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terça-feira, 5 de julho de 2022

Os dois servos de Maria...........

 


Numa noite do ano 1215, São Domingos velava e rezava na basílica de São Pedro, em Roma, e eis que o Senhor Jesus apareceu, no céu, tendo na mão três lanças, disposto a atirá-las contra o mundo. A bem-aventurada Virgem Maria, sua Mãe, prostrando-se de joelhos aos seus pés, suplicava-lhe que perdoasse aqueles que Ele havia resgatado, e que aplacasse e temperasse a sua justiça pela sua misericórdia.

Seu Filho lhe dizia: “Não vede as injúrias que eles me fizeram? Minha justiça não poderia deixar tantos crimes impunes”. E Maria, sua mãe, respondeu: “Como sabeis, vós que tudo sabeis, existe uma forma de levá-los a vós. Ei-la: Eu tenho um servo fiel, enviai-o ao mundo. Ele irá anunciar a vossa Palavra aos homens e eles converter-se-ão e vos irão buscar; tenho outro servo, que lhe darei como ajuda, e ele irá trabalhar na mesma tarefa”. O Filho de Deus disse à sua Mãe: “Vossa visão me desarmou; mas, peço-vos que me mostre aqueles que destinais a uma tão grande missão. (...)

Então, a Mãe de Deus apresentou ao Senhor o bem-aventurado Domingos. “Eu o aceito ─ disse o Filho de Deus ─, ele fará muito bem e com muito zelo tudo o que dissestes”. Maria apresentou-lhe, em seguida, o bem-aventurado Francisco, e o Salvador o aprovou, igualmente.

Ora, o bem-aventurado Domingos, considerando, atentamente, naquela visão, o companheiro que ele ainda não conhecia, encontrou-o no dia seguinte, numa igreja e o reconheceu, segundo o que havia visto durante a noite. Imediatamente, jogou-se em seus braços, e abraçando-o fortemente, junto ao coração, com santa efusão, disse: “Tu és meu irmão de armas: caminharás comigo com os mesmos passos, e nenhum inimigo prevalecerá contra nós”.

Em seguida, contou-lhe a sua visão e, a partir de então, eles passaram a ser um só coração e uma só alma em Deus; e recomendaram a seus filhos que o mesmo deveria ser feito entre eles, sempre, com todo o amor e reverência, e aquele gesto tão simples deixou, sobre o oceano dos séculos, um indestrutível rasto e as duas milícias mendicantes encontraram naquela união, o símbolo de sua eterna aliança. Este é o motivo pelo qual o Patriarca dos Pregadores tem, em nós, franciscanos, seu lugar e a ele nós oferecemos, igualmente, o título de Pai.

Em Les Fleurs Franciscaines (As Flores Franciscanas), 2ª série, página 187 e também em São Domingos.



Ao redor de Maria, nenhum inimigo persiste...

 


Enquanto Filipe Augusto, Rei da França, e o Rei da Inglaterra estão em contenda, disputando a posse do ducado da Aquitânia (sudoeste da França), no dia 24 de junho de 1187, Nossa Senhora dos Milagres, de Déols (vale do Loire), interveio. O Rei da França tendo desejado, ardentemente, a paz, em vão, decide travar batalha para terminar, enfim, a tão longa guerra, por meio de uma ação decisiva.

Os habitantes de Déols, assustados, se prostraram, então, diante da imagem de Maria e, em súplicas, lhe imploraram que impedisse o derramamento de sangue. Enquanto oravam, os dois exércitos estavam frente a frente, em aguçada ordem de batalha; o sinal da luta estava para soar, quando, de repente, o rei da Inglaterra deu passos à frente, com seu filho, e pediu para falar com Filipe Augusto. Este se apresentou e o rei declarou aceitar as condições propostas nas negociações precedentes e a paz foi assinada.

