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terça-feira, 31 de outubro de 2017

"O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO" por Pe. Júlio Maria, S.D.N.

                                                                                                                                                                    FONTE: "O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO" por Pe. Júlio Maria, S.D.N.                                                                                                                                                                                                         1. A crônica dos monges do convento do Lutero refere que um dia, ao recitarem o ofício, ao ser lida no Evangelho a história do surdo-mudo possesso pelo demônio, de repente o nosso herói caiu no chão, e, em contorções horríveis, exclamou: Não sou eu! Não sou (o possesso) (Grisar 44).                                                                                                     2. Fato curioso, que se poderia qualificar como o da obsessão do apóstatas, é o pensamento de Satanás, a persegui-lo, e a quem atribui todos os seus reveses: ele vê demônios em toda parte: - um ruído nas galerias da igreja de Erfurt, durante o seu sermão; a quês de umas pedras, em Gotha, durante a sua palestra; um incômodo, que o impediu de continuar viagem, tudo isso ele considerou produzido pela ação dos poderes infernais.                                                                                                                            3. Dois pontos sobressaem em Lutero, quando de sua permanência no castelo de Wartburgo: a sua idéia com relação ao demônio e as grandes tentações de que foi acometido. Em suas cartas a cada passo refere-se às suas relações com o diabo, enquanto ali esteve. Não só diz ele ter ouvido ali o demônio, no tremendo barulho que o parecia perseguir dia e noite, mas assevera tê-lo visto, sob a sensível aparência de um cão preto, dentro do seu quarto. Deste espetáculo terrível Lutero nos dará uma idéia, mais tarde, em suas conversas de taberna: "Quando estava em meu Patmos”, diz ele, “tinha fechado, dentro dum armário, um saco de nozes de avelãs. Certa noite, apenas me deitara, começou um barulho infernal nestas novzes que, uma por uma, foram lançadas com força, contra as vigas do forro. Senti sacudirem-me a cama, e ouvi nas escadas um ruído, como se lançassem para baixo uma grande quantidade de vasos. Entretanto, a escada havia sido retirada, para ninguém poder subir ao meu quarto, estando presa à parede com uma corrente de ferro" (Wette Erl. 59 p.340), (FATO contado pelo próprio reformador em Eisleben, em 1546). O encontro do cão preto se deu em circunstâncias estranhas: o bicho teria procurado um lugar no leito de Lutero, que jeitosamente o teria retirado dali, jogando-o fora, através da janela, sem o menor ganido da parte do animal. Foi, parece, um diabinho manso e inofensivo que se deixou lançar assim para fora. Nada mais se pôde encontrar do cão, após a queda, nem mesmo vestígios. Lutero tinha a certeza de se tratar de um diabo, em carne, pelo e osso (Köstlin-Karveran I. 440, 1903).   4. Referem ainda que um dia apareceu-lhe o demônio em pessoa, talvez para parabenizá-lo pela obra encetada, toda em benefício de satanás; nesta ocasião, tomado de horror e de medo, num acesso de raiva, teria Lutero jogado contra o demônio um tinteiro. A tinta não sujou a carapinha do capeta, mas foi o recipiente quebrar-se de encontro à parede, onde ficaram os sinais distintivos do seu conteúdo – uma grande mancha negra.                                                                                                                      5. Seja como for, Lutero via demônios em toda parte. No opúsculo contra o duque de Brunswick, o demônio teve a honra de ser nomeado 146 vezes; no livro dos Concílio em 4 linhas fala Lutero 15 vezes a respeito de diabos. Os adversários da reforma têm o “coração satanizado e super-satanizado" Noutra parte ufana-se Lutero de nunca ter descontentado o príncipe das trevas que o acompanha sempre. Tal disposição doentia, aumentada pelo isolamento em que vivia, como pela lembrança dos últimos acontecimentos, da sua excomunhão pelo Papa, da condenação pelo Edito de Worms, dos perigos que o ameaçavam, da incerteza do futuro, tudo isto devia necessariamente aumentar a demasiada tensão dos nervos e exaltar a imaginação ardente. Seja como for, por certo estava ele com direito a uma aparição do espírito das trevas, a fim de parabenizá-lo pela obra diabólica de revolta que estava efetuando no mundo, e pela perdição de milhares de almas que tal empresa iria acarretar. Se o demônio não lhe apareceu, não é porque lhe tenha faltado vontade para tal, mas apenas porque Deus não permitiu.                                                                                                                              