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sábado, 27 de julho de 2013

UM PÁROCO FRANCÊS MULTIPLICA o NÚMERO de FIÉIS !!!!


FONTE: Defensores da Sagrada Cruz de Cristo JESUS

"Levar a Deus todas as almas que seja possível". O padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal objetivo como sacerdote.
  
É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.

Foi um músico de sucesso
A chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a "presença", tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste batina porque "todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja e o reconhece-lo".

Na Missa: de 50 a 700 assistentes
O balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor. Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massas não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.

Um novo "Cura de Ars" numa Marselha agnóstica
Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura da Igreja às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.

Os paroquianos contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.

A igreja sempre aberta
Outra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas de outros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é "permitir e facilitar o encontro do homem com Deus" e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.

O templo deve favorecer a relação com Deus
Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que "se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca tivemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma em instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus".

Foi a última oportunidade para salvar a paróquia
O bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. "Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus". 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e veem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.

A importância da liturgia e da limpeza
E aqui está outro ponto chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: "Como é podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível."

Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. "É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas". De maneira taxativa assegura: "Estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável, é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus".

A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. "Esta é a beleza que conduz a Deus", afirma.

As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados... Tudo ao detalhe. "Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença". "A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria", por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.

Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje "é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo". Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que "vamos todos para o céu". Para ele esta é uma "música que nos pode enganar", pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.

O padre da batina
Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre ser descoberto pelas pessoas. "Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro".

Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. "O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?".

Neste aspecto é muito insistente: "Quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância, é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz".

Por último, lembra um pormenor relevante. Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. "Isto deve fazer pensar a Igreja de França", acrescenta.

No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o café da manhã nos cafés do bairro, aí conversa e com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paula numa paróquia totalmente ressuscitada.

Uma vida peculiar: cantor em cabarés
A vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma "fatura devastadora" que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.

Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris, de Montecarlo, mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.

Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.


Fonte: http://bibliotecadomosteiro.com.br/category/destaques/

sexta-feira, 26 de julho de 2013

RAÍZES DO CANTO GREGORIANO


Conheça a história desse canto sagrado, desde sua formação até seu auge e decadência, e algumas de suas principais características.

Texto Original de Fabiana Oliveira: Raizes do Canto-gregoriano.html

O canto gregoriano é a forma mais antiga de música que sobrevive no Ocidente. Também conhecidas como cantochão, são as músicas dos serviços litúrgicos na Igreja Católica Romana. São canções vocais, compostas a partir dos textos bíblicos. Por isso, foram chamados com frequência de “uma Bíblia cantada”. Ligado intimamente à liturgia, o objetivo das melodias do canto gregoriano é favorecer o crescimento espiritual em todos. Para os que os cantam é, sobretudo, um momento de oração. O canto gregoriano surgiu com os primeiros cristãos que, sofrendo inúmeras perseguições, eram obrigados a realizar seus ritos em catacumbas. Ali, sua sensibilidade e espiritualidade se transformavam em música. Em 313, quando o Imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos, todas as formas de culto mudaram. E em 391, quando a Igreja Cristã foi declarada Igreja do Estado do Império Romano, os cantores profissionais asseguraram que as melodias religiosas se disseminassem através de toda a nova Igreja. O nome canto gregoriano surgiu como uma homenagem ao papa Gregório Magno (590-604), que fez uma coletânea de peças, publicando-as em três livros: Graduale(cantos solos e corais para todas as festas católicas); Kyriale (cantos para as partes fixas das missas); e Antiphonale (cantos, hinos e orações dos monges). Além disso, Gregório também iniciou a Schola Cantorum, um grupo de ministros que se dedicavam exclusivamente às basílicas romanas e que contribuiu enormemente para o desenvolvimento do canto gregoriano. 