A surpresa, a comoção foi geral; reis e senhores, pessoas e soldados, todos reconheceram um milagre nesta súbita mudança de disposição, no exato momento em que a luta estava iminente. O mesmo sentimento de admiração os uniu em torno da imagem de Maria para abençoá-la. Não havia mais inimigos: franceses e ingleses, todos se tornaram uma só família, tornaram-se irmãos, diante da Mãe de todos, que os protegeu e os salvou da morte.

Por Crônicas de Déols e em Biblioteca Nova.

Vencidos pelo simples nome de Maria...

Como a cera se derrete diante do fogo, assim os demônios perdem sua força contra as almas que, muitas vezes, lembram o nome de Maria, e que a invocam com devoção e procuram imitá-la ─ afirma São Boaventura.

Oh! Como os demônios tremem apenas ao ouvir o nome de Maria ─ diz São Bernardo.

Assim como os homens são derrubados pelo medo, quando o trovão cai perto deles, os demônios são esmagados, apenas ao ouvir o nome de Maria.

Thomas a Kempis e Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças).

“Com a condição que as pessoas rezem com fervor”.

 


No dia 27 de junho de 1877, Justyna Szafryńska, então com 13 anos, voltava da Igreja da aldeia de Gietrzwałd (norte da Polônia atual). O Ângelus soou. Ela começou a rezar a oração do Ângelus quando, de repente, diante dela, surgiu uma grande luz e uma silhueta vestida de branco sobre uma acerácea, bem próxima. As aparições iriam terminar no dia 16 de setembro daquele ano.

Desde o início, a menininha contou o que havia visto ao padre, que lhe impôs que retornasse ao mesmo local no dia seguinte. E, novamente, na hora do Ângelus, a acerácea foi envolta por uma luz irradiante. Naquela vez, a Virgem surgiu rodeada de anjos. O Menino Jesus estava sobre o seu joelho esquerdo, trazendo um globo terrestre na mão esquerda.

No dia 30 de junho, Nossa Senhora apareceu, porém, sozinha. Ela se fez ver, igualmente por Barbara Samulowska, a menina de 12 anos que acompanhava Justyna. Bárbara perguntou: “O que é que a senhora deseja, Virgem Santíssima?” ─ E recebeu a seguinte resposta de Maria: “Eu desejo que rezeis o terço todos os dias”. No dia primeiro de julho, Justyna perguntou: “Quem sois vós?” E a Virgem respondeu: “Eu sou a Imaculada Santíssima Virgem Maria.”

A partir do mês de julho, a Virgem passou a aparecer, todas as noites para as duas jovenzinhas, quando estas recitavam o Rosário. “A Igreja do reino da Polônia será liberta?” ─ perguntaram as meninas. “Sim, se as pessoas rezarem com fervor” ─ respondeu a Virgem. Naquela época, a Polônia estava dividida entre a Prússia, a Áustria e a Rússia e, de fato, as aparições contribuíram para o renascimento do sentimento nacional polonês. Mas, além disso, as aparições possuem um alcance universal. Seus frutos foram um autêntico renascimento da vida religiosa, no país.

No dia 8 de setembro de 1877, a Virgem Maria abençoou uma fonte, onde os peregrinos passaram a vir, para buscar água, o que acarreta grande número de curas milagrosas.

No dia 1º de setembro de 1977, o centenário das aparições foi celebrado pelo Arcebispo de Cracóvia, o Cardeal Karol Wojtyła (futuro Papa João Paulo II). Naquele dia, o Bispo da diocese reconheceu, solenemente, a veneração da Virgem Maria em Gietrzwałd, e publicou um decreto validando a credibilidade das aparições. Neste ano vamos celebrar o seu 140º aniversário.

Aleteia e também em: Hozana

“Nenhum daqueles que sabe perseverar irá para o inferno”.

 


Um dia, São Domingos estava a pregar em Carcassonne (no Sul da França), quando lhe trouxeram um herege que, por ter condenado a devoção ao Rosário, estava possuído pelos demônios.

