradição mariana conservada na Etiópia.

O mosteiro de Al Maghti (no Baixo Egito), foi construído de acordo com a tradição mariana preservada na Etiópia, no local onde a Sagrada Família ficou hospedada durante cinco dias, quando de sua fuga para o Egito.

Desde o primeiro ano após a fundação do mosteiro, os monges que estavam reunidos na Igreja viram uma coluna de luz aflorar o altar, transformando-se em barco luminoso a transportar a Virgem Maria, anjos, santos e os inocentes assassinados sob a ordem de Herodes. Tendo a Santíssima Virgem ordenado aos monges que associassem o povo a este milagre, uma peregrinação foi organizada.

A ambulação durou cinco dias e reuniu, em grandes acampamentos, peregrinos egípcios, etíopes, maronitas, gregos, nestorianos, latinos e até mesmo muçulmanos (...). 

Os fiéis adotaram o costume de, no momento da aparição, lançar em direção à cúpula da Igreja, seus turbantes e lenços de cabeça, sendo que, às vezes, a Santíssima Virgem se dignava tocar alguns destes objetos. Além disso, cada pessoa podia pedir e obter a graça de ver, ao redor de Nossa Senhora, seus pais, parentes ou falecidos mais próximos, como se estivessem vivos.


As aparições do mosteiro de Al-Maghti eram bem conhecidas na Etiópia, graças ao Livro dos Milagres de Maria. De acordo com o que consta nesta obra, o mosteiro foi destruído em 1438, durante o Ramadã, por ordem do sultão mameluco da época, como confirmou o geógrafo Al-Maqrizi († 1441).
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fonte: Padre René Laurentin e Patrick Sbalchiero. No Dictionnaire encyclopédique des apparitions de la Vierge (Dicionário Enciclopédico das aparições da Virgem) Ed. Fayard, Paris, 2007.

NOSSA SENHORA do BOMSUCESSO, a imagem que teve o ROSTO de MARIA terminada por SÃO FRANCISCO e os SANTOS ARCANJOS MIGUEL, GABRIEL e RAFAEL (sec. XV)




Na madrugada do dia 16 de janeiro de 1611,no Convento das Concepcionistas Franciscanas na cidade-capital de Quito-EQ, quando as religiosas se dirigiram ao Coro para rezar o Ofício, encontraram-no todo iluminado por luz sobrenatural, e ouviram vozes angélicas que cantavam o "Salve Sancta Parens".

Da Imagem inacabada saíam raios vivíssimos. A pintura-base aplicada por Del Castilho caía ao solo junto com aparas de madeira, os traços da Imagem tornavam-se mais suaves e sua fisionomia mais celeste. Mas somente Madre Mariana via que, como pedira, São Francisco e os três Arcanjos refaziam a Imagem.

Francisco del Castilho não se limitou a dizer que a Imagem não era obra sua, mas de Anjos. Lavrou um documento no qual repetia tal afirmação sob juramento, declarando ainda que a encontrara terminada de maneira diferente da que deixara. Entregou o documento às religiosas para perpetuar a prova do milagre

HINO "Salve Sancta Parens"

Aprenda o HINO "Salve Sancta Parens" que São Francisco e os Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel cantaram com todo o coro celestial diante da Imagem da Santa Mãe de Deus,sob o título da Nossa Senhora do Bomsucesso: