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domingo, 26 de outubro de 2014

CENTURIA IV PATENA VITREUM EST INVENTUM IN HISPANIA !!!


Hic est a patena in saeculo IV, nuper inventa in Hispania cum CLXXV g de vitri et crassitudine 2mm.
In ludo, cum apparet imago duorum apostolorum.
Patenam (obiectum et liturgica, in Missa, depositus Eucharistia Corpus Christi) Hispaniae (a Jerusalem amplius tria millia), trecentis annis (non multo post, cum patiéntia, edicto Mediolanensi) .
Ita liturgia celebratur Primitiva Christiana.

PATENA di VETRO del SECOLO IV si TROVA in SPAGNA !!!


Ecco una Patena del quarto secolo, scoperto di recente in Spagna con 175 grammi di vetro in spessore di 2 mm.
Nel gioco, vedere chiaramente l'immagine di Cristo, accompagnato da due apostoli.
La patena (oggetto liturgico in cui, nella Messa, l'Eucaristia fu deposto, il Corpo di Cristo), Spagna (più di tremila miglia da Gerusalemme), in trecento anni (non molto tempo dopo, il porting, l'Editto di Milano) .
Fu così che il cristianesimo primitivo ha celebrato la liturgia.

PATENA de CRISTAL del SIGLO IV es DESCUBIERTA en ESPAÑA !!!


Aquí está una Patena del siglo IV, descubierto recientemente en España con 175 gramos de vidrio en 2 mm de espesor.
En la obra, ver claramente la imagen de Cristo acompañado de dos apóstoles.
Una patena (objeto litúrgico en el que, en la Misa, la Eucaristía fue depuesto, el Cuerpo de Cristo), España (más de tres mil kilómetros de Jerusalén), en los trescientos años (no mucho después, portar, el Edicto de Milán) .
Fue así que el cristianismo primitivo celebrava la Liturgia.

PATEN in GLASS of CENTURY IV is FOUND-OUT at SPAIN !!!


Here is a Paten of fourth century, recently discovered in Spain, with 175 grams of glass in 2mm thick.
In the play, clearly see the image of Christ accompanied by two apostles.
A paten (liturgical object where, in the Mass, the Eucharist was deposed, the Body of Christ), Spain (more than three thousand miles from Jerusalem), in the three hundred years (not long after, porting, the Edict of Milan) .
It was thus that the Primitive Christianity celebrated the Liturgy.



PATENA de VIDRO do SÉCULO IV é DESCOBERTA na ESPANHA !!!




Eis uma Patena do século IV, recentemente descoberta na Espanha com 175 gramas de vidro em 2mm de espessura.
Na peça, vê-se claramente a imagem de Cristo acompanhado por dois apóstolos.
Uma patena (objeto litúrgico onde, na Missa, se depõe a Eucaristia, o Corpo de Cristo), na Espanha (a mais de três mil quilômetros de Jerusalém), nos anos trezentos (bem pouco tempo depois, portando, do Edito de Milão).
Era assim que o Cristianismo Primitivo celebrava a Liturgia.

domingo, 21 de setembro de 2014

”CRISTÃO É MEU NOME E CATÓLICO É MEU SOBRENOME. UM ME DESIGNA, ENQUANTO O OUTRO ME ESPECIFICA. UM ME DISTINGUE, O OUTRO ME EVIDENCIA. É POR ESTE SOBRENOME QUE NOSSO POVO É DIFERENCIADO DOS QUE SÃO CHAMADOS HERÉTICOS.” SÃO PACIANO DE BARCELONA"


Paciano ou Pacianus (em latim: Pacianus; em catalão: Sant Pacià) foi um bispo de Barcelona durante o século IV dC. 

Seu episcopado durou de 365 dC até a sua morte, sucedendo Praetextatus (Pretextat), que compareceu num concílio da igreja em Sárdica (atualmente, Sófia, na Bulgária) em 347 dC (Concílio de Sárdica) e que foi o primeiro bispo de Barcelona registrado.

Considerado um Pai da Igreja, Paciano foi eulogizado na obra de Jerônimo em De Viris Illustribus, na qual ele elogia sua eloquência, erudição, castidade e santidade.

