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domingo, 30 de maio de 2021

“Isto não é de Deus...”

 


São Filipe Néri devotava grande piedade a Maria e era, frequentemente, consultado pelos bispos, para que desse o seu parecer sobre a autenticidade dos místicos. Sua prática constante, de humildade e obediência, tendo a Virgem Maria como modelo, permitiu-lhe que testasse, infalivelmente, os falsos místicos, pois o demônio é orgulhoso e independente.

Em 1560, os cardeais estavam divididos em relação a uma religiosa que tivera visões. E, como solicitaram o seu parecer, ao ver a jovem freira chegar, olhou-a calorosamente e lhe disse:

“Mas, eu não quero ver a senhora, eu quero ver a santa!” ─ “Mas, sou eu, a santa, Meu Senhor!” ─ “Ah! A senhora é a santa? Obrigado”. Ele deu meia volta e confiou aos cardeais: “Isto não vem de Deus...”

Em l’Etoile Notre Dame (A Estrela Nossa Senhora), n° 148, outubro de 2006.


sábado, 29 de maio de 2021

Sobre uma barca luminosa, a Virgem Maria apareceu no Egito!!!!

 Desde o primeiro ano da fundação do mosteiro de Deir Al-Maghti no Baixo Egito, no sétimo século, os monges reunidos, na Igreja, viram uma coluna de luz aflorar no altar, transformando-se numa barca luminosa que transportava a Virgem, anjos, santos (especialmente, os apóstolos e os santos cavaleiros, Teodoro, Jorge e Mercúrio), assim como os inocentes exterminados sob as ordens de Herodes.

Sob o pedido da Virgem, para que os monges associassem o povo a este milagre, uma peregrinação foi organizada. Ela teve a duração de cinco dias, espalhando-se por imensos acampamentos, contando com peregrinos egípcios, etíopes, maronitas, gregos, nestorianos, latinos e até mesmo, muçulmanos. Os fieis adotaram, como costume, lançar seus turbantes e lenços sobre a cúpula da Igreja, no momento da aparição e, muitas vezes, a Virgem tocava um ou outro. Cada um deles podia, além disso, pedir e obter a graça de ver, comprimidos, em torno da Virgem Maria, em meio à multidão, os falecidos parentes ou pessoas que lhes eram próximas, como se estivessem vivos.

As aparições do mosteiro d’Al-Maghti tornaram-se muito conhecidas, também na Etiópia, graças ao Livro dos milagres de Maria, e foram mencionadas no sinaxário etíope, na data de 21 genbot/21 bachnas (29 de maio). Segundo o Livro dos milagres, confirmado pelo geógrafoAl-Maqrîzî (morto em 1441), o mosteiro foi destruído em 1438, durante o ramadam, sob a ordem do sultão mameluco Barsbay al-Malik al-Ashraf Sayf ad-Dan.

Por Padre René Laurentin e segundo o seu Dictionnaire des Apparitions (Dicionário das Aparições) ─ Fayard 2007

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Maria pede a paz entre o Oriente e o Ocidente!!!

 


No dia 26 de maio de 1432, no pequeno vilarejo de Caravaggio, norte da Itália, próximo de Milão e de Veneza, Giovanetta di Pietro Vacchi, filha de camponeses lombardos, mulher simples e piedosa, casada com um homem violento, diz ter visto a Virgem Maria:

“De repente, eu tinha, diante de mim, uma senhora alta, bela e admirável, com o rosto alegre, sereno e gracioso, o aspecto venerável, vestida de azul e com um véu branco” ─ explicou. “A senhora anunciou-se como ‘Nossa Senhora’ e disse: Tenho conseguido afastar do povo cristão os merecidos e iminentes castigos da Divina Justiça, e venho anunciar a Paz”. Nossa Senhora de Caravaggio pede ao povo que volte a fazer penitência, jejue nas sextas-feiras e vá orar na igreja, aos sábados, à tarde, em agradecimento pelos castigos afastados, e pede que uma capela lhe seja erguida. Como sinal da origem divina da aparição e das graças que ali seriam dispensadas, ao lado de onde estavam seus pés, brota uma fonte de água límpida e abundante. Nela, muitos doentes recuperam a saúde.

Nossa Senhora pediu-lhe que rezasse e disse-lhe que viera para a paz entre os homens do Oriente e do Ocidente. Caravaggio passou a ser um célebre lugar de peregrinação na Lombardia.