6. Ele escreve a Melanchton:"Corporalmente estou com saúde e sou bem tratado, porém as tentações e o pecado não me deixam em paz" (Cartas II.189). “Acredite-me, nesta solidão aborrecedora, estou sujeito às tentações de mil demônios... É muito mais fácil lutar contra homens que são diabos em carne, do que contra os poderes da milícia que habita o ar” (Eph. VI. 12). Caio muitas vezes, mas a mão do Senhor me levanta de novo! (Carta III.240. A. Gerbal). É, então, que ele dirige a Melanchton o famoso ditado: PECA FORTITER, CREDE FORTIUS – (peca fortemente, mas crê mais fortemente ainda). É aí, sobretudo, na ociosidade de seu desterro, que Lutero começa a entregar-se desabridamente às paixões vergonhosas da luxúria, como o atesta a sua correspondência íntima. Em 1522 ele escreveu a seu amigo Spalatino a carta mais falhofeira e vergonhosa que se pode imaginar onde se lê: "Sou um famoso namorador... Admiro-me que, escrevendo tantas vezes sobre o matrimônio, et misceor feminis, não tenha ainda virado mulher e tenha casado com uma delas”. “Entretanto, se queres o meu exemplo, tem o seguinte: TIVE JÁ TRÊS ESPOSAS AO MESMO TEMPO, e as amava tão ardentemente que perdi duas delas, que foram procurar outros maridos..”. “Quanto a ti, és um namorador mole não tendo sequer a coragem de ser marido de uma só" (De Wette II. 646).                                                                                                                      7. "Quando o diabo te vexar com pensamento", diz ele, "palestra com os amigos, bebe mais largamente, joga, brinca ou ocupa-te em alguma coisa. De quando em quando se deve beber com maior abundância, jogar, divertir-se, e mesmo fazer algum pecado em ódio e acinte ao diabo, para não lhe darmos azo de pertubar-nos a consciência com ninharias. Quando te disser o diabo: Não bebas, responde-lhe: Por isso mesmo que me proíbes, é que hei de beber, e em nome Jesus Cristo beberei mais copiosamente... Por que pensar que eu bebo assim com mais largueza, cavaqueio com mais liberdade, banqueteiome com mais freqüência, senão para vexar e ridicularizar o demônio que me quer vexar e ridicularizar?... “TODO O DECÁLOGO SE NOS DEVE APAGAR DOS OLHOS E DA ALMA, a nós tão perseguidos e molestados pelo diabo” (De Wette IV. 188). 8. Münzer não poupou Lutero. Eis um simples tópico escrito contra ele, zombando de seu orgulho: “Com toda a sua hipócrita humildade ele se apresenta como um papa, que entrega aos príncipes conventos e igrejas. Fala da “nossa proteção”, como se fosse um príncipe. E, seu orgulho apresenta-se, como se houvesse nascido estrela. O pretensiosíssimo sábio e doutor, o mentiroso Lutero, caça e persegue os demais. Como cão do inferno ou uma serpente que se arrasta por cima dos rochedos”. Em outro lugar ele chama Lutero: “A virgem Martin”... Que virgem pura... o monge sem vergonha partidário dos ricos e suculentos festins”. Lutero não se deixou suplantar em insultos, pois nisto era invencível. A discussão tornou-se, sobretudo violenta contra Zwínglio. Mandaram-se ambos, devotamente, ao diabo, cada qual com maior vontade. (Audin: Luther II. p. 356). Em uma conferência, que tiveram em Marburg, insultaram-se com horríveis anátemas, tratando-se de: diabo, filho de satã, etc... E talvez os dois tivessem razão. “Zwínglio é um individuo satanizado, insatanizado, supersatanizado”, dizia o chefe da reforma. “Lutero está possuído do demônio, parece uma porco grunhindo, num jardim de flores”, retorquia Zwínglio. Ao saber da morte de Zwínglio que tombara no campo de batalha quando, à frente de suas tropas, tentava invadir a Suíça para protestantizá-la, o chefe exclamou: “É bom que Zwínglio a Carlostadt fique esmagados... Zwínglio morreu como um assassino, porque quis forçar os outros a abraçarem os seus erros (Schlaginhhaufen Aufzeichnungem p. I). E, assim por diante. Contentemos-nos com esta amostra da linguagem desabrida dos primeiros protestantes.                                              9. O ICONOCLASTA CARLOSTADT: Eis outro monstro protestante, notório discípulo do reformador, cuja doutrina aplicou antes dele. Foi obrigado a fugir, tornando-se depois inimigo de seu mestre, pelas divergências ideológicas. O seu verdadeiro nome era André Bodenstein. Era um padre apóstata, Arcediago de Wittemberg e que levou, como o seu mestre, igual vida de mancebia pública. No ano de 1521 Carlostadt, o monge apóstata Dídimo, e mais um troço de estudantes e camponeses fanatizados, penetraram nas igrejas, pulverizaram as imagens e estátuas, desmantelaram aos altares, cometendo toda a sorte de roubos sacrílegos; arrasaram mais de mil conventos; incendiaram mais de 300 igrejas e destruíram inúmeros tesouros de manuscritos das bibliotecas. Foi a chamada guerra dos camponeses, que se estendeu a diversas províncias da Alemanha. Neste luta fratricida morreram mais de 50.000 homens, iludidos pelos cruéis anabatistas, que procuravam restabelecer a república, sem poder civil e sem autoridade eclesiástica. Cada qual devia viver sem regra, sem lei, no mais absoluto comunismo, NÃO SÓ QUANTO AOS BENS DA FORTUNA, MAS ATÉ QUANTO ÀS MULHERES. Do alto do púlpito, Dídimo aconselhou aos pais de família afastasse os filhos dos estudos de humanidades; Carlostadt declarou guerra a todos os conhecimentos humanos: era a dissolução das Universidades, que logo começaram a desmembrar-se. Melanchton, falando de Carlostadt, diz que: ”... era um homem brutal, desprovido de talento e conhecimentos, e que, muito longe de ter o espírito de Deus, não conhecia nem praticava os deveres inerentes à vida civilizada. Dava provas evidentes de impiedade, condenava todas as leis estabelecidas pelo pagõas e tomava como regra única a lei de Moisés”. Lutero, mais expressivo ainda, ao julgar este seu fiel discípulo: “Carlostadt”, disse ele, “se entregou ao seu modo de pensar reprovado. Penso que o pobre do homem tem o diabo na barriga (sic). Tenha Deus piedade de seu pecado que é de morte” (Audin: Hist. Luth. P.457). Quando Nicolau Stock começou a seita dos anabatistas, Carlostadt abraçou-a. Os luteranos dizem dele: “Não se pode negar que Carlostadt tenha sido estrangulado pelo demônio”. É o bastante para se julgar o que foi o feroz herege.                                          