Seus escritos sobreviveram apenas parcialmente, três cartas e um pequeno tratado (Paraenesis ad Poenitentiam). Neles, ele discutiu a disciplina eclesiástica, batismo, o primado petrino e ensinamentos sobre penitência contra o Novacionismo, que estava então florescendo na Hispânia. 

Ele também é lembrado por uma frase de uma de suas cartas:

Christianus mihi nomen est, catholicos vero cognomen ("Meu nome é Cristão, meu sobrenome é Católico.)”

Paciano era casado e tinha um filho, Flávio Dexter, que serviu como prepósito do cubículo sagrado para Teodósio I e como prefeito da guarda pretoriana para o imperador Honório). Jerônimo não conhecia Paciano pessoalmente, mas conhecia seu filho.

sábado, 6 de setembro de 2014

INFORMATIVO - Edição-004: mês 08 - ano 2014

Associação - COR MARIAE IMMACULATUM

& Grupo de Jovens: JUVENTUTEM FOEDERATIO INTERNATIONALIS, Fortaleza-CE.
(http://subsidioliturgico.blogspot.com.br/)

CARTA APOSTÓLICA MOTU PROPRIO - SUMMORUM PONTIFICUM
de SS. PAPA EMÉRITO BENTO XVI, a respeito das MISSAS DÂMASO-GREGORIANAS

“Quais Sacerdotes detêm Legitimidade para celebração das Missas Gregorianas???
Art. 5 - §4.  Os sacerdotes que utilizam o Missal do Beato João XXIII devem ser idôneos e não estar juridicamente impedidos. (Nota: Sacerdotes idôneos são aqueles que mantêm estrita comunhão e obediência ao Papa (Vaticano) e autoridades eclesiásticas (Cardeais, Bispos e etc.), não bastando apenas ter sido ordenado e com formação no antigo rito e na língua latina).
(FONTE: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20070707_summorum-pontificum_po.html)
Notícias do Vaticano

"Juventude da Ásia, levanta-te! A Glória dos Mártires resplandecem em Ti"
Esta foi a mensagem que o Santo Papa enviou aos que participarão da sexta Jornada Asiática da Juventude, que acontecerá na Coreia do Sul neste mês de agosto, enfatizando aos jovens participantes tal apelo de Nosso Senhor.
Segundo ainda o Papa Francisco, os jovens devem ser considerados “portadores de esperança e de energias para o futuro”. Contudo, reconhece que são também vítimas da crise moral e espiritual dos tempos atuais e que, por isso, deseja “anunciar a eles e a todos o único nome que pode nos salvar: Jesus Cristo, o Senhor”.
SS. Papa Francisco
Notícias da Arquidiocese




“Um mês dedicado às Vocações”
Foi assim que o nosso pastor definiu a programação da Igreja Diocesana de Fortaleza ao mês de agosto, dedicando-o às vocações, que culminará com duas celebrações muito especiais e significativas na Catedral Metropolitana:
- Ordenações Diaconais no dia 25 de agosto, que irão auxiliar os (padres e bispos no grande trabalho da evangelização aos necessitados da ajuda da força de Deus.
- Ordenação Episcopal no dia 28 de agosto do Pe. Fernando Barbosa dos Santos, Sacerdote religioso lazarista, até então pároco de Nossa Senhora dos Remédios no Bairro Benfica em Fortaleza, que será bispo de Tefé na Amazônia.
Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques.
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza
Homenagem da “Acción Litúrgica”

