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terça-feira, 12 de julho de 2022

A Via Matris, versão da Via Crucis, o caminho da Cruz de Maria!

 


Segundo a tradição, a Virgem Maria voltava diariamente aos lugares da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus depois da sua Ascensão, instituindo de certa forma o Caminho da Cruz, uma tradição posteriormente adotada pela Igreja.

Assim, rezar a Via Sacra é um meio de comunhão com os sofrimentos da Virgem. Mas há uma devoção que é especialmente dedicada aos seus sofrimentos, a Via Matris Dolorosae (em latim, “Caminho da Mãe Dolorosa”), ou simplesmente Via Matris (Caminho da Mãe), uma tradição que remonta ao século XVI, que visa "meditar as dores da Virgem", intimamente associada à Paixão de seu Filho.

“O piedoso exercício da Via Matris, inspirado na Via Crucis, se desenvolveu e foi posteriormente aprovado pela Sé Apostólica. A devoção popular enfatizou as Sete Dores de Maria, que compõem a meditação e contemplação da Via Matris Dolorosae: 1ª Dor – A profecia de Simão que anuncia a Maria que seu Filho seria a ocasião de queda e elevação de muitos, em Israel, e sinal de contradição. (Lc 2,34-35). 2ª Dor – O massacre em Belém e a fuga para o Egito (Mt 2,13-14). 3ª Dor – Maria procura o Menino Jesus perdido no templo em Jerusalém (Lc 2,43b-45). 4ª Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário (Lc 23,26-27). 5ª Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus (Jo 19,15-27a). 6ª Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz (Mc 15,42) 7ª Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro (Jo 19,40-42a).

As etapas da Via Matris constituem um caminho de fé e de dor sobre o qual a Virgem precedeu a Igreja, e sobre o qual a Igreja é levada a caminhar até o final dos tempos. As Irmãs de Nossa Senhora das Dores, congregação fundada na Itália e implantada nos Estados Unidos, rezam o caminho da Via Matris no primeiro sábado de cada mês.

Fonte: Aleteia

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