10. CALVINO: O calvinista Galiffe fala assim de seu pai e mestre: “Calvino é um homem sedento de sangue, criminalmente famoso, sobremaneira intolerante, a cujas vistas ninguém podia ocultar-se; era difícil a alguém livrar-se de sua inexorável vingança” (Gal. Not. Glenealog. Ed. 1836 t. III. P. 21). Bucero, amicíssimo de Calvino, atesta que era escrito maledicente e a figura mais triste da reforma. Suas cartas provam arrogância e orgulho desmedidos, e quem o contradissesse era mimoseado com os epítetos de: PORCO, NASNO, CÃO, TOURO, BÊBADO, ENDEMONIADO. A Westphale, luterano, que o chamou declamador, ele respondeu nestes termos: “Tua escola é um fétido chiqueiro... ouves-me, cão? Ouves-me, frenético? Ouves-me, animal?” Querendo dar-se ares de taumaturgo, pretendeu realizar um dia publicamente um milagre, fazendo reviver um companheiro das suas devassidões, chamado Brulé. Para isso, este se fingira de morto, e sua mulher, cúmplice da hipocrisia, ficou chorando perto do pretenso cadáver do marido, na ocasião em que Calvino passava por ali. Soluçado, a mulher dirigiu-se a Calvino, comunicando-lhe a morte de seu marido. Este consolou-a, dizendo que ia ressuscitar o defunto, para provar a sua missão de reformador. Aproximando-se do morto simulado, ordenou, em nome de Deus, que ele se levantasse; mas... Infelizmente, por castigo de Deus, o homem ficara realmente morto. A mulher, exasperada, proclamou em altas vozes a sacrílega hipocrisia. (Narrada pelo santo Cardeal Belarmino). A história do médico Servet dá testemunho do espírito vingativo do apóstata. Servet (Miguel Vilanova) havia escrito uma livro contra os erros de Calvino. Este jurou matá-lo. Enviou uma carta ao cardeal Tournon, vice-rei da França, acusando Servet de heresia, o que fez exclamar o Cardeal: “Um herege acusando outro”. Pouco depois Servet foi preso em Viena, por ordem de Calvino, e, poucos dias após, condenado à morte, a fogo lento, e executado com grande satisfação do herege. O seu mestre, que lhe havia inspirado a heresia, fala dele neste termos: “Calvino é violento e perverso, mas, tanto melhor, é este o homem de que precisamos para dar impulso à nossa reforma”. Calvino é a mais asquerosa figura que apresentou a pretensa reforma protestante: verdadeiro monstro de corrupção e de hipocrisia. Todos os seus passos eram calculados, e dizia-se que os seus olhos, despedindo uma chama impura, lançavam olhares mortais. O fim de Calvino foi a digna conclusão de uma tal vida. Vivera na lama, morreu na podridão. Eis com que termos ela foi descrita pelo protestante Schlussemburg: “Tal foi o golpe com que Deus feriu Calvino, com a sua mão poderosa, que ele exalou miseravelmente sua má alma, desesperado de sua salvação, invocando os demônios e proferindo imprecações as mais execráveis, e blasfêmias as mais horrorosas”. “Ele morreu de febre maligna, devorado, de modo mais ignóbil e degradante, por um formigueiro de vermes, e consumido por abscessos ulcerosos, cujo infecto nenhum dos assistentes podia suportar” (Th. Calvino 1594, t.2l. p. 72). Esta narração é confirmada por um discípulo de Calvino, João Harem, testemunha ocular de sua morte e que assim se refere: “Calvino morreu como desesperado, tendo uma dessas mortes vergonhosas e degradantes com que Deus pune os ímpios e os reprovados, depois de ter sido atormentado por longos e horríveis sofrimentos: eu o posso atestar, em verdade, porque vi com meus próprios olhos seu fim funesto e trágico”(Horenius, vida de Calvino) Diz ainda o mesmo Horenius: “Calvino, infeliz Calvino! Só quem estiver cego deixará de ter na história as passagens mais infamantes que pesam sobre esse homem fundador do presbiterinismo”.                                                    