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domingo, 11 de fevereiro de 2018

EM 386 NA TURQUIA, O MOSTEIRO DE SÜMELA FOI FUNDADO SOB O ÍCONE DA VIRGEM MARIA ENCONTRADO EM UMA CAVERNA



Suspenso a uma altitude de quase 1.200 metros, em um impressionante penhasco íngreme, o mosteiro de Sümela, na Turquia, foi fundado no ano 386, por dois monges gregos, Barnabé e Sofrônio, para celebrar um surpreendente ícone da Santíssima Virgem.
O Mosteiro de Sumela é um dos locais que atrai mais turistas até Trabzon. Sumela é um mosteiro grego ortodoxo, cujo nome em grego – “Panagia” – significa “Toda Santa”, um dos títulos da Virgem Maria na religião ortodoxa.
De fato, foi naquele ano, 386, que os monges Barnabé e Sofrônio descobriram o ícone da Virgem Maria, colocado na parede de uma caverna, nas encostas íngremes da montanha, e decidiram se estabelecer naquele local, e lá construir um mosteiro.
Fechado aos visitantes, desde a implementação de obras importantes, para evitar riscos sérios de deslizamentos de terra, o mosteiro deve reabrir, apenas, no final de 2018.
Embora transformado em museu, por ocasião da fundação da República da Turquia, em 1923, hoje o mosteiro ainda é considerado lugar mariano e sagrado do cristianismo ortodoxo. Todos os anos, cerca de 1 milhão de turistas e peregrinos visitam o Mosteiro de Sümela.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!


SS. VIRGEM MARIA SALVA AQUELES, MESMO OS QUE A JUSTIÇA DIVINA JÁ NÃO OS POSSA MAIS SALVAR...


São João Crisóstomo nasceu em Antioquia (Turquia), cerca de 345, e faleceu em 407, perto de Comana (hoje, na Romênia). Arcebispo de Constantinopla (Turquia) e um dos Padres da Igreja grega, sua espiritualidade mariana era profunda. Leiamos alguns trechos da obra que deixou:

Sois predestinada de toda a eternidade para salvar, por meio da vossa misericórdia, aqueles a quem a justiça de vosso Filho não pode mais salvar”, foi p que ele escreveu à Virgem Maria, que, obviamente, não ultrapassa o seu Filho em misericórdia, mas participa, de maneira única, à misericórdia divina, como Mãe do Verbo encarnado.

"Assim como Ele nasceu do seio puro da Virgem, assim se ergueu do túmulo lacrado. Assim como o seu nascimento não fez a Virgem Maria perder a virgindade, da mesma forma, a sua ressurreição não quebrou os selos do sepulcro.”

São João Crisóstomo


domingo, 28 de janeiro de 2018

A REVELAÇÃO DO ESCAPULÁRIO VERDE


No dia 28 de janeiro de 1840, a Virgem Santíssima apareceu a uma noviça das Filhas da Caridade, que cumpria o seu primeiro retiro espiritual, na Casa Mãe, situada à Rue Du Bac nº 140, em Paris. A jovem Freira, Justine Bisqueyburu, rezava numa sala, acima da capela (...). De repente, a Virgem Santíssima lhe apareceu (...).

Ela tinha, na mão direita, a imagem do seu coração encimado por chamas e, da mão esquerda pendia uma espécie de escapulário de tecido verde. Sobre um dos lados deste escapulário, estava a imagem de Maria e, do outro lado, um coração inflamado de raios, mais brilhantes do que o sol e transparentes como cristais. O coração, transpassado por um gládio, apresentava, à sua volta, em forma oval, a seguinte inscrição: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós agora e na hora da nossa morte.” Sobre a Inscrição havia uma cruz em ouro.

No mesmo dia, uma voz interior revelou à Irmã Justine o sentido daquela visão. Ela compreendeu que aquele novo escapulário iria contribuir para a conversão das pessoas sem fé e, sobretudo, para que estas tivessem uma boa morte. (...) Padre Aladel, confidente de santa Catarina Labouré, tornou-se, igualmente, confidente de Irmã Justine.

A confecção do Escapulário demorou muito a ser realizada, o que fez com que, muitas vezes, Nossa Senhora se queixasse, em diversas aparições, ocorridas entre 1840 e 1846. Porém, assim que o Escapulário começou a ser distribuído, conversões e curas se multiplicaram e, desde então, o Escapulário Verde derrama inúmeras graças.

