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domingo, 29 de dezembro de 2019

Visão de Ana Catarina Emmerich sobre o " DESPREZO pela IGREJA"

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... vi o Vaticano rodeado por um fosso profundíssimo e, do outro lado do fosso estavam os não-católicos. No centro de Roma, no Vaticano, encontravam-se os católicos, que atiravam no fosso profundo os altares, as imagens e as relíquias, quase tudo, até o fosso ficar quase cheio. Então, quando o fosso ficou cheio, os membros das outras religiões puderam realmente atravessá-lo, olharam para dentro do Vaticano, e não viram nada de valor que os católicos tinham a lhes oferecer. Abanaram a cabeça, voltaram as costas e foram-se ... (Visão de Anna Catherine Emmerich sobre o DESPREZO da IGREJA)

sábado, 28 de dezembro de 2019

HOMENAGEM aos CONCLUDENTES da TURMA ALFA do COLÉGIO ANTARES/JARDINS - 2019: Por Larissa Moreira Tavares

Autoria de: Larissa Moreira Tavares – 3º Alfa – turma de 2019
Em homenagem: a todas as equipes que compuseram o processo letivo do Colégio Antares
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Sendo eu muito pretensiosa ao querer proferir um discurso em situação ímpar da vida dos aqui presentes, sentindo minhas palavras serem pesadas e medidas por tão diferentes interesses, é uma antítese que eu tenha de recorrer aos excetos de outras pessoas – muito mais dignas do que eu – para marcar esse monólogo como singular. Como, então, perguntar-me-ão, possui você arrogância para nos chamar a atenção ao que nos fala, quando não se acha competente à responsabilidade? Bem, essa minha petulância em falar mesmo que não me caiba à fala foi o que me levou aos lugares mais inusitados, como esse, e acredito ser aquilo que me levará a viver uma vida diferente de qualquer outra coisa.
Começando pelo ilustre Raul Pompeia; “O Ateneu”, além de uma lição de moral em forma de uma tapa no meio dos olhos – passei a admirar com mais veemência o fato de estudar nas escolas do século XXI – trouxe-me a lógica de pensamento mais elucubrativa sobre minhas dores de cabeça acadêmicas. Diz-se, em paráfrase, que a sala de aula deve representar o microcosmos da sociedade. Ora! Sendo, portanto, a sociedade um caos, o que esperar de diferente das salas de aula? Quando se juntam cerca de vinte jovens, indecisos ou decididos demais ao mesmo tempo, que passam pelo processo de vomitar o âmago de seus sentimentos na forma de drama ou de sarcasmo, jorrando essa vomição em um liquidificador, misturando e triturando, despejando o preparado no copo sem fundo da expectativa e engolindo tudo ao ponto de amor e ódio se confundirem no estômago; fica claro e compreensível precisarmos de, ao menos, Harrison Fordes à educação.
O engraçado é que, algumas sorteadas vezes, conseguimos pessoas tão boas quanto.
Continuando com Goethe, relevando a inconsequência de “Os Sofrimentos do Jovem Wether” não ser uma obra psicologicamente apropriada para alguém cujos nervos então prestes a sofrer o vestibular, ousam ovacionar nossos educadores com o trecho “Ah, o que eu sei qualquer um pode saber; mas o meu coração só eu possuo!”. Aquilo que o trágico Wether tentava transmitir ao Príncipe Imbecil é: num livro qualquer um pega, mas é íntima a sensibilidade de entendimento e a incorporação, o comer-mastigar-engolir-regurgitar-deglutir-digerir a informação, ruminar o conhecimento e dele criar a fonte de tantas outras observações filosóficas. O caráter da alma, a sabedoria sentimental – diria Jane Austen - a respeito de algo é o que determina alguém poder ser classificado como “proficiente” em qualquer matéria. Sou grata ao afirmar que encontrei, ao longo dos três últimos anos e em seus antecessores, alguns dos mais apaixonados olhares sobre suas respectivas incumbências de ensino despojadas no quadro branco. Viver o que você ensina é ensinar como quem vive: a coisa mais natural do mundo. Não serei tão hipócrita a ponto de dizer que basta vontade para aprender – qual foi minha vontade em Física e Matemática, que eu trato com letras maiúsculas – mas saber que alguém queria de seu todo me ensinar fala sobre como eu valorizo antes ter tentado aprender do que ter entendido de verdade.
Puxando o gancho para o sapientíssimo Mário Quintana, irei me atrever a provocar uma onda de revolta dos docentes e discentes ao declamar sua definição. “Autodidata: ignorante por conta própria.” Antes de ter de me utilizar do famigerado escudo do Capitão América – o que todos saberiam ser mentira, pois é de conhecimento público minha predileção pelo Homem de Ferro – para me defender de paus e pedras verbais, pensem: tudo aquilo que você aprendeu alguém ensinou. Quem te escreveu os livros, quem te ensinou a ler e a contar, quem te indicou frases genéricas de autores para comer linhas da redação. Mesmo a descoberta de um novo horizonte demanda subir uma escada talhada de madeira antiga. Por isso, não somente congratulo os professores, mas também os coordenadores e seus auxiliares – mesmo que, infelizmente, eu não tenha aprendido a coordenar minha vida tão diligentemente quanto eu deveria. Bem se sabe que a culpa é minha, a Babilônia, Deus me perdoe, foi apenas o prelúdio do que viria a ser meu caderno escolar. Quando eu ainda encontrava em mim vontade para anotar. Não esquecendo, além disso, de quem gerencia a comida, a limpeza e a recepção dessa instituição: os encargos mais fundamentais e merecedores do mais sincero prestígio. Mostraram-me eles que há pessoas que deixam de lado uma vassoura para te desejar um bom dia, que conversam de bom grado com você enquanto se espera a chegada de um pai à recepção, que lidam com uma dezena de adolescentes esfomeados e impacientes – para não dizer grosseiros e generalizar - e ainda sorrir quando te cumprimentam. Lembrem-se: não é o corpo vistoso do edifício que o sustenta, mas os alicerces que não enxergamos no subsolo.
E, tendo citado adolescentes impacientes, os quais só devem estar mais ansiosos para que eu termine de ser piegas, olhem vocês em volta e me digam, há algo mais heterogêneo do que nós em toda a grandeza de manada que consiga se unir tão bem para reclamar de qualquer coisa? Acho certo que em algum momento todos nós nos voltemos para aqueles com quem nunca falamos – a não ser mal, pelas costas – e digamos “Parabéns por me aguentar, eu mesmo não consigo fazer isso tão bem às vezes.”.
Para continuar nossas vidas com poesia, encerro, à guisa de Raimundo Correia:

As pombas estão finalmente
voando dos pombais.
Mas, ao contrário da juventude,
que não voltará jamais.
As memórias perpetrarão
pela vida, e se houver mais.
Pois a alma não engaiola.
Mas na vida ela solta
aquilo que nos fez “capaz”.

Polorum Regina – Llibre Vermell de Montserrat


LETRA: Polorum regina omnium nostra
Stella matutina dele scelera
Ante partum virgo deo gravida.
Semper permansisti inviolata
Stella matutina dele scelera
Et in partu virgo deo fecunda.
Semper permansisti inviolata
Stella matutina dele scelera
Et post partum virgo mater en
ixa. Semper permansisti inviolata
Stella matutina dele scelera.

Tradução (por Artur Castro Brasil Bêco)

Rainha dos polos, de tudo e nossa,
Estrela matutina, limpai nossas culpas
Antes do parto, virgem grávida de Deus
Sempre permanecestes inviolada
Estrela matutina, limpai nossas culpas
E durante o parto, virgem fecunda de Deus
Sempre permanecestes inviolada
Estrela matutina, limpai nossas culpas
E após o parto, virgem mãe puerpera
Sempre permanecestes inviolada
Estrela matutina,
limpai nossas culpas

Ecce Mundi Gaudium



Um tipo de poesia latina que se tornou muito popular na Idade Média é o que se sabe para estudiosos como versus ou conduto: versus é um termo geral, enquanto conduto refere-se especificamente a algo cantado durante uma procissão. Ambos eram material composto livremente por um compositor específico, ou seja, não eram materiais associados à grande história do canto, nem material que se diz ter origem divina.

