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segunda-feira, 28 de março de 2022

Uma estatueta da Virgem encontrada no cerne do enorme tronco.... (sec. XVI)

 


Em junho de 1609, um barqueiro de Dinant (Bélgica) comprou um enorme carvalho, de 8 pés de diâmetro (2,4 m) para usar como lenha no aquecimento da sua casa. Ao cortá-lo em troncos, um carpinteiro de Foy (aldeia belga) descobriu, no cerne do enorme tronco, uma estatueta da Virgem Maria, carregando o menino Jesus nos braços.

A pequena estátua em pedra branca media cerca de oito polegadas (20 cm). Pequenas pedras brancas e uma trança de cabelos femininos, também foram encontradas. Três barras de ferro, fechando uma cavidade onde estavam esses diferentes objetos, provaram que, outrora, havia um nicho onde a Madonna tinha sido honrada e que a trança de cabelo seria apenas um ex-voto, oferecido como cumprimento de promessa ou como devoção. Como a estatueta estava no cerne daquela enorme árvore, descobriu-se que ela havia sido colocada lá, havia mais de dois séculos.

Seis semanas após essa descoberta, o dono do local levou a imagem para a capela do castelo. A partir de então, prodígios surpreendentes passaram a ocorrer, e os peregrinos, simples devotos de Nossa Senhora, ou pessoas com os mais variados tipos de doenças, afluíam ao castelo. O local tornou-se tão visitado, que o proprietário do mesmo, já sem poder usufruir da própria liberdade em sua casa, decidiu construir uma capela especial para a estátua de Nossa Senhora de Foy.

Concluída em 1618, a capela está situada no lugar em que a imagem havia sido encontrada.

Por Henry Arthur Scott (Notre-Dame de Foy, 1904).

domingo, 27 de março de 2022

sexta-feira, 25 de março de 2022

QUANDO O BAÚ TOCOU A ÁGUA, A TEMPESTADE SE ACALMOU !!!

 

Conta-se, que, no dia 25 de março de 1370, um navio, vindo da Catalunha (Espanha), enfrentava graves dificuldades, ao largo de Cagliari (Sardenha), devido a uma repentina tempestade. Para que não afundasse, foi preciso esvaziar o barco, jogando no mar a carga. Entre diversos objetos, um pesado baú, um estorvo. Assim que este caiu na água, a tempestade se acalmou e pelo fluxo das águas, ele foi sendo arrastado, tranquilamente, até a praia de Cagliari.

Os irmãos do convento, localizado sobre a colina de Bonaria (Sardenha), acima da praia, abriram a arca e encontraram, em seu interior, uma grande estátua da Virgem Maria, em madeira, tendo o menino Jesus num dos braços e no outro, uma vela acesa na mão. A Virgem recebeu, então, o nome de Nossa Senhora de Bonaria.

A devoção para com a Virgem de Bonaria se espalhou rapidamente na Sardenha, assim como entre os marinheiros espanhóis. A Virgem de Bonaria tornou-se um destino para os peregrinos, um ponto de coesão para os sardos, a protetora dos navegadores e a maior padroeira da Sardenha.

Os Irmãos mercedários (da Ordem das Mercês) se estabeleceram sobre a colina, em 1335, e lá estão, há sete séculos! São Pedro Nolasco fundou a Ordem em Barcelona, em 1218, com o intuito de liberar os cristãos, tidos como escravos pelos muçulmanos.

Por L’équipe de Marie de Nazareth

quinta-feira, 24 de março de 2022

Maria e José, modelos para os esposos!!!

 


Maria era perfeita e belíssima, José devia amá-la apaixonadamente. É provável que, quando jovens, ambos tivessem feito o voto de virgindade e de celibato, pensando, assim apressar a vinda do Messias. Mas será que casamento e consagração são compatíveis um com o outro?...

Entre eles, a unidade de coração e alma ultrapassa qualquer experiência humana, pois está enraizada na escolha de Deus e absolutamente orientada para o Menino (...). Não parece perturbador e talvez, mesmo, contraditório, que Maria seja dada como exemplo às pessoas consagradas assim como às pessoas casadas?

É verdade: em toda tradição espiritual, Maria é contemplada como modelo e Rainha das virgens e das consagradas, o que não impede uma tradição mais recente, de termos Maria e José como modelo para os casais; a festa da família nos traz este sentido de exemplaridade.  O aparente paradoxo confirma que é impossível reduzir o mistério incomparável de Maria (e, como consequência, o de José) a uma ou outra de nossas experiências.