O Bispo de Cremona aceitou, rapidamente, o pedido de Maria e mandou construir um santuário em sua homenagem. Em 1992 o santuário foi visitado pelo Papa João Paulo II.

Por René Laurentin, ‎Patrick Sbalchiero!

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Como garantir nossa perseverança final?

 


Quando São João Bosco estava agonizando, seus companheiros lhe perguntaram: O que deixareis para essas pobres crianças que educastes com tanto cuidado e carinho e que estais prestes a deixá-las?

O santo homem respondeu sem hesitar: Devoção a Maria e comunhão frequente, estimando, certamente, que estas duas atuações bastariam para garantir sua perseverança final.

Ele recomendou a mesma insistência sobre a necessidade de seguir a Virgem Maria, como aconselhou Berchmans, o bem-aventurado jesuíta belga (1599-1621): Se eu amo Maria, sinto-me seguro de minha perseverança e sei que irei obter de Deus tudo o que eu desejar. Eis o motivo pelo qual o jovem santo dizia insistentemente: Eu quero amar Maria, eu quero amar Maria.

Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças)

quinta-feira, 20 de maio de 2021

O mistério de Pentecostes, diante de Maria !!!

 


A irrupção da Trindade divina, na alma, é o mistério insondável de Pentecostes. Este mistério se desdobra ao lado de Maria, ao redor de Maria, na presença de Maria e com Maria.

Maria comunicou aos apóstolos, a morada da Divina Trindade nela, em seguida, através deles, a todas as almas que desejassem seguir a Cristo. Tudo o que aconteceu no Dia da Ascensão, Maria guardou em seu coração. Instruída pelo exemplo de seu Filho, Maria entendeu e aceitou a vontade do Pai, em relação a Ela.

“Que seja feita a vossa vontade”: o fiat da Anunciação e o fiat da Cruz conduziram Maria ao fiat da Ascensão.

Jesus desapareceu diante de seus olhos carnais e é neste mistério da separação que Ela deveria viver; um desapego mais puro e mais perfeito ainda, do que todos o que Ela vivenciara, até então. Maria não hesitou em nenhum momento. Ei-la, mais uma vez, se apressando, se preocupando, ciosa em reunir os Apóstolos.

Acontecimentos tão desconcertantes poderiam tê-los dispersados, mais uma vez. Porém, Maria é Aquela que contempla. Ela enxerga, além das aparências.

Marie-–Benoîte Angot, em Adorer avec Marie (Adorar com Maria), Éditions le Sarment, p. 81


quarta-feira, 19 de maio de 2021

Um retrato da Virgem Maria “não produzido por mãos humanas” !!!

 


No dia 17 de janeiro de 1797, no Tirol (Áustria), entre 15h e 16h, uma jovem de 18 anos, Rosina Bucher, que morava na pequena cidade de Absam, viu um retrato da Virgem Maria sobre uma janela, no andar térreo da casa de seus pais.

Submetida a um exame minucioso, pelas autoridades científicas, a imagem foi declarada como não tendo qualquer vestígio de influência externa ou qualquer diferença na natureza da sua superfície de vidro liso. Sobre o vidro, é possível remover o desenho, ao ser lavado, mas a imagem logo reaparece, assim que o vidro começa a se embaçar. Substâncias químicas não conseguiram apagar o retrato permanentemente.

A população transferiu o ícone para a igreja paroquial da aldeia, Saint-Michel, que se tornou a mais importante igreja de peregrinação mariana no Tirol, e foi elevada à categoria de Basílica, no ano 2000, pelo Papa João Paulo II.

O retrato lembra menos uma foto do que uma gravura sobre madeira expressionista, em preto e branco. Enquanto, no caso de Nossa Senhora de Guadalupe, o manto cobre os cabelos separados por uma risca, um duplo véu envolve a cabeça da Virgem Maria de Absam. Seu manto está envolto por raios de sol; e o véu, por uma auréola luminosa.

Fonte: Absam e sudariumchristi.com

domingo, 16 de maio de 2021

“Aquele que morrer vestido deste escapulário estará livre do fogo do inferno”.

 


No final do século XII, nasceu a Ordem do Monte Carmelo, instalada numa montanha de Israel, inclinada sobre o mar mediterrâneo, herança deixada pelos eremitas e profetas que viveram naquela montanha, lembrança do profeta Elias. Após a invasão dos lugares santos pelos muçulmanos, a Ordem foi forçada a se exilar na Europa e lá, pouco conhecida, quase desapareceu.