Chapelle Notre-Dame de la Médaille Miraculeuse, (Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa) 140 rue du Bac, 75340, Paris Cedex 07, France, Cum Permissu Superiorum Paris, 1978

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O CORDÃO DE SANTO TOMÁS (SACRAMENTAL) !!!


O Cordão de Santo Tomás (sacramental) e a Novena da Pureza
Em 1243, o jovem dominicano, com apenas 18 anos de idade, foi raptado por sua família, que se opunha à sua vocação, mas, como depois de um ano nada pudera abalar a constância do prisioneiro, seus irmãos resolveram recorrer a um meio sugerido pelo inferno. Introduziram uma cortesã no quarto onde ele estava preso. Elevando um olhar ao céu, Tomás pegou um tição ardente e expulsou a infeliz. Depois, com o mesmo tição traçou uma cruz na parede, caiu de joelhos e renovou em pranto o seu desejo de não se apartar de Deus. Então, enquanto rezava, um sono suave se apoderou dele. Em seguida, dois anjos cingiram-no com um cordão miraculoso que lhe conferiria o dom da virgindade perpétua e o preservaria para sempre das tentações da carne. “Se a pureza de Santo Tomás tivesse sucumbido a esse perigo extremo”, conclui o papa Pio XI, “é verossímil que a Igreja jamais tivesse o seu Doutor Angélico” (Encíclica Studiorum Ducem, 1923).

Quando Santo Tomás de Aquino morreu, encontrou-se sobre ele o cordão miraculoso, que foi conservado uma relíquia. Tornando-se propriedade das religiosas de São Domingos, foi doado por Jean de Verceil, sexto superior geral da ordem, ao convento de sua cidade natal, Verceil, no Piemonte. São Pio V desejou vivamente fazer vir para Roma esta relíquia sem par em seu gênero, para enriquecer uma das grandes basílicas. Mas a morte o impediria de executar o seu projeto. Tendo os Frades Pregadores deixado Verceil, é desde então em seu convento de Chieri, perto de Turim, que a relíquia é conservada.

A partir de então o cordão ficou acessível à veneração dos fiéis. Algumas pessoas piedosas tiveram a ideia de portar objetos que houvessem tocado a relíquia, e, segundo o relato de sérios historiadores, tais objetos se tornariam um possante remédio contra as tentações da carne. Tal prática seria mantida por longo tempo.

Em 1580, um religioso dominicano, o Padre Cipriano Uberti, doutor em teologia e pregador de renome na Itália, vendo que a devoção ao cordão de Santo Tomás crescia cada vez mais, e que se tornara impossível satisfazer a piedade de tantos fiéis de portar objetos que houvessem tocado a Santa Relíquia, pensou em mandar confeccionar um grande número de cordões semelhantes ao cinto celeste e distribuir a quem o pedisse. A ideia foi coroada de imenso sucesso. No espaço de alguns dias, foram distribuídos milhares destes cordões em Verceil e nas cidades vizinhas.

Sob esta nova forma a devoção se espalharia rapidamente por toda a Itália, e não tardaria a ultrapassar as fronteiras. A venerável irmã Maria Villani, da Ordem de São Domingos, distinguia-se por seu zelo em propagá-la. Além disso, recebeu de Deus, por mediação de Santo Tomás, o dom de uma pureza resplandecente: ”Senhor”, disse ela, “concedei-me que eu reparta com outros a graça que recebi”. Deus lhe respondeu: “Eu te ouvi, e os cordões que doravante trançares com suas mãos comunicarão àqueles que o portarem a força de vencer as tentações”. Logo ela faria alguns cordões conforme o primeiro modelo, e não cessaria de distribuí-los aos fiéis com grandes frutos de virtude. Os Frades Pregadores não davam conta de satisfazer o ardor dos fiéis. Foi necessário comunicar seus poderes e privilégios aos clérigos regulares e a religiosos de outras ordens. Os Padres da Companhia de Jesus, em particular, o fariam florescer com zelo e inteligência, e o apresentariam com sucesso a pessoas de todo o mundo e de todas as idades e condições. Viam-se reis, rainhas, papas e bispos considerar uma honra portar o cordão de Santo Tomás e da Santíssima Virgem. Numerosos milagres viriam recompensar este zelo. “Eu não seria capaz”, escreveu o Padre Camille Quadrio, da Companhia de Jesus e vice-diretor do Colégio de Verceil, “de descrever todas as graças obtidas pelo cordão do santíssimo e sapientíssimo Doutor Santo Tomás de Aquino. Para relatá-los seriam necessários vários volumes inteiros”. O Padre Aurele Coberlino, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, atesta a mesma coisa. Cita-se um exemplo particular de um navio assaltado pela tempestade e prestes a naufragar. No meio de relâmpagos e ribombar de trovões, o capitão invocou com fé a Santo Tomás e apresentou o cordão bento às ondas. Em um instante o mar se acalmou, e o navio se salvou. Não é, pois, de espantar que logo a piedosa devoção, fonte de tantas maravilhas, se expandisse por todas as partes do mundo cristão.

