Eis a 1a. capela em honra de N Sa do Rosário, solicitada por N Sa de Fátima. Foi edificada no período de 28 de Abril a 15 de Junho de 1919 no local exato das aparições em Portugal (1917). A tarefa foi executada pelo pedreiro Joaquim Barbeiro do povoado de Santa Catarina da Serra.
Site dedicado à Devoção do Misericordioso Coração de Jesus, Doloroso e Imaculado Coração de Maria, Coração Virginal de São José, verdadeira Santa Igreja de Cristo e ao Motu Proprio SUMMORUM PONTIFICUM de S.S. Papa Bento XVI referente as Celebrações Liturgicas na Forma Extraordinária do Rito Romano ou Rito Dâmaso-Gregoriano, no Brasil e no mundo, promoção e divulgação do sacro Canto Gregoriano.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
SACERDOTES E RELIGIOSOS MEMBROS DA MAÇONARIA, CRUCIFICAM A CRISTO JESUS (Carta-denúncia de São Pe Pio de Pietrelcina)
O Padre Pio fez denúncia sobre prelados e os
religiosos que fazem parte da seita da “Maçonaria”, a carta que ele escreveu ao
seu diretor espiritual dispensa maiores comentários:
Meu caríssimo Padre,
Na sexta-feira pela manhã, eu ainda estava na
cama quando Jesus me apareceu. Estava todo maltratado e desfigurado. Ele me
mostrou uma grande multidão de sacerdotes regulares e seculares, entre os quais
vários dignitários eclesiásticos; destes, uns estavam celebrando, outros
falando, e outros se despindo das vestes sagradas.
Como a visita de Jesus angustiado causava-me
muita dor, eu quis Lhe perguntar por que Ele sofria tanto. Não obtive resposta.
Contudo, seu olhar recaiu sobre aqueles sacerdotes; mas, pouco depois, quase
como se estivesse horrorizado e cansado de ver, Ele retirou o olhar e, quando o
pousou sobre mim, com grande horror observei duas lágrimas que Lhe sulcavam o
rosto. Ele se afastou daquela multidão de sacerdotes com uma grande expressão
de desgosto em seu rosto, gritando: "Açougueiros!".
E voltando-se para mim, disse: “Meu filho, não
creia que minha agonia durou apenas três horas, não; Eu estarei, por causa das
almas mais beneficiadas por Mim, em agonia até o fim do mundo. Durante o tempo
de minha agonia, meu filho, não se deve dormir. Minha alma vai à procura de
qualquer gota de piedade humana, mas ai daqueles que me deixam sozinho sob o
peso da indiferença. A ingratidão e o sono dos meus ministros tornam mais aguda
a minha agonia.
Ai daqueles que correspondem mal ao Meu amor! E
o que mais Me aflige e custa, é que à indiferença eles somam o desprezo, a
incredulidade. Quantas vezes estive para fulminá-los, se não fosse impedido
pelos anjos e pelas almas que Me veneram. Escreva ao seu diretor espiritual e
narra-lhes tudo o que viu e ouviu de Mim esta manhã. Diga a ele que mostre sua
carta ao Padre provincial...”
Jesus ainda continuou, mas o que me disse
jamais poderei revelar a nenhuma criatura deste mundo. Esta aparição causou-me
tanta dor no corpo, e mais ainda na alma, que durante todo o dia fiquei
prostrado e achei que ia morrer, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse
revelado.
Jesus tem infelizmente razão de lamentar de
nossa ingratidão! Quantos de nossos irmãos desgraçados não correspondem ao amor
de Jesus lançando-se de braços abertos na infame seita da Maçonaria! Oremos
para que o Senhor ilumine suas almas e toque seus corações.”
Fonte:
Lettera di Padre Pio al Suo Padre spirituale P. Agostino, in "Padre Pio da
Pietralcina-Epistolario I”, Lettera N°123, Pietrelcina 7 aprile 1913,
pp.350-352, ed "Padre Pio da Pietrelcina", 2002.
(http://www.gris-imola.it/esoterismo/PadrePiomassoneria.php)
Fonte: http://www.catolicostradicionais.com.br
A SEITA HERÉTICA COLIRIDIANA (sec. IV): Que os Protestantes se baseiam pra negar amor à S Virgem e Mãe de Deus
Pouco se sabe sobre a origem
do coliridianismo, mas Santo Epifânio assegura que foi nas regiões da Trácia e
da Cítia. Era um grupo pertencente a seita herética gnóstica, não cristão, formados
por movimento de mulheres árabes-sauditas que se estabeleceram no oriente (em
grande parte pagãs) e sincretizaram crenças indígena com a devoção à SS. Virgem
Maria, realizavam culto pagão à SS. Virgem Mãe de Deus, como à uma deusa, onde
ofereciam bolos e pastéis à uma imagem de Nossa Senhora, mesclando-a com a de
deuses pagãos para confundir os verdadeiros cristãos.