Em compensação, nós temos muito a aprender com Maria. Rainha e Mãe, ela tem o carisma de inspirar e de formar discípulos.

Qualquer que seja a sua vocação.

Por Marie de Nazareth

segunda-feira, 14 de março de 2022

A Virgem Maria só admirou uma coisa em si mesma…

 


Na verdade, o Salvador do mundo colocou a mansidão e a humildade como fundamento das virtudes. Abstinência, jejum, austeridade, pobreza interior ou exterior, boas obras, milagres, todas estas qualidades não são nada, sem a humildade do coração. Porém, estes predicados irão readquirir vida e serão abençoados se a humildade os mantém.

A humildade do coração é a força motora, é a geratriz das virtudes; o caule e os ramos provêm da raiz. Sendo o seu preço infinito, pois ela é o alicerce sobre o qual se ergue toda perfeição espiritual, o Senhor teve o cuidado de nos dizer: “Sede humildes”...

 E como a humildade é a guardiã universal, a Virgem Maria, como se houvesse esquecido todas as outras virtudes de sua alma e de seu corpo, admirava apenas uma coisa, nela mesma, e deu um único motivo para a Encarnação do Filho de Deus em seu corpo: “Porque Ele olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1, 47).

Por Santa Ângela de Foligno, mística italiana vidente de inúmeras aparições.

domingo, 13 de março de 2022

Ela chamava, com todas as suas forças a Virgem Santíssima !!!!

 


Até então, unida, pela força, à URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), em agosto de 1940, a Lituânia (noroeste da Europa) reconquistou sua liberdade, em 6 de setembro de 1991.

A Senhora R., que, na década de 1970, ainda sob o jugo soviético, levava secreta, ou mesmo clandestinamente, hóstias consagradas para a Lituânia, foi abduzida e revistada inteiramente. Descobriu-se que ela tinha consigo um Rosário excessivamente longo.

Amedrontada, a jovem senhora chamava, com todas as suas forças, a Santíssima Virgem, para que a socorresse. Naturalmente, a mulher que a revistava percebeu uma bolsa, sob a roupa, diretamente na pele. Abrindo-a,  perguntou, espantada: Tchto eto? (“O que é isso?”) ─ Eto Chrystos (“É Cristo”), respondeu a Sra. R.

Então, algo, absolutamente inesperado, aconteceu. A mulher que a revistava abaixou a cabeça, entreabriu as mãos num gesto de oração e, depois, sem dizer palavra, mandou-a embora.

Quanto ao Rosário, imensamente longo, três oficiais da K.G.B. (Polícia política soviética), examinaram-no durante bastante tempo e, finalmente, o devolveram, como se fosse um objeto sem qualquer valor.

Por André Martin, escritor, cujo testemunho está no livro Lituanie, terre de foi, terre des croix (Lituânia, terra de fé, terra das cruzes), publicado em 1976.

domingo, 6 de março de 2022

Ele tinha nas mãos um Hino dedicado à Santíssima Virgem..... (São Casimiro - sec XV)

 


Devoto da Santíssima Virgem, e inviolavelmente ligado à castidade, o príncipe Casimiro (santo Casimiro, padroeiro da Lituânia) subjugava suas paixões por uma vida de austeras mortificações. Em 4 de março de 1484, faleceu, em Grodno, na Polônia, atingido por tuberculose pulmonar.

Quando, em 1604, seu túmulo foi aberto, para que as exéquias fossem transportadas para a igreja, que recebera o seu nome, e que acabara de ser construída por Sigismundo III, rei da Polônia, seu corpo foi encontrado incorrupto. Em suas mãos estava um hino dedicado à Virgem Santíssima, cujos primeiros versos são: Omni die dic Mariae laudes animae [Minha alma, cada dia, dirija um canto a Maria], um dos mais belos cânticos da Idade Média, dedicado à Virgem Santíssima (Acta Sanctorum, Martii I, Parisiis, 1865).

 “A cada dia, ó minh´alma, rende homenagens a Maria, soleniza suas festas e celebra suas virtudes resplandecentes; proclama e admira a elevação de sua alma a Deus; proclama a sua felicidade, como Mãe e como Virgem; honra-a para que ela te libere do peso de teus pecados; invoca-a para não seres arrastado pela torrente das paixões. Eu bem sei; ninguém é capaz de, dignamente, honrar Maria; insensato é, pois, aquele que se cala sobre os seus louvores; todos os homens devem exaltá-la e louvá-la de forma especial, e jamais devemos nos abster de venerá-la e de invocá-la; (...)”