“Obispo Brasileño con la Misa Tradicional”
Site religioso da Espanha registrou breve matéria sobre as celebrações da Santa Missa na forma do Rito Extraordinário ou Dâmaso-Gregoriano em nossa cidade. Segue texto traduzido: "Na cidade de Fortaleza, Brasil, a tradicional Santa Missa é celebrada uma vez por mês aos fiéis, na igreja centenária de São Bernardo. As imagens no blog se referem a Missa Prelatícia celebrada por Dom Adalberto Paulo da Silva, OFMCap, Bispo Auxiliar Emérito de Fortaleza, grande amigo da liturgia tradicional. A Missa aconteceu em 18 de maio passado, por ocasião do IV Domingo depois da Páscoa. "
A ASSUNÇÃO GLORIOSA DE NOSSA SENHORA AOS CÉUS
Em Maria Santíssima está a plenitude das graças e perfeições possíveis numa só criatura. Segundo Santo Antonino, "Deus reuniu todas as águas e chamou-as mar, reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria". Desde a eternidade, o decreto divino estabelecia o privilégio de ser da Virgem Santíssima concebida só em graças, com o privilégio de que geraria em seu seio o próprio Deus. Ela, que havia dado à luz, alimentado e protegido o Menino-Deus, e recebido em seus braços virginais o Corpo dilacerado de seu Filho e Redentor, estava prestes a exalar o último suspiro. Como poderia passar pelo transe da morte aquela Virgem Imaculada, nunca tocada pela mais leve sombra de qualquer falta? Perfeitíssima era a natureza da Virgem Maria, "se Deus empregou tanto cuidado ao formar o corpo de Adão, quanto maior cuidado não terá tido ao formar o corpo de Maria, do qual devia nascer o Verbo Encarnado?". Se a alma da Virgem foi a mais nobre, depois da do Redentor, é lógico concluir-se que também seu corpo foi o mais nobre, depois do de seu Filho. À alma santíssima de Maria, concebida sem pecado original e cheia de graça, desde o primeiro instante de sua existência, correspondia, portanto, um organismo humano perfeitíssimo, sem o menor desequilíbrio. Em conseqüência de sua virginal natureza, Nossa Senhora foi imune a qualquer doença, e jamais esteve sujeita à degenerescência do corpo causada pela idade. Portanto, de que morreu, pois, a Mãe de Deus? A Santíssima Virgem morreu de amor!, segundo São Francisco de Sales. Pois, levando sempre em seu coração as chagas do Filho, padecia-as sem consumir-se, mas finalmente morreu pelo ímpeto da dor. Sofria sem morrer, porém, por fim, morreu sem sofrer. Oh, paixão de amor! Oh, amor de paixão! Se seu Filho estava no Céu, seu coração já não estava n'Ela. Seu coração, sua alma, sua vida, tudo estava no Céu: por que haviam de ficar aqui na terra? Finalmente, após tantos arrebatamentos e êxtases, aquele castelo santo de pureza e humildade rendeu-se ao último assalto do amor, depois de haver resistido a tantos. O amor A venceu, e consigo levou sua benditíssima alma. Essa morte de Maria, suave e bendita como um lindo entardecer, a Igreja designa pelo sugestivo nome de "DORMIÇÃO", para significar que seu corpo não sofreu a corrupção. E Maria - que quer dizer "Senhora de Luz" - elevou-se em corpo e alma ao Céu, enquanto as incontáveis legiões das milícias angélicas exclamavam maravilhadas ao contemplar sua Soberana cruzando os umbrais eternos: “Quem é esta que surge triunfante como a aurora esplendorosa, bela como a lua, refulgente e invencível como o sol, que sobe no firmamento e terrível como um exército em ordem de batalha?” E ouviu-se uma grande voz do céu que dizia: "Eis aqui o tabernáculo de Deus" (Ap 21, 3). A Filha bem-amada do Pai, a Mãe virginal do Verbo, a Esposa puríssima do Espírito Santo foi coroada, então, pelas Três Divinas Pessoas para reinar no universo, pelos séculos dos séculos, "à direita do Rei" (Sl 44, 10). A verdade desta glorificação única e completa da Santíssima Virgem foi definida solenemente como Dogma de Fé pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950.
(NOTA: A Assunção de Nossa Senhora foi transmitida pela tradição escrita e oral da Igreja, através dos primeiros cristãos pelos séculos de forma inconteste. Na ocasião de Pentecostes, a idade de Maria Santíssima era +ou- 47 anos. Permaneceu ainda 25 anos na terra para educar e formar a Igreja nascente. Terminou sua “carreira mortal” +ou- na idade de 72 anos. E Quis Nosso Senhor dar suprema consolação aos apóstolos e discípulos, fazendo-os assistir a "DORMIÇÃO, de Nossa Senhora, entre os quais S. Dionísio Aeropagita, discípulo de S. Paulo e primeiro Bispo de Paris, narra o seguinte: “Diversos Santos Padres da Igreja contam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém na noite que precedera tal desenlace. S. João Damasceno narra que os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada de seu corpo.Três dias depois chegou o Apóstolo S. Tomé, que a Providência divina parecia ter afastado, para melhor manifestar a glória de Nossa Senhora, como dele já se servira para manifestar o fato da ressurreição de Nosso Senhor.S. Tomé pediu para ver o corpo de Nossa Senhora, quando retiraram a pedra o corpo já não mais se encontrava. O túmulo exalava um perfume de suavidade celestial!!! Como o seu Filho e pela virtude de seu Filho, a Virgem Santa ressuscitara ao terceiro dia. Os anjos retiraram o seu corpo imaculado e o transportaram ao céu, onde ele goza de uma glória inefável.
                  