Quando Santo Epifânio, bispo
de Salamina, soube desta heresia, não tardou em denunciá-la e condená-la em
nome de toda a Igreja Católica. Tal condenação pode ler-se, em sua célebre “Paranión”,
em que também denuncia outras heresias da época. Também, Santo Epifânio
esclareceu a diferença entre o verdadeiro culto a Deus e a verdadeira devoção à
Virgem Maria: “Seja Maria honrada. Sejam Pai, Filho e Espírito Santo adorados,
mas ninguém adore à Maria”.
Este mesmo ensinamento é o que
atualmente vemos no Catecismo da Igreja Católica:
“Todas as gerações me chamarão
bem-aventurada” (Lc, 48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é
intrínseco ao culto cristão” (MC 56) A Santíssima Virgem “é honrada com razão
pela Igreja com um culto especial. E, em afeto, desde os tempos mais antigos,
se venera a Virgem Maria com o título de Mãe de Deus”, sob cuja proteção, se
achegam os fiéis suplicantes em todos os seus pedidos e necessidades… Este
culto (…) também é todo singular, é essencialmente diferente do culto de adoração
a Deus, ao Verbo Encarnado, ao Pai e ao Espírito santo, mas o favorece
poderosamente”. (LG); encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à
Mãe de Deus (cf. SC 103) e na oração mariana, como o Santo Rosário, “síntese de
todo evangelho” (Catecismo da Igreja Católica 971).
Coliridianismo era um
movimento cristão obscuro, considerado herético pela Igreja Católica, seus
adeptos aparentemente adoraram a virgem Maria, mãe de Jesus, como uma deusa. A
principal fonte de informações sobre esta seita vem de Epifânio de Salamina,
que escreveu sobre eles em seu trabalho intitulado Panarion, cerca de 375 AD.
De acordo com Epifânio,[1] algumas mulheres sauditas (em grande parte pagãs)
sincretizaram crenças indígenas com o culto de Maria, oferecendo a ela bolos e
pães. Pouco se sabe sobre a origem do coliridianismo, mas Epifânio assegura que
foi em Trácia e Cítia.
Em seu livro The Virgin, no
entanto, Geoffrey Ashe coloca a hipótese de que o coliridianismo foi uma religião
paralela ao cristianismo, fundada pela primeira geração de seguidores da Virgem
Maria, cujas doutrinas foram mais tarde incluídas pela Igreja Católica no Concílio
de Éfeso em 432. Averil Cameron foi mais cético sobre, dizendo que o culto nem
sequer existia, se baseando no fato de que Epifânio é a única fonte e os
autores posteriores simplesmente remetem o seu texto
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO FAZ PESSOALMENTE a CERIMÔNIA de DEDICAÇÃO da ABADIA de EINSIEDELN em EBERHAAD (Sec X, Ano 958 - ALEMANHÃ)
Em setembro de 948, o abade de
Einsiedeln, Eberhaad, pediu a São Conrado, Bispo de Constância, que se dignasse
fazer a consagração da igreja de sua Abadia. O Prelado atendendo a solicitação,
dirigiu-se ao Convento, acompanhado do Santo Bispo de Augsbourg, Ulric, e de
uma comissão de cavalheiros da sociedade. No dia fixado para a cerimônia, São
Conrado e alguns religiosos se dirigiram a igreja, alta noite, e se puseram em
oração. De repente, viram que a igreja se iluminara de uma luz celeste e que o
próprio Jesus Cristo, acolitado pelos quatro evangelistas, celebrava no altar o
oficio da Dedicação. Anjos espargiam perfumes à direita e à esquerda do Divino
Pontífice; o apóstolo São Pedro e o Papa São Gregório seguravam as insígnias do
pontificado; e diante do altar se achava a Santa Mãe de Deus, circundada de uma
auréola de glória. Um coro de anjos, regido por São Miguel, fazia vibrar as abóbadas
do templo com seus cantos celestiais. Santo Estêvão e São Lourenço, os mais
ilustres mártires diáconos, desempenharam as suas funções. São Conrado refere
em uma de suas obras as diversas exclamações dos anjos no canto do Sanctus, do
Agnus Dei e do Dominus vobiscum final.