11. ZWINGLIO; Insurgiu-se contra a autoridade eclesiástica e passou a viver escandalosamente, com uma mulher perdida de nome Ana Reinard, viúva de um magistrado, e desta mulher teve um filho (Darras; Hist. Egr. t. 33). Acompanhado de grande número de camponeses protestantizados, Zwinglio entrou nas igrejas e destruiu as imagens e estátuas dos santos e os altares, revolucionando a Suiça toda. Em 11 de outubro de 1531 morreu o apóstata, ferido na batalha de Cappel, por ele provocada, para invadir 4 distritos católicos; neste combate tomou parte ativa; seu corpo foi apanhado e carbonizado pelos vencedores. Assim terminou o escândalo do turbulento chefe e fundador do protestantismo na Suiça. Zwinglio foi um dos que mais atacaram as prerrogativas de Maria Santíssima, negando-lhe a possibilidade de ser virgem. Lutero, apreciando o seu digno êmulo e discípulo, disse: “Não posso ler os livros desse homem. São claramente opotos à Igreja. Não somente são condenáveis, mas ainda se tornam causa da perdição para muito infelizes”, “Zwinglio”, diz ele em outra parte, “morreu e foi condenado”. Note-se que Zwinglio é considerado uma estrela brilhantíssima da seita e um dos seus fundadores, isto é, um homem que dizem ter sido mandado por Deus para extirpar os abusos da Igreja Católica e restabelecer, em toda a sua pureza, a moral evangélica.                                                                                                      12. MARTINHO BUCERO era frade dominicano; para seguir Lutero, abandonou o hábito e casou-se “A FIM DE MORTIFICAR A CARNE” Morreu de peste. Como professor de teologia na Inglaterra, para onde chamara Cranmer, ensinou que DEUS É O VERDADEIRO AUTOR DO PECADO e a ele é que devem ser imputadas as faltas dos homens. CAPITÃO era cônego e até deão do Cabido de Mogúncia, quando se declarou pela reforma. Era muito amigo de Ecolampádio, cuja mulher desposou quando ele faleceu, sem dúvida como bom evangélico, “UT SUSCITARET SEMEN FRATRI SUO” (para lhe dar descendentes). AMSDORF, a quem Lutero tinha feito bispo, foi o chefe da SEITA ANTINOMIANA que rejeitava o DECÁLOGO, por bastar a fé e que tudo justifica. Eis em que termos os teólogos protestantes expõem o ensino antinomiano: “Ainda que sejas uma prostituta ou um debochado, adúltero ou pecador impenitente, é bastante teres fé, e estarás no caminho da salvação. Embora cheio de pecados até ao pescoço, se creres, serás salvo. Manda os mandamentos ao diabo”. “Só a incredulidade torno o homem mau, e, como só a fé justifica, ninguém peca senão pela incredulidade” (De Antinomia p.90 e 98) Morreu, lamentando-se de que todos os vícios e particularmente a bebedeira, a libertinagem e a usura se tivessem assenhoreado do povo evangélico (De Antinomia p. 68 e 77). ECOLAMPÁDIO, tornando-se apóstata, fugiu do convento, fez-se discípulo de Zwínglio e logo se apaixonou por uma moça com que se casou sacrilegamente, o que fez Erasmo dizer: “Parece que a reforma tem por fim tirar o hábito de alguns monges e casar alguns padres. Esta grande tragédia termina sempre por acontecimento cômico, pois tudo acaba no casamento, como nas comédias” (Dillinger. A Reforma t. II, p. 113). Desde esse tempo, sua vida foi um tecido de dissimulações, morrendo subitamente, ao lado da mulher com quem se unira. “Tal foi”, disse Lutero, “o triste fim de ECOLAMPÁDIO, enganado pelo diabo em punição aos seus deboches” (Bossuet Hist. Várias I. II. parágr. 26) THEODORO BEZA, “alter ego” de Calvino, nascido em Vezelay de Borgonha, teve Wolmar por mestre, e desde muito moço mostrou-se o libertino que viria a ser. Fugiu de Paris com madame Cláudia, mulher de um alfaiate, e com ela se casou em Genebra, estando ainda vivo o primeiro marido dela. Esta mulher teve de sofrer muito por causa do número não vulgar DAS VIRTUOSAS que freqüentavam a casa de seu marido (Audin, Hist. Lutero, t. II, p.286). Finalmente HESHUSIUS escreve a respeito de Beza o seguinte: “Beza, por causa de seus depravados costumes, foi a desonra das honestas disciplinas; não satisfeito de, como animal imundo, se enlodar no lamaçal das mais vergonhosas torpezas, quis ainda contaminar com suas infâmias os ouvidos da mocidade estudiosa” (C.Schlusselburg). “Tomás Cranmer (o braço direito de Henrique VIII), antes de ser sacerdote, foi casado.”, diz Cobbet, “Depois de ordenado e feito VOTO DE CELIBATO, residindo na Alemanha, e tendo-se feito protestante, casou-se, ou, melhor, “juntouse” a uma mulher” (Filemann Heshusius, “Da Verdadeira e Sã Confissão”). Foi nomeado bispo de Cantorbery, iludindo a Sá Romana e declarando que a nada obrigava o seu juramento de obediência. Foi um adulador das paixões e caprichos de Henrique VIII. Em 1535 proclamou a nulidade do casamento da Ana Bolena, como antes declarara nulo o de Catarina de Aragão. E, 1540 anulou ainda outro casamento de Henrique com Ana de Cleves e, em 1541, mais um do rei com Catarina Howard.                                                                                      13. Lutero, diz o protestante Plank, morreu de uma doença que provinha de não poder mais o seu corpo servir de asilo a uma alma, desde muito dilacerada pelas paixões mais vis. (História da origem da reforma por Dr. G. T. Palnk: ed. 1816 P. II. p. 507). Calvino, escreve Horenius, acabando a vida no desespero, morreu de torpe e vergonhosíssima doença. .. Isto eu posso certificar com toda a verdade, porque vi, com meus olhos, o seu fim funesto e trágico. (João Horenius: Vida de Calvino). Zwínglio, por testemunho de Lutero, morreu e foi condenado. (Hospinianus: carta VI. 190). Carlostadt, dizem os luteranos, foi estrangulado pelo demônio. Henrique VIII, conforme conta o inglês Cobbet, alguns anos antes de morrer, vítima de sua devassidão e intemperança, ficou reduzido a uma massa de carne putrefata... e, quando estava para morrer ninguém se atreveu a desengana-lo. e faleceu sem que o suspeitasse (Cobbel: Op. cit. carta VI. 190).