AGRADECIMENTOS à PARÓQUIA de NOSSA SENHORA do CARMO
A Associação COR MARIAE IMMACULATUM, o Grupo de Jovens JUVENTUTEM FOEDERATIO INTERNATIONALIS de Fortaleza-CE e todos os demais fiéis assíduos participantes das Santas Missas na Forma Extraordinária do Rito Romano ou no Rito Dâmaso-Gregoriano, agradecem imensa e sinceramente ao Pároco da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, à Comunidade SHALOM, e toda a sua equipe técnico-litúrgica de apoio, pela disponibilização da Igreja de São Bernardo à estas celebrações.
"As contribuições dos Fiéis é que possibilitam as    celebrações litúrgicas, faça sua doação."
São Francisco ouviu do próprio Cristo Crucificado na Igreja de São Damião: - Não vês que minha casa está em ruínas, vai e restaura a minha casa! Não só reformou o prédio, mas além do telhado, portas e janelas, nele ainda construiu um dormitório, uma enfermaria e reformou todo o piso, transformando a igrejinha em um pequeno mosteiro. Restaurou a “Casa Divina" para reconstrução dos homens como verdadeiros filhos de Deus.

sábado, 30 de agosto de 2014

O DEVIDO RESPEITO AO SE PRONUNCIAR O NOME DE "JESUS" - VISÃO DE SANTA FRANCISCA ROMANA

Ao ser pronunciado santamente o nome de Jesus, Santa Francisca via os demônios do ar, da terra e do inferno inclinarem-se com sofrimentos espantosos, tanto maiores quanto mais santamente o nome de Jesus fora pronunciado.

Se o nome de Deus é pronunciado em meio a blasfêmias, os demônios ainda assim são obrigados a se inclinar, mas um certo prazer é misturado à dor causada pela homenagem que são obrigados a render.


Se o nome de Deus é blasfemado por um homem, os anjos do céu inclinam-se também, testemunhando um respeito imenso. 

Assim, os lábios humanos, que se movem tão facilmente e pronunciam tão levianamente o nome terrível, produzem em todos os mundos efeitos extraordinários e ecos, dos quais o homem não é capaz de compreender nem a intensidade nem a grandeza.

O INFERNO VISTO POR SANTA FRANCISCA ROMANA


A hierarquia dos demônios, suas funções, seus tormentos, os diversos crimes aos quais presidem, foram-lhe apresentados. Viu Lúcifer, chefe e general dos orgulhosos, rei de todos os demônios e precitos, rei muito mais infeliz do que os próprios súditos.
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O inferno é dividido em três partes: o superior, o do meio e o inferior. Lúcifer encontra-se no fundo do inferno inferior. A Lúcifer, chefe universal, subordinam-se três outros demônios, os quais exercem império sobre os demais:

1) Asmodeu, que preside os pecados da carne, e era antes da queda um Querubim;

2) Mamon, que preside os pecados da avareza, era um Trono. O dinheiro fornece, ele sozinho, uma das três grandes categorias;

3) Belzebu preside aos pecados de idolatria. Tudo que tem algo a ver com magia, espiritismo, é inspirado por Belzebu. Ele é, de um modo especial, o príncipe das trevas, e mediante as trevas ele é atormentado e atormenta suas vítimas.

Uma parte dos demônios permanece no inferno, a outra no ar, e uma terceira atua entre os homens, procurando desviá-los do certo caminho.