Ao Sanctus, entre outras,
diziam eles: “Tende piedade de nós, ó Deus, cuja santidade refulge no santuário
da Virgem gloriosa. Bendito seja o Filho de Maria, que vem a esse lugar para
reinar eternamente!”
São Conrado, bispo de
Constanza, tinha clara noção da imensa gravidade e seriedade de cada Missa.
Maravilhado com semelhante aparição, o Bispo continuou a rezar até onze horas
do dia. E o povo esperava com ansiedade o início da cerimônia, sem que, no
entanto, alguém ousasse indagar a causa dessa demora. Afinal, alguns religiosos
se acercam do Prelado e lhe pedem que comece a solenidade. Mas São Conrado, sem
deixar o lugar onde rezava, conta com simplicidade tudo o que presenciara e
ouvira. Sua narração fez supor que ele estivesse sob a ilusão de um sonho.
Finalmente, o santo Bispo, cedendo às instâncias de todos, dispôs-se a proceder
a consagração da igreja.
Foi então que aos ouvidos dos
fiéis escutaram estas palavras, pronunciadas por uma voz angélica, que
repercutiu em toda a assembleia, dizendo mais de uma vez, na linguagem da
Igreja: “Cessa, cessa, frater! Capella divinitas consecrata est: detende-vos,
detende-vos, meu irmão, a capela já foi divinamente consagrada.”
Pela Missa bem rezada, São
Conrado liberou inúmeras almas do Purgatório. Dezessete anos mais tarde, São
Conrado, Santo Ulrico e outras testemunhas oculares do acontecimento,
encontrando-se reunidos em Roma, prestaram acerca dele um solene testemunho. E
depois de todas as necessárias informações jurídicas, Leão VIII deu publicidade
ao fato por meio de uma bula especial, que foi confirmada pelos papas Inocêncio
IV, Martinho V, Nicolau IV, Eugênio VI, Nicolau V, Pio II, Júlio II, Leão X,
Pio IV, Gregório XIII, Clemente VII e Urbano VIII. E, a 15 de maio de 1793, Pio
VI ratificou os atos de seus predecessores, a despeito dos céticos, sempre
prontos a duvidar do que lhes não convém, e cheios de credulidade absurda para
com o que os lisonjeia. -x-x-x-x-x-x-x-x- O territorial Einsiedeln Abbey (em alemão , Kloster
Einsiedeln, em Latina , Abbatia territorialis Sanctissima Maria Virgine
Einsiedlensis) é um mosteiro beneditino medieval de Suíça erguido na cidade de
Einsiedeln no cantão de Schwyz . A abadia é dedicado a Nossa Senhora dos
Eremitas , título deriva das circunstâncias de sua fundação, como o primeiro
habitante da região era de St. Meinrad (c. 797-861), um eremita (a palavra alemã
Einsiedler significa "ermida '). É uma abadia territorial e, portanto, não
faz parte de qualquer diocese - Diocese imediatamente sujeitos à Santa Sé - nem
é isso sujeita a um bispo, com o estatuto de dioecesis nullius e faz parte da
Congregação Beneditina da Suíça .
O mosteiro é uma etapa importante da peregrinação a
Santiago de Compostela e destino de muitos peregrinos. A " Madona Negra
" de Einsiedeln no Gnadenkapelle é um ponto de atração para cerca de um
milhão de peregrinos e turistas todos os anos. O mosteiro é de 1130 uma abadia
dupla , ou seja, que se reúne sob a autoridade do mesmo abade duas comunidades
que vivem em dois locais distintos: os homens em Einsiedeln e mulheres em Fahr
Atualmente Einsiedeln tem 60 monges e Fahr com 25 freiras.
O complexo do mosteiro, a biblioteca da coleção
abadia, arquivos e música listada no inventário suíça de propriedade cultural
de importância nacional e regional como Classe A, objetos de importância
nacional.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
O FELIZ TRÂNSITO AOS CÉUS PELA SS. VIRGEM MARIA, MÃE DE DEUS, NOSSA SENHORA (segundo o Livro - A Cidade Mística de Deus)
MARIA DESPEDE-SE DOS APÓSTOLOS E DISCÍPULOS
737. Mestra de humildade e de
obediência até a morte, respondeu que obedeceria, pedindo a todos a bênção, e
que não lhe recusassem este consolo.