domingo, 22 de outubro de 2017

FESTA DE CRISTO REI (omite-se o XXI Domingo depois de Pentecostes)

MISSA SOLLEMNITATIS DOMINI NOSTRI IESU CHRISTI - UNIVERSORUM REGIS (SOLENIDADE de CRISTO REI do UNIVERSO)                                                                                                                                                                                                                       A Solenidade de Cristo Rei do Universo é relativamente recente. Foi o Santo Papa Pio XI, na primeira encíclica de seu pontificado, quem a estabeleceu, em 1925. Na Quas Primas, o Santo Padre almejava recordar o senhorio de Jesus sobre todos os reinados, governos e instituições. Via isso como tarefa urgente, dada a crescente rejeição dos ensinamentos da Igreja por parte dos homens e seus governantes civis, retirando Jesus Cristo e sua lei sacrossanta tanto da vida particular quanto da vida pública. "Baldado era esperar paz duradoura entre os povos - ditava o Papa -, enquanto os indivíduos e as nações se recusassem a reconhecer e proclamar a Soberania de Nosso Senhor Jesus Cristo"                                                                                                                                                                                                                                                                                         CONSAGRAÇÃO DO GÊNERO HUMANO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

O CORDEIRO, REI do Céu, Primeiro e Último, Alfa e Ômega, que nos resgatou com o seu Sangue, impera do seu Trono, rodeado dos quatro Animais simbólicos da visão de Ezequiel, no esplendor dos sete Candelabros de ouro, diante dos Anjos das sete igrejas, no meio dos vinte e quatro Anciãos cingidos com as suas coroas.
                                                                   
                                                                                                                                                      Indulgência plenária: recitação pública do ato de consagração do gênero
humano Dulcíssimo Jesus, Redentor.                                                                                                                                                                                                                   “Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, humildemente prostrados na vossa Presença, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração.                                                                                                                                 
Muitos há que nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos Mandamentos, vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração.

Senhor, sede Rei não somente dos fiéis, que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes, à Casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome.
                                                                                                                                    Sede Rei dos que vivem iludidos no erro ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só Pastor.

Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a Ele, por todos os séculos. Amém.”                                 

sábado, 14 de outubro de 2017

CATÓLICOS NÃO ADORAM IMAGENS !!!


Observemos o Texto de Exôdo 20, na sua íntegra (Bíblia Católica e original dos primeiros cirstãos).

"Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão. NÃO TERÁS OUTROS dEUSES diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem do que há nas águas debaixo da terra. Não adorarás tais coisas, nem lhes prestarás culto" (Ex 20,2-5).

Portanto já fica claro que a Proibição NO CONTEXTO, para fabricação de Imagens era de Imagem de deuses.

Qual o objetivo deste mandamento ?

Impedir que os judeus achassem que existem vários deuses. O Deus único, naquele tempo, não tinha ainda corpo. Nosso Senhor ainda não Se havia encarnado no seio da Virgem Maria.