Os que ficam no inferno dão ordens e enviam seus embaixadores; os que residem no ar agem fisicamente sobre as mudanças atmosféricas e telúricas, lançando por toda parte suas más influências, empestando o ar, física e moralmente. Seu objetivo é debilitar a alma.

Quando os demônios encarregados da Terra vêem uma alma enfraquecida pelos demônios do ar, eles a atacam no seu ponto fraco, para vencê-la mais facilmente.

É o momento em que a alma não confia na Providência. Essa falta de confiança, inspirada pelos demônios do ar, prepara a alma para a queda solicitada pelos demônios da Terra.

Assim, enfraquecidos pela desconfiança, os demônios inspiram na alma o orgulho, em que ela cai tanto mais facilmente quanto mais fraca esta.

Quando o orgulho aumentou sua fraqueza, vêm os demônios da carne que atacam seu espírito.

Quando os demônios da carne aumentam mais ainda a fraqueza da alma, vêm os demônios que insuflam os crimes do dinheiro.

E quando estes diminuíram ainda mais os recursos de sua resistência, chegam os demônios da idolatria, os quais completam e concluem o que os outros começaram.

Todos se articulam para o mal, sendo esta a lei da queda: todo pecado cometido, e do qual a alma não se arrependeu, prepara-a para outro pecado. Assim, a idolatria, a magia, o espiritismo esperam no fundo do abismo aqueles que foram escorregando de precipício em precipício.

Todas as coisas da hierarquia celeste são parodiadas na hierarquia infernal. Nenhum demônio pode tentar uma alma sem a permissão de Lúcifer.

Os demônios que estão no inferno sofrem a pena do fogo. Os que estão no ar ou na terra não sofrem atualmente tais penas, mas padecem outros suplícios terríveis, e particularmente a visão do bem que praticam os santos.

O homem que faz o bem inflige aos demônios um tormento indescritível. Quando Santa Francisca era tentada, sabia, pela natureza e violência da tentação, de que altura tinha caído o anjo tentador e a que hierarquia pertencera.

Quando uma alma cai no inferno, seu demônio tentador é felicitado pelos demais. Mas quando a alma se salva, o demônio tentador recebe insulto dos outros, que o levam para Lúcifer e este lhe inflige um castigo a mais, além das torturas que já padece. Este demônio entra às vezes no corpo de animais ou homens. Ele finge ser a alma de um morto.

Quando um demônio consegue perder certa alma, após a condenação desta transforma-se em tentador de outro homem, mas torna-se mais hábil do que foi a primeira vez. Aproveita-se da experiência que a vitória lhe deu, tornando-se mais forte para perder o homem.

Santa Francisca observava um demônio em cima de alguém que estivesse em estado de pecado mortal. Confessado o pecado, via ela o mesmo demônio ao lado da pessoa. Após uma excelente confissão, o anjo mau ficava enfraquecido e a tentação não tinha mais o mesmo grau de energia.