O AugeDurante o século 8, o coração político da Europa Ocidental se moveu para o reino dos francos, o que teve repercussões também sobre a música da Igreja. Em 754, Pepino, o Breve, enviou o monge beneditino Chrodegang, bispo de Metz, a Roma. Chrodegang ficou muito impressionado pela liturgia nas missas papais, que estavam no seu cume artístico por aqueles dias. O bispo, sem dúvida, lembrava-se das tradições piedosas em Metz e persuadiu o Papa Estêvão II a acompanhá-lo à França para colocar as coisas em ordem. Cantores romanos (entre eles, o famoso Simeon) seguiram o papa para o Norte, onde introduziram seu repertório. Os cantores francos imitaram seus colegas com grande criatividade: tomaram a estrutura melódica básica (Cantilena Romana) e acrescentaram algumas fórmulas tipicamente gaulesas. Esse processo resultou num incrível enriquecimento musical. Na segunda metade do século 8, a aproximação política entre o reino francês e o papado possibilitou um maior conhecimento da liturgia romana. A coroa francesa decretou, então, sua adoção em todo o reino. Nota-se nesse tempo que os primeiros registros escritos começaram a aparecer primeiramente na França, depois partiu para muito além de suas fronteiras. Apesar das diferenças gráficas, a uniformidade do conteúdo mostra uma leitura única de uma tradição inteira. Os textos (palavras e algumas notações musicais) escritos nos livros transformaram-se em um texto oficial de referência. O fascínio geral do canto romano com sua arquitetura modal passou a atrair os músicos gauleses que, então, utilizaram-no de uma maneira completamente diferente. Inicialmente, os registros serviram como uma espécie de memória para garantir a performance e a interpretação adequada. Os tons musicais ainda eram ensinados “de ouvido”. Com o aumento gradual de indicações nos manuscritos, porém, houve uma diminuição no papel da memória oral. Em conseqüência, o canto gregoriano entrou em total decadência no final da Idade Média: os manuscritos oferecem pouco mais do que “uma sucessão pesada e maçante de notas quadradas”.

O ResgateNo Renascimento, o canto gregoriano foi redescoberto. As melodias foram “corrigidas” pelos estudiosos de música da Igreja, assim como as composições literárias, que são o texto oficial da liturgia romana. A forma que persistiu por 200 anos é conhecido como o “canto simples”. A Abadia Beneditina de Solesmes, na França, entre Les Mans e Angers, foi pioneira na revitalização do canto gregoriano a partir de 1833.  O enorme trabalho empreendido pelos monges resultou em publicações mais tarde declaradas livros oficiais da Igreja Católica Romana.

Canto de louvorO canto gregoriano é geralmente utilizado a serviço das práticas litúrgicas: dos ofícios e da missa. Os ofícios consistem, basicamente, na entoação dos salmos cantados – desde a Idade Média – pelos monges nas chamadas horas canônicas, denominadas: matinas, laudas, primas, terças, sextas, nonas, vésperas e completas. A missa, o ato mais importante da Igreja Católica, organiza-se em torno da Eucaristia. Depois de sucessivas adições e alterações, ela chegou a uma forma em voga até hoje. Assim, apresenta uma parte fixa, “o ordinário”, e outra parte, suprimível, ou executada de acordo com a época do ano litúrgico: “o próprio”. Kyrie, Glória, Credo, Sanctus, Agnus Dei e Ite missa est ou Benedicamus Domino compõem o ordinário. Intróito, Gradual, Aleluia ou Tracto (este cantado durante a Quaresma), Ofertório e Comunhão compõem o próprio. O fato de a missa variar muito, conforme a época litúrgica, explica o grande número de peças que compõem a coleção de cantos.