Era, portanto, impossível representá-lo, sob qualquer forma que fosse. Ele não tinha forma.

Os pagãos adoravam milhares de deuses diferentes: Estes ídolos, estes demônios, eram por eles representados em estátuas.

Deus, porém, não tinha um corpo que pudesse ser representado. Ele estava educando o Povo Eleito para que eles não colocassem o culto a Deus em pé de igualdade com cultos a ídolos.

Ele estava mostrando que Deus é único, Criador dos Céus e da Terra, não uma "entidade" a competir com os exus e orixás das idolatrias da época.

O problema, portanto, não era a confecção de imagens, mas a adoração de falsos deuses, o colocar falsos deuses como se fossem deuses de verdade.
O próprio Senhor Deus mandou que fossem feitas várias imagens porque a imagem tem uma função comunicativa, ou seja: é sempre usada para comunicar algo muito importante, é uma estratégia para comunicar-se bem

Esta estratégia é tão eficaz que foi usada pelo próprio DEUS.

Exatamente. o próprio DEUS mandou fazer imagem.

Vamos analisar pelo menos 4 passagens da sua Bíblia mutilada:

Vamos abrir em Nm 21, 4-9.

DEUS libertou o povo Hebreu do Egito através de Moisés e Araão. mandou várias pragas contra os egípcios. De repente, no deserto, o povo começou a murmurar contra DEUS, depois de tudo o que o Senhor fez por ele.

Conclusão:
DEUS mandou uma praga contra os israelitas. A praga das serpentes. Muita gente do povo começou a ser picada por serpentes e morrer. O povo, com medo, converteu-se e foi implorar para Moisés que intercedesse por ele.

DEUS deu uma ordem:

Nm 21, 8 : "faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, com fé, será salvo”

Você não acha esquisito? uma hora Deus proíbe imagem. Outra hora, ele manda fazer uma.

Conseguem enxergar que Deus fez questão de se servir de uma imagem para curar seu povo?

Quando, porém, os israelitas começaram a confundir as coisas e achar que a serpente de bronze era um deusinho a ser adorado, o rei Ezequias mandou derrubá-la para acabar com aquela pouca-vergonha (2 Rs 18,4).

A 2º Passagem está em Ex 25, 10-22

Observe, que: Em Ex 20, 3-6, DEUS PROÍBE FAZER ÍDOLOS.

Já em Ex 25, 10-22 DEUS MANDA FAZER DUAS IMAGENS DE QUERUBINS.

Não seria esquisito um livro proibir fazer imagem e cinco capítulos depois mandar fazer duas?

Em Ex 25, 18 DEUS fala com Moisés :

“Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa...."

Se vc continuar a leitura até o versículo 22, vai ver que DEUS dá as coordenadas de como deveriam ser os querubins.

Uma coisa importante no versículo 22:

" Ali virei ter contigo e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas."



Engraçado!!!

Por que DEUS disse que falaria com os israelitas do meio das imagens dos querubins?

Será que Deus realmente é contra imagem?

Se não fosse importante, será que teria mandado fazer de ouro batido?

Não desista ainda.

Vamos analisar. a 3º passagem da Bíblia

Você sabe que quem construiu o TEMPLO do senhor foi Salomão, ele fez dois querubins gigantes para o interior do Santo dos santos. Este era o local mais sagrado do Templo.

A passagem fala das duas imagens, que também foram revestidas de ouro, inclusive dá até pormenores sobre elas.

Por que será que Deus permitiu a Salomão fazer duas imagens de querubins gigantes (10 côvados = 5 metros, mais ou menos um prédio de dois andares) e colocá-las no lugar mais sagrado do Templo, de onde Ele próprio falava com os israelitas?

Vamos para a 4º passagem?

Ela está neste mesmo livro. Dê uma olhadinha em 1Rs 7, 23-26.

Salomão pede para Hirão (um amigo que faz trabalho em bronze) construir, dentro do templo, 12 bois. Era necessário construir um tanque para purificar as mãos e os pés antes de entrar no lugar sagrado, senão poderia até morrer (conforme Ex 30, 17-21) Hirão construiu um, que parecia uma piscina (mar de bronze).

Em cada lado, construiu 3 imagens de boi. São 4 lados, portanto, 12 imagens.

Entramos então na questão:

Já que o que a Lei dada aos judeus por Deus os proibia de fazer imagens de falsos deuses para adoração, mas Deus não proibia - muito pelo contrário, mandou várias vezes que fossem feitas - imagens de criaturas de Deus para melhor servi-lo.


Haveria por acaso algum problema em fazer imagens das obras-primas de Deus, que são a Santíssima Virgem Maria e os outros Santos?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

DATAS CRISTÃS X POSIÇÃO DOS PLANETAS NO UNIVERSO !!!