Consentindo-o São Pedro, saiu da
tarima e pondo-se de joelhos ante o mesmo apóstolo, disse-lhe: A vós, Senhor,
como pastor universal e cabeça da santa Igreja, suplico que em vosso nome, e no
dela, me deis vossa santa bênção e perdoeis a esta vossa serva o pouco que vos
servi nesta vida, para dela partir à eterna. Se for de vossa vontade, dai licença
a João para dispor de minhas vestes, duas túnicas, dando-as a umas donzelas
pobres a cuja caridade devo obrigação.
Prostrou-se e beijou os pés de São
Pedro, com abundantes lágrimas e não menor admiração e pranto do mesmo apóstolo
e de todos os circunstantes. De São Pedro passou a São João e ajoelhada também
a seus pés, disse: Perdoai, meu filho e senhor, de nào haver cumprido convosco
o ofício de Mae, como ordenou o Senhor quando, na cruz, vos designou por meu
filho, e a Mim por Mãe vossa (Jo 19, 27). Dou-vos humildes e reconhecidas graças
pela piedade filial com que me assististes. Dai-me vossa bênção para subir à
eterna companhia e visão daquele que me criou.
ÚLTIMAS RECOMENDAÇÕES DE MARIA SANTÍSSIMA
738. A amorosa Mãe continuou esta
despedida, falando a cada um dos apóstolos, com alguns discípulos e depois a
todos os circunstantes reunidos, que eram muitos. Terminado, levantou-se e
disse a todos os presentes: Meus caríssimos filhos e senhores, sempre vos tive
em minha alma e gravados em meu coração, amando-vos ternamente com a caridade e
amor que meu Filho santíssimo me comunicou, e a quem sempre vi em vós, como
seus escolhidos e amigos.
Por sua vontade santa e eterna,
vou para a morada celestial, de onde vos prometo, como Mãe, vos ter presente na
claríssima luz da Divindade, cuja visão minha alma deseja e, com certeza,
espera receber. Encomendo-vos a Igreja, minha mãe, com a exaltação do santo
nome do Altíssimo, a propagação de sua lei evangélica, a estima e apreço das
palavras de meu Filho santíssimo, a memória de sua vida e morte, a prática de
toda sua doutrina.
Amai, filhos meus, a santa
igreja, e uns aos outros de todo coração, com aquele vínculo de caridade e paz
que vosso Mestre sempre vos ensinou (Jo 13, 34). E a vós, Pedro, santo pontífice,
encomendo João, meu filho, e a todos os mais.
CRISTO OFERECE À SUA MÃE ISENTÁ-LA DA MORTE
739. Maria santíssima terminou.
Suas palavras, quais flechas de fogo divino, penetraram e derreteram o coração
dos ouvintes que desataram a chorar, prostrados em terra e enternecendo-a com
suas lágrimas e gemidos. A tema Mãe também chorou, não querendo resistir a tão
amargo e justo pranto de seus filhos. Depois de algum tempo, Ela pediu que, com
Ela e por Ela, todos rezassem em silêncio. Nesta serena quietude, desceu do céu
o Verbo humanado em trono de inefável glória, acompanhado por todos os santos
da natureza humana e de inumeráveis coros de anjos, enchendo a casa do Cenáculo
de glória.
Maria santíssima adorou o Senhor,
beijou-lhe os pés, e prostrada ante eles fez o último e profundíssimo ato de
reconhecimento e humildade na vida mortal. Mais do que todos os homens que,
depois de suas culpas se humilharam ou se humilharão, esta puríssima criatura e
Rainha das alturas, aniquilou-se e se apegou ao pó.
Seu Filho santíssimo deu lhe bênção,
e na presença da comitiva celeste disse-lhe estas palavras: Minha Mãe caríssima,
a quem escolhi para minha habitação chegou a hora em que passareis da vida
mortal, e do mundo, à glória de meu Pai e minha, onde vos está preparado à
minha direita o lugar que gozareis por toda a eternidade.
Como vos fiz entrar no mundo,
livre e isenta da culpa, também ao sair dele, a morte não tem licença nem
direito de vos atingir. Se não quiserdes passar por ela, vinde comigo, e
recebereis a glória que tendes merecido.