Tempos contemporâneosEm 1994, houve uma “redescoberta” do canto gregoriano quando foi lançado pela EMI Records, em CD, um disco gravado há mais de 20 anos pelos monges do Mosteiro de Santo Domingo de Silos, norte da Espanha. O disco alcançou o primeiro lugar em vendas em vários países, atingindo a marca de cinco milhões de cópias vendidas. Depois desse sucesso foram lançados vários CDs por monges ou corais leigos de várias partes do mundo. Apesar de o objetivo e características técnicas, por exemplo, permanecerem intactos, é importante dizer que as influências modernas, em dada medida, também atingiram essa música sacra. Admite-se, por exemplo, o acompanhamento de instrumentos musicais, como o órgão, e os cantores não têm de necessariamente ter uma ligação tão estreita com a Igreja. 

A importância do textoO canto gregoriano se baseia antes de tudo sobre o texto. Suas raízes estão nos textos litúrgicos lidos em voz alta. A principal prioridade de qualquer cantor ou coro deve ser sempre a clareza e a inteligibilidade. As palavras, as sentenças e os constituintes são parte de um todo  tem de ser cantadas daquele modo. Para garantir a pronúncia adequada, o canto gregoriano está ligado indissoluvelmente ao latim.

Características Técnicas:

• É o canto oficial da Igreja Católica.
• O texto é em latim.
• A importância é dada ao texto e não à música (o objetivo é propagar a fé e não fazer um recital).
• É prosódico (um tipo de canto falado).
• Não há predominância de vozes, ou seja, é homofônico.
• As melodias são simples com pouca mudança de notas e uma tessitura menor que uma oitava.
• É monofônico (uma única linha melódica).
• É diatônico (escalas sem alteração cromática ou microtonal).
• É modal (escalas de sete sons, ligeiramente diferentes das nossas escalas).
• O ritmo depende das palavras, portanto é livre de fórmulas de compasso.
• É cantado “à capela”, isto é, sem o acompanhamento de instrumentos.
• Não há preocupação com a dinâmica.
• O andamento, geralmente, é lento.
• Os compositores são anônimos.


domingo, 14 de julho de 2013

UM CONFESSIONÁRIO DA ESCOLA ANTIGA REAVIVA A EXPRESSÃO “PERDÃO”



Por Ann Marie Somma da Religion News News


DERBY, Conn. (RNS) O Reverendo Janusz Kukulka não pode dizer ao certo que seus paroquianos estão pecando mais, mas certamente eles estão fazendo fila diante do novo confessionário para lhe contar seus pecados. Durante anos, Kukulka, contentava-se em absolver pecados em uma sala privada assinalada com uma placa de saída à direita do altar de Santa Maria da Igreja Católica da Imaculada Conceição.

Mas algo aconteceu durante a Quaresma deste ano. Pela a primeira vez, Kukulka percebeu realmente que faltavam dois confessionários na parte de trás de sua igreja. Eles haviam desaparecido por quatro décadas, banidos durante os anos 70 para dar lugar a unidades de ar condicionado durante uma renovação inspirada no Concílio Vaticano Segundo. Eles devem ter sido belos, pensou Kukulka. E imaginou as suas portas de painéis de carvalho escuro e formas arqueadas para combinar com a arquitetura gótica da igreja projetada pelo ilustre arquiteto do século IXX, Patrick Keely.

A ausência deles era marcante, especialmente, quando a Arquidiocese de Hartford havia pedido às paróquias para estender os horários de confissão durante a Quaresma, parte de uma campanha de relações públicas para fazer com que os católicos retornassem ao sacramento da reconciliação. Assim, em um domingo Kukulka anunciou o seu desejo à congregação. “Disse-lhes que queria um confessionário visível”, ele contou. Ele recebeu um dentro de uma semana. Os paroquianos Timothy Conlon e Patrick Knott se mexeram rápido para atender o desejo de seu padre. Eles pensaram em construir um confessionário, mas o custo era proibitivo para a paróquia sem grana. Assim, eles recorreram à Internet, onde Conlon encontrou um confessionário antigo à venda em Iowa pelo eBay.