25 DE DEZEMBRO DO ANO ZERO (A.D.):
NASCIMENTO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO




13 DE ABRIL DE 33 (A.D.):
MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NA CRUZ




23 DE SETEMBRO DE 2017 (A.D.):
MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NA CRUZ





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SOLENIDADE DO DOGMA DA MATERNIDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA (ANO 431: 11 de Outubro)

 O Primeiro Concílio de Éfeso foi realizado em 431 na Igreja de Maria em Éfeso, na Ásia Menor o primeiro dos quatro dogmas marianos é o da Maternidade Divina da Santíssima Virgem  Maria. Foi convocado pelo imperador Teodósio II e debateu sobre os ensinamentos cristológicos e mariológicos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Cerca de 250 bispos nele estiveram presentes. O concílio foi conduzido em uma atmosfera de confronto aquecido e recriminações, e condenou o nestorianismo como heresia, assim como o arianismo e o sabelianismo ório, patriarca de Constantinopla, defendia que Cristo não seria uma pessoa única, mas que Nele haveria uma natureza humana e outra divina, distintas uma da outra e, por consequência, negava o ensinamento tradicional que a Santíssima Virgem Maria pudesse ser a "Mãe de Deus" (em grego Theotokos), portanto ela seria somente a "Mãe de Cristo" (em grego Cristokos), para restringir o seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina. Os adversários de Nestório, liderados por São Cirilo, Patriarca de Alexandria, consideravam isto inaceitável, pois Nestório estava destruindo a união perfeita e inseparável da natureza divina e humana em Jesus Cristo e acusavam Nestório de heresia, para condená-lo, São Cirilo apelou ao Papa Celestino I, o papa concordou e concedeu à Cirilo sua autoridade para depor Nestório e excomungá-lo. Porém, antes da intimação chegar, Nestório convenceu o imperador Teodósio II para convocar um Concílio ecumênico, para que os bispos defendessem os seus pontos de vista opostos. Assim que foi aberto, o Concílio denunciou os ensinamentos Nestório como errôneos e decretou que Jesus era uma apenas pessoa, e não duas pessoas distintas, Deus completo e homem completo, e declarou como dogma, que a Santíssima Virgem Maria devia ser chamada de Theotokos, porque ela concebeu e deu à luz Deus como um homem. Os eventos do concílio criaram um cisma importante, provocando a separação da região da Síria, formando a Igreja Assíria do Oriente. 

Aos 22 de junho de 431, este dogma foi solenemente definido pelo Concílio de Éfeso explicitamente a Maternidade Divina de Nossa Senhora. Assim, o Concílio de Éfeso, do ano 431, sendo Papa São Clementino I (422-432) definiu se expressou: “Que seja excomungado quem não professar que Emanuel (Cristo)é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Santíssima Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus”.    

São Bernardo, num de seus sermões sobre a Anunciação, demora-se em observar Maria no exato momento de seu sim à Maternidade Divina, um sim que mudaria os rumos da história, que recriaria o mundo, que possibilitaria uma nova e eterna comunhão entre Deus e as criaturas. "Ó Virgem piedosa, o pobre Adão, expulso do paraíso com sua mísera descendência, implora a tua resposta. Implora-a Abraão, implora-a Davi; e os outros patriarcas, teus antepassados... suplicam esta resposta. Toda a humanidade, prostrada a teus pés, a aguarda. E não é sem razão, pois do teu consentimento depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a libertação dos condenados, a salvação de todos os filhos e filhas de Adão, de toda a tua raça. Responde depressa, ó Virgem! Pronuncia, ó Senhora, a palavra esperada pela terra, pelos infernos e pelos céus. O próprio Rei e Senhor de todos, tanto quanto cobiçou a tua beleza, deseja agora a tua resposta afirmativa, porque por ela decidiu salvar o mundo. Agradaste a ele pelo silêncio, muito mais lhe agradarás pela palavra ... Se tu lhe fizeres ouvir a tua voz, ele te fará ver a nossa salvação".

São Boaventura (+1274): "Os coros dos anjos, com vozes incessantes, te proclamam: santa, santa, santa, ó Maria, Mãe de Deus, mãe e virgem ao mesmo tempo! Os céus e a terra estão cheios da majestade vitoriosa do Fruto do teu ventre! O glorioso coro dos apóstolos te aclama Mãe do Criador! Celebram-te todos os profetas, porque deste à luz o próprio Deus! A imensa assembléia dos santos mártires te glorifica como Mãe do Cristo. A multidão triunfante dos confessores prostra-se diante de ti, porque és o Templo da Trindade!".

Leitura da Epístola dos

Eclesiástico 24, 23-31
23.Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância.24.Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança,25.em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude.26.Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos;27.pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel.28.A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos.29.Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede.30.Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão.31. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna.

 Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 2,43-51    
43.Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem.44.Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.45.Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.46.Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.47.Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.48.Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. 49.Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? 50.Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.51.Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

SÃO JERÔNIMO e o LEÃO !!!