MARIA DESEJOU PASSAR PELA MORTE
740. Prostrou-se a prudentíssima
Mãe ante seu Filho, e com alegre semblante respondeu: Meu Filho e Senhor, suplico-vos
que vossa Mãe e serva entre na vida pela porta comum da morte natural como os
demais filhos de Adão. Vós, meu verdadeiro Deus, a padecestes sem obrigação de
morrer; justo é que, tendo procurado vos seguir no viver, eu vos acompanhe também
no morrer.
Aprovou Cristo, nosso Salvador o
sacrifício e vontade de sua Mãe santíssima, e disse que se cumprisse o que Ela
desejava. Os anjos começaram a cantar, com celestial harmonia, alguns versos
dos cânticos de Salomão e outros novos.
Da presença de Cristo, nosso
Salvador, só alguns apóstolos como São João tiveram especial ilustração. Os
demais sentiram em seu íntimo divinos efeitos. A música dos anjos, porém, foi
sensivelmente ouvida, tanto pelos apóstolos e discípulos, como por outros
muitos fiéis que ali se encontravam. Desprendeu-se também uma fragrância divina
que, com a música, era percebida até na rua. A casa do Cenáculo encheu-se de
admirável resplendor visto por todos, dispondo o Senhor que, para testemunhas
desta nova maravilha, concorresse muita gente que andava pelas ruas de Jerusalém.
TRÂNSITO DA MÃE DE DEUS
741. Quando os anjos principiaram
a música, Maria santíssima reclinou-se no leito, a túnica ficou-lhe como que
unida ao corpo, as mãos juntas, o olhar fixo em seu Filho santíssimo e toda
abrasada na chama de seu divino amor.
Quando os anjos chegaram àqueles
versos do capítulo II dos Cânticos (v. 10): Levanta-te, apressa-te, minha
amiga, pomba minha, formosa minha e vem, que o inverno já passou, etc. A estas
palavras, Ela pronunciou aquelas de seu Filho na cruz: Em tuas mãos, Senhor,
encomendo meu espírito (Lc 23, 46). Cerrou os virginais olhos e expirou.
A enfermidade que lhe tirou a
vida foi o amor, sem qualquer outro ataque ou acidente. O poder divino
suspendeu a ação miraculosa com que lhe conservava as forças naturais, para não
se consumirem no ardor sensível que lhe causava o fogo do amor divino. Cessando
este milagre, o amor produziu seu efeito, consumiu a umidade radical do coração
e assim lhe faltou a vida.
IDADE DA MÃE DE DEUS
742. Aquela alma puríssima passou
de seu virginal corpo à destra e trono de seu Filho santíssimo onde, num
instante, foi colocada com imensa glória. Começou-se a ouvir que a música dos
anjos ia se afastando na região do ar, porque a procissão dos anjos e santos,
acompanhando seu Rei e Rainha, encaminhou-se para o céu empíreo.
O sagrado corpo de Maria santíssima
que fora templo e sacrário de Deus vivo, ficou cheio de luz e resplendor,
desprendendo tão admirável fragrância, que encheu a todos os circunstantes de
suavidade interior e exterior. Os mil anjos custódios de Maria santíssima
ficaram guardando o precioso tesouro de seu virginal corpo. Os apóstolos e discípulos,
entre lágrimas de dor e alegria, pelas maravilhas que presenciaram,
permaneceram absortos por algum tempo e, em seguida, cantaram muitos hinos e
salmos em honra da falecida Senhora.
O glorioso trânsito da grande
Rainha do mundo verificou-se a treze de agosto, sexta-feira as três horas da
tarde, como o de seu Filho santíssimo. Contava setenta anos de idade, menos os
vinte e seis dias que vão de treze de agosto em que morreu, até oito de
Setembro em que nasceu, e no qual completaria os setenta anos.
Depois da morte de Cristo nosso
Salvador, a divina Mãe viveu no mundo vinte e um anos, quatro meses e dezenove
dias, sendo o ano cinqüenta e cinco de seu virginal parto.
É fácil fazer o calculo: Quando
Cristo nosso Salvador nasceu, a Virgem Mãe tinha quinze anos, três meses e
dezessete dias. O Senhor viveu trinta e três anos e três meses. Ao tempo de sua
sagrada Paixão estava Maria santíssima com quarenta e oito anos, seis meses e
dezessete dias. Acrescentando a estes os outros vinte e um anos, quatro meses e
dezenove dias, fazem os setenta anos menos vinte e cinco ou seis dias.