Os que veneraram o cordão miraculoso descreveram-no assim: ele possui em uma de suas extremidades dois laços dentro dos quais se introduz a extremidade oposta. A parte destinada a cingir o corpo é uniforme e um pouco mais larga que uma palha. A parte que fica livre fora das laços compõe-se de duas pequenas faixas iluienlaçadas uma à outra por meio de quinze nós de igual espessura e posicionados a distâncias equivalentes uns dos outros– e nisso os autores piedosos veem uma alusão aos quinze mistérios do rosário. Sua cor é branca, mas está um pouco enegrecido pelos objetos que o tocaram. É tecido de múltiplos fios tão finos, que o olho humano, por mais que se esforce, não poderá discernir sua verdadeira natureza. Bastava aos devotos peregrinos olhá-lo para sentir desenvolver-se neles o amor pela castidade e uma impressão de consolação de todo celeste.

Oração do Cordão de Santo Tomás

Para Obter o Precioso Dom da Pureza.

Castíssimo Santo Tomás, escolhido como um lírio de inocência, vós, que sempre conservastes sem mancha a veste batismal, vós, que, cingido por dois anjos, fostes um verdadeiro anjo na carne, eu vos rogo que me encomende a Jesus, Cordeiro sem mancha, e a Maria, a rainha das virgens, para que também eu, portando ao redor de meus rins o vosso santo cordão, receba o mesmo dom que vós, e assim, imitando-vos assim na terra, seja um dia coroado entre os anjos convosco, o grande protetor de minha inocência.
Pai nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

Oremos:

Ó Deus, que vos dignastes munir-nos com o sagrado cordão de Santo Tomás no meio das tão difíceis lutas que temos de suportar, nós vos suplicamos que nos conceda, por seu socorro celeste, vencer honrosamente o combate contra o inimigo de nossos corpos e de nossas almas, para que, coroados com o lírio de uma pureza perpétua, mereçamos receber a palma dos bem-aventurados na casta companhia dos anjos. P.N.S.J.C. Amém.
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

É DE VÓS QUE ESPERO O ÚNICO BEM QUE ALMEJO ( por SÃO BERNARDO CLARAVAL)


Doce Virgem Maria, creio tão firmemente que, do alto Céu, velais dia e noite por mim e por todos quantos em Vós confiam, estou tão intimamente convencido de que jamais poderá faltar algo a quem tudo espera de Vós, que resolvi viver doravante sem qualquer apreensão, deixando por inteiro a vosso cargo todas as minhas inquietudes.

   Doce Virgem Maria, Vós me firmastes na mais inabalável confiança. Mil vezes obrigado por tão preciosa graça! De agora em diante, permanecerei em paz, apoiado em vosso Coração tão puro; não me preocuparei senão de Vos amar e Vos obedecer, enquanto Vós mesma, ó boa Mãe, cuidareis de meus mais caros interesses.

   Doce Virgem Maria, que dentre os homens alguns procurem nas riquezas ou em seus próprios talentos a felicidade; que outros se apoiem na inocência de sua vida, no rigor de sua penitência, no fervor de suas orações ou no grande número de suas boas obras; quanto a mim – pobre pecador, que não tenho senão meu pouco amor –, esperarei somente em Vós, depois de Deus, e o fundamento de minha esperança será minha confiança em vossa maternal bondade.