Numa certa tarde, como faziam todos os dias nas horas canônicas, os monges estavam reunidos ouvindo as lições do dia durante. São Jerônimo estava entre eles e ouvia atento. De repente, todos perceberam que um leão se aproximava. Foi uma correria geral. São Jerônimo manteve a calma: foi o único. Ele levantou-se e foi encontrar-se com aquele hospede não convidado... Era um animal enorme que usava somente três patas para caminhar. A quarta pata ele a trazia levantada. Claro que o leão não poderia falar, mas dava a impressão de querer comunicar alguma coisa e ofereceu a Jerônimo a pata que trazia levantada. O monge a examinou e percebeu que o animal estava gravemente ferido.
Jerônimo chamou o menos medroso dos monges para ajudá-lo a limpar e cuidar do ferimento que estava em carne viva, infeccionado e ainda cheio de espinhos. Jerônimo tratou do animal, retirou-lhe os espinhos e o medicou com unguentos. O animal sarou. Os cuidados oferecidos ao animal amansaram a "besta fera". O leão passou, então a caminhar pacificamente pelo mosteiro. Onde estivesse São Jerônimo, junto estava o animal que se comportava como um animal doméstico.
Jerônimo mostrou aos monges uma primeira lição do episódio: "Pensem sobre isto e vocês poderão encontrar lições de vida. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou até nós, pois, o leão se curaria sem a nossa ajuda. Deus nos enviou esse leão para mostrar quanto a Providencia estava ansiosa para nos prover do que necessitamos para nosso bem."
Os monges sugeriram então que o leão fosse usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o mosteiro. E, por muito tempo, assim foi: o leão guardava o jumento enquanto este trabalhava. Um dia, porém, o leão dormiu enquanto o jumento pastava e alguns mercadores que por ali passavam roubaram o jumento. O leão acordou e passou a procurar o jumento. Procurou todo o dia, sem encontrá-lo. Voltou para o mosteiro e ficou diante do portão. Parecia ter consciência de sua culpa: não tinha mais o andar imponente que parecia quando andava ao lado do burrico.
Alguns monges concluíram que o leão tinha comido o jumento. E se recusaram a alimentá-lo, enviando de volta para comece o resto de sua vítima. Será que havia sido o leão que dera cabo do jumento? Jerônimo mandou que procurassem a carcaça do jumento. Eles não encontraram nada e não viram sinais de violência. Ao saber disso São Jerônimo disse: " Eu fico triste com a perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes, deem comida para ele. Ele fará o serviço do jumento: deverá trazer em seu lombo a lenha que necessitamos." E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia do alto de uma colina e viu na estrada homens montados em camelos e um deles montando um jumento. O leão foi ao encontro a eles. Aproximando-se, reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram deixando para trás o jumento, os camelos e a carga que traziam. Como faria um cão pastor, o leão conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquele desfile inusitada correram até São Jerônimo. E foi até os portões e os abriu dizendo: "Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e deem comida para eles. Esperemos para ver o que Deus queria mostrar a este seu servo quando nos deu o leão".
Os monges seguiram as instruções de Jerônimo. O leão começou a rugir de novo e a balançar sua cauda, alegremente. Pesarosos por causa do que pensaram sobre o Leão, relembraram um pensamento conhecido na região: "Irmão, confie na sua ovelha, mesmo que se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião. Deus fará um milagre para curar o seu caráter".
Jerônimo, sabendo o que iria acontecer disse: "Meus irmãos, preparem boa água, refrescos e frutas pois, chegarão novos hóspedes que deverão ser bem tratados'. Tudo aconteceu como o Santo pediu. E logo um grupo de mercadores estava diante do portão. Embora tivessem sido bem recebidos pelos monges, correram até São Jerônimo e prostraram-se a seus pés, pedindo perdão e agradecendo o acolhimento. Jerônimo ainda disse aos monges: "deem os refrescos a eles e deixem partir com os seus camelos e suas cargas". Através do Leão, Deus supre as necessidades do mosteiro.
Os mercadores, como retribuição e gratidão, ofereceram metade do óleo que os seus camelos carregavam para que fosse usado nas lâmpadas do mosteiro e ainda deixaram alimentos para os monges. Então, o chefe dos mercadores ainda disse: "Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano e nossos filhos e netos serão instruídos de também seguirem esta ordem: nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer de nós ". São Jerônimo aceitou a oferta e os mercadores de sua parte aceitaram os refrescos e partiram com a benção do Santo, voltaram alegres para o seu povo.
São Jerônimo, tirando uma lição de toda essa história, respondeu a pergunta que ele mesmo havia feito anteriormente: "vejam meus irmãos o que Deus tinha em mente quando nos mandou o seu leão"!
Esta narração foi adaptada, para dar uma breve explicação do porque a iconografia costuma apresentar São Jerônimo com um leão junto dele.
No livro "Vita Divi Hieronymi" (Migne. P.L., XXII, c. 209ff.) traduzido para o Inglês por Helen Waddell em "Beasts and Saints" (NY: Henry Holtand Co., 1934), é onde podemos encontrar essa narração por inteiro.