Conlon voou para Iowa e voltou para Derby trazendo o confessionário de carro. A esposa de Knott, Elisa, doou o custo $1.100,00 do confessionário em honra de seus pais, que eram paroquianos devotos da igreja. Uma placa acima do confessionário ostenta seu nome. “É um sucesso!”, disse Conlon. Patrick Knott, que nunca havia se confessado em uma sala privada, disse que uma longa fila se formou em fevereiro, quando Kukulka atendeu a primeira confissão no confessionário. Ele foi o primeiro a experimentá-lo. Recebi o status de celebridade, ele contou. “Não foi nada mal”. Kukulka disse que desde então as confissões estão em alta na igreja.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

POEMA DE NOSSO SENHOR DA CRUZ:


Beijo a esponja encostada aos Vossos lábios incontaminados,
com que a amargura da transgressão
me foi transformada em doçura.

Tivesse podido eu degustar aquele fel,
que dulcíssimo alimento não teria sido!

Tivesse podido eu tomar o vinagre,
que bebida agradável!

Aquela coroa de espinhos
teria sido para mim um diadema régio.

Aquelas cusparadas
me teriam ornado como esplêndidas pérolas.

Aquelas zombarias
me teriam ornado como sinal de profundo obséquio.

Aquelas bofetadas
me teriam glorificado como o prestígio mais alto.

Eu Vos beijo, Senhor,
e a Vossa paixão é o meu orgulho.

Jorge de Nicomedia - (séc. IX)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A HISTÓRIA DA ESTIGMATIZADA MARTHE ROBIN QUE VIVEU 53 ANOS SÓ DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA



Vamos conhecer MARTHE ROBIN (ou Marta Rubin), que viveu de 1902 até 1981, ano de sua morte, e de 1928 até 1981 (53 ANOS)alimentando-se somente da Eucaristia. Por ter uma paralisia de faringe, não podia beber nenhum líquido.

Esta pequena camponesa ficou 53 anos no leito, recebendo em sua casa mais de 40 bispos, suscitando inclusive vocações sacerdotais ou consagradas. Recebeu mais de 100 mil pessoas em sua casa.

Marta nasceu em 13 de março de 1902, em Châteauneuf do Galaure, na França. Sua família era proprietária de terras. Em 1903 uma epidemia de febre tifóide contagiou quase toda a família. Uma irmã de Marta faleceu e a mesma ficou bastante debilitada.

Em 1909, empreendeu o caminho da escola; porém sua saúde a impediu de completar os estudos. Na paróquia de Châteauneuf do Galaure, a camponesa recebeu o sacramento da Confirmação em 1911 e fez sua primeira Comunhão em 15 de agosto de 1912.



Sempre devota de Nossa Senhora, Maria sempre foi para ela Mãe e Educadora. Em 1918 experimentou os primeiros efeitos de sua doença: uma encefalite.

Para conseguir recursos para a compra dos remédios, começou a costurar para fora. Viveu dez anos de luta contra a doença, que só piorava. Em 1928, no transcurso de uma Missão Paroquial de Châteauneuf, Marta entendeu que por uma graça de Deus, seria pela doença que poderia unir-se ao Coração de Jesus na Cruz.

Em um dia de dezembro do ano de 1928, MARTHE ROBIN viveu no momento de receber os sacramentos um encontro decisivo com o Coração de Jesus na Cruz.

Uma vida nova invadiria seu corpo e seu coração. Tudo fazia sentido: a doença que teria podido conduzí-la a uma lenta e segura destruição de sua pessoa em diferentes níveis se converteu, por paradoxal que pareça, em oportunidade para outra vida que iria construir-se de modo diferente.

Marta disse que, depois de anos de angústias, depois de tantas dificuldades de ordem física e inclusive moral, tinha escolhido Jesus.

Marta recebeu do Coração de Cristo, aberto na Cruz, o sentido de sua vida de doente: unida a Cristo, sua vida converteu-se em uma fonte de fecundidade para a Igreja e para o mundo.