PRODÍGIOS SUCEDIDOS NA MORTE DA VIRGEM
743. Grandes maravilhas e prodígios
sucederam na preciosa morte da Rainha. O sol eclipsou-se, como disse acima, e
em sinal de luto escondeu sua luz por algumas horas. À casa do Cenáculo
acorreram muitas aves de diversa espécies e, com tristes gorjeios, estiveram
algum tempo se lamentando e provocando o pranto de quem as ouvia.
Toda Jerusalém se comoveu e,
admirados, vinham muitos confessando em alta voz o poder de Deus e a grandeza
de suas obras. Outros ficavam atônitos e fora de si. Os apóstolos e discípulos,
com outros fiéis, se desfaziam em lágrimas. Acorreram muitos enfermos e todos
foram curados. Saíram do purgatório as almas que lá estavam.
O maior prodígio foi o seguinte:
na mesma hora de Maria santíssima, expiraram três pessoas; um homem em Jerusalém
e duas mulheres vizinhas do Cenáculo. Morreram em pecado, sem penitência e iam
ser condenadas. A dulcíssima Mãe, porém, pediu misericórdia para eles no
tribunal de Cristo. Alcançou que fossem restituídos à vida que então
modificaram, de modo a viver na graça e se salvar. Este privilégio não se
estendeu a outros que naquele dia morreram no mundo, mas só àqueles três que se
verificaram à mesma hora em Jerusalém.
O que sucedeu no céu e quão
festivo foi este dia na Jerusalém triunfante descreverei noutro capítulo, para
não o mesclar com o luto dos mortais.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
21 DE NOV. DIA DA APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO
No Antigo testamento: O Antigo
Testamento menciona o serviço de mulheres na entrada da tenda da reunião: “Ele
fez a bacia de bronze com a sua base de bronze dos espelhos são as mulheres que
serviam à entrada da Tenda do Encontro”. (Êxodo 38,8). .
No Novo Testamento: No Novo
Testamento, a descrição de Ana, a profetiza que “não se afastava do templo,
servindo [Deus] dia e noite com jejuns e orações” (Lucas 2,37).
.
São Joaquim e Santa Ana
ofereceram a Deus a filhinha no templo, quando esta tinha três anos. Para estes
santos um sacrifício muito grande separar-se de sua única filhinha. Três anos é
a idade em que a criança já recompensa de algum modo os trabalhos e sacrifícios
dos pais, formulando palavras e fazendo já exercícios mentais que encantam e divertem,
dando ao mesmo tempo provas de gratidão e amor filiais. Os levou a fazer tal
sacrifício? Um voto que tinham feito. Votos desta natureza não eram raros no
Antigo testamento. As crianças eram educadas em colégio anexos ao templo, e
ajudavam nos múltiplos serviços e funções da casa de Deus. Joaquim e Ana,
quando levaram a filhinha ao templo, fizeram-no por inspiração sobrenatural,
querendo Deus que sua futura esposa e mãe recebesse uma educação e instrução
esmeradíssima. Grande era o sacrifício de Maria, a criança entre todas a mais
privilegiada, a cerimônia da apresentação significava mais que a entrada no colégio
do templo. Maria reconhecia em tudo uma solene consagração da vida a Deus, a
oferta de si mesma ao Supremo Senhor. O sacrifício que oferecia, era a oferta
das primícias, e as primícias, por mais insignificantes que sejam, são
preciosas por serem uma demonstração da generosidade do ofertante, e uma
homenagem a quem as recebe.
Maria ofereceu-se sem reserva,
para sempre, com contentamento e júbilo. O que o salmista cantou, cheio de
entusiasmo, traduziu-se na alma da bem-aventurada menina: “Quão amáveis são os
teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos
átrios do Senhor”. E entrarei junto ao altar de Deus; do Deus que alegra a
minha mocidade (Introito da Missa Tridentina). Maria, assim amparada pelos
cuidados humanos e divinos, progredisse de virtude em virtude. De Nosso Senhor
o Evangelho constata diversas vezes esta circunstância. Como Jesus, também
Maria cresceu em graça e sabedoria diante de Deus e dos homens. Este
crescimento a Igreja contempla-o em imagens grandiosas traçadas no Livro do
Eclesiástico: “Sou exaltada qual cedro no Líbano, e qual cipreste no monte Sião.
Sou exaltada qual palma em Cedes e como rosais em Jericó. Qual oliveira
especiosa nos campos e qual plátano, sou exaltada junto da água nas praças.