Nossa Senhora escolheu o momento para intervir, aparecendo, em 1251, a São Simão Stock, então Coadjutor Geral da Ordem, que implorava, incessantemente, à Virgem Maria, que não permitisse que a Ordem Carmelita, tão devota dela, desaparecesse.

Nossa Senhora lhe entregou o escapulário que deveria ser usado sobre os hábitos dos carmelitas.

Assim, Ela doava a São Simão Stock a liberação de seus servos, para que Ela estivesse, sempre, com cada um deles. A Rainha do Céu lhe entregou o escapulário, dizendo: “Meu dileto filho, eis o escapulário, que será o distintivo da minha Ordem. Aceita-o, como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno”.

FONTE: Marie de Nazareth


sexta-feira, 7 de maio de 2021

A estátua de Maria foi milagrosamente concluída!

 


No século XI, um certo Guerlenc, Conde de Corbeil (bassin parisien, França) tinha tentado se apossar dos bens da abadia: porém, ele ficou gravemente enfermo, e tendo pedido um milagre de cura, foi atendido. Resolveu se converter e encomendou uma estátua de madeira da Virgem Maria, ao escultor Rumolde.

No dia 10 de julho de 1068, quando talhava a estátua, o escultor ouviu o seu nome, de uma voz que vinha de fora. Ele deixou o ateliê, mas procurou, procurou e não viu ninguém. Retornando ao ateliê, encontrou a estátua concluída! Inicialmente chamada “a Virgem ‘áchyropoÏete’”(quer dizer: “Não feita por mãos humanas”), a estátua foi logo chamada “Nossa Senhora dos Milagres”, e assim continua sendo, pois ela obtém inúmeros milagres aos peregrinos que chegam para rezar diante dela.

A peregrinação a Notre Dame des Miracles (Nossa Senhora dos Milagres), de Saint-Maur des Fossés (Val-de-Marne) foi interrompida, somente em 1968, mas foi reiniciada na alvorada do 3º milênio. Dizem que, naquela época, ela foi tão importante, quanto Nossa Senhora de Lourdes é importante em nossos dias! O momento mais destacado acontece em dezembro, no sábado, à tarde, o mais próximo do dia 8 de dezembro, e os peregrinos já obtiveram inúmeros milagres, neste início do século XXI.

Fonte:

O livreto «Pèlerinage diocésain Notre Dame des Miracles» (Peregrinação diocesana Nossa Senhora dos Milagres)

Editado por Infocap: para o arcebispado de Créteil


segunda-feira, 12 de abril de 2021

Indulgências para o 150 o. Ano Jubilar de São José !!!

 


DECRETO

Concedem-se especiais indulgências por ocasião do Ano Jubilar em honra de S. José, instituído pelo Sumo Pontífice Francisco, a fim de celebrar-se dignamente o 150.º aniversário da declaração de S. José como Patrono da Igreja Católica.

Comemora-se hoje o 150.º aniversário do Decreto “Quemadmodum Deus”, pelo qual o bem-aventurado Papa Pio IX, movido pelas graves e lutuosas calamidades da época, em que a Igreja era atacada por inimigos, declarou S. José Patrono da Igreja Católica.

A fim de perpetuar a confiança de toda a Igreja no singular patrocínio do Custódio do Menino Jesus, o Sumo Pontífice Francisco determinou celebrar, de hoje até o dia 8 de dezembro de 2021, no mesmo aniversário do mencionado Decreto e também no dia dedicado à Bem-aventurada Virgem Imaculada e esposa do castíssimo José, um Ano especial de S. José, para que todos os fiéis cristãos, a exemplo dele, reforcem diariamente sua vida de fé, cumprindo plenamente a vontade de Deus.

Todos os fiéis cristãos, com o auxílio de S. José, protetor da Santa Família de Nazaré, com orações e boas obras buscarão obter consolo e alívio das graves aflições humanas que afligem a nossa época.

A devoção ao Custódio do Redentor cresceu copiosamente na história da Igreja, a qual não somente lhe tributou um culto eminente, inferior apenas ao culto à Mãe de Deus e sua esposa, mas também lhe atribuiu diversos patrocínios.

O Magistério da Igreja continua a descobrir com gosto antigas e novas grandezas em S. José como em um tesouro, qual um pai de família que “tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt 13, 52).