   Doce Virgem Maria, poderá a perversidade humana roubar minha reputação e os poucos bens que eu possua; poderão as doenças tirar-me as forças e a capacidade externa de Vos servir; infelizmente, ó minha terna Mãe, poderei eu mesmo, pelo pecado, perder vossas boas graças; mas minha amorosa confiança em vossa bondade materna, esta jamais perderei! Não, nunca a perderei! Conservarei esta inabalável confiança até exalar meu último suspiro. Todas as forças do inferno juntas não serão capazes de me roubá-la. Morrerei, ó boa Mãe, repetindo mil vezes vosso nome bendito, depositando em vosso Coração toda a minha esperança.

   E por que estou tão seguro de confiar sempre em Vós, senão porque Vós mesma, dulcíssima Virgem, me ensinastes que sois toda misericórdia, nada mais que misericórdia? Portanto, ó bondosíssima e amantíssima Maria, estou seguro de que sempre Vos invocarei porque sempre me consolareis; sempre Vos agradecerei porque sempre me aliviareis; sempre Vos servirei porque sempre me ajudareis; amar-Vos-ei sempre porque me amareis sempre; de Vós sempre obterei tudo, porque sempre vosso magnânimo amor ultrapassará minha esperança.

   Sim, ó doce Virgem, é somente de Vós que, apesar de meus pecados, espero o único bem que almejo: a união com Jesus no tempo e na eternidade. Exclusivamente de Vós, porque sois Vós a escolhida por meu divino Salvador para me dispensar todos os favores e a Ele conduzir-me com segurança.

   Sim, minha Mãe, sois Vós que, depois de me ter ensinado a compartilhar as humilhações e os sofrimentos de vosso Divino Filho, me introduzireis em sua glória e suas delícias para, junto a Vós e convosco, louvá-Lo e bendizê-Lo por todos os séculos dos séculos. (Revista Arautos do Evangelho, Maio/2017, n. 185, p. 24 à 25)

SÃO BERNARDO. Acte d’aveugle abandon et d’amoureuse confiance en la douce Vierge Marie.
In: DENIS, Gabriel. “Le Règne de Jésus par Marie”.
3.ed. Luçon: S. Pacteau, 1873, p.242-244


“ASSIM ESTARÁS AO LADO DE MINHA MÃE”


Um homem miserável estava rezando, consciente de sua pobreza. Eis o que dizia a Deus:

“Eu não sou digno de entrar em teu Reino, mas, pela tua Misericórdia, eu sei que tu não podes me fechar a porta. Eu só te peço que me concedas o última lugar.”

E Jesus lhe respondeu: “Eu te concedo o último lugar, assim, tu estarás ao lado da minha Mãe.

Trecho de Une année avec la Vierge Marie, (Um ano com a Virgem Maria) Seleção de Olivier Bonnassies, em Presses de la Renaissance, Paris, 2009.

QUEM ERAM OS JUDEUS NA ÉPOCA DE N. S. JESUS CRISTO


Comentários sobre o contexto em que N. S. JESUS CRISTO viveu: o judaísmo, suas referências em Flávio Josefo, nos escritos da tradição judaica e no Novo Testamento.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

EM 1933, A BÉLGICA FOI DUPLAMENTE VISITADA POR MARIA (Fonte: Equipe de Marie de Nazareth)



A Bélgica, terra cristã, desde os primeiros séculos, possui numerosos santuários dedicados a Maria. Entre os mais conhecidos, dois, se caracterizam, hoje, como brilhantes, famosos e de renome internacional, por terem sido favorecidos no mesmo ano de 1933, seis anos antes da Segunda Guerra Mundial, por aparições da Virgem Maria:

1) Santuário de Nossa Senhora de Beauraing, perto de Dinant, onde, em 1932-33 Maria apareceu, vestida de branco e coroada com um diadema da realeza, tendo um Coração de ouro sobre o peito; ela se fez conhecer como a Mãe de Deus e Rainha dos Céus. A aparição foi reconhecida oficialmente, em 1949;

2) Santuário de Nossa Senhora de Banneux, onde Maria se apresenta como “Nossa Senhora dos Pobres”: este memorável lugar de oração à Santíssima Virgem, onde se apresentam mais de 600.000 peregrinos a cada ano, é um dos mais importantes do país. As aparições de Banneux são oficialmente reconhecidas pela Igreja.

Na Bélgica existem, igualmente, outros lugares de peregrinações marianas, destacando o de Nossa Senhora de Hal, e o de Nossa Senhora de Montaigu, também muito frequentados. De um modo geral, estes santuários marianos tiveram um aumento de visitantes a partir do século XX.