Assim como o cinamomo e o bálsamo que difundem cheiro, exalei fragrância; como
a mirra escolhida derramei odor de suavidade na minha habitação; como uma vide,
lancei flores| de um agradável perfume e as minhas flores são frutos de honra e
de honestidade”. Nunca houve mocidade tão santa e esplendorosa como a de Maria
Santíssima. Outra não poderia ser, devendo Maria preparar-se para a realização
do mistério dos mistérios; da Encarnação do Verbo Eterno.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
O CRUEL MARTÍRIO do BEM-AVENTURADO JUÁN DUARTE MARTÍN
Nascido em 1912, nosso venerável
mártir era filho de lavradores profundamente religiosos e desde cedo nutriu o
desejo de um dia tornar-se sacerdote.
No ano de 1924 entrou no Seminário
de Málaga, com 12 anos de idade, dando bons exemplo de conduta e inteligência.
Seu sonho começou a parecer um
horizonte embaçado quando, em 1931, os incêndios de igrejas também em Málaga
obrigaram-no a fugir para seu povoado natal. Retorna posteriormente para ajudar
na reconstrução do seminário e uma aparente paz sobrevém por algum tempo.
Em 1936, é ordenado diácono no
dia 06 de março, na Catedral. Era este o último passo antes de ser ungido e
consagrado para, enfim, consagrar as espécies eucarísticas, oferecer o Santo
Sacrifício e administrar os demais sacramentos para a santificação das ovelhas
de Cristo.
Eclodiu a guerra e os
seminaristas foram enviados novamente para seus povoados de origem. O diácono
Juán volta para Yunquera.
Mesmo no clima perigoso da época,
não quis ocultar quem era e até nas ruas andava de batina. Isto lhe valeu que
no dia 7 de novembro uma vizinha o "denunciasse" aos milicianos.
Estes vieram e o levaram para o calabouço municipal de Álora.
No dia 7 - hoje completando 80
anos - foi preso por ser católico o jovem diácono de 24 anos. Passou oito dias
sob intensas humilhações, torturas e exposições a situações vexatórias e
pecaminosas. Metiam-lhe farpas por baixo das unhas, davam descargas elétricas
em seus órgãos genitais e faziam passeios zombeteiros pelas ruas, levando-o.
Estando ele no cárcere, punham
junto dele mulheres na intenção de fazê-lo fornicar, pecar contra a castidade.
Nenhuma conseguiu aproximar-se dele. No último dia de cárcere (o dia 15 de
novembro) levaram até ele uma bela jovem de 16 anos que, igualmente rechaçada,
não foi capaz de convencê-lo a pecar. Um miliciano entrou em sua cela e, a
sangue frio, ensandecido por vigorosas provas de pureza, castrou-o com uma
navalha de barbear, entregando seus testículos à jovem e ordenando-a que
passeasse com eles entre o povo.
A insanidade e crueldade deste
escárnio causou repugnância mesmo nos indiferentes e alguns vizinhos tentavam
chegar ao valoroso diácono para forçá-lo a renegar a fé para que não fosse
morto. Ele apenas dizia que não renegaria o tesouro de sua fé nem mesmo para
salvar a sua vida.
Os sádicos milicianos, em sua
fúria claramente diabólica, tomaram o santo diácono já ferido, abriram-no de
baixo até em cima com golpes de machado ou facão, esmagaram suas víceras,
encheram seu ventre de gasolina e atearam fogo naquele corpo virginal. Do meio
deste inferno de dores, engolido pelas chamas, ainda conseguiu dizer: "Eu
vos perdôo e peço a Deus que vos perdoe"! E mais: "Já o estou vendo!
Já o estou vendo!", ao que um de seus verdugos retrucou: "Quem estás
vendo tu, ó desgraçado?", descarregando sua pistola na cabeça do jovem clérigo.
Ainda vários dias depois de
sua morte, antes que conseguissem enterrar seus restos, os malditos assassinos
ainda desferiam tiros em seu corpo, como que revoltados contra o eco daquelas últimas
palavras, palavras de quem perdoava e de quem já entrava na glória do Céu, na
visão do Santíssimo Redentor! Eis aí um novo Santo Estêvão!
O diácono Juán Duarte Martín
foi beatificado no dia 28 de outubro de 2007, no pontificado do Papa Bento XVI,
com outros 497 mártires da Guerra Civil.
Completar-se-á 80 anos deste
martírio, deste testemunho. Os socialistas e anarquistas fizeram, como já dito,
milhares de outras vítimas, que foram assassinadas de diversos modos, muitas
delas bradando "Viva Cristo Rei"!