Marta fez naquele momento a eleição de uma vida conforme à do Jesus Crucificado: “O Coração de Jesus na Cruz é a morada inviolável que escolhi nesta terra”. Seu pároco, Pe. Faure, foi testemunha ocular desse acontecimento e passou a acompanhá-la neste novo caminho.

A vida espiritual e a vida mística de MARTHE ROBIN se desenvolveram mesma de doente, que se transformou em meio de união e de comunhão, lugar de oferenda e de abandono. Também passou a viver em comunhão com Maria Santíssima, sua querida Mãe.

Mesmo prisioneira em seu leito até a morte, o desejo de apostolado apoderava-se dela: “Estou verdadeiramente ávida, tenho realmente fome de trabalhar para o Amor e a Glória de Deus”.

Um dos visitantes sacerdotes ficou impressionado por sua abertura universal: “A janela de sua pequena habitação estava aberta ao mundo inteiro”.

Em 1933 nasceu o Foyer de Charité, uma comunidade formada por leigos e sacerdotes vocacionados a viverem juntos a Palavra de Deus, anunciando a esperança àqueles que procuram Jesus e têm fome de sua misericórdia e de sua justiça. Tal obra cresceu e se multiplicou por diversos países.

Marta se preocupava com os mais necessitados e fazia confeccionar e expedir todo tipo de material para as obras missionárias voltadas para os pobres, doentes e encarcerados.

O segredo de Marta foi alimentar-se da Eucaristia. Durante 53 anos, sua vida sustentada milagrosamente pela Eucaristia confirmava as palavras do evangelho de João, capítulo 6, versículo 55:
- “A minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida”.

Marta, durante 53 anos, só se alimentou da Eucaristia. Só...

Perguntaram a Marta o que sentia às terças-feiras, quando recebia a Comunhão, seu único alimento e sua única bebida. Ela respondeu:

“Eu não me alimento mais do que isso. Se me umedecem a boca, não consigo engolir. A hóstia passa, e eu não sei como. Ela produz um efeito que é impossível descrever. Não se trata de uma comida comum, é algo completamente diferente. É uma vida nova que penetra em meus ossos. Como explicar? Sinto Jesus em todo o meu corpo... como se houvesse ressuscitado”.

“Tenho desejo de gritar aos que me perguntam se como (verbo comer), e dizer que eu como mais do que eles, porque me alimento da Eucaristia, o corpo e sangue de Jesus. Tenho desejo de dizer-lhes que eles impedem a ação desse alimento em suas vidas. Bloqueiam seus efeitos”.


Que Deus aumente sempre mais a nossa fé na presença real de Jesus na Eucaristia!


domingo, 16 de junho de 2013

APARIÇÃO DA VIRGEM DE MARNE AOS SOLDADOS NA I GUERRA MUNDIAL

Nossa Senhora apareceu para 100.000 soldados alemães. E dando sinal para voltarem.
Foto: franceses atrás dos inimigos em fuga.

No domingo 14 de janeiro de 1917, o jornal católico “Le Courrier de la Manche” editado em Saint-Lô (Normandia, França) publicou matéria baseada em fontes alemãs dignas de credibilidade.

Tratou-se do testemunho de um sacerdote e de dois oficiais germânicos.

Segundo eles, Nossa Senhora apareceu no Céu acima da rota para Paris ordenando aos prussianos voltarem.

Perto de 100.000 homens a viram e o comando alemão mandou guardar segredo sob pena de fuzilamento.

O milagre aconteceu na primeira sexta-feira de setembro e na oitava da Natividade de Nossa Senhora.