sábado, 16 de agosto de 2014

A ASSUNÇÃO GLORIOSA DE NOSSA SENHORA AO CÉU


A Assunção de Nossa Senhora foi transmitida pela tradição escrita e oral da Igreja. Ela não se encontra explicitamente na Sagrada Escritura, mas está implícita. Há os que ainda acreditam que a Mãe de Deus, apesar de ter sido o Tabernáculo vivo da divindade, devia conhecer a podridão do túmulo, a voracidade dos vermes, o esquecimento da morte, o aniquilamento de sua pessoa. Então, vamos analisar o fato histórico, segundo é contato pelos primeiros cristãos e transmitido pelos séculos de forma inconteste.
Na ocasião de Pentecostes, Maria Santíssima tinha mais ou menos 47 anos de idade. Depois desse fato, permaneceu Ela ainda 25 anos na terra, para educar e formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora ela educara, protegera, e dirigira a infância do Filho de Deus.
Ela terminou sua “carreira mortal” na idade de 72 anos, conforme a opinião mais comum.
A morte de Nossa Senhora foi suave, chamada de “DORMIÇÃO”.
Quis Nosso Senhor dar esta suprema consolação à sua Mãe Santíssima e aos seus apóstolos e discípulos que assistiram a “dormição” de Nossa Senhora, entre os quais se sobressai S. Dionísio Aeropagita, discípulo de S. Paulo e primeiro Bispo de Paris, o qual nos conservou a narração desse fato. Diversos Santos Padres da Igreja contam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém na noite que precedera o desenlace da Bem-aventurada Virgem Maria.
S. João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada de seu corpo.
Três dias depois chegou o Apóstolo S. Tomé, que a Providência divina parecia ter afastado, para melhor manifestar a glória de Nossa Senhora, como dele já se servira para manifestar o fato da ressurreição de Nosso Senhor. S. Tomé pediu para ver o corpo de Nossa Senhora. Quando retiraram a pedra, o corpo já não mais se encontrava. Do túmulo se exalava um perfume de suavidade celestial!
Como o seu Filho e pela virtude de seu Filho, a Virgem Santa ressuscitara ao terceiro dia. Os anjos retiraram o seu corpo imaculado e o transportaram ao céu, onde ele goza de uma glória inefável. Nada é mais autêntico do que estas antigas tradições da Igreja sobre o mistério da Assunção da Mãe de Deus, encontradas nos escritos dos Santos Padres e Doutores da Igreja, dos primeiros séculos, e relatadas no Concílio geral de Calcedônia, em 451.
Como Nossa Senhora era isenta do ‘pecado original’, ela estava imune à sentença de morte (conseqüência da expulsão do paraíso terrestre). Todavia, por não ter acesso à “árvore da vida” (que ficava no paraíso terrestre), Maria Santíssima teria que passar por uma “morte suave” ou uma “dormição”.
Por um privilégio especial de Deus, acredita-se que Nossa Senhora não precisaria morrer se assim o desejasse, ainda que não tivesse acesso à “árvore da vida”. Tudo isso, é claro, ainda poderá ser melhor explicado com o tempo, quando a Igreja for explicitando certos mistérios relativos à Santíssima Virgem Maria que até hoje permanecem.
Muito pouco ainda descobrimos sobre a grandeza de Nossa Senhora, como bem disse S. Luiz Maria G. de Montfort em seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem“.
É certo que Nossa Senhora escolheu passar pela morte, mesmo não tendo necessidade.
Quais foram, então, as razões da escolha da morte por Nossa Senhora?
Pode-se levantar várias hipóteses. O Pe. Júlio Maria (da década de 40) assinala quatro:
1) Para refutar, de antemão, a heresia dos que mais tarde pretenderiam que Maria Santíssima não tivesse sido uma simples criatura como nós, mas pertencesse à natureza angélica.
2) Para em tudo se assemelhar ao seu divino Filho.
3) Para não perder os merecimentos de aceitação resignada da morte.
4) Para nos servir de modelo e ensinar a bem morrer.
Podemos, pois, resumir esta doutrina dizendo que Deus criou o homem mortal. Deus deu a Maria Santíssima não o direito (por não ter acesso à “Árvore da vida”), mas o privilégio, de ser imortal. Ela preferiu ser semelhante ao seu Filho, escolhendo voluntariamente a morte, e não a padecendo como castigo do pecado original que nunca tivera.
Analisemos, agora, a Ressurreição de Maria Santíssima.
Os Apóstolos, ao abrirem o túmulo da Mãe de Deus para satisfazer a piedade de São Tomé e ao desejo deles todos, não encontrando mais ali o corpo de Nossa Senhora, deduziram e perceberam que Ela havia ressuscitado!