São Domingos, tendo ordenado aos demônios que dissessem se tudo o que ele pregava sobre o Rosário era verdadeiro, eles responderam, berrando, uivando, aos gritos: “Ouçam, cristãos, tudo o que este homem, nosso inimigo, diz sobre Maria e sobre o Rosário é perfeitamente certo”, e acrescentaram: “Maria, a Mãe de Deus é nossa maior inimiga; Ela derruba e destrói todos os nossos projetos: sem Ela, nós teríamos arruinado toda a Igreja, mil vezes”.

Em seguida, confessaram que eles não tinham nenhum poder sobre os servos de Maria e que havia muitos deles que, apesar de suas faltas, na hora da morte se salvaram, invocando o santo nome de Maria. E concluíram dizendo: “Nós somos forçados a declarar que nenhum daqueles que perseveram na devoção a Maria e ao santo Rosário, irá para o inferno, pois a Virgem santíssima obtém dos pecadores, antes de sua morte, um verdadeiro arrependimento”.

Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças). 5, rue de l’Université - 75007 Paris.

Peça o batismo e eu virei buscar-te....

 


As oblatas de Maria chegaram a Lesotto em 1862. No ano seguinte, um dos fundadores das Oblatas, Padre Joseph, cavalgava, com o terço na mão, através das altas montanhas e Lesotto, visitando cristãos disseminados pelas cidades, cá e lá. Após um bom momento de cavalgada, ouviu gritos de socorro, vindos de uma aldeia distante. Ele parou e disse: “Essas pessoas estão a nos chamar, vamos até elas!” ─ “Não! ─ Responde o catequista ─ aquela é uma aldeia de feiticeiras; elas estão a nos preparar uma armadilha.” ─ “Talvez haja uma alma a ser salva, eu vou até lá.” E assim, o Padre foi até a aldeia, seguido por seu assistente, apavorado, mais morto que vivo.

Assim que chegaram, as mulheres cercaram o Padre e o levaram até a choupana em que uma jovem de 16 a 18 anos estava morrendo, dizendo: “Ela o está invocando e pediu que o senhor lhe desse o batismo dos Católicos, para que ela possa ir até uma bela Senhora!” O Padre se ajoelhou, perto da moribunda, que lhe disse, sussurrando: “Batiza-me, rápido, depressa, tem de ser agora”. Enquanto o catequista preparava o necessário para o batismo, o Padre fez algumas perguntas à doente, sobre a sua fé, que ia respondendo, sem hesitar.

Muito surpreso, o missionário se interou de que ela fora instruída pelas crianças da aldeia cristã. Sem demora, ele a batizou. Quando pronunciou as palavras “Maria, eu te batizo...” uma alegria radiante iluminou o rosto da jovenzinha. O Padre lhe perguntou, então, de onde lhe viera o desejo de ser batizada. E ela esclareceu: “Eu tive um sonho, em que vi uma linda senhora, branca, que me estendeu os braços dizendo: ‘Peça o batismo dos católicos e eu virei buscar-te’”.

Muito emocionado, o Padre lhe mostrou uma medalha milagrosa e a moribunda exclamou: “Foi ela, foi ela mesma que eu vi!” A jovem beijou a medalha com amor e, em seguida, faleceu.

Testemunho de um missionário de Lesotto narrado na revista Notre Dame des temps Nouveaux (Nossa Senhora dos novos tempos), n° 6-1982 e também em Recueil Marial (Coletênea Mariana), 1986 do Irmão Albert Pfleger, marista.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Este não é Deus....

 


São Filipe Néri devotava grande piedade a Maria e era, frequentemente, consultado pelos bispos, para que desse o seu parecer sobre a autenticidade dos místicos. Sua prática constante, de humildade e obediência, tendo a Virgem Maria como modelo, permitiu-lhe que testasse, infalivelmente, os falsos místicos, pois o demônio é orgulhoso e independente.