Em 3 de janeiro de 1915, escreveu “Le Courrier de la Manche”:

“Um sacerdote alemão ferido e aprisionado na batalha de Marne, morreu num hospital de campanha francês onde se encontravam algumas religiosas. Ele então lhes disse:

‒ “Enquanto soldado eu deveria fazer silêncio, mas como sacerdote eu creio estar obrigado a contar o que eu vi. Durante a batalha de Marne nós ficamos surpresos até a ponto de voltar atrás, porque nós éramos muitos mais que os franceses e nós esperávamos chegar até Paris. Mas, nós vimos a Santíssima Virgem vestida inteiramente de branco com uma faixa azul que se voltava para Paris e nos dava as costas, e com a mão direita fazia o sinal de nos rechaçar. Isso eu vi, assim como grande número dos nossos também”.
  
“Nos mesmos dias, dois oficiais alemães prisioneiros como o referido sacerdote, ingressaram feridos num hospital de campanha francês da Cruz Vermelha. Foram atendidos por uma enfermeira que falava alemão. Quando eles entraram numa sala onde se encontrava uma estátua de Nossa Senhora de Lourdes, eles a olharam e disseram: “Oh! A Virgem de Marne!”

“A melhor prova da autenticidade do fato foi recolhida por uma religiosa que cuidava dos feridos em Issy-les-Moulineaux. Ela testemunhou:

‒ “Depois da batalha de Marne, entre os feridos atendidos no hospital de campanha dIssy, havia um alemão muito gravemente ferido e que era considerado terminal. Em virtude dos cuidados que lhe foram prodigados ele sobreviveu mais um mês. Ele era católico e dava grandes mostras de sentimentos de fé.

“Todos os enfermeiros eram sacerdotes. Ele recebeu os auxílios da religião e não sabia como manifestar sua gratidão. Ele repetia freqüentemente:

‒ “Eu queria fazer uma coisa para vos agradecer”.

“Por fim, o dia que recebeu a extrema-unção, ele disse aos enfermeiros:

‒ “Os senhores me trataram com muita caridade, e eu quero fazer uma coisa pelos senhores contando uma coisa que aconteceu não a nosso favor, mas que vai ser  de vosso agrado. Assim eu pagarei um pouco minha dívida.

   “Se eu estivesse na frente de combate, eu seria fuzilado, pois foi dada proibição sob pena de morte de contar o que eu vou dizer agora.

 “Os senhores ficaram maravilhados pelo nosso recuo tão súbito quando chegamos às portas de Paris.

“Nós não podíamos ir mais longe porque uma Virgem estava em pé diante de nós, com os braços estendidos, nos   rechaçando cada vez que tínhamos ordem de avançar.
“Durante vários dias nós não soubemos se era uma das vossas santas padroeiras: Santa Genoveva ou Joana d’Arc. Depois, compreendemos que era a Santíssima Virgem que nos mantinha cravados no chão.

“No dia 8 de setembro, Ela nos empurrou para trás com tanta força, que todos fugimos como um só homem. Isto que eu vos digo, vós o ouvireis repetido mais tarde, pois fomos talvez 100.000 homens que a vimos”.

(Fonte : A. DENIZOT, Le Sacré-Coeur et la Grande Guerre, Nouvelles Éditions Latines, rue Palatine, 75006 PARIS)

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO - PARA SEMPRE SEJA LOUVADO ...
SALVE MARIA - SALVE MARIA ...  /   SALVE JOSE - SALVE JOSE ...   



sexta-feira, 7 de junho de 2013

A GUERRA dos PAPAS contra o diabo:


Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

O suposto exorcismo feito pelo Papa Francisco serviu para reacender na memória das pessoas a existência do diabo.

Papa Leão XIII
A expressão de Leão XIII era incomum. Os que o conheciam sabiam que algo acontecera. O olhar de perplexidade e de espanto do Santo Padre, fixado acima da cabeça do celebrante da Missa a qual assistia, denunciava a visão. Tratava-se do Maligno. O episódio ocorreu numa manhã comum, quando o pontífice participava de uma Celebração Eucarística em ação de graças à celebrada por ele anteriormente, como fazia de costume.