Performace: Ernico de Capitani (Stirps Iesse) - Missa de Angelis

LETRA:
Ecce mundi gaudium,
Ecce salus gentium,
Virgo parit filium,
Sine violentia.
Ave, Virgo regia,
Dei plena gratia!
Angelus pastoribus:
"Natus est in gentibus
qui dat pacem omnibus
Rex qui regit omnia".
Ave...
Natus est de Virgine,
sine viri semine
qui mundat a crimine,
non sola clementia.
Ave...
De Saba tres veniunt,
aurum, thus, mirram ferunt,
haec offere cupiunt
in Christi praesentia.
Ave...
Accesserunt de Saba,
deferentes munera,
reges cum laetitia
stella duce praevia.
Ave...


Tradução (por Artur Castro Brasil Bêco)

Eis a alegria do mundo
Eis a salvação das pessoas
A virgem deu a luz a um filho
Sem violência

Ave virgem rainha
Plena da graça de Deus!

O anjo aos pastores disse
“Nascido é entre as gentes
O que dá paz a todos
O rei que rege tudo"

Ave virgem rainha
Plena da graça de Deus!

Nascido é da virgem
Sem semente de varão
O que limpa os pecados
Somente com sua clemência

Ave virgem rainha
Plena da graça de Deus!

De Sabá vem os três
ouro, incenso e mirra propõe
aqui querem oferecê-los
na presença do Cristo.

Ave virgem rainha
Plena da graça de Deus!

Eles vieram de Sabá
trazendo presentes
os reis com alegria
com a estrela mostrando o caminho

Ave virgem rainha
Plena da graça de Deus!

Dormi Jesu



Poema achado em um vilarejo católico alemão, foi publicado pelo poeta Samuel Taylor Coleridge. Melodia do compositor Kim Arnensen, entoada pelo coral 'Kantorei of Kansas City' e conduzido pelo maestro Chris Munce na Igreja Católica de São Pedro, no Kansas em 20 de dezembro de 2015.

LETRA:
Dormi, Jesu! Mater ridet
Quae tam dulcem somnum videt,
Dormi, Jesu! blandule!
Si non dormis, Mater plorat,
Inter fila cantans orat,
Blande, veni, somnule.

Tradução: (Artur Castro Brasil Bêco)
Dorme, Jesus
A mamãe ri
quando Teu tão doce sono vê
Dorme Jesus, tranquilamente

Dorme, Jesus
Se não dormes, a Mamãe chora
E entre os fios, ora cantando
Vinde, suave sonolência
Dorme, Jesus

Puer natus est nobis


Puer Natus est nobis é um canto gregoriano natalino, um intróito usado na festividade do Natal de Nosso Senhor. Inspirado no livro de Isaías 9,6 possui também um verso do Salmo 98.

Letra: Tradução - Artur Castro Brasil Bêco

Puer natus est nobis,
Nasceu-nos um Menino
 et filius datus est nobis:
e um Filho nos foi dado
cujus imperium
cujo império
super humerum ejus:
 repousa sobre seus ombros
et vocabitur nomen ejus,
e será chamado
magni consilii Angelus
Anjo do Grande Conselho
Cantate Domino canticum novum
Cantai ao Senhor um cântico novo
quia mirabilia fecit.
Pois Ele fez maravilhas