Em 1560, os cardeais estavam divididos em relação a uma religiosa que tivera visões. E, como solicitaram o seu parecer, ao ver a jovem freira chegar, olhou-a calorosamente e lhe disse:

“Mas, eu não quero ver a senhora, eu quero ver a santa!” ─ “Mas, sou eu, a santa, Meu Senhor!” ─ “Ah! A senhora é a santa? Obrigado”. Ele deu meia volta e confiou aos cardeais: “Isto não vem de Deus...”

Em l’Etoile Notre Dame (A Estrela Nossa Senhora), n° 148, outubro de 2006.

Rodolfo, conde da Alsácia (sec. XIII)

Tendo deixado o mundo, tornando-se religioso franciscano, Rodolfo, conde da Alsácia (França, século XIII), era muito devoto da Mãe de Deus. No momento em que estava para morrer, veio-lhe à lembrança a vida que levara no mundo e o pensamento do julgamento, chegando-lhe ao espírito, fez com que ele duvidasse da Salvação de sua alma. E o temor o perseguia.

Então, Maria, que não se esquece de seus servos, em suas angústias, se apresentou ao moribundo, rodeada por um cortejo de santos, dirigindo-lhe as seguintes palavras: Meu querido, vós vos consagrastes a Mim, por que, então, temer a morte?

Ao ouvir estas palavras, o servo de Maria, aliviado de um grande peso, expulsou os seus terrores e morreu contente, em grande paz. Estejamos, nós, igualmente, em absoluta paz, confiantes de que, na hora da nossa morte, Maria virá nos assistir.

D’après le chapelet des enfants (Segundo o Terço das crianças)


A Virgem Santíssima vem me buscar.

 

Na década de 1950, um casal muito cristão, um dos principais editores parisienses, permaneceu 17 anos sem ter filhos. Por meio de orações, tendo obtido a graça de Deus, o casal conseguiu ter uma filhinha. Seu nome era Marta.

Esta criança, que os esposos amavam, apaixonadamente, era para eles a própria e completa alegria. Primorosa pela graça, ternura, religiosidade, a menininha se distinguia, sobretudo, pela ardente devoção à Santíssima Virgem Maria. Ela era um lírio lindo demais para a terra... Deus decidiu levá-la para o Paraíso.

Ela tinha quinze anos, então. Seus pais, em copiosas lágrimas, choravam ao lado da cama da jovem que estava morrendo. Marta mantinha-se, como sempre, delicada, gentil, paciente e sorridente. De repente, seu rosto se iluminou com uma alegria celestial: “Não chorem" ─ disse ela aos pais ─ “Eu estou vendo a Santíssima Virgem que está vindo me buscar, com os anjos”. Em seguida, a criança expirou.

Segundo Le chapelet des enfants (O terço das crianças).

O rei Luis XIV consagra a França a São José (sec. XVII).

 

Nós conhecemos o Voto de Luís XIII (Rei da França), consagrando seu país, à Santíssima Virgem, em 1638. Porém, muitos não conhecem a consagração da França a São José, esposo de Maria, no dia 19 de março de 1661, consignação efetuada pelo rei da França, Luís XIV.

No dia 12 de março, daquele ano, três dias após ter assumido o poder, Luis XIV decidiu, sem demora, solenizar o culto a São José, tornando-o feriado nacional em todo o reino. Os poucos bispos que puderam ser contatados a tempo, formalizaram o seu acordo. No dia seguinte, 13 de março, durante a reunião do Conselho d´En Haut (do Alto), o Rei proibiu que se trabalhasse no dia 19 de março, a partir de 1661. Este fato é conhecido e divulgado por todos os historiadores do Grande Século, que não se surpreenderam nem um pouco, pela rapidez da decisão do Rei.

E, na manhã do sábado, 19 de março de 1661, na capela do Louvre, o Rei Luís XIV, consagrou a França a São José.

Até a Revolução Francesa, a consagração nacional da França a São José, era celebrada em todo o reino. Após a revolução, ela jamais foi efetuada nem renovada.

Chrétiens magazine. E também em: Consécration, puissance, douceur, responsabilité (Consagração, poder, ternura, responsabilidade)