Para alcançar esse tão desejado fim, será útil, acima de tudo, o dom das sagradas indulgências, que a Penitenciaria Apostólica, pelo presente Decreto, promulgado segundo as intenções do Sumo Pontífice Francisco, estende benignamente por todo o Ano de S. José.

Concede-se indulgência plenária, sob as condições de costume (a saber, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice), aos fiéis que, completamente desapegados do pecado, participarem do Ano de São José nas circunstâncias e dos modos determinados por esta Penitenciaria Apostólica.

a) S. José, verdadeiro homem de fé, nos exorta a reencontrar a relação filial com o Pai, renovar nossa fidelidade à oração, pôr-nos a escutar e responder com profunda consciência à vontade de Deus. — Por isso, concede-se indulgência a todos os que, por ao menos meia hora, meditarem a Oração do Senhor ou, ao menos por um dia, participarem de um retiro espiritual que inclua uma meditação sobre S. José.

b) No Evangelho, o título “homem justo” (Mt 1, 19) é atribuído a S. José, que, guardião “do íntimo mistério que está no mais profundo do coração e da alma” [1], isto é, partícipe do mistério de Deus e, por isso, exímio protetor em foro interno, nos impelirá a descobrir, no cumprimento dos nossos deveres, a força do silêncio, da prudência e da honestidade. A virtude da justiça, exercida por José de modo admirável, é a plena adesão à Lei divina, ou seja, à Lei da misericórdia, “porque é precisamente a misericórdia de Deus que leva ao cumprimento da justiça autêntica” [2]. — Por esta razão, os que, segundo o exemplo de S. José, realizarem obras de misericórdia, quer corporais, quer espirituais, poderão também alcançar o dom da indulgência plenária.

c) A principal nota da vocação de S. José foi ser o custódio da Santa Família de Nazaré, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e pai legal de Jesus. — A fim de que todas as famílias cristãs sintam-se urgidas a imitar o exemplo de íntima comunhão, amor e oração que a Santa Família viveu plenamente, concede-se indulgência plenária aos fiéis que recitarem o Sacratíssimo Rosário em família ou entre noivos.

d) O Servo de Deus, Papa Pio XII, no dia 1.º de maio de 1955, instituiu a festa de S. José Operário, “com a intenção de que por todos se reconheça a dignidade do trabalho, e de que esta inspire a vida social e as leis, fundadas na equitativa distribuição de direitos e deveres” [3]. — Por isso, poderá lucrar uma indulgência plenária todo aquele que, diariamente, sob o patrocínio de S. José, oferecer o seu trabalho, e qualquer fiel que invocar a intercessão do Operário Nazareno para que todo aquele que buscar trabalho o encontre, e que seja mais digno o trabalho de todos.

e) A Santa Família, ao fugir para o Egito, “mostra-nos que Deus está presente onde o homem está em perigo, onde o homem sofre, para onde se refugia, onde experimenta a rejeição e o abandono” [4]. — Assim, concede-se indulgência plenária aos fiéis que recitarem a Ladainha de S. José (para a tradição latina), o hino a S. José Akathistos, inteiro ou ao menos em côngrua parte (para a tradição bizantina), ou outra oração a S. José, peculiar das demais tradições litúrgicas, pela Igreja perseguida interna e externamente e para socorrer todos os cristãos, que padecem todo gênero de perseguição.

S. Teresa de Jesus reconheceu em S. José um padroeiro para todas as necessidades da vida: “A outros santos parece ter dado o Senhor graça para socorrerem numa necessidade; deste glorioso Santo tenho experiência que socorre em todas” [5]. Em tempos mais recentes, S. João Paulo II reiterou que o exemplo de S. José reveste-se de uma “atualidade renovada para a Igreja do nosso tempo, em relação com o novo Milênio cristão” [6].

Para afirmar uma vez mais o patrocínio universal de S. José na Igreja, além das mencionadas circunstâncias, esta Penitenciaria Apostólica concede indulgência plenária aos fiéis cristãos que recitarem alguma oração legitimamente aprovada ou um ato de piedade em honra de S. José (por exemplo, “Ad te, beate Ioseph”), sobretudo nos dias 19 de março e 1.º de maio; na festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José; no domingo de S. José, segundo a tradição bizantina; no dia 19 de qualquer mês e às quartas-feiras, dedicadas, como de costume, à memória do santo, segundo o rito latino.