Beata viscera


Perotin também era conhecido como Perotinus, Magister Perotinus ou Perotinus Magnus. Ele foi um compositor francês do período medieval; um dos poucos compositores da época cujo nome foi registrado na história e ele parece ter sido mais ativo musicalmente durante 1195-1230.
Perotin escreveu organum, uma forma inicial de contraponto e música sacra no estilo Ars Antiqua. Ele também foi um dos primeiros compositores registrados a usar polifonia em suas composições e diz-se que influenciou o desenvolvimento do motete.
Acredita-se que ele tenha estudado com Leonin; ambos são reconhecidos como membros da parisiense da Escola Notre Dame. Perotin editou o Magnus Liber Organi, uma coleção de organum de Leonin.

letra:
1. Beata viscera Marie virginis cuius ad ubera rex magni nominis;
veste sub altera vim celans numinis dictavit federa Dei et hominis.
Ref: O mira novitas et novum gaudium, matris integrita post puerperium.
2. Populus gentium sedens in tenebris surgit ad gaudium partus tam celebris: Iudea tedium fovet in latebris, cor gerens conscium delicet funebris.
Ref: O mira novitas et novum gaudium, matris integrita post puerperium.

Tradução (Artur Castro):
Bendito o ventre da Virgem Maria, de cujo seio o Rei de Nome eminente, ocultando, sob disfarce alterado, a força da natureza divina, selou um pacto entre Deus e o homem.
Ref: O surpreendente novidade e alegria incomum de uma mãe ainda pura após o parto.
2. As pessoas das nações que se amontoam na escuridão se levantam na alegria de um nascimento tão celebrado. A Judéia nutre seu ressentimento nas sombras, seu coração tem conhecimento do crime fatal.
Ref: O surpreendente novidade e alegria incomum de uma mãe ainda pura após o parto.

Contrapunctus Early Music - A High Voices Ensemble
David E. A. Acres, Director
www.Contrapunctus-EM.com
Recorded Live at The Cathedral of St. John the Evangelist, Cleveland, Ohio

Solo: Dawn Durdella

O Sapientia



Em latim: O Sapiéntia, quæ ex ore Altíssimi prodísti, attíngens a fine
usque ad finem, fórtiter suavitérque dispónens ómnia: veni ad docéndum
nos viam prudéntiæ.

Em português (trad. oficial da CNBB): Ó
Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo, e atingis até os confins de
 todo o universo e com força e suavidade governais o mundo inteiro: oh
vinde ensinar-nos o caminho da prudência!

Cantado por Cantarte Regensburg.

Alma Redemptoris Mater


LETRA:
Alma Redemptóris Mater
Mãe amorosa do Redentor,
quæ pérvia cæli porta manes
que continuais a ser porta  do céu,
et stella maris
e estrela do mar,
succúrre cadénti,
ajude seus povos que caíram
Súrgere qui curat, pópulo
ainda se esforçam para subir novamente,
tu quæ genuísti,
Tu que gerastes,
Natúra miránte,
para a maravilha da natureza
tuum sanctum Genitórem
vosso Santo Criador,
Virgo prius ac postérius
Virgem antes e depois
Gabriélis ab ore Sumens illud Ave
da saudação da boca de Gabriel,
peccatórum miserére.
tende misericórdia dos pecadores

Lumen ad Revelationem



Canto católico de Advento, na qual celebra a passagem de Lucas 2, 25-38 na qual Jesus é apresentado no templo e Simeão, segurando o menino Jesus nos braços, anuncia o Salvador.

LETRA:
Lumen ad revelationem gentium:
Uma luz para a revelação dos gentios:
et gloriam plebes tuae Israel.
e para a glória do teu povo de Israel.
Nunc dimittis servum tuum Domine,
Agora despede o teu servo, ó Senhor
secundum verbum tuum in pace,
segundo a tua palavra em paz.
quia viderunt oculi mei salutare tuum,
porque os meus olhos viram a tua salvação,
quod parasti ante faciem omnium populorum.
que preparaste diante da face de todos os povos.
Gloria Patri, et Filio,
Glória ao Pai, ao Filho,
et Spiritui Sancto,
e ao Espírito Santo
sicut erat in principio, et nunc et semper,
assim como era no princípio, agora e sempre,
et in saecula saeculorum. Amen.
e pelo século dos séculos, Amém.