Não era preciso ver à ressurreição para crer no fato, era uma dedução lógica decorrente das circunstâncias celestiais de sua morte, de sua santidade, da dignidade de Mãe de Deus, da sua Imaculada Conceição, da sua união com o Redentor, tudo isso constituía uma prova irrefutável da Assunção de Nossa Senhora.
A Assunção difere da ascensão de Nosso Senhor no fato de que, no segundo caso, Nosso Senhor subiu por seu próprio poder, enquanto sua Mãe foi assunta ao Céu pelo poder de Deus.
Ora, há vários argumentos racionais em favor da Assunção de Nossa Senhora. Primeiramente, havendo entrado de modo sobrenatural nesta vida, seria normal que saísse de forma sobrenatural, esse é um princípio de harmonia nos atos de Deus. Se Deus a quis privilegiar com a Imaculada Conceição, tanto mais normal seria completar o ato na morte gloriosa.
Depois, a morte, como diz o ditado latino: “Talis vita, finis ita“, é um eco da vida. Se Deus guardou vários santos da podridão do túmulo, tornando os seus corpos incorruptos, muito mais deveria ter feito pelo corpo que o guardou durante nove meses, pela pele que o revestiu em sua natureza humana, etc.
Nosso Senhor tomou a humanidade do corpo de sua Mãe. Sua carne era a carne de sua Mãe, seu sangue era o sangue de sua Mãe, etc. Como permitir que sua carne, presente na carne de sua santíssima Mãe, fosse corrompida pelos vermes e tragada pela terra? Ele que nasceu das entranhas amorosíssimas de Maria Santíssima permitiria que essas mesmas entranhas sofressem a podridão do túmulo e o esquecimento da morte? Seria tentar contra o amor filial mais perfeito que a terra já conheceu. Seria romper com o quarto mandamento da Lei de Deus, que estabelece “Honrar Pai e Mãe“.
Qual filho, podendo, não preservaria sua Mãe da morte?
A dignidade de Filho de Deus feito homem exigia que não deixasse no túmulo Aquela de quem recebera o seu Corpo sagrado. Nosso Senhor Jesus Cristo, por assim dizer, preservando o corpo de Maria Santíssima, preservava a sua própria carne.
Ainda podemos levantar o argumento da relação imediata da paixão do Filho de Deus e da compaixão da Mãe de Deus, promulgada, de modo enérgico, no Evangelho, pela profecia de S. Simeão falando à própria Mãe: “Eis que este menino está posto para a ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição. E uma espada transpassará a tua alma” (Luc. 2, 34, 45).
Esta tradução em vernáculo (português, no caso) é larga. O texto latino (em latim) tem uma variante que parece ir além do texto em português. “Et tuam ipsius animam pertransibit glaudius” – o que quer dizer literalmente: o mesmo gládio transpassará a alma dele e a vossa.
Como seria possível que o Filho, tendo sido unido à sua Mãe em toda a sua vida, na sua infância e na sua dor, não se unisse à Ela na sua glória?
Tudo isso se levanta dos Evangelhos.
A Assunção de Maria Santíssima foi sempre ensinada em todas as escolas de teologia e não há voz discordante entre os Doutores. A Assunção é como uma conseqüência da encarnação do Verbo.
Se a Virgem Imaculada recebeu outrora o Salvador Jesus Cristo, é justo que o Salvador, por sua vez, a receba. Não tendo Nosso Senhor desdenhado descer ao seu seio puríssimo, deve elevá-la agora, para partilhar com Ela a sua glória.
Cristo recebeu sua vida terrena das mãos de Maria Santíssima. Natural é que Ela receba a Vida Eterna das mãos de seu divino Filho.
Além de conservar a harmonia em sua própria obra, Deus devia continuar favorecendo a Virgem Imaculada, como Ele o fez, desde a predestinação até a hora de sua morte.
Ora, podendo preservar da corrupção do túmulo a sua santa Mãe, tendo poder para fazê-la ressuscitar e para levá-la ao céu em corpo e alma, Deus devia fazê-lo, pois Ele devia coroar na glória aquela que já coroara na terra… Dessa forma, a Santíssima Mãe de Deus continuava a ser, na glória eterna, o que já fora na terra: “a mãe de Deus e a mãe dos homens“.
Tal se nos mostra Maria na glória celestial, como cantava o Rei de sua Mãe, assim canta Deus de Nossa Senhora: “Sentada à direita de seu Filho querido” (3 Reis, 2, 19), “revestida do sol” (Apoc. 12, 1), cercada de glória “como a glória do Filho único de Deus” (Jo. 1, 14), pois é a mesma glória que envolve o Filho e a Mãe! Ele nos aparece tão belo! E ela como se nos apresenta suave e terna em seu sorriso de Mãe, estendendo-nos os braços, num convite amoroso, para que vamos a Ela e possamos um dia partilhar de sua bem-aventurança!