Nas atuais circunstâncias de saúde pública, o dom da indulgência plenária derrama-se maximamente sobre os anciãos, enfermos, agonizantes e todos aqueles que, por causas legítimas, não podem sair, se, tendo detestado os próprios pecados e feito a intenção de cumprir, assim que possível, as três condições de costume, em sua casa ou em qualquer lugar em que estejam retidos, fizerem piedosas preces em honra de S. José, alívio dos doentes e Padroeiro da boa morte, entregando confiadamente a Deus misericordioso as dores e incômodos da própria vida.

A fim pois de tornar mais fácil, por caridade pastoral, o acesso ao perdão divino, alcançável pelas chaves da Igreja, esta Penitenciaria roga insistentemente que todos os sacerdotes munidos das devidas faculdades para atender confissões, de ânimo pronto e generoso, celebrem a Penitência e administrem com frequência a sagrada comunhão aos doentes.

Valerá o presente Decreto por todo o Ano de S. José, não obstante quaisquer disposições em contrário.

 

Dado em Roma, nas dependências da Penitenciaria Apostólica, no dia 8 de dezembro de 2020.

 

Mauro Card. Piacenza

Penitenciário-Mor

 

Christophorus Nykiel

Regente

 

segunda-feira, 15 de março de 2021

Novena em honra de Nossa Senhora da Anunciação (25 de março a 25 de dezembro):

 


“Ó Maria, virgem Imaculada, Porta do Céu e causa da Nossa Alegria, Respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel, Vós pudestes dar curso ao plano de Deus para nossa salvação. Vós fostes, pela Providência Santíssima desde toda a eternidade, constituída vaso de eleição e moradia digna do Verbo Encarnado. Pelo vosso “sim” e fidelidade ao Pai celeste, o Espírito Santo teceu em vossas entranhas Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Eis que desejando que o Filho de Deus que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, Nossa Senhora Anquiropita, Aparecida e Rosa mística, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me, do vosso Filho, a graça que tanto necessito…(colocar a graça)

Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, Nossa Senhora de Caná e de Pentecostes, Vós que, perante o trono da Graça, sois a “Onipotência Suplicante”, enquanto vou meditando, com reverência e filial afeto, todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência, que vos acompanharam em vossa bendita e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre por nove meses o Filho do Deus Altíssimo.


Mãe da obediência e Medianeira de todas as graças, Vós esperastes o tempo necessário para trazer ao mundo o Rei do universo. Eis que, com fé e fidelidade, aguardo a graça que vos suplico, embora me pareça muito difícil de acontecer, impossível ou até demorada para chegar. Ajudai-me, pois, ó Mãe da ternura, virgem do silêncio e da escuta, a sofrer em santa espera o tempo e as demoras de Deus, com sobriedade de vida, alegria e perseverança. Fazei que eu jamais desanime ou seja pelo inimigo vencido.

Conduzi-me ao paraíso de Vosso Dulcíssimo Jesus e passai a frente, ó Mãe desatadora dos Nós, de cada uma de minhas necessidades, perigos ou aflições, desatando e desembaraçando por vossa força e poder um dos nós que eu, o mundo ou o nosso inimigo comum causamos em minha vida, caminhada e vocação

E se não bastassem os meus pecados, Ó Senhora dos Remédios, do Bom parto e do Perpétuo Socorro, ainda vos peço, em virtude dos vossos cuidados e suplícios para com Jesus em Vosso ventre, por todas as mães grávidas, para que tenham uma boa hora, e também por todas aquelas que passam por uma gestação delicada, pelas que são atormentadas pela ideia de abortar seus filhos e pelas que não podem ou não consegue tê-los.

Ó Senhora do Carmo, das Dores e da Defesa, mão e colo que embalaram Jesus, consolai todas as mães que rezam pela volta de seus filhos ao lar e aos bons costumes. Recompensai as mães que geram filhos para Deus, instruindo-os na fé e entregando-os a vida sacerdotal e religiosa.

Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós.

Nossa Senhora de Belém, rogai por nós. Amém.”

Rezar 9 Ave-Marias, em honra de cada um dos 9 meses em que Jesus esteve no ventre de Nossa Senhora acompanhadas da seguinte jaculatória:

“Benditas sejam a Santa Gravidez e a Imaculada Conceição da bem-aventurada sempre virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.”