Imediatamente após o susto, o Papa se levantou e se dirigiu com pressa ao seu escritório particular. Meia hora depois, pediu para que chamassem o Secretário da Congregação de Ritos. O que pretendia Leão XIII? Ordenar que se rezasse todos os dias ao término da Missa a popular oração de invocação a São Miguel Arcanjo e súplica à Virgem Maria para que Deus precipite Satanás ao inferno. Segundo testemunho do Cardeal Natalli Rocca, em 1946, foi o próprio Leão XIII quem a redigiu.

Padre José Antonio Fortea
A batalha dos Papas contra o inimigo de Deus não é de agora. O assunto voltou à baila nas últimas semanas devido a uma oração feita pelo Papa Francisco a um homem na praça de São Pedro, alegadamente possesso. Para o renomado exorcista Padre Gabriele Amorth, não há dúvida de que fora um "exorcismo". Porém, para a Sala de Imprensa do Vaticano, tudo não passou de uma "oração". A declaração da Santa Sé é corroborada por outro exorcista, padre José Antonio Fortea, e também pelo mesmo sacerdote que acompanhava o senhor no dia da prece do Pontífice, padre Ruan Jivas, LC.

O homem, de 49 anos, que aparece nas imagens que correram o mundo chama-se Angelo V. Casado e pai de dois filhos, há 14 anos ele é vítima de possessões demoníacas. Conforme relato prestado ao jornal espanhol El Mundo, a experiência demoníaca começou em 1999, durante uma viagem de ônibus para casa, no estado mexicano de Michoacán. "Senti que uma energia estranha entrava no ônibus... tive a sensação de que estava abrindo minhas costelas. Pensei que fosse um ataque do coração", explicou. Possuído por quatro demônios, Angelo resolveu romper o silêncio devido ao ceticismo com que as pessoas reagem a esses casos: "há sacerdotes que não creem na possessão diabólica, que consideram um problema psiquiátrico. Há muitos possuídos que terminam em manicômios e morrem sem saber o que se passava".

Padre Gabriel Amorth
Para o padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma, a possessão de Angelo V. não é comum, mas uma possessão mensagem. Ele teria a obrigação de pedir aos bispos mexicanos que condenem a aprovação do aborto no México, em reparação às mortes e à ofensa à Virgem grávida de Guadalupe. Segundo o padre Juan Rivas, LC, que acompanha Angelo há algum tempo, 30 exorcismos já foram feitos, mas nenhum obteve sucesso. "Os demônios dizem que "a Senhora" não os deixará sair enquanto os bispos não cumprirem a condição, que é o ato de reparação e expiação e a consagração à Maria Imaculada", disse o sacerdote em entrevista ao portal Zenit.

Angelo V. explicou que decidiu se encontrar com o Papa Francisco após um sonho com o Pontífice, no qual ele aparecia com uma casula vermelha, segurando um turíbulo e rodeado por cardeais. A princípio não deu muita atenção ao sonho, até que assistiu a uma Missa do Santo Padre em que ele aparecia exatamente como na visão. "Passou-me pela cabeça: tenho que ir a Roma. Ademais, naquela época estava lendo um livro do Padre Gabriele Amorth no qual ele dizia que Bento XVI e João Paulo II haviam feito exorcismos em possuídos".

Os exorcismos feitos por Bento XVI e João Paulo II também repercutirem na mídia. No caso do Papa polonês, teriam sido três, sendo um deles poucos anos antes de sua morte, em 2005. Apesar do peso dos 80 anos e da doença de Mal de Parkinson, o embate entre o Santo Padre e o demônio teria ocorrido na tarde de 6 de setembro de 2002. A vítima seria uma italiana de 19 anos. Já Bento XVI teria confrontado o ódio do diabo numa das tradicionais Assembleias gerais de quarta-feira. Segundo o relato do Padre Gabriele Amorth, ao perceber a agitação dos endemoniados, o Papa alemão fitou-os e os abençoou. "Para os possessos isso funcionou como um soco em seus corpos por inteiro", conta o exorcista em seu livro "O último exorcista".