Fonte: L’équipe de Marie de Nazareth

“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.”

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Esta confiança de criança, da qual Ela não se separa jamais.

 

Padre Faure (1873-1955), cura de Châteauneuf-de-Galaure, cidadezinha do Drôme (França), notou que, em um de seus cadernos, nos primeiros dias de novembro de 1922, Martha Robin fora ferida de Amor diante do altar da Virgem Santíssima. Ele escreveu:

“Esqueci-me de dizer, que, nos primeiros dias de novembro, de 1922, Martha foi ferida de amor, diante do altar da Virgem Maria (...). Toda a vida de Martha, em suas atividades cotidianas, na fazenda, tornou-se impregnada de graça mariana”. E Padre Faure cita Martha evocando Maria:

“Efetivamente, eu gosto muito de colocar tudo, e com toda a confiança, nas mãos dessa terna e Bem-amada Mãe, cuja proteção é cada vez mais segura e forte para seus filhos. Para não ver minha confiança superada pelas bênçãos da Santíssima Virgem, devo esperar dela coisas ilimitadas. (2/11/32, J.I. No. 3).

Com o auxílio da Santíssima Virgem, eu gostaria de conseguir transformar minha vida natural em uma vida totalmente sobrenatural e divina. E nada me será impossível, se eu souber me colocar em suas mãos, e me deixar ajudar e guiar por ela e se, rezando, me dirigir a ela com a confiança de uma criança a quem Maria jamais irá desamparar.

Ó Minha Mãe, reine na minha alma... Faça Jesus reinar em mim!... Eu coloco todos os atos da minha vida em suas mãos abençoadas, para que eles possam ser apresentados ao meu Rei e Senhor Jesus.” (4/03/30)

Por Ateliê do Padre Dominique Bostyn, trecho de Marthe Robin et le Père de Montfort  e também em: Marta Robin (1902-1981).

Como fazer a devoção reparadora ao Coração de Nossa Mãe do Céu (Mensagens de N. Sa. de Fatima)

 


A Virgem Maria havia solicitado à Irmã Lúcia de Fátima, que divulgasse a devoção reparadora ao seu Sagrado Coração: “O Meu Coração está cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e anuncia ao mundo: ‘Aqueles que, durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem companhia, pelo menos por quinze minutos, meditando os quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas’.”

No dia 15 de fevereiro de 1926, voltando do jardim onde fora esvaziar a lixeira, Irmã Lúcia viu o Menino Jesus que lhe perguntou: – E tu tens espalhado, pelo mundo, aquilo que a Mãe do Céu te pediu?

Lúcia reconheceu que não havia obedecido. Então, o Menino Jesus lhe disse: – É verdade, minha filha, que muitas almas já me recebem, em cada primeiro sábado, em honra à Nossa Senhora e aos quinze mistérios do Rosário, mas, infelizmente, poucas o concluem, e as que perseveram, o fazem com o fim de receberem as graças prometidas; Agradam-me mais as que fizerem os cinco meses com fervor e com o fim de desagravar o Coração de tua Mãe do Céu. Essas me agradam mais do que as que fizerem os 15, tíbias e indiferentes…

L’équipe de Marie de Nazareth e também em: Nossa Senhora de Fátima (Nossa Senhora do Rosário).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Sabendo que Deus nasceria de uma Virgem, eu estava emocionada e ferida de amor por Ele.

 


Quando aprendi, de modo pleno, que o mesmo Deus era meu Criador e o Juiz de todas as minhas ações, cheguei a amá-Lo, profundamente, e permaneci constantemente alerta e atenta para não ofendê-Lo por palavras ou ações. Quando soube que Ele dera sua Lei e mandamentos a seu povo e fez milagres através deste povo, fiz a firme resolução, em minha alma, de não amar nada e ninguém, além d´Ele e, a partir de então, as coisas mundanas se tornaram muito amargas para mim.

Depois, sabendo que o mesmo Deus redimiria o mundo e nasceria de uma Virgem, eu estava tão movida de amor por Ele, que não pensava em nada mais, a não ser em Deus e não queria nada que não fosse Ele.

Afastei-me, no possível, da conversa e da presença de parentes e amigos, e dei aos necessitados tudo o que tinha, ficando somente com um moderado vestuário e simples alimentação.

Em a Virgem Maria, segundo Santa Brígida, “Revelações celestes” Livro I, capítulo 10