O cristianismo segue sendo
perseguido ao redor do mundo. Há inimigos antigos e novos.
Louvado seja nosso Senhor
Jesus Cristo!
Bendita seja a grande Mãe de
Deus, Maria Santíssima!
Bem-aventurado Juán Duarte
Martín, rogai por nós!
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
terça-feira, 13 de setembro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
“OS ESTANDARTES DO REI AVANÇAM” (VEXILLA REGIS PRODEUNT) HINO DO SÉCULO VI”
Em
19 de novembro do ano do senhor de 569 ‒ há mais de 1.400 anos! – numa procissão
no mosteiro da Santa Cruz, em Poitiers, França, ressoou um hino que durante os
quinze séculos seguintes haveria de ser entoado nas igrejas e mosteiros do
mundo todo nos ofícios da Semana Santa.
O
hino é o “Vexilla regis prodeunt” (“Os estandartes do rei avançam”) e fora
composto por São Venancio Fortunato (530-609), bispo de Poitiers, a pedido da
rainha-mãe Santa Radegunda.
Santa
Radegunda após a morte do rei Clotário I seu marido, fundou o mosteiro da Santa
Cruz. Ela recebeu de presente um fragmento do Santo Lenho doado pelo imperador
de Bizâncio Justino II e sua esposa a imperatriz Sofia.
Felizes
tempos em que os governantes dos Estados privilegiavam a fé e a ortodoxia
religiosa e moral!
A
Santa encomendou então ao santo religioso, famoso pelas suas qualidades poéticas
postas a serviço de Nosso Redentor, um hino que seria cantado durante a translação
da relíquia da Verdadeira Cruz até o altar-mor.
Procissão
em Roma
Naquele
dia quem diria que se cantava por vez primeira um hino que se transformou num
dos maiores tesouros da Igreja! (cfr. Enciclopedia Catolica)
O
hino comemora o Rei Jesus Cristo que avança rumo a Jerusalém para vencer o
pecado e nos remir.
Ele
vai precedido de seus anjos numa marcha triunfal que culminará no alto do Calvário,
morrendo na Cruz, o estandarte de todos os verdadeiros cristãos.
A
letra diz:
Avançam
os estandartes do Rei:
O
mistério da Cruz ilumina o mundo.
Na
cruz, a Vida sustou a morte,
E
na Cruz a morte fez surgir a vida.
Do
lado ferido
pelo
cruel ferro da lança,
para
lavar nossas máculas,
jorrou
água e sangue.
Cumpriram-se
então
Os
fiéis oráculos de David,
quando
disse às nações:
“Deus
reinará desde o madeiro”.
Ó
Árvore formosa e refulgente,
Ornada
com a púrpura do Rei!
Tu
foste digna de tocar
Tão
nobres membros.
Ó
Cruz feliz, porque de teus braços
Pendeu
o preço que resgatou o mundo.
Tu
és a balança onde foi pesado
o
corpo que arrebatou as vítimas do inferno.
Salve
ó Cruz, única esperança nossa,
Neste
tempo de Paixão
aumenta
nos justos a graça
e
dos crimes dos réus obtende a remissão.
Ó
Trindade, fonte de toda salvação!
Ó
Jesus, que nos dás a vitória pela Cruz,
Acrescentai
para nós
O
prêmio de vossa celeste mansão. Amém.
Em
latim, língua tradicional da liturgia católica:
Vexilla
Regis prodeunt: Fulget Crucis mysterium,
Quae
vita mortem pertulit, Et morte vitam protulit.
Quae
vulnerata lanceae Mucrone diro, criminum
Ut
nos lavaret sordibus, Manavit unda et sanguine.
Impleta
sunt quae concinit David fideli carmine,
Dicendo
nationibus: Regnavit a ligno Deus.
Arbor
decora et fulgida, ornata Regis purpura,
Electa
digno stipite tam sancta membra tangere.
Beata,
cuius brachiis Pretium pependit saeculi:
Statera
facta corporis, tulitque praedam tartari.
O
Crux ave, spes unica, hoc Passionis tempore!
Piis
adauge gratiam, reisque dele crimina.
Te,
fons salutis Trinitas, collaudet omnis spiritus:
Quibus
Crucis victoriam largiris, adde praemium. Amen.
O
Papa Urbano VIII o introduziu no culto da Igreja Católica, e o hino ingressou
no Gradual do Vaticano que recolhe os cânticos gregorianos em sua forma
original.
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