O flagelo do diabo imposto a Angelo já lhe causou grandes dramas. "Por sorte, meus filhos nunca me viram em transe, mas sabem que estou doente", lamentou ao El Mundo. Ele confessou que "há momentos em que os demônios parecem que vão sair, mas nunca se vão". Em um mundo cada vez mais dilacerado pelo materialismo, a história de Angelo é uma pedra de tropeço, que revela a existência do Mal e sua antiga batalha contra o Vigário de Cristo. E como ficou claro desde a sua primeira homilia, no que depender de Francisco, essa luta ainda perdurará por muitos anos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

BARCELONA: CATEDRAL SANTA EULÁLIA


A catedral da Santa Cruz e Santa Eulália, de Barcelona, Espanha, foi construída entre os séculos XIII e XV sobre antiga catedral românica, que repousava por sua vez sobre uma basílica paleocristã. A fachada neo-gótica é do século XIX.

Santa Eulália, patrona de Barcelona, donzela virgem e mártir, foi exposta nua no fórum romano, mas uma nevasca cobriu sua nudez. Os romanos enfurecidos a meteram num barril cheio de cacos de vidro e pregos que jogaram encosta abaixo.

A catedral também guarda o Santo Cristo de Lepanto: cruz da galera de Don Juan de Áustria, chefe da frota católica que esmagou os turcos na batalha de Lepanto em 1571.

Esta Cruz de Cristo desviou-se sozinha para a direita esquivando-se de uma canhonada muçulmana, e foi presságio da vitória que mudou a história.

SANTO ESTÊVÃO DE BOURGES


A catedral de Bourges, na França, está dedicada a Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão. É considerada uma obra-prima da arquitetura gótica. Sua fachada tem 40 metros da largura sendo a maior nesse estilo.

A construção iniciou-se em 1195, praticamente ao mesmo tempo com a catedral de Chartres. O coro (parte atrás do altar mor) foi completado em 1214; a nave (a parte maior) em 1225. A fachada, mais rica e complicada foi terminada em 1250. O todo, que inclui torres e anexos, foi consagrado em 13 de maio de 1324.

Na fachada há 5 portas de acesso, uma para cada nave, e há mais 2 na metade dos lados. Cada porta tem esculturas notáveis, sendo a mais famosa a que ilustra o Juízo Final. Os vitrais da zona absidal são do século XIII. A iconografia reproduz eventos do Antigo Testamento, da vida de Jesus Cristo, do Apocalipse e da vida dos Santos.

HUGO DE SÃO VÍTOR: A FÉ É O NAVIO SEGURO FACE AO NAUFRÁGIO DO MUNDO



“Todo este mundo é como um dilúvio, porque todas as coisas que estão neste mundo, à semelhança das águas, correm flutuando por eventos incertos.

“Já a verdadeira fé, que não promete coisas transitórias, mas eternas, levanta a alma como que de certas ondas, erguendo-a da cobiça deste mundo às coisas do alto; ela pode então ser levada pelas águas, mas não pode ser inteiramente submergida, porque este mundo pode ser usado devido à necessidade, mas não pode obrigar o afeto.

“Quem quer que, portanto, não crendo nas coisas eternas, somente apetece as que são transitórias, debate-se entre ondas como que sem navio, e o ímpeto das águas que correm o carregam consigo.

“Quem, porém, crendo nas eternas, ama as coisas transitórias, este é como aquele que naufragou perto de um navio.

“Já quem crê nos bens eternos e os ama, como que já colocado no navio, atravessa seguro as ondas do mar revolto.

“E se pelo desejo da fé não abandonar o navio, de certo modo, ainda que no meio das ondas, imita a estabilidade da terra”.

Hugo de São Vitor, “A substância do amor”, Inst. in Decalogum Legis Dominicae, C. 4, PL 176, 15-18; Miscelannea L. I C. 171, PL 177, 563-565.